Aquele em que dizemos adeus

Pra quem não sabe, o Apaixonados por Séries existe há quase dez anos. Eu e Camila…

O que esperar de 2018

Antes de mais nada, um feliz ano novo para você. Que 2018 tenha um roteiro muito…

How To Get Away With Murder – 4×01 I’m Going Away

Por: em 29 de setembro de 2017

How To Get Away With Murder – 4×01 I’m Going Away

Por: em

Depois de tantos meses, finalmente temos o retorno de How To Get Away With Murder e posso dizer que me empolguei… nos últimos 37 segundos. Peter Nowalk, o que está acontecendo contigo? Alguém me explica em qual churrasco deixaram a minha HTGAWM que tanto amo? Vem entender o que aconteceu em I’m Going Away.

Infelizmente, o maior problema do episódio acabou sendo tão bem executado que fica difícil reclamar. Eu adorei que tivemos uma continuidade sobre a doença de Ophelia e, mais uma vez, Cicely Tyson provou que merecia ter ganhado o Emmy de melhor atriz por participação especial. O que não gostei foi que, se pararmos para pensar, o arco da demência e possível internação de Ophelia não avança em nada a história e fica parecendo enrolação, o que tira a grandeza das atuações e da situação. Será que é a última vez que a veremos?

Reprodução/ABC

Ok, isso foi desnecessário, mas tão lindo! Renovando o estoque de lencinhos!

Outra coisa que não me desceu foi o arco do Desmond. Qual foi a necessidade daquilo? Era só para que Annalise tivesse a ideia de ligar para o pai após aquele pedido de perdão meio torto? Foram preciosos minutos gastos acompanhando a tentativa frustada de uma rapidinha. Sério mesmo? Julius Tennon faz apenas uma participação especial, portanto seu personagem não deve retornar (assim espero).

O estado dos casais está bem melhor do que pensei. Após aquele arco ridículo do termino de Coliver, eles estão muito mais maduros e seguros de seus sentimentos. Muito bom vermos um casal sorodiscordante sendo finalmente escrito como um casal qualquer, discutindo a relação e chegando a um meio termo em que ambos estão confortáveis e felizes. Enquanto isso, Masher se resumiu à parcela de comédia da trama, meio triste ver como estão subutilizando Michaela.

O mote inicial é o desmantelamento da clinica jurídica de Annalise e liberação de seus alunos. Eu não estou entendendo qual é a intenção do Peter Nowalk, mas separar os personagens principais será bem perigoso para a trama. Quando eles finalmente parecem demonstrar alguma união, retornando ao clima da primeira temporada, jogamos tudo fora. Ao mesmo tempo, não é uma atitude inesperada de Annalise, afinal, se ela busca um recomeço, nada melhor do que se livrar dos pesos mortos que a prendem ao passado.

Eu já disse o quanto acho injusta a reação do Keating 4 com relação à sua mentora. Michaela é a mais revoltada/mimada do grupo. Quando recebe a mensagem chamando para o jantar, reclama da presença de Annalise, e quando é liberada para viver a vida como quiser, reclama que não tem mais uma tutora. Quer dizer… Connor é um ingrato e não espero mais nada dele, e é claro que Asher ficaria do lado de Michaela, só achei que Laurel questionaria um pouco mais, ao invés de simplesmente levantar e sair do restaurante. Ela não é uma mulher de deixar desaforos para trás e me parece que realmente ficou ofendida com a situação. Muito provável que ainda não vimos o confronto final entre as grandes protagonistas da temporada.

Reprodução/ABC

Quando a gente acha que se livrou da peste…

Quem mais ficou abismado com a demissão da minha garota Bonnie? O primeiro momento que me surpreendeu foi quando Annalise lhe dá a carta de recomendação sem mais nenhuma palavra de despedida. Mais ainda foi a atitude de buscar emprego com o promotor Denver. Até o impassível Nate ficou chocado. Se bem conheço minha garota, caso Annalise decida trabalhar por conta, é muito provável que tenha que enfrenta-la como promotora de acusação. Seria bem interessante ver as duas trabalhando em lados opostos como inimigas.

