Boss – Vale cada minuto!

22 de janeiro de 2012 Por:

Sem spoilers significativos.

A série que eu apontei como a melhor estreia do ano por sua primeira temporada de apenas oito episódios já é considerada, não só por mim, uma produção indispensável para qualquer admirador de entretenimento de qualidade, sendo reconhecida como semelhante, em méritos, às maiores obras da história da televisão americana. Conheça Boss, a crônica da lenta e trágica derrocada de um gigante da política que não vai cair sem levar seu governo junto com ele.

Nas imagens, falas da peça Rei Lear, de Shakespeare, na qual a série é livremente inspirada. Leia esta obra de domínio público na íntegra aqui.

Na trama, Kelsey Grammer (um dos atores mais versáteis da indústria, indo de seu inesquecível personagem em Cheers  e Frasier a dublagens em animações como Anastasia e Toy Story 2) é o poderoso Thomas Kane, prefeito de Chicago, que vê sua vida desmoronando ao descobrir ter Demência com corpos de Lewy, tendo que lidar com escândalos, dilemas pessoais e traições, além dos efeitos da doença, que faz com que ele não possa confiar nem em si mesmo, enquanto enfrenta a maior crise de seu mandato, que ameaça não só sua carreira, mas a estabilidade da política de Chicago. Não achou muito animador? Pense em uma mistura de The West WingThe Sopranos e Damages. Não veja Boss como uma versão moderna de Rei Lear. Pense na série como algo que Shakespeare escreveria sobre a política contemporânea.

Motivado pela descoberta de sua condição, ele tenta se reconciliar com a filha, Emma (Hannan Ware, de Shame), uma jovem que guarda mágoas dos pais e tem que lidar com seus próprios demônios. Com Meredith (Connie NielsenGladiador), mãe de Emma, ele vive um casamento de fachada, que existe, desde o início, por conveniência política. Ezra Stone (Martin DonovanThe Dead Zone) é conselheiro político e braço direito do prefeito, e Kitty O’Neil (Kathleen RobertsonBarrados no Baile) é a inescrupulosa assistente pessoal de Kane. Enquanto ele, secretamente, apoia o candidato a governador e novato na política Ben Zajac (Jeff Hephner, Tigerland), o repórter Sam Miller (Troy Garity, Soldier’s Girl) passa a ser uma pedra em seu sapato quando desenterra assuntos que desencadeiam uma crise.

E não, você não precisa, necessariamente, se interessar por política para gostar da série. Para se animar mais para assistir a série e conhecê-la um pouco mais, leia estes comentários sem spoilers dos episódios da primeira temporada (faz mais sentido se você for lendo enquanto acompanha a série, assistindo a um episódio e lendo  o parágrafo correspondente a ele, mas funciona se você nunca tiver assistido, também):

No primeiro episódio, Listen, dirigido por Gus Van Sant, temos uma introdução tão lenta quanto interessante. Existem séries que não são feitas somente para te entreter, e Boss é uma delas. Assistir a série é prazeroso não porque o tempo passa voando ou porque ela é divertida, mas porque a história contada – e a maneira como ela é contada – é muito boa, e é ela o que te motiva a assistir os episódios seguintes (ela e as atuações, a direção, yada, yada). O ritmo não é tão cansativo quanto Mad Men, mas eu recomendo fazer uma ou duas pausas durante os episódios (mas eu garanto: você só vai querer fazer isso no início). Já neste piloto, Kane ganha a simpatia relutante do público. Ele é um vilão, por definição, mas você se vê, por vezes, torcendo ou se importando com ele. Este efeito é mais curioso do que em séries como Breaking Bad ou Dexter, porque aqui o protagonista não é motivado por propósitos nobres, e também é diferente de Damages, pois seus adversários não são vilões (não mais que ele): Kane é inescrupuloso porque quer se manter no poder, e é isso. E mesmo assim ele é um dos poucos personagens que despertam simpatia neste início. Melhor cena: Kane lidando com o vereador Mata (Ricardo Gutiérrez).

É em Reflex que o jogo começa pra valer. Começa aqui a  “silly season” da disputa entre Cullen (Francis Guinan) e Zajac, e ela toma contornos imprevisíveis. A personalidade de Emma definiu-se, e ela pareceu menos forçada do que no episódio anterior – para criar uma personagem cheia de conflitos que seja crível, não basta unir nela duas fortes características opostas; precisa-se trabalhá-la. As desnecessárias e intermináveis cenas de sexo, mesmo que gravadas com uma certa beleza, também começaram em Reflex. Foi também aqui que Kane percebeu pela primeira vez que sua doença está afetando sua carreira. Como o vereador Ross (James Meredith) apontou, neste episódio o governo de Kane exibiu suas primeiras rachaduras. Ver o antigo prefeito de Chicago, enquanto Kane lida com uma doença degenerativa e prepara um sucessor em potencial, dá a sensação cíclica, de um sistema em equilíbrio, de um governo que nunca sai realmente das mãos do governante anterior, que foi a base da season finale. O piloto não te pegou? Assista ReflexMelhor cena: a coletiva de imprensa de Zajac.

