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Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×15 Self Control

Por: em 23 de fevereiro de 2017

Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×15 Self Control

Por: em

“Você diz que não sente mais dor. Mas essa dor. Esse arrependimento. É o que faz de você uma pessoa.” – MAY LMD

Mesmo com muita gente criticando, eu tenho defendido semanalmente aqui a qualidade da 4ª temporada de Agents of S.H.I.E.L.DMas agora, acho que depois de um episódio incrível como Self Control, isso não deve mais ser questionável. Alucinante, emocionante, cheio de viradas e com um final de explodir cabeças, a temporada atingiu seu ápice e preparou o terreno para entrar em um longo hiatus, retornando apenas em abril, com o último ato de seu 4º, e espero que não derradeiro, ano.

Parando pra pensar agora, acredito que o principal responsável pelo grande episódio que foi esse aqui é o roteiro. Um claro exemplo são os primeiros 10 minutos, onde não fica claro em nenhum momento, entre Fitz e Jemma, qual deles é o último androide infiltrado. O texto tenta a todo momento jogar a “culpa” de um para o outro, confundindo tanto a cabeça deles, quanto a nossa. Por um momento, eu até cheguei a cogitar que eles iriam pegar o caminho menos óbvio e fazer a Jemma ser o LMD, mas acabou que o Fitz assumiu esse papel, como esperado e cogitado por muitos. O drama de perceber que seu namorado era um robô e que ela precisava lutar contra ele tornou Simmons uma das estrelas do episódio e o momento em que ela o “mata” é, de longe, um dos mais emocionantes e dos melhores, já que por mais que ela tivesse noção de que seu corpo era apenas aço, ele ainda tinha o rosto, a voz, os olhos de Leo. E não foi fácil ignorar isso e seguir em frente.

“Isso não é um sacrifício. Sabe por quê? Porque vou acabar com eles. Escutou? Eu sei que vou. Por nenhuma outra razão além dessa… por todas as doideras que nós já passamos, a única que coisa que sei, sem dúvidas, o tempo todo… é que você e Fitz devem ficar juntos. Sua história não termina assim. Então vou desparafusar aquelas latas velhas, e nós vamos sair daqui.”

Sua parceria com Daisy, a única além dela que não havia sido substituída, também foi incrível. Parando pra pensar agora, é tão óbvio que um LMD não conseguiria reproduzir os poderes inumanos que eu não sei como não cogitei que Fitz era o quarto robô ao invés dela. O encontro com Simmons e o abraço forçado (que depois se tornou verdadeiro) para provar que não era um androide também é outro momento que entra pro hall dos grandes do episódio (que foram muitos essa semana) e a luta delas para fugir da base da S.H.I.E.L.D, mesmo com todos contra foi o que ditou o tom alucinante dos acontecimentos. Abro um parêntese aqui para elogiar tanto Chloe Bennet quanto Elizabeth Henstridge, que conseguiram construir com maestria o drama e agonia que as personagens viviam.

Até onde o plano delas de se plugar no Framework para resgatar os outros é uma boa ideia, eu não tenho a menor noção. Mas analisando a situação a sangue frio, existe realmente outra opção? Acho que não. Falando nele, a propósito, foi ótimo ver Radcliffe falando um pouco mais dele, explicando que criou um mundo sem dor, onde os arrependimentos são apagados, a vida é feliz e plena e a morte não existe. E, claro, era tão esperando que Aida se revoltasse contra o criador que não deu pra receber com surpresa o que aconteceu. O momento em que ela corta os pulsos de Holden e o insere a força no mundo criado por ele próprio é o clássico momento de obras de ficção científica, quando a criatura se revolta contra o seu criador. Será que ele sobrevive? E será que, em algum momento, vai se juntar aos antigos inimigos para derrotar Aida?

Agora, os objetivos dela não ficaram claros. Criar um corpo totalmente de metal para o Superior, controlado pela mente dele, para que no futuro ele possa ser o “protetor do Framework” mostra que os planos da androide são ousados. Conseguir emoções? Se tornar independente? Ter alegria? Sentir-se viva. Não dá nem pra cogitar para onde a série vai caminhar nesses últimos 8 episódios da temporada e isso é empolgante DEMAIS. E o Darkhold, a propósito? Onde anda? Está com ela? Outra coisa pra se especular, já que certamente ele ainda terá importância e deverá ser a chave para desativar a Matrix que Holden criou.

