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Angel From Hell

Por: em 11 de janeiro de 2016

Angel From Hell

Por: em

Imagine alguém que o acompanhou sua vida inteira. Participou dos momentos importantes, sabe seus segredos mais íntimos e, por isso, pode te ajudar a tomar decisões mais sábias para o futuro, basicamente seu anjo da guarda. Utilizando dessa premissa, Angel From Hell estreou na CBS na última quinta, pegando o lead in de Mom, e trouxe Jane Lynch de volta as telas da TV (mas com poucas mudanças comparado a quando a vimos pela última vez).

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Allison (Maggie Lawson) é uma médica bem sucedida que cai no maior clichê possível da sociedade atual: feliz para o mundo, infeliz internamente. Decidida a viver uma relação conjugal com seu namorado Evan (David Denman), ela prepara uma grande (re)inauguração para a casa dos dois e é durante os preparativos que esbarra com Amy (Jane Lynch), uma mulher que nunca viu na vida, mas que parece a conhecer nos mínimos detalhes. Tudo soa muito esquisito, uma espécie de perseguição impossível, fazendo com que Allison chegue a duvidar daquela que Amy coloca como verdade: ela é seu anjo da guarda.

Em meio as muitas tentativas de comprovação das palavras do anjo, a série depende totalmente do humor sarcástico de Lynch, que praticamente reutiliza a personalidade que criou para Sue Sylvester (Glee), aplicando aqui com um pouco mais de leveza e ressaltando ainda mais o humor. Poderíamos a definir como um anjo às avessas: se preocupa com sua protegida, mas tem meios bastante atrapalhados de levá-la para o melhor caminho – isso quando não se precipita e acaba influenciando de maneira incisiva demais nas escolhas de Allison.

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A relação das duas ainda é pouco trabalhada, principalmente quando consideramos o choque que envolve conhecer seu anjo da guarda, porém existe um potencial bacana a ser explorado. Difícil dizer se conseguiremos nos divertir com Allison, mas talvez seja na influencia distorcida de Amy que a personagem ganhe sua graça. Os coadjuvantes tem pouquíssimo apelo e pouco agregam para o timing da comédia. Evan, o namorado, é um encostado que vive do sonho de ter um negócio próprio por meio do lançamento de um app. A melhor amiga, Kelly, tem carisma zero e sua participação se limitou a três falas, totalmente dispensáveis.

Ainda com muito a ser melhorado, Angel From Hell nasce na emissora errada. Os personagens precisam de um tempo para estabelecer uma amizade melhor e ganhar um timing interessante para a comédia, só que a CBS não é famosa pela sua paciência no desenvolvimento das suas atrações, cancelando a maioria delas prematuramente. Apesar disso, a estreia da série marcou 1.6 na principal faixa de audiência, segurando bem os espectadores de Mom, que marcou 1.8 – talvez muitos órfãos de Sue Sylvester tenham ido conferir o novo programa. Com o tempo, a série pode se tornar um divertimento bacana e sem muita pretensão. Por hora, é só mais uma comédia recheada de clichês e personagens que abusam das caricaturas.


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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