Swallow apostou na simbologia, usando-a para contrastar a força do personagem dentro daquela teia política e a posição vulnerável em que sua doença o coloca. No plot Zajac, ver a assessora de campanha trabalhando foi bacana (me lembrou do Eli Gold), assim como Zajac tendo a oportunidade de mostrar que tem talento político e não é apenas um macaquinho de Kane. Gosto de como a série brinca com o que nós sabemos (ou achamos que sabemos) sobre política, como no comentário de Cullen sobre o Facebook. Kane também demonstrou amar a filha, mas o roteiro sempre deixa aberta a possibilidade dele estar sendo egocêntrico. O episódio também trabalhou a fidelidade dos políticos de Illinois, tão volátil quanto o panorama político do Estado, e aprofundou-se em Kitty: a trama de Solomon e seu amor não correspondido fizeram com que eu começasse a simpatizar com ela e a entender seus pontos de vista e seu papel na política de Chicago. Enquanto isso, as investigações de Miller ainda iam bastante devagar, e até aqui ele me parecia um jornalista bastante incompetente. Meredith, que se tornaria uma personagem de peso, a essa altura também tinha pouco screentime e não chamava, particularmente, minha atenção. Melhor cena: Four years… Panem et circenses“. De arrepiar.

Swallow falou sobre reinados, Slip falou sobre faraós… a fixação do roteiro com reinados contínuos, legados, coronelismo e tradicionalismo político continua – a comparação dessa vez vem de Meredith, que percebe que o governo de seu marido está ameaçado. A personagem foi humanizada na cena em que encerra o episódio, mas nunca foi a intenção dos roteiristas que gostássemos dela: como boa parte da série é narrado do ponto de vista de Tom e ele a vê como uma megera, assim ela é retratada. As crises dele tornam-se mais repentinas – e sérias – e sua mente passa a enganá-lo. Grammer interpretando este homem que vê-se aterrorizado por uma doença que tira dele sua estabilidade só não é melhor que vê-lo dando vida ao lado vil e poderoso do personagem. Sam Miller consegue relevância conforme sua investigação fica mais interessante e ele mostra seu lado humano, não sendo apenas um jornalista intrometido que tenta desmascarar poderosos. Zajac surpreende, mostrando não só jogo de cintura, mas respeitar certos princípios morais durante sua campanha. Incrível como esta série te faz gostar de personagens tão sujos – políticos corruptos, polígamos canalhas, traficantes… Melhor cena: Kane vendo a gravação da webcam.

Remembered foi mais tenso, mais acelerado… e a partir daí a coisa só melhorou, no quesito ritmo. A série foi ficando mais imperdível à medida que as bases políticas da cidade foram estremecendo. Boss retrata a política como uma versão colarinho branco da máfia: manipulações, ilegalidades, sexo, traição, assassinatos e um grande líder, que controla a tudo e a todos. É ao desestabilizar o personagem que ocupa esta posição, instaurando a paranoia “quem é Rosebud” não só entre os personagens, mas também na cabeça do telespectador, que a série consegue tratar um tema, de certo modo, batido, de uma maneira que torna-o imprevisível e viciante. Enfrentando o momento mais difícil de sua vida, Kane vê-se sozinho. Ele tem aliados, não amigos, tem um negócio, não um casamento, e agora privar-se da convivência com a filha deixa de ser um sacrifício que vale a pena. O episódio fez muito pela série, tanto em desenvolvimento de personagens, quanto em suas tramas, mas principalmente na narrativa: o fator conspiração era o que faltava para selar a qualidade de BossMelhore cena: Kane tendo uma crise no banheiro (Kane apertando a mão de Mata também foi demais).

