Os indicados ao Globo de Ouro 2018

As nomeações à 75ª edição do Globo de Ouro foram anunciadas nesta segunda-feira pela manhã por…

Primeiras Impressões: Dark

Dark é uma produção alemã de suspense e terror, criada por Baran do Odar e Jantje…

Agents of S.H.I.E.L.D – 4×18 No Regrets

Por: em 24 de abril de 2017

Agents of S.H.I.E.L.D – 4×18 No Regrets

Por: em

“Nada importa porque não é real.”

Qual o limite da realidade?

No Regrets” traz logo de cara um pouco desse questionamento quando coloca Jemma contando a Ward e Mace toda a verdade sobre aquilo ser uma realidade alternativa. Pra nós, que sabemos que todas as palavras da cientista são verdadeiras, pode até soar um pouco irritante o modo como eles se comportam. Mas analisando friamente, a coisa muda de figura e, pelo discurso de Mace, isso fica bem claro. Como fazê-lo acreditar que que nada do que ele acredita ter vivido é uma farsa? Como exigir que ele acredite que tudo pelo que ele lutou, viveu e se sacrificou (acredita ter feito isso, no caso) não vale nada? Não é exatamente algo fácil ou que dê pra exigir de qualquer pessoa. Enquanto seres humanos, é muito mais fácil que a gente escolha acreditar naquilo que vai nos fazer se sentir melhor ao invés daquilo que nos perturbaria. Foi essa a base para a criação do Framework e é por isso que ele é tão bem sucedido.

A forma como Ward reagiu ao saber que no mundo real ele era um monstro e inimigo deles foi bem interessante. Aos que esperavam um surto ou um desejo de continuar naquele mundo para que seja uma boa pessoa, ganhamos uma conformação e um “sinto muito” que soou realmente sincero para Jemma. Talvez por ver a resistência de Jemma a ele, pelos poucos minutos que passou com Daisy ou por qualquer outro motivo… Ward entendeu que, por mais que pra ele aquele mundo seja real, para Jemma ele não é. E isso já é mais, muito mais, do que a gente poderia esperar de um cara que sempre colocou seus interesses acima dos de qualquer outra pessoa no mundo real. Espero que a gente consiga ver um pouco mais dessa “parceria” improvável dos dois antes do plot do Framework acabar.

Que Daisy consiga resistir a promessa de um mundo sem dor que Aida lhe fez só prova o quanto a personagem é forte. Não é qualquer um que deixaria de lado a possibilidade de ter de volta um antigo amor morto e poder viver com ele uma vida calma e feliz, sem memórias de tudo que, por mais real que tenha sido, fez mais mal do que bem. O que também fica claro por esse momento é como Aida realmente virou o jogo e se tornou algo muito maior do que Radcliffe esperava. O surto de choro do doutor em sua cela ao lado da de Daisy é bem mais significativo do que parece. É claro que tudo que ele fez é imperdoável, mas diferente de Aida que é simplesmente uma programação que deu errado, ele tinha, ao menos em sua base, um sentimento bom… Tirar a dor das pessoas ou querer curar alguém que você ama não é algo ruim em sua essência. Ruim foi o caminho que Radcliffe tomou a partir disso.

A conversa dos dois entre as paredes ajudou também a jogar um pouco mais de luz no que diz respeito a construção daquele universo alternativo. O ponto de Daisy, de que o abandono de um simples arrependimento não mudaria radicalmente alguém como mudou Fitz, é válido. Mas quando o doutor fala que uma frase, uma decisão e uma simples pessoa pode mudar tudo e logo em seguida vemos Fitz conversando com o pai que nunca havíamos conhecido, tudo fica claro. Ter sido criado pelo pai naquele mundo sublimou todo sentimento bom, toda empatia e todo amor que existe no coração de Leo. Ele se tornou alguém tão cruel por ter sido ensinado desde cedo que empatia é para fracos, que o amor não compensa e que ser duro e cruel é a solução pra tudo – exatamente o oposto do Leopold Fitz que a gente conhece. Algumas semanas atrás eu comentei que o pai do cientista parecia algo próximo e ser abordado. Espero que, quando o Framework acabar e quando a série for renovada (#EuQueroAcreditar), isso ganhe mais um destaque também.

