Aftermath – 1×04 Fever of The Bone

20 de outubro de 2016 Por:

Inesperadamente, Aftermath nos apresentou o seu melhor episódio até o momento. Claro, a série está longe de ser boa, mas em questão de roteiro, esse foi o que teve menos falhas e que, de um jeito ou de outro, mais desenvolveu os personagens.

Aftermath - 1x04

E vamos começar com Brianna que finalmente encontrou sua família. Após uma busca cheia de altos e baixos, a garota conseguiu escapar do perigo e se reuniu com sua família. A comunidade, que infelizmente foi pouco explorada, acabou sendo deixada para trás, mas não sem antes nos apresentar um algo a mais. As palavras do possuído são, no mínimo, instigantes. Afinal, o que significa “Matadora de Hospedeiros”? Um dos problemas da série até o momento é, a cada episódio, nos apresentar mais coisas sem desenvolver absolutamente nada. É possível notar que a garota não foi a única que se relacionou com o sobrenatural. Será que, assim como com Matt, o avô também tem algo com isso?

O Reverendo, por mais mal aproveitado que tenha sido, acabou colocando um elemento interessante na história. De todos, por que será que Bri foi a única a ser raptada? Será que todos os possuídos sabem sobre ela e a estão procurando? É nítido o potencial que a série tem, mas será realmente necessário misturar tantas coisas? O apocalipse e esse último elemento apresentado já seria de bom tamanho e poderia guiar a série até o fim. A praga, por sua vez, seria bem apresentada em uma temporada futura. O dragão – ou algo do gênero – seria um grande choque no último episódio. Mas por que diabos a série insiste em misturar tudo? Será desespero para ganhar o público?

Já o relacionamento dela com Devyn continua sendo uma das melhores coisas. Com tantas cenas de ação, mortes e sangue, um romance é muito bem-vindo. A interação e química dos atores ajudam muito e é impossível não criar expectativas com eles. O problema é que, uma hora ou outra, algo irá dar errado. Dev é um personagem maravilhoso, mas essa família tem um grande histórico de problemas e, em todas as ocasiões, são as outras pessoas que acabam sendo machucadas. Provavelmente o fato de eles serem os protagonistas ajuda, mas será que algum dia sentiremos medo por eles? Acaba se tornando cansativo tantos personagens secundários com potencial sendo desperdiçados, como temos visto nos últimos episódios.

Taylor Hickson e Mitchell Kummen - Aftermath

E falando na família, tudo permanece na mesma. Ainda é incômodo o fato de eles levarem o apocalipse como algo normal, principalmente com a quantidade de coisas que acontecem. Mas, tirando esse fato irritante, é possível tirar algo bom da história. Karen, que continua com a sua personalidade forte, encontra um velho conhecido em meio ao perigo. E é impossível negar o quão sortuda ela foi, afinal, o que poderia acontecer com eles se fossem presos? A praga está se proliferando cada vez mais e eles estão cada vez mais expostos.

Joshua, por sua vez, mesmo fazendo parte do elenco principal, parece mais com um figurante. Tirando o problema no supermercado no episódio passado, o personagem não fez mais nada de relevante. Parece que sua única função é dirigir o carro e, mesmo assim, ainda divide o volante com o filho. A vontade de criar uma protagonista forte foi tanta que isso acabou ofuscando os demais personagens.

Já a Tia Sally, que tinha tudo para ser uma das melhores personagens, acabou sendo deixada de lado novamente. Mesmo assim, o motivo é compreensivo. Ela é uma enfermeira, ela ajuda as pessoas. Que utilidade ela teria no meio de uma guerra? Ela é a pessoa que fica aos lados, ajudando aqueles que têm coragem de ir ao meio. Talvez ela acabe sendo uma peça chave para a cura da doença. Mas, levando em conta o final do episódio, será que os que ficaram no aeroporto estão bem? Seria interessante se a série nos desse um tempo para respirar, mas a vontade de chocar o público acaba colocando um problema atrás do outro, muitas vezes cansando o telespectador.

Janet Kidder - Aftermath

Dana, a mais jovem Copeland, continua atrapalhando a história. O receio de ela pegar em armas seria algo interessante, mas a partir do momento em que vemos o discurso dela, já era possível saber que naquele mesmo episódio era teria que arcar com isso. Será que esse fato não poderia ter se desenvolvido um pouco mais lentamente? Até agora não possível criar empatia pelos personagens, e uma relação de Dana em conflito com si mesmo poderia ajudar muito nesse quesito.

Ainda, pela troca de olhares com a irmã, é possível sentir o medo dela. Por serem gêmeas, Dana sempre achou que sabia de tudo da irmã, mas será que a pessoa que ela conhecia antes do apocalipse é a mesma que ela reencontrou? Será que, algum dia, ela imaginaria ver a irmã matando alguém? Não é possível afirmar com precisão, mas um foco maior na relação delas seria bem interessante e, ainda, ajudaria na carga dramática que a série tanto evita.