Deixei para falar de Laurel por último porque sabemos que ela é o ponto motriz da temporada. Eu adorei a jogada de nos fazer acreditar que ela havia abortado, apenas para desmentir tudo na metade do episódio. Todo mundo entendeu o motive de Laurel mentir para o pai, correto? Vejam bem, se ela tem certeza que ele é o real responsável pela morte de Wes, não é de se espantar que se sinta ameaçada e pense que essa é a única forma de proteger seu filho. Desse modo, ele não se sentiria instigado a manter a filha sob vigilância e ela consegue liberdade para seguir com sua vida. O problema desse plano é que uma gravidez é impossível de se esconder para sempre.

Mas, afinal, qual é o mistério da temporada? De acordo com Peter Nowalk, a dúvida está no “onde” e não no “quem”. Isso significa que é óbvio que o mandante é o Sr. Castillo? Laurel foi encontrada com drogas na corrente sanguínea, isso abre dúvidas sobre “onde” e “quando” ela pode ter sido drogada, se é que realmente se trata de abdução para realizar um aborto forçado.

Reprodução/ABC

Eu sei o que você fez no verão passado, papa!

Outra questão importante é a ligação do terapeuta Isaac, interpretado por Jimmy Smits (Sons of Anarchy), com Frank. Annalise está sob sua tutela para manter sua habilitação de advocacia e a conversa com Frank deixa claro que, caso não se trate de algo anterior, é um vínculo criado com o grupo nos últimos três meses. Por que ele está interessado no estado de Laurel?

Laurel está com sete meses de gestação (de acordo com Karla Souza, pois nas minhas contas tinha dado cinco meses), portanto, ainda existe a possibilidade do bebê ter nascido prematuro. Eu vou jogar uma teoria no ar e vamos ver se pega: por algum motivo, Laurel não era o alvo e acabou se envenenando por acidente (mais ou menos como quando ela entra na casa de Annalise prestes a explodir), a dúvida que teremos é quem seria a vítima original e se os médicos decidiram fazer um parto prematuro para salvar o bebê do que acharam ser uma tentativa de suicídio.

Resumo da ópera: foi um episódio bem meia-boca no sentido ação, mas bem doloroso de assistir devido a carga emocional da barriga que estavam enchendo. Espero que isso se restrinja a esse episódio e os próximos sejam carregados de drama e intriga. A redução do ritmo refletiu em uma queda de audiência, com apenas 3,96 milhões de espectadores, sendo, a pior estreia de temporada até o momento. Para comparação, Grey’s Anatomy, estava com mais de 8 milhões, sou seja, perderam mais da metade do público entregue.

Esse ano as reviews vem com uma novidade, a trilha sonora agora vem como playlist do Spotify! Tudo para facilitar a sua vida! (Se bem que esse episódio nem teve tanta coisa boa para ouvir)


O que acharam do retorno de How To Get Away With Murder? Deixem suas opiniões e teorias nos comentários!


Paulo Halliwell

Professor de idiomas com mais referências de Gilmore Girls na cabeça do que responsabilidade financeira. Fissurado em comics (Marvel e Image), Pokémon, Spice Girls e qualquer mangá das Clamp. Em busca da pessoa certa para fazer uma xícara de café pela manhã.

São Paulo / SP

Série Favorita: Gilmore Girls

Não assiste de jeito nenhum: Game of Thrones

  • Ricardo Silva

    Até que gostei do episódio, eu gosto de episódios com um ritmo mais lento tanto quanto eu gosto daqueles cheios de ação e assassinatos. Uma coisa que eu tenho que concordar foi a enrolação, o arco da doença ocupou metade do episódio para não resolverem nada, isso foi frustrante. A atuação estava maravilhosa como sempre, Annalise e a Ophelia arrasando como sempre. Também estou um pouco decepcionado que a Micaela esteja sendo usada como alívio cômico junto com o Asher, ela poderia ser muito melhor utilizada. Tremi quando a Annalise resolveu separar todo mundo, 3 temporadas unindo eles, criando um vínculo para separar todo mundo agora, eu consigo entender o porquê da Annalise fazer isso, mas será que essa foi a melhor opção? Sinceramente, o flashfoward não me animou tanto, tinha criado várias teorias sobre alguém sendo sequestrado e eles procurando o lugar (porque disseram que a dúvida seria “onde”), mas parece que essa temporada vai ser da Laurel. Só eu que fiquei me questionando como a Laurel descobriu sobre o pai dela ter matado o Wes?
    Abraços e ótima review.

