5 Motivos para assistir Shooter na Netflix!

20 de abril de 2017 Por:

Uma daquelas séries pouco conhecidas do grande público, Shooter estreou na Netflix recentemente e merece destaque. Baseado no livro de Stephen Hunter, Point of Impact, que também inspirou, em 2007, um filme estrelado por Mark Wahlberg (atual produtor da série) Shooter é um drama político com muitas cenas de ação.

Bob Lee Swagger (Ryan Phillippe) é um atirador de elite reformado que é persuadido a voltar em ação depois de ser informado de um plano para matar o presidente americano. Aparentemente, o enredo parece mais uma das propagandas de orgulho norte-americano com direito a armas e patriotismo, mas vai além disso, e consegue te prender do início ao fim.

A primeira temporada contém dez episódios, e se você ainda não assistiu, corre lá! Tá em dúvida se vale a pena acompanhar? Aqui, vão cinco motivos (sem spoilers) para te convencer que Shooter vale a pena cada minuto!

1) O clichê que deu certo

A série em muitos momentos é típico um filme Duro de Matar, com herói invencível, que sempre tem a sacada perfeita para cada situação. Mas, apesar de você perceber que muita coisa é pura viagem e que jamais aconteceria daquele jeito na vida real (como em quase todas as séries), as cenas de ação são bem produzidas e não deixam a desejar em qualidade dos efeitos especiais e atuação do elenco. Além disso, como toda série política, Shooter tem muitas cenas de perseguição policial, investigações como em Homeland, e claro, épicas trocas de tiro (veja número 4).

2) Reviravoltas e desfechos surpreendentes

Já logo no primeiro episódio da série a sequência de fatos é sensacional. A história é contada de forma bem encadeada, rápida e explicativa, o que me fez lembrar bastante a primeira temporada de Prison Break. Muitas cenas fogem do óbvio e esse é o ponto alto da série: acontecimentos que você pensa que sairiam de um jeito, mas te surpreendem com um desfecho totalmente imprevisível. Além disso, a história não enrola e se ficou algum mistério no ar, logo ele é explicado e outros surgem. E assim você vai assistindo um episódio atrás do outro. Viciante!

3) Família perfeita

Shantel VanSanten e Ryan Phillippe deram química total ao casal Julie e Bob Lee Swagger. Os dois representam um casal que como qualquer outro tem suas dificuldades, mas acima de tudo possuem uma união e cumplicidade muito fortes. O que eu achei mais interessante é a forma não romantizada que a Julie olha para o marido, enxergando-o como um homem que possui suas contradições, defeitos e qualidades. Apesar de Bob Lee ser bem protetor, ele também confia muito na força dela, que por sua vez, não é a figura de uma mulher frágil e indecisa, e sim ela mesma, sem heroísmos ou vitimismos, sem forçar aquele papel que a mulher tem de ser boa em tudo. A filha do casal, Mary, interpretada pela pequena de apenas oito anos Lexy Kolker, é uma fofura a parte! Super esperta, tem diálogo aberto com os pais e dá um show de atuação (melhor que muitos atores em Malhação). Família fofa, real, que foge aos esterótipos de filmes americanos.  Ponto positivo!

4) Cenas épicas de tiros à la Counter Strike


Se você é um daqueles gamers que adora atirar como sniper em jogos como Counter Strike, essa série foi feita para você. Apesar do nome ser muito genérico – Shooter = Atirador – o enredo foca muito em detalhes sobre diversos tipos de armamentos usados em longa distância. Bob Lee é um ex-fuzileiro naval, exímio atirador de elite, considerado um dos melhores do país. No decorrer da série, muitas cenas de tiro são mostradas, que incluem questões técnicas e curiosidades sobre as armas. O mais interessante que descobri depois é que, realmente, todos os atores participaram de aulas com atiradores, incluindo incursão na selva e tiros de longa distância. Poderia rolar um making off com isso aí, né Netflix? 😉

5) Teorias da conspiração e relações internacionais

Como toda série política, teorias da conspiração fazem parte do enredo. Após 2001, os Estados Unidos nunca mais foram os mesmos e isso reflete até hoje em todos os produtos culturais que abordam questões políticas e governamentais. Shooter mostra tensões diplomáticas entre ucranianos e russos, com a participação dos Estados Unidos intensificando as relações, é claro. A investigação de todo emaranhado do jogo político fica a cargo de uma agente do FBI, Nadine Memphis (Cynthia Addai-Robinson), e é completamente instigante! Você vai querer ver o próximo episódio, o próximo, e o próximo…

Shooter foi renovada para segunda temporada que deve estrear ainda este ano. E você, já assistiu a série? Deixe seu comentário e até a próxima!

Jornalista, carioca na Terra da Garoa, apaixonada pela vida e por doces diet. ❤

São Paulo/SP

Série Favorita: Prison Break

Não assiste de jeito nenhum: Friends

  • Paulo Adriano Rocha

    Foi uma série que curti demais. As atuações são brilhantes. Os desfechos são bem escritos. Gostei demais. Só espero que não siga a história do Bob pra segunda temporada, porque acho que a família já sofreu suficiente pro resto da vida.
    Mas a primeira temporada foi top!

  • Reader

    Comecei a assistir os três primeiros episódios, mas ainda não terminei a temporada porque é muita série pra atualizar nessa vida. Achei interessante os episódios e achei a família dele muito fofa também. Li uma crítica dizendo que a série era só sobre arma e o amor dos EUA pelas armas, mas também achei que tem um enredo bem maior que isso. Será que não rolava um spin-off da série com as colegas de canal Queen of the south, ou então com Mr. Robot? Magina só!

  • Luiz Philipe

    Amei essa série demais! <3

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