Mas até lá, é esse mundo novo que nós temos. Um mundo em que Daisy namora Ward (esse cara não vai sair dessa série nunca???), que May é algum tipo de agente da Hydra que é algum tipo de S.H.I.E.L.D, um Coulson professor que aparentemente não é tão favorável a inumanos, um Fitz rico, um Mack aparentemente perdido no mundo e uma Jemma… morta? Daisy manteve sua consciência ao ser ligada, mas e Jemma? O que significa aquela lápide? Outra coisa pra sofrermos debatendo até a volta do hiatus.

Porque, no fim das contas, tudo aquilo é uma ilusão, como a presença do LMD nesse episódio nos lembrou brilhantemente. Seu conflito com o Coulson LMD no começo do episódio devido a suas programações diferentes já apontava para o desfecho da explosão. Enquanto o Coulson de metal sabia que era androide e que estava ali com a missão de exterminar inumanos e etc, a May foi programada apenas para roubar o Darkhold e não tinha noção alguma de que era um robô. Suas memórias eram falsas, seus sentimentos foram implantados e tudo que ela acreditava ter vivido era uma mentira. Seu ganho de consciência foi também sua libertação e seu último diálogo com Coulson LMD antes de se explodir levando-o junto, sobre como a dor é o que nos torna humanos, é perfeito para fechar com chave de ouro sua história e mostrar como todos os conceitos que Radcliffe empregou na criação do seu admirável novo mundo são falácias. Mais uma vez, bato palmas para o roteiro, bem escrito, bem amarrado e sabendo surpreender e emocionar na medida certa.

Com apenas 8 episódios faltando, consigo afirmar sem medo algum agora que Agents of S.H.I.E.L.D caminha para fazer sua melhor temporada. Vai ser uma pena muito, mas muito grande se ela também for sua última.


Outras observações: 

— Daisy destruindo dois androides de uma vez. Que cena!!

— Jamais achei que esse plot da Aida seria tão bom. Acreditei que seria uma repetição de Ultron e fui prontamente enganado.

— É, amigos. Grant Ward de volta pra embelezar novamente a série, porque é só pra isso que esse traste serve.

— Que dor quando a Daisy pensou que o namorado dela era o Lincoln. 🙁

— A série entrou em um longo hiatus e volta apenas em abril. Até lá, dá uma olhada no trailer (que não mostra nada de novo) e deixe seu comentário! Também achou esse um dos melhores episódios da série?


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Josevando Sousa

    Um dos melhores episódios de todas as 4 temporadas, fenomenal e eletrizante do começo ao fim. Sempre imaginei que o 4º LMD era o Fitz, e a cena deles pra saber quem era dos dois foi tão comovente. Fitz-Simmons só se ferram, coitados. É como o próprio Fitz diz “é claro que isso está acontecendo com a gente”. A cena de ação da Skye/Daisy já toda ferrada e mesmo assim lutando por sua equipe nos faz lembrar porque amamos cada um dos membros e porque todos eles merecem ser felizes depois de tudo que passaram… Sobre a Aida ter matado o Radcliffe achei muito bem trabalhado, não foi apenas aquela coisa da “criatura mata o criador”, na verdade ela acha que está protegendo ele (principal diretriz da programação dela) porque mantém ele num mundo sem dor e onde só a consciência importa (o corpo é irrelevante) e ainda mantém o Framework a salvo (outra das principais diretrizes dela) já que um dia o próprio Radcliffe poderia pedir pra ela desligá-lo se ele se arrependesse de tê-lo criado. Ou seja, ela está fazendo as duas coisas mais importantes da programação dela. Achei genial.
    Eu vou sofrer muito até abril pra ter respostas. Vocês lembram que a Jemma diz que quem morre no Framework morre na vida real? Pois é, no Framework ela está mortinha. Morto tô eu depois de saber disso. Que não mexam com a minha Jemminha. AoS é maravilhosa demais, mesmo com algumas derrapadas as vezes, aí dá consegue ser phoda e esse último EP foi de todo phoda. Espero sinceramente que esse não seja o último ano da série. Por favor Ei Bi Ci veja esse comentário, não cancela a série não. Hahahahah
    Ainda bem que postaste a review cedo essa semana, muito obrigado, precisava ter um espaço pra dialogar sobre essa maravilha televisiva. Até abril, certo?

