Full House

29 de setembro de 2014 Por:

Elenco de Full House

Uma das famílias mais famosas do mundo das séries pode voltar às telinhas, mas aqui no Brasil, nem todo mundo conhece os Tanner.

Full House, exibida de 1987 a 1995 pela ABC, mostrava como era a vida da família Tanner, composta por Danny (Bob Saget) que, depois da morte da esposa em um acidente de carro, chama o cunhado Jesse (John Stamos) e o melhor amigo Joey (Dave Coulier) para ajudar a cuidar de suas três filhas: DJ (Candace Cameron Bure), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (interpretada em revezamento pelas gêmeas estilistas Mary-Kate e Ashley Olsen, as mais conhecidas do elenco).

Pela sinopse, Full House parece ser uma série qualquer. Mas ali havia química entre o elenco e eles realmente convenciam como uma grande família. Em suas oito temporadas, Full House praticamente mostrou como uma família ideal deveria ser, dentro de suas imperfeições, e sempre encerrando brigas ou demonstrando carinho com abraços. Danny tinha mania de limpeza e adorava ouvir o som de sua voz, mas sempre foi um pai generoso e atencioso. Jesse sempre colocou as sobrinhas em primeiro lugar, mesmo não gostando de dormir em um quarto com coelhinhos no papel de parede e pegar todas as mulheres, enquanto Joey era o comediante e às vezes exagerava em suas piadas.

Entre as meninas, DJ era a típica filha mais velha, séria e estudiosa e é por ela que lembramos como é difícil a fase de adolescente. Stephanie é a mais agitada, sempre jogando algum esporte ou se expressando de maneira artística, principalmente na dança. A caçula Michelle, que começa a série com meses de idade, não faz muita coisa além de ser a bonitinha, mostrar a importância do aprendizado e das regras no desenvolvimento de crianças e comer cookies.

Ao fundo, a icônica ladeira de San Francisco

Ao longo da série, mais personagens foram adicionados e muito bem aceitos no elenco. Rebecca Donaldson, a “tia Becky” (Lori Loughlin), é o principal nome, começando sua história somente como a co-apresentadora do Wake Up San Francisco, junto de Danny, e mais tarde formando um lindo casal (em todos os sentidos) com o tio Jesse e depois os dois filhos, Nicky e Alex (Blake e Dylan Tuomy-Wilhoit). Kimmy Gibbler (Andrea Barber), a melhor amiga da DJ, era detestada na casa dos Tanner, mas nem por isso não era aceita; ora os personagens somente a toleravam, ora ela era convidada para se unir a eles. O último grande nome do elenco é Scott Weinger, que interpretou Steve Hale, o primeiro namorado sério de DJ.

A grande sacada do criador Jeff Franklin e dos produtores Thomas L. Miller e Robert L. Boyett é que os Tanner eram como qualquer família comum dos Estados Unidos, mais precisamente de San Francisco, onde a série eram ambientada. Tanto os adultos como as crianças mostraram todos os perrengues que envolvem crescer: a formação da personalidade, a admiração sobre os mais velhos (principalmente de Stephanie em relação a DJ), a necessidade das meninas de ter uma mulher com quem conversar sobre problemas de meninas, saudades da mãe/esposa/irmã, a importância da privacidade dentro de uma casa tão cheia de gente, o início de um novo relacionamento do pai, o início da vida amorosa e sexual das filhas, o término do primeiro namoro e até o casamento (mesmo que de brincadeira) de uma delas.

Todos os problemas que envolvem crescer com crianças e adolescentes estavam ali e eram resolvidos de maneira simples, mas que funciona (e naquela época, nem existia a Supernanny): conversando um com o outro e entendendo a situação. Algumas vezes, obviamente, castigos eram aplicados, mas não com palmadas ou ameaças, mas com retirada de privilégios por um tempo. Em várias situações, a Michelle se mostrava uma pequena princesa mimada (e chegou a ser “de verdade”, como em um episódio passado na Disney e que a personagem foi escolhida para ser princesa por um dia) e Full House mostrava como não é fácil para adultos resistirem àquela carinha fofa para disciplinarem a criança e mostrar que há limites e eles precisam ser respeitados.

Infelizmente, a série peca alguns pontos, como a falta de personagens negros no elenco, piadas racistas com orientais e slut-shaming com a Kimmy.

As meninas da série

Mas mesmo sendo uma série familiar tradicional, mostrava um lado mais moderno e avançado do que a maioria dos seriados até hoje. Por exemplo: o salário da Becky sempre foi mais alto do que o de Jesse (que como músico e publicitário basicamente vivia de freelances ocasionais) e o caso só foi problema em um episódio, mas não foi tratado de uma forma machista. Jesse queria ser capaz de ajudar financeiramente sua família, ser mais do que um “dono de casa”, embora a Becky nunca tenha se importado de ser a provedora e seu salário ser mais do que o suficiente para tal. Mesmo se sentindo um pouco inferior à esposa, Jesse não tentou tirá-la do trabalho; ele tentou trabalhar mais para ganhar um pouco mais. Depois do problema exposto, o drama passou e ele ficou até o fim da série trabalhando com o que gosta, mesmo sem ganhar muito.

