Chicago Med – 2×17 Monday Mourning

21 de março de 2017 Por:

Uma pessoa precisando de ajuda nem sempre demonstra isso claramente, por isso é preciso estar atento aos sinais. Os funcionários de Chicago Med perceberam isso da pior maneira possível no último episódio e tiveram que lidar com suas emoções para seguir com o dia de trabalho na emergência, que não para.

A morte do Dr. Wheeler foi chocante, claro, mas não teve tanto impacto para o seriado. Assim como os personagens, o público também não chegou a conhecer direito o residente. Ele apareceu meio do nada, ficou bêbado no meio de um plantão mais pesado, pediu remédios para a Sarah e só. Talvez a ideia fosse essa mesma, que a história fizesse os telespectadores também pensarem que não viram os sinais de que ele precisava de ajuda.

Numa das falas do Dr. Charles, ficamos sabendo que as mortes entre residentes médicos é muito alta nos EUA, então o suicídio tratado no seriado foi um tema importante. Acredito, no entanto, que o tratamento poderia ter sido mais aprofundado. O episódio não tratou do suicídio em si, mas da reação daqueles que ficaram.

Em um primeiro momento, pensei que a Dra. Reese seria a pessoa que mais se sentiria culpada pelo suicídio, já que ele chegou a falar sobre o uso de antidepressivos com ela. A médica ficou mesmo bem abalada, mas não mais do que outros colegas. Auxiliando o Dr. Rhodes no atendimento de um homem que se jogou em um lago congelado para ajudar uma criança, ela acabou entendendo que os sinais nem sempre são óbvios e que é errando que se aprende.

Foi muito legal ver como ela está cada dia mais aprendendo o que é ser uma psiquiatra, na cena linda em que foi oferecer ajuda ao Dr. Charles. Ele passou o dia ouvindo, informalmente, todos os colegas chocados com o suicídio, mas ainda não tinha tido tempo dele mesmo processar esse luto. São todos seres humanos, afinal de contas.

O Dr. Choi e o Dr. Halstead, cuidando de um garoto com uma paralisia parcial, quase brigaram de verdade. Os dois estavam errados quanto ao diagnóstico (mais um salve para o Dr. Charles!), mas o Dr. Choi quase matou o menino ao insistir em um procedimento desnecessário. Eu achei ele bem mala, não consegui ficar emocionada nem quando ele foi pedir desculpas para o corpo do Dr. Wheeler. Foi grosso até com a Maggie! Quem consegue ser grosso com ela?

Emocionante, sim, foi a Goodwin dizendo para o Dr. Charles que acha que falhou com a sua equipe. Ela passou o dia inteiro tentando encontrar alguém que tivesse conversado com o residente, que tivesse amizade com ele, e não encontrou ninguém. Muito triste mesmo que o cara tenha passado oito meses trabalhando no hospital como se fosse um fantasma. A Dra. Manning, cuidando do menino que se afogou, também se sentiu mal por nunca ter conversado mais com o médico.

E a April, como a gente já imaginava, terminou mesmo com o Tate. Desde o começo do relacionamento ele implicou com o trabalho dela, o que só piorou depois que ela perdeu o bebê. Realmente os dois não estavam no mesmo compasso.


E então, o que acharam do episódio? Chocados com o suicídio do Dr. Wheeler? Deixem seus comentários! Chicago Med faz uma pausa e volta com episódio inédito no dia 30 de março.

Jornalista, mãe, apaixonada por séries desde a época da Sessão Comédia, Gosto de dramas que emocionam e de comédias inteligentes. Também sou fã dos seriados de super-heróis.

São Bernardo do Campo, SP

Série Favorita: Outlander

Não assiste de jeito nenhum: The Blacklist

  • porlapazyporlavida lc

    Episódio muito bom. Muito doloroso ver a forma como cada um reagiu. Ver Dr. Charles dizendo que foi simplesmente horrível doeu demais.

    • Thais Gonzaga De Oliveira

      Doeu mesmo!

  • Carmelito Augusto de Souza

    Oqrq mais me chocou foi a massagem cardíaca ridicula feita no garoto de 8 anos

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