    • AlexCavalcante

      Sim, sim, você tá certo, tem todo o propósito por trás da Aida ter matado o Radcliffe, eles conseguiram fugir do esperado, mesmo fazendo o plot twist padrão no gênero. Foi genial mesmo. Eu acho que eles vão dar uma temporada final de 13 episódios, espero… Merece demais, essa temporada tá incrível!
      E sim, nos vemos em abril pra comentar o último ato da temporada, Josevando! Obrigado pelo comentário =)

  • Wesley Colatti

    Putz! De longe um dos melhores episódios da série. Fiquei segurando o fôlego do início ao fim, sempre me surpreendendo positivamente com as reviravoltas. As atuações e as coreografias de lutas estão cada vez melhores, a cena da Tremor destruindo os dois LMDs ao mesmo tempo foi épica, digna de página dupla nos quadrinhos. Outra cena memorável foi a da cabeça do Superior russo controlando seu corpo biônico. Talvez agora o personagem tenha alguma presença mais marcante na série, porque até então ele estava parecendo bem deslocado no meio de toda a história. Ainda estou boquiaberto com o episódio, assisti poucos minutos antes de escrever este comentário, o sentimento de suspense e euforia ainda estão fresquinhos na minha mente. Se for para manter essa mesma qualidade, o hiato pode ser até maior. Nos vemos em abril, adoro suas reviews. Abraços.

    • AlexCavalcante

      Eu até voltei a cena da Tremor destruindo os dois LMD’s de uma só vez, foi lindo demais! Esse episódio foi épico, acho que foi o melhor da série, na verdade. Não consigo pensar agora em outro que eu tenha gostado mais… Obrigado, Wesley! Nos vemos em abril. Abraços!

  • MasterX

    Se o Ward aparecer mesmo no Framework e não for só na foto, ou seja, se o actor estiver mesmo lá, eu acho que já estamos todos a ver o que é que vai acontecer: a consciência dele (ou algo do género, não percebo muito destes temas) vai passar para um andróide e vamos ter o Ward a voltar à série.

    Acho que o roteiro vai fazer essa sacanagem connosco… infelizmente.

    • AlexCavalcante

      Salvo engano, já tá confirmado que o Brett Dalton volta pra interpretar ele no Framework =/

    • Heric

      Mas a consciência ali é da Daisy, é improvável que Ward volte em um androide já que a mente e corpo dele não existem mais. A não ser que o Radcliffe tenha tido contato com o Ward antes dele morrer e copiou sua memória o que é improvável também.

    • Fabricio Barbosa Ribas

      O Ward será o Ward mesmo, mas não é “consciência DELE”. É um Ward criado pela Aida para fazer a Daisy feliz, então, talvez, ele nem seja “do mal”. Só que a Daisy também não foi escaneada, então essa visão do Ward não é dela também. Esse Ward é a visão de algum outro membro da equipe que já foi escaneado e projetado no Framework pela Aida.
      Não é impossível de se fazer a versão “androide” dele, nesse caso como um Agente Shield exemplar, mas acredito que depois da AIDA, ninguém aceitaria um androide na equipe.

  • Aomame Kawana

    Olha… a primeira parte dessa temporada, o arco do Motoqueiro Fantasma, foi incrível. Mas essa segunda parte da temporada, está mais incrível ainda.

    Acho que excluindo um ou dois episódios que foram banho maria, todos os outros foram incríveis. Bem feitos e equilibrados, o melhor de tudo, com uma história, momentos e plot twists de fazer o cérebro fazem boom. E o elenco está fazendo isso com maestria.

    Penso que dá para falar que essa temporada é quase algo como as séries da Marvel Netflix. Uma temporada curta (no final essa temporada são duas meia temporadas), com um roteiro bem amarrado entre os episódios e a trama final (o episódio do Mack triste falando sobre a filha foi para dar uma razão/motivo para ele no Framework, e acho que ao longo desse meia temporada cada personagem teve um momento parecido).

    No final, o Darkhold em si não foi tão problemático e a série não teve tanto misticismo. Até mesmo a Aida não tem feito mais daquelas “magias” que fez antes. Mas trabalhar a série com a Aida com a I.A. evoluída por causa do livro, foi uma ideia muito boa. Questiona muito sobre os riscos de uma I.A. se tornar poderosa demais. Desse jeito Stephen Hawking vai usar a série como exemplo no debate sobre a ameaça potencial da I.A. Hahahaha….

    E ao mesmo tempo, a série está questionando aos poucos o que é a humanidade, o que é ser humano, sentimentos, alma e consciência.

    Obs:
    Btw, eu não cai fácil na cena da Daisy chamando pelo Lincoln. Hahaha… Dessa vez consegui evitar o golpe ninja da série. Eu duvidei que fosse o Lincoln, já que quando ela entrou no quarto, não mostraram quem tava na cama, e já comecei a pensar que fosse o Ward. ^^

    Apesar da May ser a “fodona” do combate na série. É a Daisy quem tem as melhores cenas, e movimentos, de luta.

