Chicago Justice – 1×12 Fool Me Twice/1×13 Tycoon (Series Finale)

23 de maio de 2017 Por:

Não é fácil produzir uma série atualmente, na verdade, não é fácil escrever uma série quando os temas são tão debatidos, e com um serviço de streaming ativo e funcionando como uma avalanche no mundo da TV. Caso queira sobreviver nesse mundo, não adianta apresentar o mesmo de sempre, sem casos que sirvam de algo para o telespectador ou para quem é fã de alguma história, baseado em uma obra, por exemplo. O que eu quero dizer aqui é que, não adianta ser spin off de uma franquia de sucesso, se você não faz nada para se tornar o sucesso.

Reprodução/NBC

Chicago Justice veio com apenas uma missão, mas no final das contas, terminou seu legado antes mesmo de dizer para que veio. Desde o começo da cobertura das reviews eu questionei a abordagem da série e a forma como as coisas aconteciam por aqui. É curioso imaginar que a série, em momento nenhum, soube desenvolver os seus personagens e trabalhar a forma como eles se apresentariam para quem estava assistindo. Em 13 episódios, nada relacionado aos personagens principais foram trabalhados, e como se o formato procedural já não fosse irritante o suficiente, o máximo que tivemos foram falas isoladas e com pouca profundidade, demonstrando, assim, a falta de sentido na série.

Por mais bem sucedida que as outras séries da franquia sejam, a história com CJ foi bem diferente e o cancelamento veio quase como uma certeza velada. A ideia de se trabalhar uma 2ª temporada foi muito pouca debatida, o que já trouxe a duvida a respeito da série. Além disso, com a renovação das outras séries de Dick Wolf antes do pronunciamento de CJ, só ficou mais claro qual seria o destino de Peter e sua companhia.

Reprodução/NBC

Mas já que não estaremos aqui na fall season, vamo comentar sobre os episódios finais, alright? Pois bem. Pela primeira vez na série, Peter saiu perdedor em um caso e isso foi bem legal de ver. Ainda que a série não tenha preparado os personagens, o foco em Fool Me Twice foi a Negal, o que deu uma quebrada no formato: caso + peter + decisão do júri. Ainda que a história da Laura não tenha sido bem explorada, foi bom ter visto ela no centro do caso e a frente das decisões da parte policial de CJ.

O caso foi bem interessante e trouxe uma discussão acerca da honestidade e integridade dos policiais. Não é só aqui no Brasil que a corrupção existe e é questionada tanto pelos movimentos sociais quanto pela parte minoritária do Estado. Da mesma forma que aconteceu em Chicago, existem inúmeros casos de crimes envolvendo policiais e a sua falta de caráter. A impunidade é o caminho mais fácil nesses casos e quem se prejudica sempre é a vítima, o sistema é sempre cruel com as pessoas que tentam peitar o Estado e seus representantes, o que acaba por ter como desfecho a inocência do algoz.

Antes do anúncio do cancelamento, Tycoon foi ao ar com a esperança de que a renovação chegasse, e como isso não aconteceu, a série terminou com um ar de incompleta. Acontece que, ainda que essa sensação tenha sido a mais predominante, em razão do tipo de abordagem utilizada pelos roteiristas, não teria como a finale ser de outra forma, já que não tivemos nada além do que foi apresentado até agora. Nenhuma conexão entre os personagens aconteceu, o que talvez não faça mais diferença na series finale, já que tudo girou novamente em prol de um caso aleatório, mas com peculiaridades das antecessoras. Dessa vez a presença das outras Chicagos se fez necessária, em razão da grande explosão em um prédio cheio de irregularidades e processos, mas nem ela foi suficiente para segurar o cancelamento e impedir a primeira derrota de Dick Wolf nas telinhas. E agora que acabou, fica o questionamento com respeito a series finale: e o Antonio? Será que ele vai e fica em PD? Será que a Negal também vem no pacote?

De toda sorte, fica a reflexão sobre o mini crossover de hoje. Que as vezes o melhor a se fazer é parar. Ok, Dick Wolf?

Então é isso, pessoal! Nos vemos por aí, oka?? Beijooo!!

 

Assiste séries com a mesma frequência que sente fome. Estudante de Direito, futura professora de Inglês e louca pelos animais, em especial, seus amigos. Uma aquariana que não...

Ler perfil completo

Salvador BA

Série Favorita: Impossível decidir

Não assiste de jeito nenhum: Glee

O que você precisa saber de Demolidor antes de Defensores

5 dias atráscomentarios

Com o sucesso do universo cinematográfico desenvolvido pela Marvel nos cinemas, um dos personagens mais interessantes e queridos dos fãs de quadrinhos foi ansiosamente aguardado para voltar a fazer parte do mesmo mundo. Homem-Aranha? Não, na verdade Demolidor. Após a Fox deixar os direitos de uso do personagem retornar para a casa das ideias, Marvel e Netflix fecharam uma parceria para desenvolver diversas séries de heróis. Demolidor abre essa parceria com maestria, trazendo uma série obscura, e violenta, diferente do que o personagem já viveu nas telas até então (abraço Ben Affleck!) Charlie Cox (Broadwalk Empire), dá vida a Matt Murdock, sofrido e realista. A série apresenta ele como advogado com o escritório associado em Hell’s Kitchen, e em seguida suas […]

Leia o post completo

Com pais como estes, hoje é um dia para esquecer

6 dias atráscomentarios

Existe um ditado que diz que a vida imita a arte (ou vice-versa) e isso sempre se mostra realidade quando comparamos as séries que assistimos à vida real. Claro que ainda não descobrimos um universo paralelo, uma cabine telefônica que nos transporte por aí ou que alienígenas têm planos de conquistar a Terra, mas muitas vezes a realidade é espelhada nos roteiros das histórias que mais amamos. House of Cards está aí para comprovar essa teoria, se compararmos os acontecimentos aos fatos que vemos nos noticiários todos os dias. Com os pais não poderia ser diferente. Existem pais que assumem o papel integral da criação da criança, pais que são os melhores amigos dos filhos, filhos que têm dois pais, pais de […]

Leia o post completo

5 momentos incríveis da 2ª temporada de Master of None

7 dias atráscomentarios

Somos apaixonados por Master of None por aqui. Depois de uma primeira temporada sucinta, porém arrebatadora, esperamos quase dois anos (ou foi mais que isso?) para reencontrarmos Dev em um novo momento da sua vida. E, ao longo de dez episódios, tivemos a oportunidade de passear por muitos momentos incríveis na companhia do personagem, com um roteiro extremamente crítico e que faz com que a gente pare, reflita e mude algumas atitudes tão intrínsecas do nosso ser. Por isso, separamos (só) cinco dos grandes momentos dessa nova temporada, para revisitarmos e te convencermos de que, se você ainda não viu, essa é a hora para parar tudo que está fazendo e devorar o segundo ano de Master of None.   […]

Leia o post completo

Siga as nossas redes sociais e fique sempre conectado:

Assine nossa newsletter