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Aftermath – 1×08 Here Is No Water But Only Rock

Por: em 17 de novembro de 2016

Aftermath – 1×08 Here Is No Water But Only Rock

Por: em

Superando todas as expectativas, pela primeira vez Aftermath conseguiu nos apresentar um episódio consistente. Com uma grande evolução dos personagens e um desenvolvimento inesperado na história, a série começa a entrar em sua reta final, a qual promete ser ainda mais surpreendente.

Levi Meaden - Aftermath

Dando continuidade aos eventos passados, encaramos a realidade após a explosão. Um fato interessante nesse episódio foi como tudo serviu como uma metáfora. O vulcão explodiu, mas o fogo purificou a todos. Karen, que sempre foi uma mulher forte, continuou lutando mesmo em sua pior situação. Nesse episódio, ela precisou enfrentar seu próprio apocalipse. Sua mente criou um labirinto que apenas ela seria capaz de escapar. O monge disse que ela poderia desejar o que quisesse e, indiretamente, esse desejo foi realizado. Sua família se salvou; existe presente maior? Desde o começo, tudo o que ela quis foi a proteção deles. Claro, para isso, ela acabou enfrentando o maior perigo de sua vida: ela mesma. Colin era, na verdade, sua própria consciência. Ele representava todos os seus medos e inseguranças. Ele representava a voz que fica dentro de nossas cabeças, a voz que diz para desistirmos, a voz que diz que nada irá dar certo. Ela não apenas resistiu, como também nos mostrou que essa voz não pode ter poder em nossas vidas. Nós controlamos nosso futuro.

Joshua, por sua vez, também quase morreu para salvar sua família. Karen desejou isso e tudo aconteceu através dele. Sem ele, o resultado poderia ter sido completamente diferente. Desde o início, ele sempre tentou fazer o seu melhor. O problema, até o momento, é que o roteiro nunca viu a necessidade de desenvolvê-lo como deveria. Apesar de ter o conhecimento, ele sempre ficou como secundário em sua própria família. E, apesar de não ter mudado muita coisa, nessa semana conseguimos ver sua verdadeira importância. Ele e Karen são uma dupla. Um precisa do outro, pois é isso que os fortifica. Joshua não é somente um pai, mas um dos pilares que sustenta a família Copeland. Sem ele, tudo acabaria pendendo. Apesar de nunca ser mostrado, esse episódio conseguiu confirmar sua necessidade na história.

Já Matt continua sendo o melhor personagem. Mesmo não sendo tão desenvolvido, é nítido que ele é o único que pode assumir o lugar dos pais. Não somente por ser inteligente, mas sim por sua coragem e brilhantismo. Se algo acontecer com os pais, ele é o único que pode guiar o resto da família para seu destino. Ainda, foi interessante ver como o próprio roteiro brinca por não envolvê-lo em tantas tramas. Ainda não foi criado um relacionamento para ele, mas será mesmo necessário? Até o momento, ele conseguiu se sair bem do jeito que está. Enquanto Karen e Joshua precisam um do outro, ele acaba sendo o contrário. Tudo que ele precisa já está dentro de si mesmo. Mesmo assim, é importante notar suas reflexões ao final do episódio. Ele sabe que está mudando, mas será que veremos essa mudança? Seja como for, é perceptível que o personagem ainda tem muito que mostrar.

Sem Créditos em Aftermath

Após a morte de Devyn, Brianna acabou não sendo a mesma. A garota forte que vimos nos episódios iniciais acabou nunca mais aparecendo. Mas, observando, conseguimos entender o motivo. Ela ainda é uma criança. Tudo o que ela está passando não condiz com sua realidade. E, mesmo nessa situação, é incrível ver a força que a mesma ainda tem para continuar. Além disso, somente ela entende o que a irmã está passando. Dana perdeu Martin, mas pode encontrar conforto em sua própria família. Acaba sendo interessante notar sua relação com seus familiares, o que não difere muito de nossa realidade. Quantas vezes conseguimos sentir algo sobre um amigo ou parente, que posteriormente acaba se revelando como verdade? Alguns não acreditam, mas é possível sentir o outro e Dana sabe disso. Sua família é seu porto seguro. Mesmo com o apocalipse acontecendo, o desespero dela nunca se torna maior que o amor que sente por sua família. Eles entraram nessa juntos e irão continuar juntos, de um jeito ou de outro.

Ainda, é importante ver como a relação delas com Matt está sendo explorada. Matt sempre se mostrou fiel com Bri, principalmente durante a busca pela garota. Com Dana, no entanto, tudo aparentava ser uma relação normal. Agora, é possível ver o quão próximo eles estão e talvez o apocalipse tenha feito isso. Mesmo com tantas mortes e destruições, será que não é possível tirar algo bom de tudo isso? Eles estão cada vez mais unidos como uma família. Pelo que vimos, a luta da família Copeland ainda terá muito que nos mostrar.

E, surpreendendo todo o público, acabamos vendo a trama principal desenvolvida, algo que há alguns episódios achávamos impossível de acontecer. Desde o começo, era possível notar como a relação de Dana e Martin tinha ocorrido de forma muito rápida. Mas, já nesse episódio, conseguimos descobrir o verdadeiro vilão da história: o tempo. Aparentemente, ele também não está fluindo como deveria. Algo bastante incomum em séries do gênero, esse elemento pode ser explorado de diversas formas, trazendo um maior desenvolvimento para a história. Ainda, é impossível não se questionar sobre a verdadeira intenção dos Qs. Tudo indicava que eles seriam mais uma das várias criaturas apresentadas e esquecidas, mas agora aparentam ter um propósito. Mesmo seguindo para seu final, é bom notar que a série está fazendo de tudo para nos apresentar uma boa história, pedindo perdão por tudo que nos foi mostrado anteriormente.

James Tupper - Aftermath

No geral, Aftermath ainda não é uma boa série. Mesmo apresentando um bom episódio, é difícil esquecer tudo que nos foi mostrado nos episódios iniciais. Mesmo assim, a série ainda parece ser capaz de entregar um final razoável. Agora, todos os personagens estão renovados para começar uma nova jornada. Ainda não é possível criar boas expectativas, mas é possível sentir a emoção em ver o mundo sendo mais explorado, nos mostrando uma nova realidade do apocalipse.

Observações:

Todos os problemas da série foram colocados na Dana. Agora ela é claustrofóbica.

Matt procurando um relacionamento. Aonde assina os papéis?

Confesso que, pelo orçamento, não acho os efeitos especiais da série ruins.

Espero muito que a série continue nos apresentando episódios nesse nível.

Impossível não sentir medo na sequência de delírios na caverna.

Coitada da vizinha. Os Copeland realmente deixaram tudo para trás, inclusive os bons modos…

…Tudo bem, talvez ela também estivesse infectada, mas não custava confirmar.

 


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Lucas de Siqueira

Apaixonado por Tom Holland, séries históricas, documentários sombrios e guerras. 19 anos de pura imersão em diferentes universos através da leitura e pronto para criar outros através da escrita.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

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