    AoS está com um ritmo tão legal e diferente, que as reviews estão quase que filosóficas sobre alguns temas. Hahaha… Nem parece review de uma série de super heróis. XP

    Ótimo Review. Parabéns. Inté após o hiato.

    • AlexCavalcante

      Obrigado, Aomame! Eu acho que boa parte do motivo da temporada ser tão boa é essa divisão de plots mesmo, foram praticamente duas temporadas menores e mesmo que a 3a parte seja uma continuação dessa, ainda deve ter outra abordagem com o Framework e o mundo criado pelo Radcliffe.

      Eu gostei demais dos questionamentos que a série fez nesse plot, por isso a review tem saído um pouco mais filosófica hahaha Achei incrível todo o conflito da May LMD e as cenas dela com Coulson, falando da neve, dos sentimentos que tinha e sobre a dor que é ser humano… Bom demais e não é o que se espera de uma série de super herói, né? É sci-fi de primeira, na verdade. Uma bela surpresa esse arco, calou minha boca.

      Inté a volta!

  • Leonardo Silva

    O darkhold está com a Aida, tanto que quando o superior acorda como LMD mas com consciência intacta, ela o recomenda à uma boa leitura, e coloca o darkhold ao lado da cabeça dele. E realmente que série, da um show em qualquer outra série de herói, histórias sensacionais, uma temporada que em 15 episódios, 2 não foram espetaculares mas ainda sim foram ótimos episódios… E fica claro como um ótimo roteiro faz com que os atores fiquem ótimos em cena (cof cof Stephen Amell virar a carinha é a reação pra tudo, e não dizendo que Arrow está ruim esse ano porque está muito boa também).

    • AlexCavalcante

      Eu nem me liguei nessa parte do Darkhold, acho que tava anestesiado demais pelo episódio hahaha Valeu pela explicação, Leonardo! (E arrow esse ano ta boa msm, dps de 2 anos desastrosos).

  • Nickolas Girotto

    Eu acertei quando pensei que o Fitzz era um Androide mas fiquei surpreso em saber qua Daisy não era, cara como eu quis que as duas se encontrassem logo, deu um alivio quando elas se abraçaram hehe
    Foi incrível mesmo esse episodio, teve de tudo!!
    Fico pensando, se a Daisy acordou na banheira, será que a Jemma vai acordar no tumulo? pensa no desespero!!
    Mack provavelmente vai ser o mais difícil de fazer cair na real, ele esta com a família, com a filha morta, isso vai ser tenso.
    Só em abril agora, que pena, até lá!

    • AlexCavalcante

      Eu espero que a Jemma não acorde no túmulo, deus me livre! Arrepiei aqui só de ler haha

    • Fabricio Barbosa Ribas

      Já falaram que a Jemma “não existe” no framework e que a lápide lá é apenas decorativa. Como a Daisy existia, ela acordou na banheira, mas no caso da Jemma, ela pode acordar em qualquer lugar, mas já nos tranquilizaram que ela não acordará enterrada!
      E aquela mulher misteriosa que sai do carro junto com o Fitz, deve ser a Agnes, que também está no Framework, já que a Aida demonstrou um certo “carinho” pelo Fitz, acho que foi a maneira que ela encontrou para os dois ficarem juntos.

  • Sloany Medeiros

    Melhor episódio! E essas duas trabalhando e sofrendo juntas quase me fizeram chorar… agora pra que ward, sério mesmo?

  • Imagina o quanto eu me empolguei com o episódio e o quanto eu fiquei surtada ao vir aqui e descobrir que o próximo é só em abril?! Eu preciso saber o que acontece, pra ontem!!!!

    Mas enfim. O Leonardo já falou o que eu ia falar sobre o Darkhold. E eu acho que colocaram o Ward como namorado da Daisy pra que ela não se apegasse ao Framework sabe, porque se fosse o Lincoln ela podia se apegar e ir se deixando levar pela ideia de ficar ali com ele. Claro que esse não é o motivo – ele foi criado pelo Radcliffe com a Aida, que não sabem bem toda a história da Daisy e que ela não se importa mais com o Ward, mas enfim. Deu pra entender haha

    Sabia que no fim das contas a May LMD ia ajudar as meninas a escaparem. E o discurso dela foi perfeito.

    Sabia também que a Aida ia matar o Holden, porque como diz o Mack – que eu acho que está casado e com a filha viva ainda, os robôs sempre se revoltam. E acho que ela está pretendendo se conectar ao Framework e ter uma vida normal, se sentindo viva como qualquer outro ser humano, e por isso construiu o robô superior para proteger o programa a partir daí.

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