Matt, por sua vez, continua a surpreender. Mesmo causando alguns problemas, nesse momento ele se torna um dos personagens mais interessantes. É forte, inteligente e corajoso. E claramente esses são os requisitos básicos para se participar de um apocalipse. Afinal, quando Karen não estiver por perto, quem cuidará da família? Até o momento, ele é o único que tem a possibilidade de assumir o posto da mãe. E, mesmo com tudo isso, ainda temos o sobrenatural em jogo. Será que ele encontrará Ala novamente, ou então alguma criatura da mesma espécie? Não é possível que a interação deles seja apenas para completar os quarenta minutos de episódio. Esse, com certeza, é um plot em potencial e merece ser explorado.

Levi Meaden - Aftermath

No geral, Aftermath ainda precisa melhorar muito. Com tramas demais e pouco desenvolvimento, a série acaba se tornando enjoativa para quem assiste. Apesar de cedo, não é recomendável ter esperanças de um segundo ano para a série, afinal, pelo jeito que a história se encontra, é provável que nem mesmo seu primeiro ano consiga fechar de forma satisfatória.

Observações:

Como eu odeio insetos.

Entre estar no meio da praga ou dos fanáticos religiosos, eu com certeza escolheria a praga.

A cara de confuso do Levi Meaden é, provavelmente, uma das coisas mais bonitas que veremos nessa vida.

Nunca iria imaginar que o Reverendo estivesse possuído. Foi um ótimo plot-twist.

Devyn não perde tempo mesmo, parabéns…

…Aliás, a personalidade dele me lembra muito a do Ted Mosby. Não me perguntem o por quê.

Às vezes é tanta coisa acontecendo que até esqueço o plot principal da série.

 


E você? O que achou do episódio? Não se esqueça de deixar sua opinião e continuar acompanhando as reviews aqui, no Apaixonados por Séries.

Leonino. Não ligo para signo, mas sei que muita gente se importa, então fica aí a informação.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

  • [] Kelly []

    tbm,n imaginava o reverendo possuido,e o termo “Matadora de Hospedeiros” pq ela matou aquele q raptou ela msm sem querer e pelo animal (dragão ou sla) esteja pegando possuidos,e dev tem uma carinha de anjo,ele é muito puro para oq está acontecendo,algo vai acontecer a ele,eu sei,é impossivel n shippar dev e bri

    • Kelly,

      Realmente, foi uma grande surpresa. Sobre o termo, eu ainda acho que ela deve ter algo de especial, mas provavelmente só veremos isso mais para frente. Nossa, também estou com bastante medo pelo Devyn. Ele é um dos personagens que claramente estão na história para morrer, o que é uma pena.

      Muito obrigado pelo seu comentário!

Gypsy

4 dias atráscomentarios

Confesso que a princípio eu achei que Gypsy fosse um filme, afinal Naomi Watts e Billy Crudup são atores que estamos mais acostumados a ver na telona. Estranho ter um casal desse porte em uma produção para telinha do Netflix. De fato, Gypsy não é como a maioria das séries que estamos acostumados. Tem uma cinematografia de tirar o fôlego e um enredo que se desenvolve sem qualquer pressa. Com episódios de 50 minutos em média, Gypsy é quase um estudo de personalidade da sua protagonista, Jean Holloway, vivida por Naomi Watts. Ela é uma psicóloga, casada com Michael, um advogado que parece ter uma vida normal no subúrbio dos EUA. Tudo é muito sútil no início, mas vamos notando […]

Leia o post completo

Primeiras Impressões: Atypical

5 dias atráscomentarios

Estreou ontem na Netflix a comédia Atypical, que conta a vida de Sam (Keir Gilchrist), um garoto autista que chega a idade adulta e passa a ter uma série de necessidades/curiosidades para descobrir quem realmente é. E nesse caminho de descobertas vamos entendendo mais sobre a sua personalidade, suas limitações e como tudo isso afeta a sua família e a todos que o cercam. Trazer o universo adolescente parece ter sido uma maneira do canal de streaming se aproximar do seu público, trabalhando pautas mais complicadas através de uma abordagem diferente. Foi assim com o suicídio em 13 Reasons Why e agora com o autismo em Atypical. Mas o que chama atenção mesmo é que, apesar de todas as limitações do […]

Leia o post completo

Primeiras Impressões: Mr. Mercedes

6 dias atráscomentarios

A Audience Network estreou, no último dia 9, Mr. Mercedes, um suspense baseado na obra de Stephen King. A série é estrelada por Brendan Gleeson e Harry Treadaway, dirigida por Jack Bender e tem como roteiristas David E. Kelley e o próprio Stephen King. A primeira temporada terá dez episódios. A história começa em uma madrugada de frio, com dezenas de desempregados fazendo fila em frente ao local que, no dia seguinte, vai sediar uma feira de empregos. Conhecemos uma mãe que levou sua bebê porque não tinha dinheiro para pagar uma babá, um rapaz gentil que empresta seu saco de dormir para que ela troque as fraldas e amamente a criança, e um homem meio ranzinza que faz algumas […]

Leia o post completo

Siga as nossas redes sociais e fique sempre conectado:

Assine nossa newsletter