Chance – 1×04 The Mad Doctor / 1×05 A Still Point Into the Turning

15 de novembro de 2016 Por:

Chance tem muitos personagens interessantes. Suzanne é incrivelmente competente e parece que sempre tem as melhores intensões em suas decisões; Lucy, a secretária do médico que intitula a série, é tão honesta e assertiva que seu carisma se destaca; Jackyn carrega um mistério único em tudo que faz e suas atitudes, por menores que sejam, sempre nos deixam indagando sobre o que ela pode estar escondendo. Ainda assim, The Mad DoctorA Still Point Into the Turning deixam a perspectiva desses personagens de lado e decidem destacar a relação entre Eldon e D para provar de uma vez por todas que Eldon Chance nunca escolherá o caminho mais seguro.

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É claro que a dinâmica entre esses dois personagens geram momentos intrigantes para o drama, mas quanto mais Eldon se aproxima de D e segue sua filosofia de vida, mais o neuropsiquiatra perde sua identidade. No terceiro episódio, Chance muda sua atitude para ser o “alimentador” (feeder), assim como D disse que ele deveria ser. No entanto, a relação estabelecida nesses dois episódios mostram que D não é apenas o mestre, mas o líder das decisões que Eldon pensa que está tomando.

Ter D nessa posição de “mestre” ou “líder” parecia interessante nos primeiros episódios porque tirava Eldon de sua posição de conforto e privilégio. Porém, D é um personagem entediante. Os seus diálogos longos e dissertativos deixam a série mais lenta e quebram os momentos de tensão que Chance tenta sustentar. E o problema não é apenas a extensão das suas falas, mas o conteúdo também. D não tem somente uma filosofia de vida, mas várias que não se complementam, se contradizem ou acrescentam alguma coisa.

Quando D não se destaca pelos discursos de autoajuda, ele é impulsionado por violência. Essa é a característica que mais me preocupa em relação à D e Eldon. É evidente que Eldon se sente atraído pela atitude violenta do mentor, mas é uma atração que ele não quer admitir. Um exemplo dessa atitude do médico é quando D vai assustar Frank Taylor, homem que o seguiu enquanto Eldon seguia Raymond Blackstone. Logo depois deles saírem do estacionamento, Chance pergunta o que foi aquilo e afirma que não quer ser parte de algo daquele tipo, mas durante a ação ele não interrompe e nem questiona a atitude do amigo. É muito fácil para Eldon ser um personagem secundário de sua própria história e continuar negando que ele é responsável por suas decisões.

A questão é se essas escolhas são legítimas ou consequências de uma possível doença neuropsicológica. Por isso, Chance faz alguns exames para confirmar se as escolhas que ele está fazendo são realmente dele. No entanto, o check up não ajuda o médico a descobrir o que está errado com ele. Por que ele acha que tem que salvar Jaclyn? Por que o caso da ex-paciente o seduz tanto? Por que a figura de Raymond causa tanta revolta?

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De qualquer forma, Chance também aumenta a desconfiança em relação a Jaclyn e apresenta novos crimes à ficha de Raymond.

Do lado feminino dessa relação, a ideia era tornar a personagem menos confiável aos olhos de Eldon. Vemos Jaclyn se divertindo ao lado do marido e seu conforto em relação ao homem que ela acusa de abuso se torna suspeito. Nos primeiros episódios, a série fazia uma distinção clara entre Jaclyn e Jackie que eram ampliados com os detalhes que Gretchen Mol acrescentava na atuação. Jaclyn usava roupas mais largas, sua voz era mais suave e seu olhar sempre fugia para algum canto da cena como se ela tivesse receio de encarar alguém. Agora a linha que divide essas duas personalidades, se é que elas existem, não é tão perceptível. Mas as dúvidas não se limitam a existência de Jackie. Se é preciso entender quais são os motivos que atraem Eldon nessa história, seria interessante conhecer mais sobre Jaclyn e descobrir o que move essa mulher.

Do outro lado, descobrimos mais coisas sobre Raymond e mesmo que as acusações da esposa não sejam verdadeiras, a situação do policial só se complica. Eldon e D descobriram que Raymond está envolvido com tráfico de mulheres, mas as fotos que eles tiraram do investigador “no ato do crime” não seriam suficientes para comprovar a participação dele. Então, na tentativa entra no local para coletar provas contra Blackstone. Como era de se esperar, algo dá errado ou nas palavras de D: um “dano colateral”. Antes de relatar detalhadamente o que aconteceu, um outro carro bate no carro que D e Eldon estavam e terminamos A Still Point Into the Turning nesse suspense.

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E você? Gostou do episódio? Tem alguma ideia sobre como D resolveu a situação? Acha que Blackstone está envolvido no acidente? Deixe seu comentário!

Jornalista, nerd e feminista. Melhor amiga da Mindy Kaling, mesmo que ela não saiba disso.

Salto / São Paulo

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