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Chicago Justice – 1×02 Uncertainty Principle

Por: em 10 de março de 2017

Chicago Justice – 1×02 Uncertainty Principle

Por: em

Negligência, segundo o dicionário, significa falta de cuidado, de atenção em determinada situação, tarefa ou ocorrência. Citar exemplos de negligência é muito fácil, porque os exemplos mais comuns que a gente lembra diz respeito ao trânsito, apesar de não se restringir a eles. Ainda que seja possível a confusão entre os termos, imprudência, imperícia e negligência, não restam dúvidas que em caso de desatenção ou de desleixo por parte de algum órgão ou instituição em algum caso, estamos falando de negligência.

Feita essa introdução vamos aos fatos do episódio. Uncertainty Principle foi bom, não porque teve um final chocante ou algo do gênero. Na verdade, ele foi bom porque tratou de um tema polêmico e sempre atual. É muito comum ler notícias de mortes dos detentos por causas inexplicáveis, que tem os casos arquivados sem ao menos um final digno, sem a devida justiça para os familiares. Além disso, é muito usual também ouvir discursos como “bandido bom é bandido morto” ou “polícia tem que bater e bandido tem que apanhar” ou “mas ele matou alguém, ele merece morrer”. Esses são alguns exemplos do que é possível se ouvir sempre quando alguém vai preso ou comete algum crime. E a partir daí, sempre que a negligência aparece, esses argumentos ganham força e a possibilidade do caso cair no esquecimento é grande.

Um detento foi morto dentro da cela e a partir daí a caça ao culpado segue firme no escritório da Promotoria do Stone e sua equipe. Eu gosto da forma como o caso é mostrado, justamente por fazer essa relação entre a atuação dos defensores da sociedade e daquele que infringiu as leis. Não há que se negar o descaso e o julgamento por parte dos médicos. Ter que escolher quem sobrevive é doloroso, fazer o juízo de valor em cima da vida dos pacientes também. Mas ainda que seja uma decisão difícil, ao colocarmos uma pessoa que cometeu um crime e outra que não cometeu crime algum, a resposta parece “ser mais fácil” do que imaginamos. A busca pela verdade é bem atrelada com a busca da justiça. A falta de provas para com a equipe médica e a polícia só deixa claro que a impunidade poderia ser o atalho para a Promotoria, mas a personalidade do Stone e a pressão de pessoas alheias ao caso demonstram que essa não seria uma adequada alternativa.

Um dos principais suspeitos é o policial responsável pela prisão, direto de Chicago PDAtwater, e mesmo sem provas suficientes, o Estado resolve processá-lo e, dessa forma, há um embate entre a Polícia e a Promotoria, gerando desconfianças entre os colegas de Atwater. Já que mesmo conhecendo o caráter do policial e a sua história, as poucas provas que o Estado tem, pode não servir para uma condenação, mas certamente servem para gerar dúvida entre Dawson e Atwater.

Por mais que pareça ser mais um episódio de Chicago PD, é possível perceber que a série tenta seguir seu próprio caminho, mostrando mais da atuação da Anna e chamando para si a responsabilidade de resolver os conflitos. Claro que, deve haver uma conversa entre a Polícia e a Promotoria, porque ambas tem suas atuações ligadas entre si, mas seria interessante ver Stone, Anna e sua equipe, caminharem sozinhos. No mais, tivemos um bom episódio, a série consegue delimitar bem o seu tema e a sua proposta, é fácil se apegar aos personagens e não desejar que o episódio acabe, por exemplo.

Objection 1. Que engraçado a filmagem ficar toda certinha juntando as gravadas pelo celular e pelas câmeras de segurança.
Objection 2. “Remind me not to get sick. Remind me not to be a black male.”
Objection 3. Com Chicago PD aparecendo tanto, vou ter que fazer maratona nas próximas férias.
Objection 4. Adoro a Anna e o Peter juntos, eles trabalham muito bem e a química é ótima.
Objection 5. O que será que aconteceu com o pai do Peter? Será que vamos ver mais dos dois nos próximos eps?

Então é isso, a gente se vê na próxima, beijos!


Helaine Marina

Assiste séries com a mesma frequência que sente fome. Estudante de Direito, futura professora de Inglês e louca pelos animais, em especial, seus amigos. Uma aquariana que não é brinquedo não .

Salvador BA

Série Favorita: Impossível decidir

Não assiste de jeito nenhum: Glee

  • Moisés

    Eu até pensei em assistir a esta nova franquia de Chicago. Quando comemorava a saída do Antonio do PD, ele aparece nesta, aff…. Muito chato ele.

    • Helaine Marina

      Oi Moisés!! Eu não assisto CPD, então nem sei como é o personagem por lá, mas pelos comentários que li, a galera gostava dele, ou não? Foi só impressão minha?

      • Moisés

        Sei lá.. Apesar de ser meio neutro, meio chato e intrometido..

        Separo 2 grupos..

        Honestos : as policiais
        Sujos: os policiais

        • Helaine Marina

          Hmmm, entendi!

  • porlapazyporlavida lc

    Ainda acho que os personagens, alguns deles, precisam de carisma, mas, no mais, estou gostando da série.

    • Andrezza

      Não percebo carisma na maioria dos personagens…
      Isso que me desanima em continuar vendo a série…

      • Helaine Marina

        Eu consigo ver bem potencial nela, acho que se eles melhorassem nesse carisma as coisas seriam mais emocionantes, né? Vamos ver aí o que rola daqui pra frente.

    • Helaine Marina

      Concordo contigo, mas acho que isso vai se ajustando com o tempinho.

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