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A história do Brasil em minisséries

Por: em 15 de novembro de 2014

A história do Brasil em minisséries

Por: em

Ninguém precisa voltar para aulas de história para lembrar que dia 15 de novembro de 1889 foi proclamada a república no Brasil. Depois de uma festinha na Ilha Fiscal, a coisa já não estava muito boa para Dom Pedro II e Deodoro da Fonseca e seus amigos instituíram um governo provisório republicano. Nós do Apaixonados Por Séries voltamos no tempo da aula da Tia Cotinha para lembrar os fatos históricos brasileiros por trás de algumas minisséries.
Mesmo com algumas (ou muitas) licenças poéticas essas minisséries são verdadeiras aulas de história. Produções caprichadas, com grande elenco, que levaram um pouquinho da história do nosso país para o grande público.

Grandes Navegações – A Invenção do Brasil

A Invenção do Brasil
Aqui a licença poética foi enorme, mas a produção foi tão caprichada que entrou na nossa lista. Exibida no ano 2000, a microssérie de três capítulos tinha direção de Guel Arraes e Jorge Furtado. Selton Mello era Diogo, um português interesseiro que chega na costa brasileira antes de Pedro Álvares Cabral. Ele se apaixona pelas índias Paraguaçu (Camila Pitanga) e Moema (Deborah Secco) e é tratado como um rei pelos índios. Sabendo dessa influência, a corte portuguesa resgata Diogo de volta e Paraguaçu vai junto com ele para Portugal. Dizem por aí, que parte da história é realmente verdadeira, e que Diogo teve um importante papel na fundação de Salvador.

Vinda da Família Real – Quinto dos Infernos

Quinto dos Infernos
Em 1808, Dom João fugiu para o Brasil e a nossa história nunca mais foi a mesma. Toda a família real provocou um verdadeiro rebuliço na colônia, e na minissérie de Carlos Lombardi, exibida em 2002, tudo foi retratadado com muito bom humor, a começar pelo nome da minissérie, que era como Carlota Joaquina se referia ao Brasil. Dom João VI, Carlota Joaquina, Dom Pedro, Marquesa dos Santos e outros personagens da nossa história estão presentes na minissérie, que além da vinda da família real mostra também a Independência do Brasil e o Dia do Fico.

Revolução Farroupilha – A Casa das Sete Mulheres

A Casa da Sete Mulheres
Eita minissérie linda de ver! Bento Gonçalves, líder dos farrapos, tem a sua história contado pela visão das mulheres da sua vida. Suas irmãs, esposa, filhas e sobrinhas vivem em uma fazenda, e, com personalidades bem diferentes, acompanhamos suas histórias e as suas relações. Um dos destaques foi Manuela, primeiro papel na televisão de Camila Morgado, que era noiva de Garibaldi, até a chegada de Anita. Até hoje Manuela é conhecida como a eterna noiva de Garibaldi, que morreu esperando o noivo, embora nada comprove isso de fato. A minissérie foi uma produção super caprichada, com um super elenco, como Nívea Maria, Eliane Giardini, José de Abreu, Mariana Ximenes, entre outros.

Proclamação da República – Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga
A série, exibida em 1999, foi baseada na vida de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, ou simplesmente Chiquinha Gonzaga. Gabriela Duarte e sua mãe, Regina, interpretaram a compositora e maestrina na telinha. Uma mulher, da alta sociedade carioca, conhecida por estar sempre a frente do seu tempo e por possuir ideais libertários. A Musicista nasceu em 1847 e faleceu, aos 87 anos, em 1935. Ou seja, o plano de fundo da sua história são os principais acontecimentos históricos do país. Ela era afilhada do notório Duque de Caxias, herói da Guerra do Paraguai. Se alinhou à causa abolicionista e republicana, participando ativamente dos movimentos que culminaram na assinatura da Lei Áurea em 1888, bem como na Proclamação da República em 1889. Ela foi pioneira, pois por conta da sua paixão pela música, decidiu fazer dela sua vida. Ela musicou inúmeras peças teatrais, compôs milhares de músicas que até hoje são lembradas, como “Ó Abre Alas” e “Lua Branca”. Com a minissérie é possível ter noção das mudanças políticas e sociais, não só no Brasil como no mundo. Por Lívia

