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Billions – 2×08 The Kingmaker

Por: em 11 de abril de 2017

Billions – 2×08 The Kingmaker

Por: em

The Kingmaker veio para soprar a favor da maré de sorte de Chuck Rhoades. O oitavo episódio de Billions, ainda está no clima de coroar a vitória do procurador na investigação contra Boyd, o que eu se fosse ele, aproveitaria ao máximo, já que sabemos que o seriado não deixa os personagens se acostumarem a estar por cima, né? Enquanto isso não acontece, Rhoades vive a doce sensação de estar no lugar certo, na hora certa. Sabe aquela fase em que absolutamente TUDO que você faz dá resultado positivo? Ele está justamente nela.

O episódio mal começou e Mr Rhoades recebeu um telefonema de um ex-futuro-aliado do filho, comunicando sua intenção de apoiar outro candidato a governador. Talvez num passado não tão distante, essa situação seria um balde de água fria no procurador. Mas não agora. Chuck está seguro, confiante, feliz. Por isso, começa pegando leve e fazendo uma proposta ao seu opositor, que é firmemente recusada. Diante da recusa, ele passa para a fase 2, quando realmente pega pesado, revelando conhecer fatos da vida de Bob Sweeney que, caso venham a público, podem destruir sua candidatura. Lembram que já comentamos aqui que jogar limpo não combina com Chuck e muito menos com política, né? Essa movimentação ousada acabou por impressionar seu quase-ex-apoiador e o procurador consegue, mais uma vez, virar esse jogo. Mais um ponto para Chuck Rhoades.

Reprodução/Showtime

Dentro de casa, o clima não poderia estar dos melhores. Em um encontro com Wendy, a terapeuta acaba por elogiá-lo e volta atrás no acordo de liberdade que havia proposto, deixando bem claro que a relação deles pode ter volta. Esse momento foi bem inesperado e revelou muito da personalidade dela. Primeiro porque ela abriu mão da resistência em expor os filhos (algo que eu imaginava ser uma regra inegociável), mesmo ciente que isso aconteceu devido a uma provável candidatura do marido. E segundo porque ela teve uma super oportunidade de ser sincera e escolheu não ser.

Enquanto Chuck encara isso como uma trégua e revela que se envolveu rapidamente com sua colega de jiu-jitsu, Wendy não conta sobre seu encontro amoroso, dando a entender que nada aconteceu de sua parte. Postura muito estranha para quem está disposta a recomeçar zerando os maus entendidos, não acham? Ou então, postura muito aceitável para quem está mexida com o fato de se tornar primeira dama do estado. Não que eu pense que isso combine com Wendy. Mas a atitude dela também não. Sendo assim, não consigo encontrar justificativa para ela mentir e também aceitar expor os filhos. Pode ser que Wendy Rhoades não seja imune ao poder.

Divulgação/Showtime

Pelo menos foi o que deu a entender sua conversa com Taylor. Procurada pela primeira vez pela analista, Wendy ficou visivelmente impressionada com a maturidade e também com os sentimentos “puros” de alguém que ainda não está corrompida pelo meio. Taylor sabe que Axel a admira talvez por reconhecer a si mesmo em alguns comportamentos da menina. O que ela não imaginava porém, é que pode não ser o autorreconhecimento que traga a admiração de Bobby, mas sim a percepção nela de características que ele não tem e que, de alguma forma, o encantam. Pelo visto encantam a Wendy também.

Num telefonema sincero e inspirador, ela não só deu dicas de como Taylor deve lidar com o seu “problema” no trabalho, mas também deu conselhos pra vida, expondo muito de si mesma e também de Axel ao falar sobre como acha bonita a forma da analista lidar com a competitividade no ambiente de trabalho. Taylor é inteligente, competente e provavelmente será uma das melhores da Axe Capital. Mas ela preza a sinceridade, o jogar limpo e acima de tudo, a justiça. Ela não está, pelo menos até o momento, disposta a tudo para se destacar ali dentro. E foram esses valores, que contrastam tanto com o que eles vivenciam na empresa, que Wendy percebeu na moça e que estimulou que ela mantivesse.

