Os indicados ao Globo de Ouro 2018

As nomeações à 75ª edição do Globo de Ouro foram anunciadas nesta segunda-feira pela manhã por…

Primeiras Impressões: Dark

Dark é uma produção alemã de suspense e terror, criada por Baran do Odar e Jantje…

Gypsy

Por: em 12 de agosto de 2017

Gypsy

Por: em

Spoiler Alert!

Este texto contém spoilers leves,

nada que estrague a série ou a sua experiência.

Confesso que a princípio eu achei que Gypsy fosse um filme, afinal Naomi Watts e Billy Crudup são atores que estamos mais acostumados a ver na telona. Estranho ter um casal desse porte em uma produção para telinha do Netflix. De fato, Gypsy não é como a maioria das séries que estamos acostumados. Tem uma cinematografia de tirar o fôlego e um enredo que se desenvolve sem qualquer pressa.

Com episódios de 50 minutos em média, Gypsy é quase um estudo de personalidade da sua protagonista, Jean Holloway, vivida por Naomi Watts. Ela é uma psicóloga, casada com Michael, um advogado que parece ter uma vida normal no subúrbio dos EUA. Tudo é muito sútil no início, mas vamos notando algumas falhas naquela família tão “comercial de margarina”. Aos poucos fica claro que Jean não se encaixa naquele ambiente, ela tem um espírito livre, é uma “cigana”, que não queria ter se prendido ao casamento. Ela usa, de certa forma, o seu consultório de terapia, para se liberar, ditando as regras de um jogo de manipulação e relacionamentos de codependência com os pacientes.

Reprodução/Netflix

Conhecemos 3 dos pacientes de Jean: Sam, que quer deixar para trás a ex-namorada, Claire, que tem problemas com a filha Rebecca e Alisson, uma viciada que vai a terapia como parte da sua busca por reabilitação. Aos poucos vamos vendo como Jean vai se envolvendo com seus pacientes e cruzando as linhas profissionais a medida em que ela se enxerga por vezes nos seus pacientes, outras naqueles que os levaram a terapia. É ai que vemos a verdadeira Jean, (ou seria Diane?) esta da alma cigana que dá nome a série.

Outro ponto que vale ressaltar, é a filha de Jean, que é mais um ponto fora da curva na vida suburbana dos Holloway. Dolly não se identifica com o gênero com qual nasceu, sofrendo preconceito por parte das outras famílias. Michael, o pai, é no fim o personagem menos explorado e, aparentemente, menos complexo da série.

A série deixou vários ganchos para uma possível segunda temporada. Ainda assim, foi cancelada pela Netflix esta semana. Continuo indicado a série, apesar do seu ritmo lento e final inconclusivo, pelo desenvolvimento da personagem e como vamos descobrindo novas coisas sobre ela a medida que ela tem sua recaída e tenta escapar da vida enfadonha do subúrbio americano. Ter só uma temporada não significa que não possa ser uma experiência legal, neh?!


Mariane Lima

Apaixonada por histórias, em todos os formatos, conta com listas enormes de livros que quer ler e filmes e séries para assistir.

Porto Alegre / RS

Série Favorita: House of Cards, Game of Thrones, Scandal

Não assiste de jeito nenhum: Once upon a time...

  • Denia Karru

    Fiquei apaixonada nessa série, não sei como pode ter uma crítica tão negativa. Eu ia pro trabalho e ficava louca pra voltar pra casa e assistir mais um episódio. A Jean daria um estudo de caso e tanto, rsrs.

    • Mariane Lima

      Obrigada pelo comentário! Já estava achando que eu era a única que tinha gostado da série. 🙂

    • Larissa Gomes

      Eu também amei a série, uma pena ter sido cancelada 🙁

  • Vanessa Miranda

    Depois de ler a resenha, comecei a assistir a série. Gostei da forma sutil com que a trama é desenvolvida. Os diálogos não são enfadonhos e prendem a nossa atenção. A personagem central,Jean,parece ser uma caixinha de surpresas, e estou bastante curiosa acerca do que vai rolar ao longo dessa temporada.

    • Mariane Lima

      Que legal, Vanessa!
      Obeigada pelo comentário!

  • Rhayra Gusmão

    Adorei a personagem tão cheia de camadas e surpresas… quanto mais ela ia fundo na vida dos pacientes eu pensava: ela não vai cruzar essa linha e se ela não parar ia se enrolar…
    [spoiler]
    e o final foi isso, aquele momento em que os dois mundos colidem… e ela da um leve sorriso e eu penso é a adrenalina e é disso que ele gosta

    enfim pena que não vamos saber como ela ia se virar nos 30 pra se safar daquilo

×