Esses spin-offs não precisavam ter acontecido

20 de agosto de 2014 Por:

Quando uma série faz muito sucesso, é natural que os executivos por trás dela queiram continuar a história e, se tiver um personagem que consiga segurar uma série própria, o spin-off é a decisão a ser tomada. Muitos são bem sucedidos e vivem além da série que os originou, mas outros não conseguem sobreviver ao ambiente de pressão por audiência, seja pela falta de história, carisma dos personagens ou qualquer outro motivo. Abaixo está a lista dos spin-offs que gostaríamos de esquecer que aconteceram.

Young Americans

Série derivada de Dawson’s Creek – por Renata

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Como uma boa série teen dos anos 90 e início de 2000, Young Americans tinha atores bonitos (sim, aquele na foto é Ian Somerhalder e ele e os outros ficavam sem roupa por bastante tempo) e plots dramáticos, com amores proibidos entre meio-irmãos e pais abusivos,  além de ter ligação direta com Dawson’s Creek, a série que era a febre do momento. No final da 3ª temporada, Will foi apresentado como um amigo de infância de Pacey e até teve um flerte entre ele e Andy. Esse mesmo Will era o protagonista de Young Americans e sua aparição na série-mãe aconteceu para levar audiência para o novo lançamento da emissora. Como isso acabou não acontecendo, YA foi cancelada depois de 8 episódios (e um piloto que não foi ao ar). Uma curiosidade? Acreditavam tanto que a série teria o mesmo sucesso de Dawson’s Creek que a Coca-Cola foi sua patrocinadora oficial.

Joey

Série derivada de Friends – por Renata

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Depois do final de Friends e do sucesso que a série ainda fazia, nada mais natural que dar um spin-off a um dos mais populares – e engraçados – personagens da série. O maior problema de Joey foi que Joey saiu de Nova Iorque e também se afastou dos seus melhores amigos, os dois elementos principais da série-mãe. Além disso, deram novos amigos para ele, mas, na cabeça do público, os outros jamais poderiam ser substituídos. E convenhamos, ainda que ele fosse muito engraçado e tivesse histórias ainda mais engraçadas, não era o personagem mais desenvolvido em termos de história para ter sua própria série. Já que não era muito engraçada, não tinha a mesma química de Friends e a audiência era baixa, Joey foi cancelada depois de duas temporadas.

Valley Girls

Série derivada de Gossip Girl – por Leandro

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Quando uma série faz muito sucesso, é natural que a emissora comece a se empenhar para garantir que mais frutos caiam da mesma árvore. Na CW, essa questão é bastante recorrente, sendo que a maioria das suas séries já ganhou uma filha própria que embalou no sucesso da original. Quando Gossip Girl estava no auge do seu sucesso e ainda era uma das séries queridas pelo público, a emissora tentou produzir Valley Girls, uma série que mostraria o passado de Lilly Van der Woodsen, mãe de Serena, protagonista de GG, nos anos 80 e o quanto das suas atitudes coincidiam com as da filha no tempo real. Apesar de uma premissa supostamente aceitável, o episódio, que foi ao ar na segunda temporada, foi arrastado e contou com atores que não tiveram o carisma suficiente para sustentar uma série própria. Acabou que a resposta do público foi tão ruim que a emissora cortou o mal pela raiz e cancelou a produção de uma nova série logo depois da exibição desse pré-piloto.

Criminal Minds: Suspect Behavior

Série derivada de Criminal Minds – por Camila

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Quando exibiram o piloto deste spin-off como um episódio de Criminal Minds não foi o mais promissor, mas poderia se tornar interessante sozinha. Mas ao estrear em seu horário próprio, o time não conseguiu convencer como o original, faltou entrosamento aos personagens e carisma aos atores. As histórias também não justificaram a existência da série, nada a diferenciava de Criminal Minds. Uma tentativa de fazer Suspect Behavior ser aceita pelo público foi usar a personagem mais querida da série também aqui. Penélope Garcia também era a analista responsável por dar suporte a esta nova equipe, mas mesmo assim a série não convenceu a audiência e acabou cancelada na primeira temporada.