Spit começa exatamente onde Remembered parou, usando os mesmos recursos gráficos de seu antecessor para enfatizar a continuação da mais nova crise pela qual passa Kane – e, consequentemente, toda a cidade. Neste episódio, uma revelação que deveria tornar o prefeito mais imperdoável aos olhos do público na verdade chega a despertar compaixão, quando ele parece ter uma crise de consciência devido a atos do passado. Mais uma vez, a série nos apresenta uma política com culhões, um jogo onde opinião pública favorável não é o principal objetivo, e muitas vezes nem é um fator a ser considerado – e a revoltante posição de votantes manipulados torna-se mais revoltante ainda quando tem um papel secundário na disputa política. Em Spit, também houveram cenas de forte impacto visual, sequências perturbadoras que ficam retumbando na sua cabeça. O episódio também serviu para mudar de vez o foco da temporada para a política e deixar a condição de Kane em segundo plano e para adicionar novas camadas a alguns personagens, como Meredith, que ganhou mais importância na trama.  Melhor cena: a fala de Kane para  Kitty (“Stop. Do you know who I am?“).

Em Stasis, os elementos trágicos da história foram realçados, mas sem grandes banhos de sangue ou melodramatismo, pela preservação da sobriedade da série. Mudanças relevantes acontecem neste episódio repleto de plot twists e apunhaladas pelas costas. A megalomania do protagonista sai do controle por diversas vezes, mas ele mostra-se, mais uma vez, um genial manipulador ao lidar com a crise. Stasis equilibra acontecimentos de peso envolvendo os mais diversos personagens da trama com sensíveis momentos focados nos personagens – mais uma vez, é Tom Kane quem se destaca. Achei maravilhoso como o roteiro conseguiu segurar a grande bomba do episódio até não poder mais, deixou a água subir até o pescoço de todos para só então revelar seu coringa, e mesmo assim não pareceu apelativo. Não foi um suspense sem propósito ou lógica, que só visava deixar o telespectador sentado no sofá por mais alguns minutos: tanto o suspense quanto a revelação fizeram muito sentido dentro da trama, e foram coerente com as emoções e o desenvolvimento dos personagens envolvidos. Stasis me passou aquela sensação de season finale de Damages, de tudo se encaixando de maneira magistral. Melhor cena: Kane falando com Emma pelo telefone.

A season finale Choose encerrou a temporada de maneira estarrecedora, conferindo à história grandiosidade e tornando-se tão marcante quanto grandes obras com temáticas parecidas, como O Poderoso Chefão (não disse que Boss é tão bom quanto o filme, mas sim que eles deixam no telespectador sensações parecidas). Apesar das escolhas seguras feitas pelo roteiro, essa finale teve seu impacto, e não pareceu covarde nas opções que fez, pois elas funcionaram de maneira coesa dentro do roteiro – e não dá pra dizer que não houveram surpresas. A profunda amargura do personagem de Grammer transpõe a tela, atingindo o telespectador e afetando seu humor (é sério, você se sente meio pra baixo depois de assistir Choose. É um misto de revolta e compartilhamento dos sentimentos dos personagens, mas sobretudo, são os acontecimentos do episódio, de certo modo negativos e trágicos, funcionando). O episódio conseguiu terminar a temporada de forma “fechadinha”, sem deixar nenhum cliffhanger direto para o próximo ano, e ao mesmo tempo deixar o telespectador pedindo por mais. Adorei a forma como deixaram a revelação final aberta para a interpretação do público, e achei original e muito bem executado como eles conseguiram introduzir uma certa dose de ideologia em meio a tanta podridão política. Melhor cena: a última.

Boss não é uma série perfeita. Ela parece forçada, exagerada, e até um pouco desesperada, por diversas vezes, usa alguns recursos desnecessários, chega perto de ser apelativa em algumas cenas e seu início dá um certo sono. Mas ela também tem méritos únicos: aliando sensibilidade, elementos da literatura clássica, personagens fortes e um protagonista que é uma verdadeira força da natureza, temos um drama político singular, que aposta em closes, momentos da intimidade dos personagens e uma trilha sonora diferenciada e também em cenas longas e frias, sequências cruas e violentas e elementos de uma história densa e corajosa – e eu não vejo um roteiro tão bom em anos.

Assista Boss e conheça o lado sujo da política e o lado humano dos políticos.

Atenção: Spoilers nos parágrafos seguintes (e nos comentários):

Para você que já assistiu a série, qual a sua opinião sobre a season finale? A confissão de Ezra foi um delírio ou realmente aconteceu? E a conversa de Kane com a filha, dopada? Acredito que Ezra entendeu que Kane havia descoberto-o só pelo olhar atravessado que recebeu e já foi pra casa preparar sua mala. Mas existe uma teoria de que o Rosebud seria o próprio Kane, que, por remorso, vaza os arquivos para Sam Miller, durante lapsos causados pela doença. Segundo esta teoria, Ezra estaria fugindo porque descobriu que Kane ficou louco, e teria sido por isso que a enfermeira ficou olhando espantada para Kane quando ele foi perguntar quem foi pegar os arquivos na casa do ex-prefeito. No hospital, quando ele pergunta à enfermeira quem fez aquilo com ela, ela teria dito “você”, mas, em um delírio, ele pensou que fosse Ezra e mandou seu “faz-tudo” executá-lo. Faz sentido, não faz? Acho meio mirabolante, mas seria bacana, e reviravoltas parecidas já foram feitas em alguns filmes de renome. O que você acha?