A luta ente uma May dopada com supersoro e um Mace com poderes reais de inumano (how ironic!) foi um dos pontos altos do episódio.  Deu pra entender que, nesse mundo, o Patriota é realmente real e não uma farsa criada pela S.H.I.E.L.D. para melhorar a imagem de Mace, o que é mais um plot twist bacana a se adicionar a lista “Coisas diferentes nesse mundo”. É muito estranho ver uma May tão cega pelo ódio, tão dura, tão destinada a servir a Hidra e a possibilidade de explorar esses lados diferentes de alguns personagens é algo muito legal, porque em momento nenhum, mesmo aqui, a série usa o “preto no branco“. Ela claramente não sabia dos experimentos com as crianças e vê-las naquele prédio todo explodindo e caindo aos pedaços ativou algum tipo de gatilho que, se não a faz questionar a realidade artificial em que vive, ao menos mostra que servir a Hidra cegamente não é uma boa ideia.

O sacrifício de Mace para salvar a vida de todos ali também foi algo que mostrou a agente que existe algo além daquilo que sua visão pode enxergar. Eu tinha realmente achado um pouco estranho que a personalidade de Jeffrey era praticamente a única não alterada quando conhecemos o novo mundo, mas agora tudo faz sentido. Se sua morte estava prevista para acontecer, o mínimo que o roteiro poderia fazer era com que ele morresse sem perder sua essência. E a cena é um misto de triste e de bela. Ele sabia, quando foi salvar a vida de Chris e segurar o prédio, que não sairia vivo dali. Que no momento em que ele soltasse, tudo iria desabar e ele não teria tempo de fugir. E ainda assim, ele o fez. O fez porque preferiu salvar os outros ao invés de salvar a si próprio. E, assim, morreu sendo o Diretor, não apenas no título, mas também nas atitudes.

Foi um personagem que no começo não me chamou atenção, mas que depois eu aprendi a gostar e que, agora, vai fazer a falta. Rest in peace, Diretor. E que sua morte não tenha sido em vão. 


Outras observações:

— Que ótima surpresa foi a participação de Trip. Gostava muito do personagem.

— Assustador ver pelos olhos de Mack o quanto a Hidra mudou a história nos livros.

— É horrível demais ver o que a Hidra faz com os Inumanos. As palavras de Coulson sobre o que faziam na sala de aula, o momento em que ele e Trip veêm Chris sendo levando em quarentena… E o que era aquela sala?? Pesado.

— Depois da morte do Diretor, a cena em que ele questiona Jemma sobre várias coisas e diz que ela não o conhece se torna ainda mais significativa e triste.

— As referências ao Colmeia são ótimas.

— Não quis comentar no fim do texto pra não quebrar o que tava falando do Mace, então bora falar aqui: Que coisa incrível e surpreendente ver a May indo até a Daisy e fazendo sua terrigênese. Mostra que ela realmente perdeu a confiança na Hidra e, se tiver dado certa, quero ver Daisy colocando tudo abaixo com seus poderes de volta!

E você, o que tem achado dessa reta final da temporada? A partir de agora, as reviews voltam ao normal 🙂


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Isabel Tavares

    O que tô achando? Maravilhoso, incrível e eletrizante! Outras palavras não descreveriam esse último arco da temporada! Confesso que nunca gostei do Mace, mas para se tornar o diretor da Shield, ele tinha que ter algo de especial e no Framework ele provou isso, me deixando até triste por sua morte.

    A May sempre foi durona e pra mim, de certa forma, não mudou muito no Framework, só a sua fidelidade que foi revertida. No entanto, foi muito bom vê-la acordar e perceber que estava do lado errado. O melhor momento do episódio foi ela ter ido até a Daisy com o terregênese. Adorei isso!

    Outro momento muito bom foi a conversa entre Radcliffe e Daisy, esclareceu tudo! Com certeza uma palavra, uma frase, um comportamento diferente muda tudo, transforma as pessoas. Quero só ver como Fitz vai reagir fora do Framework. Meu maior medo é duvidar que FitzSimmons sobreviva depois disso tudo.

    Radcliffe contou pra Daisy que existe uma forma deles saírem do Framework, ansiosa para ver como isso vai acontecer. E finalmente Tremor volta ativa!

    Vem logo 4×19! <3

  • Isabel Tavares

    Também amei a “volta” do Trip! E por um momento pensei que a Daisy iria ceder por causa do Lincoln, deixando a Jemma enfrentar o Framework sozinha. Ainda bem que isso não aconteceu!

