Archer

30 de março de 2017 Por:

Definida como uma mistura que deu muito certo entre as geniais The Office, Seinfeld e South Park, Archer, que está no ar pela FX e atualmente se encontra em sua 8º temporada, veio para coroar e se destacar entre as séries de animação que ultimamente tem andado muito em alta no meu singelo conceito. A tarefa de explicar Archer não é nada fácil, apesar da série possuir um cenário moldado de desenvolvimento bastante simples, –  tendo como cenário de fundo a agência internacional de espionagem ISIS, seus agentes de campo e funcionários internos subdivididos em cada setor corporativo – a mesma se destaca mesmo é por sua insanidade e pela rapidez em seus plots, desde a resolução das tramas até o próprio diálogo entre os personagens,  o que a torna complexo até mesmo o seu acompanhamento.

Repleta de personagens completamente deturbados e engraçadíssimos, a série é um verdadeiro deleite para quem se dispõe a dar risada de todo e qualquer tipo de situação, não importando o quão medonha ela possa ser, o mais louco deles é quem dá nome ao seriado – Sterling Archer, que se destaca como o melhor espião de campo da agência comandada pela sua mãe, Malory Archer, com quem desenvolve uma relação de amor e ódio, e também por ser a pior pessoa da face da terra, um beberrão egoísta e egocêntrico que constantemente mete todos em confusões desnecessárias que geralmente acarretam em consequências catastróficas, não que isso o abale, de forma alguma, o sofrimento dos outros é combustível para que ele permaneça perpetuando suas infantilidades.

A mais atingida pelas inconsequências de Sterling é Lana Kane, mulher, negra, centrada, inteligente e empoderada,  tão boa agente quanto a estrela da ISIS, mas que não recebe os louros merecidos pelo seu esforço e desenvoltura em campo. Apesar de tudo a mesma forma com Archer, o seu algoz, ex-namorado, e com quem às vezes tem uma recaída, a melhor dupla de espionagem de toda a agência, numa parceria agridoce, visto que um é quem cria a confusão e a outra é quem encontra a solução, mas que dá bastante certo, o que na maioria das vezes resulta em um bom saldo para agência.

Mas a graça do seriado fica mesmo por conta do restante dos agentes e funcionários da ISIS, composto por uma variedade de personagens que de certa forma exaltam a diversidade. No time feminino a própria Malory Archer que é pior do que o filho em suas atitudes tiranas como diretora da agência, muitas vezes colocando os agentes em risco para a manutenção da sua infindável ganância por reconhecimento e dinheiro, sua tapada secretária Cheryl Tunt, que na maioria das vezes não distingue a fantasia da realidade, e a incrível e versátil Pam Poovey, fofoqueira chefe do RH e quem na maioria das vezes cria as situações que deveriam ser reguladas por ela.

Já no time dos homens, o inteligente Dr. Krieger que é um imigrante alemão responsável pelo desenvolvimento tecnológico da agência, mas que só quer mesmo um espaço equipado e recursos vastos para continuar realizando suas experiências insanas; o medroso Cyril Figgs é o contador da agência, inteligente em sua função interna o mesmo se dá muito mal quando sai a campo, já que é facilmente manipulado e quase sempre alvo de toda a violência; e por fim, o agente de campo Ray Gillette, homossexual que ainda não se assumiu para a família e vive se envolvendo em acidentes que o colocam em uma cadeira de rodas.

O fato é que todos os personagens se destacam pela transparência, todo mundo ali odeia todo mundo e eles estão bastante cientes disso, raros são os momentos de consideração e reconhecimento um pelo outro, comuns mesmo são os momentos em que eles se sacaneiam abertamente, aliás, boa parte dos episódios retratam isso mesmo. Exagerada, psicodélica e de humor questionável, Archer não é para todos os gostos, já que brinca com conceitos morais e éticos a todo instante, eu mesma demorei a me acostumar com o ritmo da série, mas que dada a oportunidade ela te conquista de fato.

Portanto, Archer é uma série animada repleta de improváveis, é o realismo fantástico em sua melhor forma, mas que mostra muita competência em sua proposta de entreter e fazer o público rir em situações com muitos tiros, bombas, fraturas, ficção científica, enfim, além do bom e velho gênero da espionagem o qual eu nunca me canso. Além de ser uma ótima opção para quem, como eu, sempre gosta de ter uma comédia em reserva para assistir em intervalos rápidos entre um afazer e outro; e é por estes e outros motivos que Archer definitivamente Vale Cada Minuto!


E vocês conhecem a série? Ou estão dispostos a dar uma chance a ela? Compartilhem nos comentários.
Lembrando que a mesma se encontra disponível na Netflix!

Jovem bahiana simpática e gente boa que curte um bom número de séries e por este motivo tem a audácia de escrever suas opiniões positivas e negativas sobre...

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