American Gothic

27 de junho de 2016 Por:

American Gothic é uma série que te faz pensar nos clichês televisivos. Sem nenhuma pretensão de acompanhar, assisti o pilot sem expectativa de achar bom ou encontrar alguém conhecido. Eis que me surpreendo com o elenco e com a história. Sabe aquela família cheia de segredos e com podres até a alma? E sabe aquele elenco que você não fazia ideia que poderia contracenar junto e que, do nada, você percebe que o que você tá vendo não é de todo ruim? Pois então, foi essa a minha reação ao assistir essa sériezinha.

Com a premissa de drama policial/suspense, a série conta com Juliet Rylance (The Knick), Antony Starr (Banshee), Dylan Bruce (Orphan Black) e Justin Chatwin (Shameless)Ambos fazem parte da família Hawthorne, que conta com a colaboração de todos para a campanha da Alison (Juliet Rylance), que concorre a prefeitura de Boston e tenta, juntamente com sua assistente, dar o melhor de si, maquiando o que for necessário para conseguir o cargo. Num primeiro momento, a série faz questão de nos mostrar que Alison é a irmã má que não tem sentimentos e que a qualquer momento pode fazer tudo que estiver no seu alcance para conseguir o que deseja. A fórmula pode funcionar, a depender do rumo que seja tomado, e então poderemos ver a manipulação nos bastidores da campanha, relacionado com a busca pelo assassino, que pode ser um dos familiares.

Outro personagem inserido no contexto familiar, que também possui problemas e é facilmente manipulável, é o Cam (Justin Chatwin). Diferente da sua jornada em Shameless, aqui a história é outra e a ideia é remeter sua imagem a um pai com inúmeros problemas, mas que gosta do filho, só que também gosta das drogas e por conta disso, não consegue largar o vício nem se quisesse. Apesar de ser uma história batida, gosto da sua atuação, o papel se encaixou bem e o senso de humor continua o mesmo. A química com a sua irmã e o jeito aleatório de tratar o filho pode render boas cenas, principalmente se ele bancar o detetive, querendo descobrir quem é o serial killer.

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Os outros integrantes da família possuem características interessantes. Tessa Ross faz o papel daquela que não concorda com metade das coisas que são feitas pelos pais e irmãos, mas também não renega o luxo e o bem estar em que vive. O seu companheiro, Brady Ross, é ambicioso e vê, com o acidente e a volta do caso Assassino de Silver Bells, uma oportunidade para o seu sucesso dentro da polícia. E, por fim, o filho distante e misterioso que aparece depois de muito tempo vivendo numa selva ou algo do tipo, já que possui atitudes peculiares. É claro que todo esse esteriótipo não poderia deixar de ser um reflexo dos pais. Madeline e Mitchell Hawthorne são os pais com segredos e com muita história para contar.

Após toda a introdução dos personagens, eis que a trama principal se desenvolve com a volta do caso mais famoso de Boston. O Assassino de Silver Bells retorna e coloca algumas suspeitas em cima da família. Ao que tudo indica, Madeline e Garrett sabem de alguma coisa e o mistério vai partir daí. Quem foi o responsável pelas mortes? Quais são as motivações? Tudo isso deve ser explicado ao longo da temporada. A série tentou ao máximo introduzir todos os personagens e dar um pouco de ritmo, assim como plantou a sementinha do: “será que a mãe é quem está por trás disso tudo?” e trouxe, ainda, a ideia de que todo mundo ali é um potencial serial killer. Inclusive o garotinho, que já demonstrou atitudes psicopatas.

A série não é ruim, mas também não é extraordinária. Apesar do elenco ser bom, a história pode flopar antes mesmo da gente decidir assistir. Se você gosta de reviravoltas e dramas familiares, American Gothic pode ser uma boa pedida. Agora, se você se incomoda com a mesma fórmula e tem medo de se decepcionar, acho melhor procurar mais.

Assiste séries com a mesma frequência que sente fome. Estudante de Direito, futura professora de Inglês e louca pelos animais, em especial, seus amigos. Uma aquariana que não...

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Salvador BA

Série Favorita: Impossível decidir

Não assiste de jeito nenhum: Glee

  • Wander

    Confesso que quase dormir com o esse primeiro episódio dessa minissérie.

    Eu tinha me interessado pela premissa assim que eu li sobre o projeto, principalmente quando anunciaram o Antony Starr na série. Aí fui pesquisar sobre a criadora, e descobri que ela roteirizou vários episódios de The Good Wife, inclusive o que eu considero um dos melhores da série, The Dream Team (acabei de maratonar a série, e posso afirmar que ele ficou ainda melhor vendo pela segunda vez). Mas que decepção!

    Acredito que ela não conseguiu segurar o tranco do posto de um showrunner; o episodio passa a impressão de um punhado de boas idéias mal executadas. Não tenho nada contra o elenco, considero até bem escalado, mas ninguém conseguiu se destacar e achei todos com uma falta de química incrível.

    Enfim, não vou me estender pra ficar metendo o pau na série hahaha. Mas vale a boa intenção da série, mas acho que o roteiro não conseguiu sair das próprias armadilhas criadas por si mesmo; um amontado de clichês de família aparentemente perfeita, mas totalmente disfuncional em seu interior. Filho drogado, filho pródigo, filha certinha e ambiciosa, filha de boas intenções e com casamento perfeito que não consegue engravidar, patriarca que esconde um segredo; até a cena final da matriarca interrompendo o fluxo da respiração do marido, não me surpreendeu nem um pouco. Ao contrário, encerrar o episódio ali, me pareceu um um anticlímax incrível.

    Foi você bem generosa com a nota Helaine, haha. Mas concordo com o ponto de vista exposto no seu texto; mas a série não me pegou mesmo. Vou dedicar meu tempo a outra produção. haha.

    • Helaine Marina

      Olar! Rapaz… concordo com você, o episódio não foi nada atraente e só conseguiu se embolar com tantos clichês. O mistério que rodeia a família, os segredos e tudo mais, não passa de histórias mal contadas de séries que já se foram. A gente não precisa do mesmo formato, a menos que seja bem executado ou com mais inteligência no roteiro. Não há nada de diferente, é como eu disse… se você se incomoda com a mesma fórmula e tem medo de se decepcionar, American Gothic não é uma série que vale a pena.

      Cê acredita que eu gostei mais do Justin Chatwin? Ele já é um bom ator e como eu tenho uma super queda por Shameless, então vê-lo foi uma satisfação imensa <3

      Simmm, cê viu que eu tentei ser boa pessoa né? kkkkk Vale mais apena assistir outra coisa mesmo, Wander. Valeu!!! =)

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