American Gods – 1×02 The Secret of Spoons

9 de maio de 2017 Por:

Finalizada a segunda hora de American Gods e o clima soturno permanece, assim com a excelência técnica apresentada no piloto. As cartas ainda não foram postas à mesa, tanto para Shadow Moon quanto para o espectador, mas agora já sabemos que Mr. Wednesday planeja um grande encontro e vai rodar o país atrás das pessoas que quer que compareçam a ele. De ritmo lento e com certa tensão no ar, o toque de mistério nos deu um ótimo episódio e muita vontade de continuar acompanhando a série.

“Deixe-me contar uma história a vocês: era uma vez, um homem se fodeu. O que acharam dessa história? Por que essa é a história dos negros nos Estados Unidos”. É com essas palavras que Anansi introduz seu discurso, e a si mesmo, no segundo episódio de American Gods. O monólogo de Anansi, muito atual e necessário, era direcionado a um navio negreiro repleto de escravos em 1697.

Para o espectador mais desavisado, a cena nos porões do navio pode parecer desconectada do restante do episódio, mas não é. Para além de previsões para o terrível futuro que aguarda todo cidadão negro nos Estados Unidos, as palavras de Anansi eram um vislumbre para a vida de nosso herói nos dias de hoje. Shadow Moon é o protagonista negro da série que, como descobrimos pela borra de café das irmãs Zorya, vai “se foder” ao longo dessa jornada. Isso posto, The Secret of Spoons se mostrou um forte episódio.

Já a segunda melhor sequência do episódio, sem dúvidas, foi Gillian Anderson debutando como a deusa Media, por sua vez, performando Lucy Ricardo. Estamos entrando nesse mundo maluco de deuses antigos versus deuses modernos pelos olhos de Shadow e personagens como Media são interessantes por conseguirem exemplificar quem são e quem representam sem apresentarem-se diretamente, apenas com as sutilezas de um texto muito bem escrito e de uma atuação impecável.

Quanto aos aspectos mais técnicos, The Secret of Spoons manteve a excelência apresentada previamente no piloto. O apelo estético continua presente, com cenas de encantar o mais desatento dos olhares e com bastante foco em planos-detalhe. A série também deixa bem claro que não possui problemas com nudez e dispara na tela do espectador até mesmo uma “nude” frontal masculina. O elenco, por sua vez, é de se ajoelhar e agradecer seja a qual deus você venera. A cada nova adição de personagens, toda cena é uma poesia visual e, sem exceções, todos os atores e atrizes estão dando um verdadeiro show de atuação.

Por fim, e pela segunda semana consecutiva, o episódio se encerra com a vida de Shadow Moon na berlinda. É até compreensível que ele tenha aceitado apostar a própria vida em um jogo de damas. Vivendo neste novo mundo mágico em que um ícone de sitcom sessentista conversa diretamente com ele e chega a empurrar as bordas da TV com as mãos, há um apelo saudosista no jogo de damas. É confortante para Shadow reduzir novamente o mundo a preto e branco, mesmo que por poucos minutos e mesmo que isso lhe custe a vida.

Jornalista, aquariano e apaixonado por séries que se esforça pra fingir saber do que está falando (spoiler alert: não sabe).

Uberlândia / MG

Série Favorita: Gilmore Girls e White Collar

Não assiste de jeito nenhum: Two and a Half Men

  • Nickolas Girotto

    Concordo com você, essa série esta muito boa, esta dando um show mesmo, eu não li o livro, não sei quem é quem ali, e essa curiosidade me deixa com muita vontade de ver os próximos episódios.

    • José Elias Mendes

      Tbm não li o livro, Nickolas! É super bom assistir sem saber o que vai rolar! Quase morro de curiosidade.

      Obrigado pelo comentário.

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