Divulgação/Showtime

E por falar na Axe Capital, as coisas não andam muito bem para seu proprietário. Mesmo após decidir detonar Sandicot e confiscar tudo que podia da cidade, Bobby ainda não conseguiu superar a puxada de tapete que levou. Não que ele nunca tenha errado, ou perdido, ou sido sabotado, mas o que está matando o bilionário é não saber de onde partiu tudo aquilo. Conhecer seu inimigo pode levá-lo facilmente a concluir sua motivação, mas não ter nenhuma pista e agir no escuro é algo que está enlouquecendo o empresário. Sua falta de foco é tão visível que Wags tenta alertá-lo sobre os riscos que essa nova obsessão pode representar para os negócios, mas Bobby está irredutível e perturbado, numa mistura explosiva para quem precisa de sensatez, não acham? Depois de mexer seus pauzinhos para tentar ficar cara a cara com o responsável pela mudança de cidade, Bobby acaba por reencontrar um antigo funcionário, que foi literalmente o salvador da pátria. O bilionário queria saber quem estava por trás daquilo tudo, não queria? Pois então. Agora lide com a realidade.

Superar o que aconteceu não vai ser nada fácil. O empresário não sabe perder, ainda mais para aquele a quem considera seu pior inimigo. A descoberta sobre o responsável por transferir o cassino para outra cidade, reacendeu mais forte do que nunca o desejo de vingança em Axelroad. Mas Chuck também tem cartas na manga e não hesitou em acionar Connerty, que conta com o depoimento da ex-assessora Reed para ter algo sólido contra o bilionário. Nessa jogada final, o foco do seriado finalmente volta aos dois protagonistas, que provavelmente terão embates diretos daqui pra frente. Vence essa partida, quem tiver mais sangue-frio, o que por enquanto está longe de ser uma característica de Axelroad. Como disse Chuck, um homem desesperado é um potencial tomador de decisões erradas. E se tem algo que define o bilionário nesse momento é desespero. Além é claro, da fúria. Resta saber se essa combinação vai funcionar. E vocês, o que acharam do episódio? Contem pra gente!

 


Renata Carneiro

Jornalista, amante de filmes e literalmente, apaixonada por séries. Não recusa: viagem, saidinha com amigos, um curso novo de atualização/aprendizado em qualquer coisa legal. Ama: família, amigos, a vida e seus desdobramentos muitas vezes tão loucos Tem preguiça: mimimi

Belo Horizonte/MG

Série Favorita: Breaking Bad

Não assiste de jeito nenhum: Two and a half Men

  • Márcio Santos

    Sensacional essa série, e muito boa sua análise, captou alguns momentos que eu tinha deixado passar. Considero Billions uma epopeia sobre nós mesmos, sobre o ser humano e o que ele está disposto a fazer para chegar à vitória. Wendy no fim é o prêmio a que os dois disputam. Quando Chuck fala que usa os ternos para impressionar aos outros devido a se achar inferior àquela mulher, isso fica claro. Do outro lado Axel até mente pra mulher para ficar perto de Wendy. Que troféu.

    Por enquanto eu sou teamchuck, mas a série começa a mudar isso, e o Axel é um personagem fantástico, a sua riqueza e o modo como a encara são o sonho de qualquer homem, ter o brinquedo que quiser a qualquer momento, resta saber a que custo.

    • Renata Carneiro

      Ei Márcio,
      Realmente Billions mostra muito do ser humano que tem contato/possibilidade de exercer o poder. Sabemos que é clichê falar “dê poder a um homem e você verá que ele é de verdade”. Acho que Billions mostra muito isso. E é chocante perceber o que somos capazes de fazer em nome da manutenção de um status, né?
      Outra coisa muito legal é a série não colocar vilões e mocinhos de maneira óbvia. Billions deixa muito claro que bomxmau é uma análise muito superficial em se tratando de seres humanos. E isso é muito legal! Todos temos nossos anjos e demônios e deixá-los vir à tona em determinada situação não nos define como pessoa. Acho só que certas atitudes do seriado, eticamente são BEM questionáveis, não sei se dormiria tranquila, mas por outro lado, será que eu também não me transformaria e mudaria meus “valores” caso chegasse onde eles chegaram? Será que o poder não é o canto da sereia e captura todos nós?
      Obrigada pelo comentário e um abraço!

      • Márcio Santos

        Verdade. O poder pode corromper, desde que a pessoa tenha mais medo de perdê-lo do que sua essência.

        Eu não sei o que faria no lugar dos dois, mas a vida do Axelroad parece muito mais divertida, é incrivel o poder do dinheiro, rssr

        Abraços!

        • Renata Carneiro

          Hahahahhahahaha a vida do Axel parece sim ser divertida, apesar de a série deixar bem claro que ele super rala e participa do dia a dia da empresa dele. Ou seja, ele é um cara que corre mesmo atrás. E sim, quem tem mais medo de perder o poder do que a própria essência acaba sendo corrompido.

          • Márcio Santos

            É, ele fica lá sentado lendo os twitters ou acompanhando as cotações, rssrsrs

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