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Homeland – 6×06 The Return

Por: em 4 de março de 2017

Homeland – 6×06 The Return

Por: em

Depois do eletrizante Casus Belli, a grande expectativa era saber se Homeland finalmente engrenaria em uma boa temporada ou se o episódio anterior tinha sido um caso isolado. Em The Return, as doses de adrenalina foram menores, mas o cenário em geral ainda é bem mais interessante que o da primeira metade da temporada.

As fotos no celular de Quinn fizeram Carrie perceber que parte da história envolvendo a bomba ainda estava escondida. E esta é uma série em que as pistas mais vagas levam às soluções mais improváveis. A ex-agente conseguiu apoio de quem menos parecia disposto a acreditar nas teorias de que Sekou era inocente, mas ainda era cedo para Conlin passar essa informação adiante dentro do FBI. Sua investigação individual deixou claro que havia uma rede de apoio por trás do atentado, uma grande corporação. Bem, se era cedo demais para tirar qualquer conclusão e mobilizar o FBI, foi tarde demais que ele percebeu que Carrie estava certa. O vizinho da porta da frente entrou em ação bem a tempo de fazer uma queima de arquivo.

As cenas na casa de Conlin, com Carrie se esgueirando atrás de portas e entre escadas é um clássico que sempre funciona. A gente até fica com a sensação de que já viu aquilo antes, mas não deixa de ficar com o coração na boca por causa disso. Encontra-lo morto a fez perceber que o perigo já estava muito próximo, e que o alvo seguinte poderia ser ela mesma ou Frannie. O que talvez ainda não esteja tão claro é que ela não é o alvo seguinte. Ela é o alvo inicial. Tudo o que foi feito até ali, foi planejado para atingi-la e minar a sua influência sobre a presidente. Velar o sono da filha com uma arma em punho e instalar alarmes pela casa não pode protegê-la de uma conspiração bem mais sutil, que só suja as mãos em situações muito pontuais.

No fim do episódio vimos Quinn ser retirado do hospital por Astrid. O que exatamente isso significa? Não temos tantas informações sobre a personagem, mas tudo no seu histórico indica que ela não está ali para fazer mal a ele. Duas teorias despontam: em uma, menos provável, ela esta trabalhando com a CIA e escondeu Quinn para conter os danos que ele poderia causar falando sobre o que descobriu. Na outra, em que eu aposto, ela está ajudando Carrie a tirar Quinn do radar antes que ele se torne o próximo alvo de quem quer que seja, que esteja por trás do atentado e da morte de Conlin. Acredito que este seja o caminho mais provável, já que Carrie não tem mais uma casa segura e Quinn não confia mais nela para revelar qualquer coisa. Ela deve ter imaginado que a única pessoa com quem poderia contar – e com quem Quinn se sentiria seguro – seria Astrid.

Em paralelo, o episódio trouxe um lado ainda não explorado de Keane. Desde o início da temporada, a presidente eleita foi representada como uma personagem de poucas cores, bastante influenciável e dependente de seus conselheiros, e ideologicamente ingênua. Está certo que figuras inusitadas estão sempre se elegendo aos cargos de poder, mas ainda era uma incógnita os motivos que fizeram o povo americano escolher uma mulher como ela para representante. Em The Return, Keane mostrou que tem jogo de cintura, sabe aproveitar oportunidades, reverter situações adversas e atingir seu público – seja ele formado por uma mãe ressentida ou por uma multidão de jornalistas – através de discursos arrebatadores. Ela vai enfrentar um período difícil, era importante que a série mostrasse que a personagem tem estrutura para aguentar as porradas que estão vindo aí.

Por outro lado, a trama de Saul, Adal, CIA e Mossad parece andar em círculos. Ficam cozinhando o assunto em banho-maria, sem grandes descoberta ou avanços até que em algum momento algo ali vai explodir. É uma dinâmica desgastada essa a da rivalidade velada entre os dois. E cada vez mais fica claro que Saul é um personagem que só funciona bem ao lado de Carrie. Longe da sua ex protegida, dificilmente ele consegue emplacar um plot com o qual o público se importe minimamente.