Segunda Guerra Mundial – Aquarela do Brasil

Aquarela do Brasil
A minissérie foi exibida em 2000, e a história se passa nas década de 40 e 50, focando-se no crescimento do rádio e na chegada da TV no país, mas também nas tensões políticas que levaram à 2ª Guerra Mundial. A trama principal girava em torno da ascensão da cantora Isa Galvão (interpretada por Maria Fernanda Cândido) e o triângulo amoroso entre a bela e o músico Hélio (Thiago Lacerda) e o militar Mário (Edson Celulari). Podemos ver um pouco de como o Brasil entrou na guerra, enviando homens para Itália e também alguns personagens que fogem para cá por conta do Holocausto. Uma das tramas mais interessantes, para mim, foi a do oficial nazista Axel Bauer (Felipe Kannemberg) que deserta do exército alemão por conta de uma paixão pela Judia Bella (Daniela Escobar), ele a salva e foge para o Brasil, enfrentando diversas dificuldades no percurso. Uma série que tratou com muita sensibilidade de tramas fortes como essa, e deu a oportunidade do espectador aprender um pouco mais sobre a história do seu país.
Por Lívia.

Fundação de Brasília – JK

JK
Se atualmente algum político viesse com essa história de “50 anos em 5” ninguém iria colocar muita fé. Mas o ousado plano de metas de Juscelino Kubitschek permanece eternizado por nossas aulas de história e geografia. Uma de suas metas foi a transferência da capital federal para Brasília. A minissérie mostrou a vida por trás do presidente, sua família, seus amores, seus amigos, e claro seu governo. JK foi interpretado magistralmente na primeira fase por Wagner Moura e na segunda, pelo saudoso e “felomenal” José Wilker.

Ditadura Militar – Anos Rebeldes

Anos Rebeldes
Pela primeira vez, em 1992, uma emissora de televisão levou ao ar uma história que se passa nesse conturbado período da história brasileira. Coincidência, ou não, foi justamente na época dos caras pintadas, e cerca de um mês após o fim da minisérie, Collor foi deposto. A trama principal da minissérie era do amor impossível entre Cássio Gabus Mendes e Malu Mader, um idealista e ativista político e uma jovem despolitizada. Outro destaque foi Heloísa (Claudia Abreu) que de menina mimada passou a ser integrante da luta armada, sofrendo todas as consequências da sua politização.


E aí? Refrescaram a memória das aulas de história? Sentiram falta de alguma minissérie?


Joanna Saldanha

Carioca, curiosa e apaixonada por novelas e séries desde sempre.

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita: Friday Night Lights

Não assiste de jeito nenhum: Lost

  • Camila

    Não vi todas, mas anos rebeldes foi um marco grande, lembro de assistir no auditório do cefet alguns capítulos.

  • Larissa

    Muito legal esse post, parabéns!!! O paixonados por séries está cada dia melhor!!

  • Wander

    A sequencia das cenas da morte da personagem da Claudia Abreu em Anos Rebeldes, Heloisa, ainda é um dos momentos mais icônicos da teledramaturgia no cinema nacional. Tive o prazer de acompanhar a minissérie pelo Viva a uns 3 anos atrás. Aos acéfalos que estão indo as ruas recentemente pedindo a volta da ditadura, deveriam assistir uma obra como essa a fim de abrir suas visões e reconhecer tamanho absurdo.

    • Wander

      Retificando: “.. teledramaturgia e no cinema nacional”, risos.

  • Janaina Helena

    Muita coisa boa é produzida no Brasil, principalmente em se tratando de séries.

  • Leka

    Faltou A Muralha

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