Blindspot – 2×12 Devil Never Even Lived / 2×13 Name Not One Man

13 de fevereiro de 2017 Por:

Devil Never Even Lived e Name Not One Man são episódios consistentes e que apresentam informações importantes para Blindspot, mas a qualidade dos dois surgem de maneiras diferentes. Enquanto o episódio 12 se apoia na relação conturbada de Roman e Jane, o 13 tem êxito porque ainda que aponte os holofotes para Kurt, ele consegue equilibrar a carga dramáticas dos outros personagens.

Na verdade, não é a toa que Blindspot tenha dedicado tanto tempo e atenção à conexão entre Jane e Roman. Os conflitos gerados pelos irmãos são um dos mais interessantes dessa segunta temporada e Devil Never Even Lived mergulha em todas possibilidades que essa relação pode gerar. Com as informações levantadas a partir da tatuagem de leopardo sobre a gangue Viper Kings e Kat Jarret, a equipe tenta encontrar uma forma de aproveitar esse possível equívoco de Sandstorm e se aproximar do grupo. Então, Jane propõe que ela e Roman se infiltrar na gangue e ver o que eles conseguem descobrir.

Apesar de todos os sinais vermelhos – a memória apagada, a psicóloga insistindo que o irmão é incapaz de amar qualquer pessoa e que a relação que Jane tem com ele é uma projeção de seus próprios sentimentos e, é claro, o impulso violento que Roman revela em momentos de tensão -, o moço até que se sai bem no seu primeiro trabalho em campo. Talvez o que mais surpreenda é quão bem ele consiga se virar nas situações que ele se envolve. Roman faz um acordo com Abel apesar da postura amedontradora do líder dos Viper Kigs e convence Kat que ele ainda está apaixonado por ela.

“Shepherd treinou vocês dois para manipular pessoas. Não deixe ele te manipular”, Weller alerta Jane. Sim, Roman é um ótimo manipulador e mesmo com seus instintos prejudicados, ele consegue conduzir o trabalho com a gangue. Mas o que Kurt não leva em conta é o talento manipulador da protagonista de Blindspot. A capacidade de convencer as pessoas a fazer alguma coisa é uma das maiores qualidades de Jane. Esse talento está presente em todo caso quando ela tem que fazer alguém ajudar o FBI com alguma informação e ela sempre consegue tocando no ponto mais frágil do indivíduo. Porém, não consideramos quando Jane faz isso com os membros da própria equipe e com o irmão.

Em uma das memórias recuperadas por Roman em Devil Never Even Lived, acompanhamos Jane dizendo que Roman não pode mais ver Kat porque Shepherd pensa que ele está ficando muito próximo a namorada. É difícil saber qual era a intensão de Jane naquele momento, se era pela “causa” ou por ciúmes do irmão. Roman chega a questionar se aquela era a opinião de Shepherd ou da irmã, mas no fundo, isso não importa porque ele novamente faria o que elas desejavam.

O mesmo embate é apresentado pela série em Name Not One Man, mas com novas informações sobre Shepherd, ele toma menos tempo do episódio. Agora o FBI tem fotos da líder de Sandstorm e, graças a sua relação problemática com Kurt, a equipe sabe o verdadeiro nome – Ellen Briggs – e dados sobre seu passado militar. Como sempre, Jane tenta incluir o irmão no processo de investigação e insiste que eles devem mostrar os arquivos a Roman. Nas atente o pedido e acaba se surpreendendo com a reação do priosioneiro com as informações. Roman não tem nenhuma lembrança ao ser exposto ao meterial, mas explica que sente um “calor diferente” ao olhar para a foto da mulher que é sua mãe adotiva. “Se eu tenho esses sentimentos em relação à esse monstro, o que isso faz de mim?”, ele pergunta. Roman não precisa encontrar Shepherd ou ter sua memória recuperada para saber que tem algo errado na história que estão contando para ele. E dessa vez, Jane pode tentar convencer o irmão que ele está no lado certo, mas ele vai precisar de muito mais para fazer só o que ela deseja.

Mas o episódio 13 vai além da relação fraterna, ao equilibrar perfeitamente o caso Shepherd e o caso da tatuagem dessa semana,  Name Not One Man constrói um cenário rico para o desenvolvimento de Kurt. De um lado, temos as perguntas que surgem com a descoberta que Shepherd vem acompanhando Kurt há muito tempo e que pagou por sua educação durante um período de sua vida. De outro, agricultores irritados com um oleoduto e que receberam incentivo do próprio FBI para agir contra a construção que podem fazê-los perder a terra.

Essas situações contestam a liderança de Weller. O que fazer quando você está no centro de um movimento conspiratório contra sua nação? Como agir quando a instituição para qual trabalha e defende todos os dias toma uma decisão equivocada e coloca a vida de muitos cidadãos em risco? O primeiro passo para Kurt é ter certeza que ele e sua equipe não estão cometendo os crimes que ele repudia. Quando Patterson confessa que usou o Omaha, sistema de vigilância americano, para desvendar a tatuagem “bíblica”, Weller pede para que ela pare pois ele sabe que não pode recorrer à essas ferramentas corruptas. Ele sempre fará o que é certo (ou pelo menos, o que pensa ser certo) e não o que é fácil.

Mas para Shepherd, esses códigos morais não importam. Ela quer fazer o país pegar fogo e se sabemos como ela vigiou Kurt durante toda sua vida e como o posicionou para “receber” Jane quando ela foi enviada ao FBI, resta entender o porquê? Além de “quero destruir essa nação que só ajuda aqueles no poder”, as motivações de Sherpherd ainda são tão sombrias quanto suas ações. No entanto, ela acredita que pode convencer Kurt que ele está lutando pelo lado errado. E se os “porquês” ainda são um mistério, esse “como” é outra história que Blindspot ainda tem para contar.

Outros comentários:

– Um dos meus maiores desejos para a série é que eles encontrem uma nova função para o Robert e não sei se ficar fazendo comentários maldosos para um outro membro de Sandstorm é o caminho.

– Eu não gosto de criticar a trama de um personagem só porque não entendo onde os roteiristas querem chegar, mas sinto que estou fazendo isso com o Reade. Eu ainda não sei como eles podem usar esse romance com a ex de seu amigo para explorar o que a complexidade do personagem.

– Como Devil Never Even Lived, Name Not One Man também é um palíndromo. Os títulos divulgados dos próximos episódios – Borrow or Rob e Draw O Caesar, Erase a Coward – também são. Seguindo esse padrão, a mensagem escondida estaria com as letras que estão no meio de cada título. Até agora, as palavras formam “KURT WE”, como ainda faltam quatro episódios param divulgarem, é certo que os títulos formarão o nome do protagonista até o fim da temporada. Não sei o que isso significa para a série, mas aqui estamos.

E você? Gostou dos episódios? Acha que Roman vai se rebelar contra Jane em algum momento? Ou está ansioso(a) para a fase 2 do plano de Sandstorm? Deixe seu comentário e até a próxima review.

Jornalista, nerd e feminista. Melhor amiga da Mindy Kaling, mesmo que ela não saiba disso.

Salto / São Paulo

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