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Conviction – 1×10 Not Okay

Por: em 3 de janeiro de 2017

Conviction – 1×10 Not Okay

Por: em

Após o breve intervalo para as festas de fim de ano, retornamos com um episódio inédito de Conviction, agora em seu novo horário de exibição nos Estados Unidos, aos domingos. Infelizmente, essa pausa não fez muito bem para a equipe de escritores do show que não conseguiu entregar um episódio muito bom. As atuações também não estavam tão primorosas como antes, provavelmente por esse episódio ter sido filmado após a notícia que a série não seria estendida para uma temporada completa. Vamos acompanhar o que aconteceu em Not Okay.

Começamos com uma rápida recapitulação para que o público de domingo que não acompanhava o show possa entender o que está acontecendo (não que fossem muitos, imagino). Como era de se esperar, continuamos do mesmo ponto que ficamos ano passado, com Wallace e Hayes se beijando, mas descobrimos que eles também passaram a noite juntos. Eu até tentei defender esse casal, mas aqui fica clara a falta de química entre os 2. Eu acho que depois de fazer par com o Chris Evans fica difícil conseguir convencer com qualquer outro ator, não é mesmo, Hayley, amiga?

Conviction 1x10 CIU

O caso da semana é o de Sophie Hausen (Jordan Hayes, de Helix), uma estudante universitária acusada de assassinar Travis, um jogador de basquete superstar, que ela acusa tê-la estuprado. Hayes ficou muito abalada com o sistema jurídico e quer tirar Shophie da cadeia de qualquer maneira, sendo ela culpada ou não, afinal, uma garota que foi estuprada não merece apodrecer na cadeia. Mas essa é a abordagem errada, afinal, a CIU foi criada para encontrar erros de convicção. Isso fica claro na entrevista com Sophie, que só quer que Hayes acredite em sua inocência, enquanto ela só quer a sua liberdade.

O tema é pesado, relevante e atual, mas a discussão acaba ficando muito vaga, não sendo tão bem trabalhada como o episódio sobre a pena de morte. Tivemos uma breve discussão sobre o que é consenso entre Hayes e Tess contra Sam e Frankie, e só, quando essa discussão deveria ter sido focada na decisão do júri que condenou Sophie. Pudemos ver que o policial que não acreditou em Sophie por ela ter prestado queixa 2 semanas depois, a mãe do Travis que só faltou soltar um “mas ele era homem”, assim como a própria universidade que foi omissa quando poderia ter feito algo, mas nenhum desses pontos foi muito explorado. Faltou profundidade. Eu não sei se era pelo fato do episódio anterior ter sido tão denso, mas aqui a impressão que fica é de má vontade.

Durante a investigação, a primeira descoberta é de que a prova de DNA não era 100% conclusiva, portanto, derrubando a única ligação física de Sophie ao crime. Mas para libertá-la, é necessário descobrir o verdadeiro assassino. Infelizmente não tivemos uma cena muito elaborada de reconstituição, imagino que já com um possível corte de verbas. O assassino teria se cortado durante a fuga, mas Sophie não tinha nenhuma marca no corpo. Um policial que investigava Travis de forma independente e foi demitido por tal tem álibi para a noite do crime, mas dá uma informação aterradora. Sophie não foi a única vítima, pelo menos outras 3 meninas foram abusadas por Travis.

A entrevista com as meninas é o ponto alto do episódio, aqui podemos ver a emoção e dor que elas colocaram nesses depoimentos. E agora Frankie finalmente entende que sim, se tratam de casos de estupro. Sam descobre que o pai de uma das meninas tem um passado envolvido com gangues e violência. A equipe logo assume que ele, ao descobri o que aconteceu com sua filha, resolveu se vingar. Porém ela não sabia o que havia acontecido. Mais uma vez a atuação foi muito boa, deu para sentir a alma do pai se quebrando ao entender que sua filha também havia sido vítima de Travis e sofreu calada todos esses anos. E é uma coisa complicada de se perceber que as melhores atuações do episódio foram para atores que não precisam ter seus nomes mencionados, de tão pequenos os papeis.