Desde o primeiro episódio, DJ e Stephanie foram encorajadas a serem meninas independentes e a trabalharem para realizar seus sonhos. Os papéis de gênero também são questionados como por exemplo quando Nicky e Alex ganham uma boneca e Jesse não fica confortável com o brinquedo. Apesar da fase natural de crianças em terem uma certa aversão por outro gênero, a Michelle acaba tendo dois melhores amigos: um menino e uma menina e aprende que é possível ser amiga de meninos. Em várias ocasiões, as mulheres é que tomam a iniciativa de convidar os homens para um encontro. E quando o Danny decide que quer casar com a Vicky (Gail Edwards), ele não pede que ela largue o emprego para ficar com ele; eles tomam uma decisão conjunta a respeito do relacionamento. Hoje, alguns destes tópicos parecem banais, mas naquela época não eram nada comuns. Se em 2014 ainda tem gente que pensa que “é feio uma mulher chamar um homem para sair”, imagina no final dos anos 1980.

O Natal sempre é especial na casa dos Tanner

Abaixo, algumas curiosidades desta série que vale cada minuto:

  • Mary-Kate e Ashley foram escolhidas para o papel de Michelle porque foram os únicos bebês que não choraram nas audições.
  • Ao contrário do que acontece na grande maioria das séries, as gêmeas não foram substituídas em temporadas posteriores. A popularidade delas era enorme.
  • Aos seis anos, Mary-Kate e Ashley começaram a ficar diferentes fisicamente e é possível saber quem é quem. Foi considerado deixar somente Mary-Kate no papel de Michelle, mas John Stamos não queria que uma das gêmeas deixasse o programa, então elas permaneceram.
  • No começo, os produtores não queriam que o público soubesse que Michelle tinha duas intérpretes, então o crédito era dado a “Mary-Kate Ashley Olsen”.
  • Full House teria nove temporadas, mas essa última seria exibida na WB Network. Stamos não gostou da mudança e anunciou que a oitava temporada seria sua última. Candace Cameron Bure também expressou desejo de sair da série (para ir para a faculdade, assim como sua personagem), mas estava disposta a fazer participações especiais. Os outros membros do elenco decidiram que era hora de terminar a série.
  • A casa usada como fachada do lar dos Tanner é a maior e mais velha de um conjunto conhecido como Painted Ladies. Em 2014, a casa foi vendida por US$ 3,1 milhões, US$ 900 mil abaixo do pedido pelo dono, que a comprou em 1975 por US$ 65 mil. Ela é uma das atrações turísticas da cidade e fica Rua Broderick, 1709. Porém, o endereço dos Tanner é Rua Girard, 1882.
  • O telefone da DJ é 555-8722. O dos Tanner é 555-2424.
  • Na primeira temporada, o sobrenome de Jesse era Cochran, mas foi mudado para Katsopolis por causa da ascendência grega de Stamos. Jesse afirmou depois que Cochran era um pseudônimo que usava para soar mais como uma estrela do rock.
  • A sinopse original era de três comediantes de stand-up morando juntos e com tema mais adulto. Mas com o sucesso familiar de The Cosby Show e Family Ties, a série foi mudada.
  • Joey tem muitos acessórios do time Detroit Red Wing e Dave Coulier é de Detroit.
  • Em um episódio piloto não exibido, John Posey faz o papel de Danny.
  • Comet, o cão da família, era interpretado por Buddy, do filme Air Bud.
  • A música tema, “Everywhere you look” é cantada por Jesse Frederick e foi escrita por Jeff Franklin e Bennett Salvay.

Assista abaixo às oito aberturas do programa, que acompanha o crescimento de DJ, Stephanie e Michelle:

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Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: Flash Forward

  • Julia Sebber

    Amava Full House – minha primeira paixão por série <3 Cresci com essas duas Olsen haha (e fiquei chocada quando vi numa entrevista que elas são não gêmeas idênticas rs - apesar de depois de um tempo, eu já sabia diferenciar bem as duas)

    • Julia Sebber

      *elas não são

      • Camila

        Não são identicas?? o.O

        • Julia Sebber

          Não! Elas falam em algumas entrevistas, inclusive na Ellen se não me engano.

          • Bianca

            Elas são gêmeas fraternas. Hoje a gente diferencia bem as duas, mas lá pela quarta temporada vc já consegue ver direitinho quem é quem =)

  • Camila

    Nunca consegui assistir à série toda, assisti à alguns episódios isolados, no youtube e sempre gostei muito.
    Depois desse post vou tentar fazer maratona, podia tanto ter no netflix brasileiro.

    • Bianca

      Também acho que podia ter no Netflix daqui. É uma série ótima para a família =)

  • Adorei o post, Bianca! Acho que todo mundo já assistiu a pelo menos um episódio dessa série no SBT. Não sabia que tinha tantas temporadas assim, será que foram todas exibidas no Brasil? A personagem que eu achava mais engraçada era a Kimmy =)

    • Bianca

      No SBT eu acho que foram exibidas algumas temporadas, mas não acompanhei para saber mesmo.

      A Kimmy é demais, nem merecia tanto bullying, coitada xD

      beijo!

  • Ruth

    Eu amava muito essa série e assistia no Sbt no mesmo período que passava O Mundo é dos Jovens que adorava tbm!!Oh nostalgia boa…rsrsrs
    Adorei Bianca seu texto!!Parabéns!!

    • Bianca

      O Mundo é dos Jovens era muito legal tb!

      Beijão, Ruth!

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