The Hills

Série derivada de Laguna Beach – por Renata

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Laguna Beach não é a obra-prima da televisão americana ou dos reality shows ao redor do mundo, eu sei! Mas The Hills, seu spin-off, consegue ser pior ainda. Quando Lauren Conrad (que estava em Laguna) decidiu ir para Los Angeles e tentar trabalhar como estilista, ganhou seu próprio reality, focado nela e nos amigos da nova cidade. O problema é que como em Laguna, só que muito mais descaradamente, as situações sempre eram roteirizadas, o que dá a impressão de que o espectador está assistindo uma série com uma narrativa pronta e não um reality show. The Hills ganhou alguns elogios da crítica, tinha uma audiência razoável e durou 6 (!) temporadas, mesmo que Lauren tenha decidido sair do reality na 5ª temporada. É um guilty pleasure daqueles que a gente não chega em casa louco para ver e nem nada parecido, o que é um dos pecados de um guilty pleasure. Apesar disso tudo, The Hills também ganhou seu próprio spin-offThe City que se passava em Nova Iorque e durou duas temporadas, mas desse é melhor nem começar a falar.

The Finder

Série derivada de Bones – por Camila

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The Finder não era uma série ruim, mas foi mal posicionada quando disseram ser derivada de Bones, afinal a série não tem nada da original, exceto o passado do protagonista ter cruzado com o do agente Booth no passado. Isto poderia ter sido relevado e a série não ser um Spinoff. Mas essa não foi o que não empolgou na série. Os protagonistas Walter () e Leo () eram carismáticos, mas o restante do elenco deixava a desejar, principalmente os que foram trocados depois do piloto. As histórias por vezes eram fracas e não justificavam a obsessão do Walter em achar as coisas e os segredos das pessoas. Algumas vezes os recursos que Walter criava era infantis e não geravam o apelo cômico que tinham a intenção.  A série terminou após 13 episódios deixando a impressão de que esgotou o que precisava de história.

Essa foi a nossa lista de spin-offs que não precisariam ter sido feitos, mas diz aí, com quais você completaria essa lista?

Curiosa por natureza. Chata por vocação. Social media por paixão. Viciada em séries e novela por culpa da prima que a largava na frente da TV para poder...

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Palhoça/SC

Série Favorita: Gilmore Girls

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Arthur

    Ravenswood

    • Chegamos a discutir sobre ela Arthur e, se tiver uma segunda lista, pode ter certeza que ela não vai ficar de fora. 🙂

  • Mariana

    E aquele spin off TENSO de Supernatural hein? hauahuahua

Desafio: você se lembra de quem foi essa declaração de amor?

2 semanas atráscomentarios

Ah, o dia dos namorados. Aquele momento do ano para espalhar aos quatro cantos nosso sentimento por aquela pessoa especial, que faz o coração acelerar e as palmas da mão suarem. Aquela pessoa por quem você faria qualquer coisa, até mesmo deixar a vergonha – ou o medo – de lado para professar seu amor. Nas séries, existem muitos personagens  que não esperam data especial nenhuma para declarar seu amor, seja num momento de desespero, num pedido de casamento ou só para reforçar aquilo que o parceiro já sabe e Tom Jobim cantava aos quatro ventos: é impossível ser feliz sozinho. Você também acredita nisso e se derrete toda vez que sabe que chegou a hora de surtar, porque vai ter […]

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Guia da Trilha Sonora: Scream – Season 1

2 semanas atráscomentarios

Entre os poucos pontos positivos que posso destacar em Scream, a trilha sonora fica em primeiríssimo lugar (talvez porque seja da MTV). Misturando canções atuais, dançantes e tristes, que fazem parte da vida dos jovens de Lakewood, a série soube utilizá-las para compor a história e os personagens. Assim, nada melhor do que ouvir as músicas da primeira temporada, agora disponível em uma playlist na nossa conta do Spotify!

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House of Cards e a Política Brasileira

3 semanas atráscomentarios

Primeiramente, #foratemer. E se você ainda não conferiu a última temporada de House of Cards, não se preocupe, esse texto não contém spoilers, – apenas reflexões. Pra gostar de House of Cards você precisa torcer pelos Underwood. Claro, a gente sabe o quanto eles são escrotos, mas é ficção, certo? Não tem problema torcer pelos vilões. Ou pelo menos era o que pensávamos em 2013, quando a série estreou. Mas de lá pra cá a política mundial virou de ponta à cabeça. Os Estados Unidos elegeram Trump e nós tivemos Temer enfiado goela abaixo. Isso sem contar os acontecimentos dignos da ficção, como a morte de Teori Zavascki, a delação do Joesley e os testes nucleares da Coréia do Norte. […]

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