20 anos de Buffy: um clássico girl power como poucos

11 de março de 2017 Por:

Quem passou pelos anos 90, com certeza vai se lembrar da série Buffy, The Vampire Slayer. E claro, do Angel (David Boreanaz), mas isso é um caso à parte. Numa década que não estava tão em alta o assunto feminismo e empoderamento feminino como nos dias de hoje, Buffy foi um avanço para a época. Tudo bem que, nos anos 90, as girls bands dominavam as paradas de música e da mídia, mas ver uma personagem de TV adolescente determinada, sem mimimi e avessa aos dramalhões de romance à la Malhação, era algo totalmente novo.

Para quem não assistiu – aproveita que as sete temporadas completas estão na Netflix – a série contava a história de Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar), uma típica adolescente norte-americana, senão fosse o fato dela ser a escolhida da sua geração para ser uma caçadora de vampiros. Se Buffy se resumisse apenas a isso, já seria uma série boa para se assistir e ter de referência naquelas conversas intermináveis sobre roteiros, episódios, atores e tudo mais que todo Apaixonado por Séries adora. Mas não resistiria tão intacta em nossas mentes – principalmente depois de uma maratona em tempos atuais, quando procuramos séries que, no mínimo, saiam do lugar comum.

Os mais novos que forem a assistir a série podem achar over. Realmente, os efeitos especiais eram bem precários e tinham algumas cenas, digamos, um pouco clichês e até toscas – era a estética da época e também o que condizia com a série. Mas a essência da história e a mensagem passada em cada episódio, em metáforas, merecem ser destacadas. Ao lidar com vampiros, demônios e salvar muita gente, Buffy lidava também com os problemas tradicionais da adolescência, como o carinha que parece um príncipe encantado, mas não é, ou a arrogância da garota mais popular – e metida – do colégio. Quem não se identifica com esse tipo de situação?

Além disso tudo, Buffy desmistificou a imagem da loira protagonista indefesa. A série é girl power total. Por trás do jeito meigo e aparentemente superficial, Buffy matava qualquer vampiro e demônio sem cerimônia nenhuma. Já a sua melhor amiga, a Willow Rosenberg (Alyson Hannigan) era nerd, fera na computação – uma área até então dominada por homens – e se descobre lésbica e bruxa. Pode parecer supernatural abordar esses temas em séries – e é mesmo -, mas estamos falando de uma obra que se passou no século passado, em 1997. Há 20 anos, Buffy já pautava racismo, bullying, sexualidade, dilemas sociais e feminismo. Algo totalmente inovador, principalmente na questão do feminismo, já que na telinha tínhamos poucas referências femininas reais, que não fossem estereotipadas e, mais importante, que fossem realmente empoderadas e pudessem servir de exemplo para as jovens da época.

Bateu saudade? Que tal aproveitar o vigésimo aniversário de estreia de Buffy para começar uma maratona hoje mesmo? Quando o assunto é aumentar o número de séries assistidas ou rever aquela obra que tem um sabor especial, nós somos sempre a favor! E falando em aumentar a watchlist, você pode aproveitar para assistir a Angel também, que é o spin off de Buffy, e torcer para que os boatos de um possível revival sejam verdadeiros e que nós possamos ver Sarah Michelle Gellar salvando o mundo mais uma vez.

Post com a colaboração de Renata Vivan

Jornalista, carioca na Terra da Garoa, apaixonada pela vida e por doces diet. ❤

São Paulo/SP

Série Favorita: Prison Break

Não assiste de jeito nenhum: Friends

  • Depois do especial que escrevi pro dia 8 e dessa linda homenagem tô me sentindo animada, e na obrigação, de rever a série toda. Foi a primeira que assisti e até hoje tem um espaço no meu coração <3

    • Bia Libonati

      Sim! A primeira série que assisti. Marcou, né? Escrever sobre Buffy me fez voltar no tempo. <3

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