Conviction 1x10 Hayes e Jackson

Eu já estava morrendo de saudades do Daniel Franzese e o seu Jackson. A Hayes precisa dele como ponto de racionalidade. É Jackson que a faz entender que ela não está bem por ter perdido o caso de Earl, e está tudo bem se sentir assim, pois ela é humana. Além disso, ela também tem que seguir o coração e ir atrás do Wallace, que já até deu o pé na Naomi, só para estar disponível. E é Jackson que dá um insight em Hayes. As 4 garotas foram procuram Elyse Salmon (Melanie Nicholls-King, de Falling Water), a Conselheira de Crises de Abusos do Centro Universitário. Ela era uma das únicas que sabia da ligação de Travis com as meninas, além de saber da falta de ação da universidade sobre o caso, sendo ela também vitima de estupro quando jovem. Hayes consegue arrancar a confissão dela, garantindo que vai arranjar os melhores advogados para cuidar do caso dela.

Tivemos um pouco de desenvolvimento do resto da equipe. A situação de Maxine foi deixada um pouco de lado, com ela garantindo para Sam que agora ela está buscando ajuda. O foco do dia foi Tess, que teve que lidar com seu passado. Descobrimos que ela vinha trocando mensagens com Matty, o homem que ela mandou para a cadeia equivocadamente. Ele está se apaixonando por ela e a convida para sair, mas Frankie insiste que Tess precisa ser sincera com ele. A conversa não poderia ser pior, no meio do corredor, com ele Matty segurando uma caixa e Tess com um tom de voz de como que diz que acabou o leite. Não é de se estranhar que ele tenha apenas deixado a caixa e ido embora. Mas eu aposto que ele retorna antes do fim da série. Os 2 são muito bonitinhos juntos. A Tess só precisa trabalhar nas suas habilidades de comunicação.

Muito bonita a cena final com a libertação de Sophie e as outras 3 garotas a esperando, em uma bela representação de girl power. Esse é um dos aspectos que eu mais gosto da série, em todos os momentos, a ligação entre as mulheres é o ponto de destaque. As mulheres aqui são fortes e guerreiras e não desistem, não importa os obstáculos que enfrentem. E se tiver a Sia de trilha sonora, melhor ainda.

Conviction 1x10 Wallace e Hayes

Encerramos com Hayes visitando Wallace para contar que ela está disposta a iniciar um relacionamento entre eles e podemos ver o pior beijo do ano (no primeiro dia). Eu não sei o que aconteceu. Eles sabem beijar, é só dar uma olhada no episódio 3 Dropping Bombs, mas aqui parecem 2 chuchus sem sal. Totalmente sem graça. Eu espero que não inventem de criar alguma coisa para mexer no casal, acho melhor deixar como estar e meio que esquecer que existe até o fim.

Como sempre, trilha sonora linda da série. Destaque para a divina Sia chamando todo mundo para participar do movimento girl power!

A mudança para o domingo não foi benéfica para a audiência de Conviction. Esse episódio teve uma queda de mais de 1 milhão de espectadores, alcançando números menores aos de Quantico antes do intervalo do fim de ano. Isso é muito ruim e definitivamente sela o destino da Hayes Morrison e a CIU. A menos que tenhamos uma grande virada nos próximos 3 episódios, acho extremamente improvável uma renovação. Eu já estou contanto essa como uma baixa em 2017.


E você, o que achou do retorno de Conviction? Diga tudo nos comentários!


Paulo Halliwell

Professor de idiomas com mais referências de Gilmore Girls na cabeça do que responsabilidade financeira. Fissurado em comics (Marvel e Image), Pokémon, Spice Girls e qualquer mangá das Clamp. Em busca da pessoa certa para fazer uma xícara de café pela manhã.

São Paulo / SP

Série Favorita: Gilmore Girls

Não assiste de jeito nenhum: Game of Thrones

  • Fico extremamente chateada de pensar que a série não vai ser renovada. Ela aborda um assunto muito importante como tema principal, e ainda traz discussões de igual importância nos casos da semana.

    Eu gostei do episódio, por determinadas partes, apesar de achar que foi fraco em relação ao último. Que até o momento foi o melhor de todos.

    Eu gosto da Tess. Espero que de a série terminar ela tenha um bom final. Junto com todos os outros personagens, é claro.

    • Paulo Halliwell

      Pois é Louise, infelizmente, ela chegou no momento errado. Talvez se tivesse ido ao ar apenas nesse ano, ou tivessem dado mais 1 semestre para desenvolverem melhor alguns aspectos que causaram estranheza no piloto…
      Eu amo a série e acho mesmo que deveriam tentar pelo menos mais 1 temporada antes de dar o machado, mas a decisão não é nossa…
      A Tess é uma fofa, mas a minha favorita é a Maxine seguida pela Hayes safadona dos primeiros episódios

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