Gypsy

12 de agosto de 2017 Por:

Confesso que a princípio eu achei que Gypsy fosse um filme, afinal Naomi Watts e Billy Crudup são atores que estamos mais acostumados a ver na telona. Estranho ter um casal desse porte em uma produção para telinha do Netflix. De fato, Gypsy não é como a maioria das séries que estamos acostumados. Tem uma cinematografia de tirar o fôlego e um enredo que se desenvolve sem qualquer pressa.

Com episódios de 50 minutos em média, Gypsy é quase um estudo de personalidade da sua protagonista, Jean Holloway, vivida por Naomi Watts. Ela é uma psicóloga, casada com Michael, um advogado que parece ter uma vida normal no subúrbio dos EUA. Tudo é muito sútil no início, mas vamos notando algumas falhas naquela família tão “comercial de margarina”. Aos poucos fica claro que Jean não se encaixa naquele ambiente, ela tem um espírito livre, é uma “cigana”, que não queria ter se prendido ao casamento. Ela usa, de certa forma, o seu consultório de terapia, para se liberar, ditando as regras de um jogo de manipulação e relacionamentos de codependência com os pacientes.

Reprodução/Netflix

Conhecemos 3 dos pacientes de Jean: Sam, que quer deixar para trás a ex-namorada, Claire, que tem problemas com a filha Rebecca e Alisson, uma viciada que vai a terapia como parte da sua busca por reabilitação. Aos poucos vamos vendo como Jean vai se envolvendo com seus pacientes e cruzando as linhas profissionais a medida em que ela se enxerga por vezes nos seus pacientes, outras naqueles que os levaram a terapia. É ai que vemos a verdadeira Jean, (ou seria Diane?) esta da alma cigana que dá nome a série.

Outro ponto que vale ressaltar, é a filha de Jean, que é mais um ponto fora da curva na vida suburbana dos Holloway. Dolly não se identifica com o gênero com qual nasceu, sofrendo preconceito por parte das outras famílias. Michael, o pai, é no fim o personagem menos explorado e, aparentemente, menos complexo da série.

A série deixou vários ganchos para uma possível segunda temporada. Ainda assim, foi cancelada pela Netflix esta semana. Continuo indicado a série, apesar do seu ritmo lento e final inconclusivo, pelo desenvolvimento da personagem e como vamos descobrindo novas coisas sobre ela a medida que ela tem sua recaída e tenta escapar da vida enfadonha do subúrbio americano. Ter só uma temporada não significa que não possa ser uma experiência legal, neh?!

Apaixonada por histórias, em todos os formatos, conta com listas enormes de livros que quer ler e filmes e séries para assistir.

Porto Alegre / RS

Série Favorita: House of Cards, Game of Thrones, Scandal

Não assiste de jeito nenhum: Once upon a time...

  • Denia Karru

    Fiquei apaixonada nessa série, não sei como pode ter uma crítica tão negativa. Eu ia pro trabalho e ficava louca pra voltar pra casa e assistir mais um episódio. A Jean daria um estudo de caso e tanto, rsrs.

    • Mariane Lima

      Obrigada pelo comentário! Já estava achando que eu era a única que tinha gostado da série. 🙂

  • Vanessa Miranda

    Depois de ler a resenha, comecei a assistir a série. Gostei da forma sutil com que a trama é desenvolvida. Os diálogos não são enfadonhos e prendem a nossa atenção. A personagem central,Jean,parece ser uma caixinha de surpresas, e estou bastante curiosa acerca do que vai rolar ao longo dessa temporada.

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