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Aftermath – 1×12 Now That We Talk of Dying

Por: em 18 de dezembro de 2016

Aftermath – 1×12 Now That We Talk of Dying

Por: em

Faltando apenas um episódio para o final de seu primeiro – e provavelmente último – ano, Aftermath nos apresenta um episódio sem grandes mudanças importantes, mas com grandes revelações. Se antes tínhamos esperanças de explicações normais ou não tão elaboradas, agora temos certeza de que o roteiro, assim como nos episódios anteriores, irá apostar em fórmulas bizarras para resolver a história criada.

Victor Zinck Jr. - Aftermath

Dando continuidade aos eventos passados, vimos a busca por Bob Black dando início. Mas, mais importante do que isso, é importante notar a união da família Copeland nos últimos dias do Planeta Terra. Ao contrário do início, onde eles faziam questão de não ficarem separados em momento algum, agora eles se tornam mais distantes a cada acontecimento. De todos, Brianna é o maior exemplo disso. Durante sua busca, tudo que vimos foi o desespero e a expectativa de ambas as partes em ver a família junta novamente. Agora, ela age como alguém totalmente diferente de quem era. Na verdade, ela está agindo como quem era antes do apocalipse, ou seja, toda sua evolução durante sua separação foi deixada de lado. Agora, temos novamente uma garota imatura que, mesmo tentando, não consegue passar um minuto sem reclamar de algo. É triste dizer, mas, analisando os episódios até o momento, Bri será , ao que tudo indica, o típico caso de personagem mal aproveitado. Era nítido seu potencial no início, mas agora sua personalidade a transformou em alguém dispensável. Seu último feito importante nos últimos dias, que superou até mesmo as expectativas de Dana, foi simplesmente deixado de lado. Ela sabe como salvar as pessoas possuídas, mas será que isso importará agora?

E, falando em Dana, foi decepcionante ver seu papel durante esse episódio. Desde o começo é possível perceber que, não importa qual seja o acontecimento, ela sempre estará lá com uma explicação ou uma teoria. Seu papel na série foi, de forma geral, de alguém que servia apenas para tentar explicar as várias coisas estranhas que aconteceram. Se Aftermath fosse uma série narrada, ela provavelmente seria a narradora. Talvez esse tenha sido o motivo de nunca conseguir uma história decente. Ao contrário da irmã, ela sempre ficou apagada. Todos seus confrontos eram, se analisarmos bem, uma versão menor do que ocorria com a irmã. Enquanto Brianna enfrentava perigos sérios, tudo que Dana conseguia fazer era torcer por ela. A esperança de que sua personalidade fosse mudar através dos acontecimentos foi, de uma vez por todas, apagada. Ela não é uma pessoa feita para viver durante o apocalipse, apenas estando de pé até agora por causa de sua família. Ao contrário da irmã, se ela tivesse sido separada no início, acaba sendo difícil acreditar que a mesma estaria viva agora.

Claro, apesar de tudo, Dana não está sozinha no quesito de papéis decepcionantes. Matt, que sempre prometeu ter um grande futuro, não passou apenas disso: uma promessa. Era bom ver sua importância, força e inteligência. O problema foi que, diferente dos pais, ele não conseguiu um papel à sua altura. O roteiro nunca teve interesse em se aprofundar no garoto e, quando o fez, acabou causando estranhamento ao público. Seu relacionamento com Sarah, assim como o de Dana, acabou acontecendo rápido demais. Mas, ao contrário da irmã, acabou não tendo peso nenhum na história principal. Sarah, que atrasou a maioria das cenas com seu drama existencial, não acabou tendo nenhuma significância para a história geral. Claro, a rápida relação dela com o garoto pode ter sido explicada com o problema do tempo, mas isso não apaga o que aconteceu. Na verdade, tudo pareceu uma forma de tentar resolver algo criado sem nenhuma visão futura. Mas, depois de tudo o que houve, será que isso será o suficiente?

Sarah Dugdale e Levi Meaden - Aftermath

O tempo, que poderia ter sido um assunto interessante, acabou não sendo tão bem recebido. O problema não foi sua complexidade, mas sim o excesso de elementos na história. Ainda não sabemos o destino dos dragões – ou algo do gênero – nem o motivo de suas aparições. Na verdade, após tudo o que foi mostrado, acaba sendo lógico pensar que eles vieram ao presente da mesma forma que o soldado, mas como algo assim acontece? Ainda, com a quantidade de criaturas sobrenaturais apresentadas até agora, ficou difícil enxergar esse elemento com interesse. Mesmo assim, essa talvez seja a peça chave para finalizar toda a história. Pelo o que vimos, parece que é possível viajar pelo tempo. Não em máquinas do tempo, mas de um modo mais científico, assim como é possível ver no filme Interestelar. Se o tempo fosse um campo, o futuro seria uma montanha e o passado uma caverna. Não sabemos como nos locomover nesse campo, mas parece ser possível. Será que essa será a jogada final? Será que a família Copeland se salvará viajando pelo tempo? Será que há um modo de se salvar?

Joshua e Karen, ao contrário dos filhos, estão sendo trabalhados de modo satisfatório. O relacionamento dos dois sempre foi importante, mas agora é possível notar que, mesmo parecendo difícil, os dois não funcionam separados. Eles podem até serem fortes, mas só juntos cultivam esperanças. Karen não desistiu do marido, assim como ele não desistiu dela no vulcão, mas será esse amor suficiente para mantê-los vivos? Ainda, qual será a importância de Josh? Ele é um adepto, mas o que isso significa? É sabido que as respostas estão naqueles cartões antigos, mas é difícil acreditar que isso ainda será explorado, principalmente com o pouco tempo restante. Agora, todas as respostas estão nas mãos de Bob Black. É engraçado ver como ele não parecia importante no início, mas agora acabou se tornando uma peça essencial desse quebra-cabeça. Ele é o único que sabe a verdade sobre o apocalipse e, nesse momento, fica impossível não criar expectativas com sua explicação.

James Tupper - Aftermath

No geral, Aftermath pareceu perder o fôlego que conseguiu tomar na metade dessa temporada. Agora, restando muito pouco para o fim, resta saber se conseguirão resolver essa história de forma satisfatória. Mesmo criando expectativas para o final, é impossível não sentir medo pelo o que nos vai ser apresentado. Afinal, até esse episódio, o roteiro não teve medo algum de nos surpreender ou, como é o caso desse episódio, nos decepcionar.

Observações:

Não vou comentar sobre os agentes do governo. Ficaram avulsos demais na trama.

É impressionante como a série consegue nos fazer sentir medo em alguns momentos.

Foi bom ver o pai do Josh novamente, mesmo sendo em um flashback.

Decepção amorosa parece ser uma regra para a garotada da família Copeland.

 


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Lucas de Siqueira

Apaixonado por Tom Holland, séries históricas, documentários sombrios e guerras. 19 anos de pura imersão em diferentes universos através da leitura e pronto para criar outros através da escrita.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

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