Algumas observações:

– O Quinn já tá perturbado, o povo ainda inventa uma abordagem mega sutil de amarrar, amordaçar e dopar ele no meio da madrugada. Assim fica difícil voltar ao normal.

– O que será que funcionava naquela sala secreta que o Conlin encontrou?

– O vizinho sinistro da Carrie a viu na casa? Ou só percebeu que tinha alguém?

– Alguns personagens novos foram introduzidos, mas ainda não há muito o que falar sobre eles.

– Já disse que amo o Max? Mesmo ele sendo subaproveitado há anos, amo sim.

Gostou do episódio? O que acha que a Astrid está fazendo com Quinn? Deixe seu comentário e até a próxima!


Laís Rangel

Jornalistatriz, viajante, feminista e apaixonada por séries, pole dance e musicais.

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita: Homeland

Não assiste de jeito nenhum: Two and a Half Men

  • Marcus H. P. Brügge

    Olá Laís, tudo bem?

    Como era de se esperar, após um episódio pra espectador nenhum botar defeito, Homeland bota o pé no freio e reduz, significativamente, o ritmo. The Return mostra algumas nuances da base da série, mas ainda assim, me desanimou. Carrie, ainda que por meros minutos, de volta à ativa demonstra em qual circunstâncias a série realmente caminha. Pouco provável, infelizmente, que Homeland se mantenha caso continue a deixar uma personagem tão cheia de potencial agindo passivamente, subaproveitando seus recursos. O mesmo vale para Quinn, que depois de nos empolgar no episódio anterior, volta ao seu casulo. Sobre Keane, finalmente uma atitude daquela mulher! Se esconder no carro da Sra. Diehl mostrou que ela sabe agir quando necessário. Seu diálogo também foi um ponto interessante. Ouvir a perspectiva de um eleitor que não te apoiou e não confia em você (embora eu também não confie na Sra. Diehl), absorver o que lhe foi dito e saber aproveitar tais ideias não é uma oportunidade que aparece todo dia. Saul Berenson, que decepção. Em meia temporada, tudo o que ele fez foi quase que indiferente, sem efeito. Agora, a grata porém breve surpresa foi Conlin resolver buscar a verdade e acreditar em Carrie. Aquela postura irredutível, agressiva e prepotente já estava me cansando. Contudo, como em toda e qualquer trama, seja filme, série, livro, se você vai meter o bedelho em algo suspeito sozinho, é certo que você vai acabar perdendo a vida. E, falando nisso, que corporação é aquela? Enorme e ultrassecreta; alguém que provavelmente vai dar dor de cabeça. Por fim, a aparição de Astrid. É muito cedo pra dizer, mas, acredito que ela não vá fazer mais mal para nosso querido Peter Quinn. Fica o mistério. Entretanto, inserir mais personagens em uma trama que não anda caminhando muito bem não me parece uma decisão tão sábia. Resta saber se eles conseguirão amarrar todas essas pontas, com coerência, no desenrolar dos episódios.

    Até a próxima review!

    P.S.: Adoro a Nina Hoss. Também deixei minha opinião sobre Casus Belli.

    • Laís Rangel

      Oi, Marcus!
      Saudade da quarta temporada que era tiro atrás de tiro em vários episódios, né? Mas considerando o quanto que a série tava ruim, até que esse episódio um pouco mais calmo não me incomodou tanto.
      O impressionante é que todo mundo consegue enxergar o que funciona na série e o que é ruim, menos os roteiristas, que insistem nas coisas chatas e dão pouquinho tempo de tela para Carrie em ação, Quinn lúcido e Saul… bem, Saul fazendo qualquer coisa mais empolgante que um frasco de Rivotril.
      Também estou curiosa para saber que lugar era aquele em que o Conlin foi parar, mas tenho certeza que tem dedo do Dar Adal ali.
      Já vou lá ver seu comentário na review anterior 😉 Muito obrigada e até a próxima!

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