E Kitty, acha que vai abortar? Acredito que não. Talvez ela se afaste da política por um tempo para poder ter o filho tranquilamente, mas tenho quase certeza que Zajac e Kane descobrirão – e talvez o primeiro a coaja a abortar. Também não acho que o Zajac vai permanecer como pau-mandado do Kane por muito tempo, e acho que vem mais traição por aí. E aquela personagem mostrada na season finale, é irmã de Kane? Será que ela vai ser a nova pedra no sapato do prefeito na próxima temporada?

Acho que Sam Miller roda no próximo ano; os telespectadores não gostam muito do personagem e ele sabe demais – ainda mais agora, que a médica está disposta a ajudá-lo (acho que ela vai ser morta ou o filho dela vai ser sequestrado). E Darius? Será que vai tentar vingar Emma? Também acho que Kane vai matá-lo, e que é Emma quem vai buscar vingança contra o pai quando sair da cadeia. Quanto à Meredith, não vejo-a arriscando-se em outro golpe contra Tom tão cedo, mas talvez ela use a doença do marido – que acho que vai se tornar pública na próxima temporada. Quais as suas especulações?

Bela Vista do Paraíso - PR

Série Favorita: Arquivo X

Não assiste de jeito nenhum: Reality Shows

  • Jorge R.

    Quero muito assistir essa série, alem de estar acompanhado séries atuais, tenho que assistir The Wire e Ugly Betty, muita coisa pra assistir.

    • JM

      encaixe Boss na sua lista, Jorge. só oito episódios, e vale a pena 😀

  • Olá João!
    Parabéns por ter passado, nesse texto, a essência da série. Concordo com tudo que você falou. É um programa completo! Atuações perfeitas, trilha sonora marcante, texto e enredo excelentes, ritmo viciante…até as partes apelativas, como as cenas de sexo, são perfeitas.
    Comecei a assistir Boss por um motivo: Kelsey Grammer. Ele não é só um Frasier Crane, mas sim um monstro como ator! Junte-se a isto, toda uma história interessante e bem contata e…temos Boss!
    Vale sim, cada minuto!

    João, sabe quando começará a segunda temporada? E teremos ‘review’ por aqui?

    Abraços!

    • João Miguel

      obrigado, Cícero!

      achei a série excelente, e geralmente não curto muito as produções da Starz. me interessei por Boss por causa do Kelsey e também pelos outros envolvidos (Gus Van Sant, Connie Nielsen) e pelo material promocional liberado, mas achei que seria um drama mais convencional. sabe aqueles filmes feitos pra concorrer ao Oscar, que não tem nada de muito inovador mas são bem feitos em todos os quesitos (como O Discurso do Rei no ano passado)? pensei que Boss fosse isso, uma dessas séries que são feitas pra concorrer ao Emmy, pra ganhar a atenção da crítica. não esperava um drama que se arriscasse tanto, que se aprofundasse tanto no psicológico de seus personagens e que nos brindasse com cenas tão geniais (e ao mesmo tempo arriscadas) como Kelsey Grammer colocando um vereador para fora de seu gabinete arrastando-o pela orelha. :’)

      a segunda temporada começa lá por outubro/novembro deste ano, e temos que torcer para a série continuar ganhando prêmios, porque senão ela pode ser a última temporada (a audiência não tá boa :/)

      quanto às reviews, vou conversar com os outros colaboradores 😉

  • Thiago Lemos

    Boss é fabulosa e é inegável que Kelsey Grammer carrega boa parte da série!

  • Carla Cristina

    Gostei demais do seu texto sobre a série, é muito difícil achar um escrito com essa qualidade.
    A teoria de que Tom seria Rosebud é muito boa MESMO e ahco que seja a mais plausível, porque eu não consigo imaginar o Ezra fazendo aquela confissão, ele não era tolo pra se entregar daquela forma.
    Eu nunca tinha assistido uma coisa diferente, que não envolvesse ficção-fantástica, crimes hediondos ou triângulos amorosos e Boss me surpreendeu por ser tão sensível, detalhista (aquelas diversas cenas de closes nas mãos, rostos ou olhos dos personagens)e real, porque a política é assim mesmo, não há como negar.
    Junto com Breaking Bad é a minha série preferida!

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