Containment – 1×09 A Kingdom Divided Against Itself

24 de junho de 2016 Por:

E finalmente chegamos ao fatídico décimo terceiro dia!

Após oito episódios bem sucedidos, por construirem uma narrativa interessante, amarrada e que exala as particularidades e os conflitos humanos, Containment acabou me decepcionando. A Kingdom Divided Against Itself foi o episódio responsável por nos levar de volta ao nosso ponto de partida e nos fazer finalmente compreender o que estava acontecendo nos minutos iniciais da série. Minutos iniciais que me cativaram de imediato e despertaram em mim um desespero ímpar. Dessa vez, no entanto, não senti nada, algo muito contraditório, afinal, após tanto tempo, já conheço os personagens, desenvolvi relações e me importo com eles. No entanto, o fato de grande parte das situações soarem forçadas, possivelmente evitáveis e de sentir que tudo deveria ser imensamente mais grave do que o apresentado pela série, me incomodou bastante.

Basicamente tivemos quase todos os personagens em situações de risco durante esse episódio. Ainda assim, sinto que faltou alguma coisa para tornar esses momentos mais impactantes e desesperadores. No fim, acabei não entendendo o propósito de muito o que foi visto e questionando várias vezes a inteligência daquelas pessoas (quem em sã consciência iria se arriscar para comprar um teste de gravidez?). Além disso, aparentemente apenas Katie e Xander possuem reais motivos para se preocupar com a possibilidade de contaminação, o que me soa improvável, uma vez que em meio aquela situação caótica a chance do vírus se espalhar era muito alta.

Containment

Ainda assim, creio que o maior problema desse episódio tenha sido estampar os erros que estavam ali há muito tempo, escondidos ou relevados em detrimentos dos aspectos positivos da série. Então, tudo se iluminou e o número 13 começou a piscar em luzes de neon na minha cabeça. 13 dias. Quase duas semanas. Pouco tempo. É claro que dentro de um contexto de crise, no qual um vírus desconhecido faz novas vítimas constantemente, o isolamento não é apenas físico (afinal, também estão sem informações), falta comida e serviços básicos, tudo acaba recebendo uma proporção maior. Entendo a revolta da população e acho que acabaria sendo realmente a reação natural, já que fica cada vez mais óbvio que aquelas pessoas foram abandonadas a própria sorte e deixadas para morrer.

O que verdadeiramente me incomoda é a forma como as relações pessoais estão sendo desenvolvidas. Especialmente a existente entre Katie e Jake. Compreendo que a dificuldade pela qual estão passando torna tudo mais intenso e faz a aproximação entre eles ainda mais forte. Ainda assim, duas semanas não é tempo suficiente sequer para conhecer minimamente alguém, quanto mais para se encontrar tão apaixonado, que já não é capaz de imaginar sua vida sem a outra pessoa. O policial e a professora têm vivido um relacionamento na velocidade da luz e seus sentimentos parecem épicos demais para o envolvimento que temos acompanhado.

Containment

Todos esses sentimentos tornam alguns pontos dessa trama até mesmo previsíveis. Comentei na semana passada que achava bastante provável que a Katie morresse e essa teoria só ganhou força após esse nono episódio. A nossa professorinha de bom coração (que poderia facilmente estar protagonizando Carrossel) não resistiu ao ímpeto de ajudar uma de suas alunas, sem saber que a menina estava doente, e com isso foi possivelmente contaminada. Apesar das críticas e de julgar esse um caminho óbvio, preciso admitir que gostei da reação da moça ao perceber que pode estar morrendo e de todas as cenas que trabalharam esse lado.

Voltando aos pontos negativos,  A Kingdom Divided Against Itself  deixou claro como a grande quantidade de personagens, muitos deles irritantes, pouco relevantes e subdesenvolvidos, é algo problemático. Acho que isso atinge seu ápice com Suzzy, a melhor amiga de Jana passou oito episódios sendo exatamente isso: a melhor amiga estereotipada, sem personalidade ou história própria, alguém que estava ali simplesmente por estar ou para relembrar o passado sofrido da namorada de Lex. No entanto, esse episódio dedicou algum tempo para tentar trabalhar uma história da personagem, resultando em cenas tediosas e irritantes. É difícil, depois de oito episódios, começar a se importar com alguém que poderia ser substituído por uma samambaia e que é um rascunho mal feito de ser humano, algo que também se aplica a vários outros coadjuvantes da série e evidencia um problema de Containment em trabalhar seus personagens.

Containment

Na contra mão da queixa anterior, temos Sabine. A mulher fria e calculista, que vínhamos conhecendo ao longo da temporada, finalmente revelou sua face humana, juntamente com seus medos, sonhos e preocupações. Ainda assim, bastou que eu conseguisse simpatizar com a mulher por cinco minutos, para que a possibilidade dela estar envolvida na criação do vírus aparecesse. Isso não é nem de longe algo inimaginável, mas certamente pode ser interessante para a trama.

A Kingdom Divided Against Itself foi, então, um episódio morno. Teve momentos bons, é verdade, mas a sensação que deixa é de que algo ficou faltando. Espero que semana que vem as coisas melhorem e pela promo já é possível perceber que teremos grandes emoções.

 

Uma fangirl desastrada, melodramática e indecisa, tentando sobreviver ao mundo dos adultos.

Mariana/ MG

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