    • Paulo Halliwell

      Olá, Ricardo. Que bom que gostou do texto! 🙂
      Eu não tenho problemas com episódios mais lentos, o que me chateou é que mais da metade do tempo de tela foi gasto com sidequest.
      Temporada passada o desperdiçado foi o Connor, agora é a Michaela, assim está difícil.
      Não faço ideia de como farão a série funcionar se esse grupo não estiver unido.
      Eu acho que ela descobriu no exato momento em que encontrou com o Dominik no finale da temporada passada, foi ligando os pontos. Como o personagem vai voltar nessa temporada, com certeza veremos mais sobre o pq dela ter tanta certeza.

  • Artur Montenegro

    A cena final não parecia ser bem em um hospital, a coloração branca me chamou muita atenção. Parecia mais um manicômio ou coisa do tipo, achei estranho. No mais, foi um início de temporada Ok, nada mais que isso. Um excelente texto, Paulo!

    • Paulo Halliwell

      Olá, Artur, que bom que gostou do texto. 🙂
      Também achei estranho, mas talvez seja um PS ou algo assim, mas realmente não seria surpreendente se ela tiver sido internada em um manicômio a força. Super solução novela mexicana, o que eu adoro!

  • Vitner Santos

    Só sei que enquanto eu pensar WTF? em qualquer cena de HTGAWM ela deve continuar e foi o que aconteceu quando a Laurel quase enviou aquela mensagem…

    • Paulo Halliwell

      Eu AMEI quando ela escreveu aquela mensagem e super fiquei esperando que ela enviasse, seria incrível!

  • Igor Lisboa

    Eu achei um episódio que cumpriu bem seu papel, acho que nas temporadas anteriores a gente tava muito acostumado com o núcleo jurídico, e agora que a Annalise tem que começar do zero, a gente ficou sem um “caso da semana” ou a apresentação do “grande caso da temporada” e como a firma foi desmontada, fico curioso pra ver como vamos voltar a ver o a parte jurídica de novo, será que vai se resumir só a Annalise x Bonnie???
    Alias a ida da Bonnie pra promotoria foi o que mais me animou, espero também que com isso ela fique mais confiante, a Liza Weil manda super bem, só que ficou reduzida a sombra do personagem da Annalise, passou da hora do roteiro deixar ela liberar todo o potencial dela.
    Gostei também do fato de já no primeiro episódio a Laurel saber que foi o pai dela o mandante da morte do Wes, claro que vão introduzir um flashback pra explicar isso, mas eu já me contento com ela saber sem me mostrarem nada mesmo.

    O que mais tem pra comentar….

    Os alunos sendo uns grossos e ingratos com a Annalise = Nada de novo no sol.
    Masher = Ainda melhor química e melhor casal da série. Mas um tanto sem função os dois.
    Connor -… …. … … … … … … … … … … … Olha, o estrago do ano passado me marcou tanto que eu já não sinto mais nada quando eu vejo o personagem, as tramas dele não me comovem, não me instigam, não sinto nada, podia muito bem morrido que eu dar graças! É A MAIOR DECEPÇÃO DE MURDER!

    • Paulo Halliwell

      Olá, Igor. Eu temo pelo futuro da série sem o “caso da semana”, afinal, ele faz parte da estrutura da serie, ou fazia, não sei.
      Também estou na torcida de mais espaço para que a Liza consiga mostrar a atriz poderosa que é.
      Também acho que não precisamos de flashback sobre a Laurel. Espero que mostram mais ações presentes e que foquem os flashbacks num passado mais longínquo, para descobrirmos a relação do Dominik e a família Castillo.
      Sabe o que eu sinto falta dos casais? Quando eles eram mais passionais. Masher até que é fofo, mas acompanhar os dois indo comprar colchão é muito “casal de classe média suburbano” pro meu gosto.
      Connor é o segundo maior desperdício da série, depois da morte besta do Wes.

      • Igor Lisboa

        Concordo, torço pra que eles consigam rearranjar uma nova dinâmica pros casos da semana e que de alguma forma insiram os Keating 4, afinal de contas isso aqui ainda é uma série jurídica né!