  • Wesley Colatti

    Que ótimo que voltou, já estava sentindo falta das reviews para compartilhar as impressões dos episódios. Essa terceira parte da temporada está cada vez mais empolgante.Eu havia dito no inicio desse quarto ano que parecia que a série não estava sabendo muito bem onde queria chegar. Havia muitas tramas paralelas que pareciam não levar a lugar nenhum. Mas que bom que queimei a língua. Os produtores se encontraram em dividir a temporada em três partes, aproveitando os hiatos. Dessa maneira a trama não fica massante e não perde o ritmo.
    Não esperava ver o Patriota morrendo, me apeguei ao personagem, mas entendo que isso foi necessário para nos lembrar de que se alguém morre naquele mundo, morre neste também. Já que alguém tinha que partir, compreendo que seja ele.
    Gosto também dessas nuances que citou no texto, ninguém é totalmente bom ou totalmente mau. Até mesmo Aida, sendo a grande vilã, mostra um certo ideal altruísta no fim das contas. Se pararmos para pensar, de fato ela era uma escrava no “real world”. Mesmo sendo uma androide, é difícil tratá-la como uma criatura desprovida de emoções. É uma discussão interessante, pensar se existe humanidade até mesmo em vidas artificiais.
    No mais, esperar pela reta final e torcer para série continuar nesse ritmo. Bem-vindo de volta.

  • Nickolas Girotto

    Ver a Daisy fazendo a terragênese, foi muito bom!! Quero ver ela destruir tudo lá!

  • Lívia Guimarães Sandes

    Episódio de tirar o fôlego!!!

  • Aomame Kawana

    A primeira parte dessa temporada já foi incrível, mas essa segunda parte, está mais incrível ainda.

    Estou gostando bastante do mundo versão Hidra. A Hidra foi a vilã da série por muito tempo, e em alguns dos filmes também, e sempre perdeu. Esse arco Mainframe mostra o que poderia ter acontecido se a Hidra tivesse vencido. E também tem o arco nas HQs em que o Capitão América é da Hidra… então, acho que tá tudo nesse sentido.

    Todos os atores estão mandando bem. Mostrando que sabem brincar direitinho e que todos tem qualidade. E isso só faz os personagens ficarem mais ricos ainda.

    O Ward é sempre do contra. Sempre. Se o mundo é bom, ele é malvado. Se o mundo é mal, ele é bonzinho. A personalidade dele não mudou tanto assim no final. Hahaha…

    A morte do Mace foi uma versão do que aconteceu em Viena. Mas em Viena, ele não tinha poderes e fui tudo um fingimento, na verdade, uma foto tirada no ângulo certo. Achei bem legal para o personagem que a morte dele, apesar de ser no Mainframe, foi uma versão pra valer da mentira que o tornou diretor.

    Trip voltou! Mas é uma pena, já que provavelmente seja só para poucos episódios. Torço mesmo que não inventem de tirar gente da Mainframe.

    E acho que a Daisy realmente vai ser diretora….

    Tava com saudades desses reviews de SHIELD. Fez falta. Como várias pessoas aqui, queria comentar sobre a série com alguém. Hahahah…

    Inté a próxima.

  • Cara essa temporada está muito boa. Agents of SHIELD demorou a engatar, pois foi só nos episódios finais da 1ª temporada que eu realmente passei a gostar da série – mas desde então ela vem no crescente enorme. Espero que a ABC se dê conta disso e renove, a série merece.

    Eu fiquei pensando exatamente o que você falou enquanto assistia as cenas do Fitz com o pai. O pior arrependimento dele, foi na verdade a melhor coisa que aconteceu a ele de certa forma, porque o Fitz que conhecemos não suportaria olhar nos olhos do Doutor. E fico preocupada de pensar como ele vai se sentir quando retornar pro mundo real, sabendo tudo que fez.

    Nunca imaginei que sentiria pela morte do Mace quando conheci ele no início da temporada, mas olha vou sentir falta. Gostei muito que ele sacrificou sendo o herói que ele sempre quis ser, um herói de verdade.

    Tomara que a May acorde, e logo. Assim como o Mack e os outros.
    Achei maldade trazerem o Trip de volta (apesar de ter gostado de ver o personagem) porque agora vou sentir falta dele tudo de novo…

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