Chicago Justice – 1×05 Friendly Fire

30 de março de 2017 Por:

O corporativismo, de uma forma geral, sempre foi muito questionado em nossa sociedade. É possível perceber a aliança, e a união entre os militares, forças armadas, pessoal da aeronáutica e marinha. Um por todos e todos por um nunca foi um ditado tão correto para se falar dessas pessoas que, mesmo erradas, tendem a cobrir e apaziguar seus erros. O mesmo não é diferente com relação ao patriotismo americano. O episódio da semana tratou muito bem, novamente, a questão da verdade e justiça. O que é mais importante? Esconder a verdade, guardando os segredos de uma corporação, enganando o povo americano? Ou contar a verdade, desmascarar uma rede de mentiras e machucar o povo americano? Bom, a resposta parece óbvia e simples quando se está de fora. Peter teve que lidar com esse dilema, e para minha não surpresa, escolheu o lado que mais poderia prejudicar a sua carreira, em troca da justiça, em troca de fazer aquilo que é certo para as vítimas, para os familiares, esposa e por aí vai.

Em Friendly Fire o assassinato de um ex-marinheiro envolvido em uma grande Operação é o grande caso em questão, e a forma como ele se desenrola faz com que o resultado seja surpreendente. Não no sentido de ter uma reviravolta que nunca tínhamos imaginado, mas sim em poder acompanhar junto a personalidade de Peter, características marcantes dos personagens. Por mais errado que o Mark estivesse, o lado que ele defende, basicamente é, que se a verdade doer, melhor guardar para si. Não importa quem vai sair impune com isso. O que é totalmente incoerente com a sua profissão, já que impunidade é algo muito problemático para você escolher deixá-la de lado. Mark é o tipico cara sem nexo que, por mais que seja a autoridade no momento, peca muito pela caricatura de autoritário e ditador. E dessa forma, o destaque positivo passa a ser todo do Peter, que já mostrou ter mais integridade que todo o elenco junto. O que pode acontecer, se as coisas continuarem dessa forma, é um possível desgaste no roteiro, já que sempre é o Peter que resolve as coisas, além de ser sempre o certo da história. Seria bacana ver mais dos outros personagens, uma abordagem diferente com a Anna, além da que vimos no episódio passado.

O que até agora vem melhorando a cada episódio, é a relação entre Nagel e Antonio. A interação deles tá bem melhor e consegue ser mais palpável do que antigamente. Claro que é muito cedo para afirmar, mas de todos os episódios esse foi o mais “descível” com relação aos dois. Seja pela química ou pela comunicação. As vezes parece que eles estão isolados na série, e seria bem mais interessante vê-los contracenando com o restante do elenco, lê-se Anna e Peter, de forma mais una, de modo que não comprometa o substancial.

Um ponto negativo que deve ser levado em consideração, diz respeito ao propósito da série. As vezes tenho a sensação de estar assistindo Law and Order ou CPD. A ideia é mostrar o julgamento, mostrar a parte jurídica, e não desde o começo do crime,  descobrir o possível culpado e nos minutos finais termos o julgamento com a condenação. Não sei se essa já era a premissa da série, mas lembrando o pilot, acredito que as coisas não estão saindo como planejadas, até porque, pelo fato de ter essa ligação com CPD, é necessário uma interação maior desses personagens que fazem o papel da polícia, o que significa menos tempo em tela para a parte jurídica de fato. De toda sorte, espero que eles ajustem isso com o tempo, porque por mais que a série tenha um baita potencial, aos poucos eu vejo isso se perder e ela acaba se tornando apenas mais uma.

Assiste séries com a mesma frequência que sente fome. Estudante de Direito, futura professora de Inglês e louca pelos animais, em especial, seus amigos. Uma aquariana que não...

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Salvador BA

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