  • Felipe Borges

    Eu gostei desse episódio. De fato a parte da doença da mãe da Annalise tomou conta de mais da metade do episódio, mas isso serviu também para nos deixar cientes de que a Annalise não tera mais seu refúgio no colo da mãe quando as coisas ficarem ruins, já que sua mãe também será um fardo a carregar.
    Não acho que será a última vez que o Desmond aparecerá, tudo na série tem um propósito, e pode ser até que essa Cece cause problemas também rs.
    E de uma coisa eu discordo de você Paulo. Não acho que o fato da Annalise liberar os estagiários fariam com que eles perdessem a “união” que conquistaram ao longo das temporadas, até porque eles fazem faculdade juntos e querendo ou não, são os amigos que cada um conquistou. Estou ancioso pra ver como isso vai ser desenvolvido.
    A cena do jantar foi ótima! Só me estressa MUITO eles reclamarem sempre da Annalise querendo dar as costas pra ela e quando eles finalmente são liberados eles também reclamam. Chato isso!
    O flashfoward não empolgou muito, mas tem muita coisa ainda pra acontecer.

    • Paulo Halliwell

      Olá, Felipe. Gostei dessa sua interpretação, da perda do porto seguro que era a mãe. Bem interessante. Eu só pensei que “estão dando um jeito da morte da personagem ser plausível caso a atriz morra de velhice”.
      Olha, de verdade, espero que você esteja errado sobre o Desmond, pq foi tããããããããooo chato!!!!!!
      Quando disse que eles perderiam a união, acho que estava mais pensando no fato de talvez conseguirem estágios em locais diferentes. Mas, vendo pelo trailer, é provável que um novo professor chegue e eles foquem mais nas aulas práticas, o que garante uma sequencia da união do grupo (menos para o Oliver, tadinho).
      Sim, a cena do jantar estava ótima até começar a reclamação em massa.
      Faltou carne nesse flashfoward, pouquíssima informação…

  • Legal colocar a trilha!

    • Paulo Halliwell

      Que bom que gostou, Darth!

  • Bruno Dornelles Rangel

    Peguei um ranço do Connor na última temporada que não sei se vai passar tão fácil.

    O que eu mais achei interessante no (fraco) episódio foi a Bonnie indo trabalhar com o Denver (apesar de achar pouco crível ele aceitar o braço direito de sua inimiga como sua empregada). Só espero que no final tudo isso não seja só um plano da Annalise com a Bonnie, pois ficaria muito manjado.

    • Paulo Halliwell

      Pois é, Bruno, está mesmo difícil torcer pelo Connor…
      Acho pouco difícil ser algum tipo de plano com a Bonnie. Só se for um plano da Annalise que vai se revelar mais a frente, mas certeza que a Bonnie foi direto para o Denver exatamente pensando em vingança.

  • Athos Miguel

    Olá, eu gostei do episódio. Acredito que seria impossível falar em “caso da semana” no primeiro episódio do retorno da série, onde na verdade Annalise está com sua licença pra advogar suspensa; o caso principal é o que ela figura como ré no tribunal de ética e disciplina, devido à quebra da condicional de não consumir álcool, graças à sua força de vontade ela vence o vício, e consegue convencer os julgadores de seu arrependimento e transformação, ganhando o caso com genialidade e muita emoção, e por incrível que pareça ela disse apenas a verdade, foi sincera. A Laurel não pareceu surpresa com a finalidade do encontro de causar a separação do Keating 4; presumo que a Annalise que descobriu tudo sobre quem matou o Wes, e disse a ela, e inclusive foi quem a convenceu a não abortar o filho. O episódio explora o lado emotivo de Annalise depois de ter sofrido tantas perdas, demonstrando que ao contrário do que as “invejosas do banheiro” (no dia da absolvição da Rebecca e que Annalise acusa Sam) pensam sobre ela, Annalise Keating é um ser humano.

  • Bruno D Rangel

    Não teremos mais reviews dos outros episódios?

    • Paulo Halliwell

      Olá, Bruno. Teremos sim. Eu estou em um momento muito crítico no meu trabalho e tive que focar um pouco nele. Mas nos próximo dias devo colocar as reviews em ordem.

  • Monique Silva

    Largaram os reviews de HTGAWM?
    último foi o 4×01…. eu já vi até o 4×06 e nada por aqui.

    • Paulo Halliwell

      Olá, Monique. Não larguei as reviews não. Eu estou em um momento muito crítico no meu trabalho e tive que focar um pouco nele. Mas nos próximo dias devo colocar em ordem.

×