Maratona Parenthood – 6ª temporada

9 de maio de 2017 Por:

Pegar a última temporada de Parenthood para fazer o post de maratona foi um imenso desafio. A expectativa era grande, junto com o medo de não conseguir terminar o texto. Mas é isso que uma série faz conosco, não é? Nos encher de emoções e deixar aquele gelinho na barriga no final.

Família é uma coisa difícil. Você não vive sem ela e não consegue, muitas vezes, ficar perto dela. Talvez porque família não tenha o dever de ser um amigo e dizer que certas atitudes estão corretas. Ela tem o dever de apoiar, apesar dessas atitudes e estar ao lado nas horas mais importantes, sejam elas felizes ou tristes. E isso define bem o que os Braverman são.

O sexto ano da série estreou em setembro de 2014 e, após 13 episódios, deu adeus aos fãs em janeiro do ano seguinte. Nesses 13 episódios, alguns ciclos se fecharam; outros começaram e alguns poderiam ter sido mais explorados.

Sem mais delongas, vamos para o último post da #maratonadochoro!

Sarah, Amber, Drew e Hank

Já no primeiro episódio descobrimos que, realmente, Amber estava grávida. Alguém poderia me explicar como o Ryan, no hospital, engessado, dolorido, quase morrendo, conseguiu fazer sexo naquele quarto? Gente, ficou muito sem noção essa gravidez. Ok, saindo dessa questão, se a solução que encontraram para Amber amadurecer e ganhar um plot significante, foi utilizar um bebê, devo dizer que foi um tanto equivocada.

Esperava muito da personagem, que ela saísse de histórias que só envolvessem homens, drogas e bebidas. Não que eu imaginasse ela se formando e conseguindo um emprego dos sonhos, porém, tinham outros jeitos de mostrar um lado diferente da personagem.

Acompanhamos então, sua jornada de “nova mãe”, com as clássicas dúvidas “será que vou ser uma boa mãe?”, “será que vou ter dinheiro para cuidar de meu filho?”. E falando em dinheiro, gostei da ideia de ela reivindicar um salário melhor no The Luncheonette e, no final ficar com o emprego do Crosby. A homenagem que ela fez ao avô de colocar o nome do filho de Zeek foi emocionante, apesar de ser um nome meio estranho rs.

A relação de Amber com Drew também foi eficiente. Drew, como sempre, não conseguiu sustentar uma história sozinho. Seu relacionamento com Natalie foi esquecido, na verdade sua aparição limitava-se em ajudar Zeek com algumas viagens, e mostrar sua responsabilidade em conseguir um emprego bom, cursando economia (?), para garantir um futuro melhor ao seu sobrinho e sua irmã. Destaco o episódio em que ele leva o avô para atirar, um momento único dos dois.

É incrível comparar a Sarah confusa da primeira temporada com a Sarah madura da sexta. A evolução é evidente, mesmo que certas atitudes ainda continuem. Um ponto negativo que achei em relação à personagem foi sua atual profissão. Ela era fotógrafa ou ajudante de Hank? Se no quinto ano ela tirava fotos de cachorros, no sexto ela só ficava no estúdio e… conversava. Max estava mais empenhado do que ela. Acho que os roteiristas deveriam ter continuado na ideia de ela ser dramaturga, foi um emprego que combinou com tudo que a personagem representava.

Hank teve um desenvolvimento muito bom ao longo dos episódios, melhor ainda do que Drew! Sua relação com Ruby (deu um medo de focarem demais na Ruby alá Amber da primeira temporada) e com Sandy, que saiu daquele clichê de ex-esposa chata, foi importante, até mesmo para Sarah, que viu como seria sua nova família e rotina. O fotógrafo não era um pai exemplar e dava muita raiva quando ele fugia das suas obrigações, por medo do que iria acontecer, contudo, no final seu lado pai se despertou com Ruby, Amber e Drew.

O casamento dos dois foi, sem dúvidas, um dos melhores momentos de Parenthood. Todos, inclusive os fãs, esperavam essa festa e imaginavam como ela seria. Aquelas luzes parecidas com as que eram utilizadas na antiga casa dos Braverman foi nostálgico e o que dizer da dança dos casais no final?

O que poderia ser melhor? O discurso de Drew! Poderia ser mais engraçado, mais legal, mais tudo.

Julia, Joel, Sydney, Victor e mais dois filhos

Enquanto isso, a filha mais nova de Zeek e Camille começou a temporada como uma nova pessoa, com um namorado lindo e um trabalho digno. Tudo estava nos conformes até que Joel, percebendo a loucura que fez no passado, resolveu voltar para a vida da (ex)mulher. No primeiro episódio vimos que ele estava disposto a reconquistá-la, independente de tudo.

Entretanto, desta vez era Julia que não queria reatar o casamento. Poxa, ela ficou implorando à Joel para resolverem tudo e conversarem sobre os problemas e ele não deu nenhuma chance, agora que ela finalmente estava “feliz”, na medida do possível, ele volta para abalar tudo. É claro que meu ódio pelo pai de Sydney e Victor durou apenas um episódio, pois é impossível não ver o quanto ele e Julia são perfeitos um para o outro.

A forma como trataram a volta desse relacionamento foi de maneira precisa. Não romantizaram, como se de agora em diante tudo virasse um conto de fadas. Eles ainda precisariam sentar e conversar sobre alguns assuntos, e foi isso o que aconteceu no carro, quando o Graham fala sobre o emprego e o ex-namorado da Braverman.

Sydney continuou mimada como sempre e Victor continuou com suas frases magníficas para tirar a irmã do sério. A família Graham decide adotar a irmãzinha de Victor e quando você acha que os filhos iriam parar por aí, descobrimos que Julia fica grávida de mais um!

Adam, Kristina, Haddie, Max e Nora

A Chambers Academy saiu do papel e virou uma escola real. Kristina teve que passar pelas eleições para mostrar sua paixão pela educação, mas fiquei super feliz de ela não ter conseguido ganhar, porque o cargo de diretora caiu como uma luva e não a vejo em outro trabalho.

Max, como nas temporadas anteriores, deu algum trabalho. Desta vez, foi sua paixão por Dylan, a nova estudante da Chambers, que chamou a atenção. O filho de Adam, percebendo que nutria um sentimento diferente de amizade pela garota, resolveu pedir conselhos aos pais. Na teoria de Adam e Kristina, o relacionamento de um casal funcionava a partir de uma nota entre 1 e 5, sendo 1 o mais perto de amizade e 5 o mais perto de amor. Esse conselho serviu para mostrar ao menino que ele poderia não conquistar o coração de Dylan, e foi o que aconteceu. Infelizmente, Max passou dos limites, obrigando a amiga à vê-lo como um 5. Isso trouxe grandes problemas tanto para a escola, quanto para seus pais.

Luncheonette não estava indo muito bem. Depois da última banda, Adam e Crosby não conseguiam nenhum contrato que mantivesse os lucros. Para acabar com tudo, o estúdio foi roubado. Outra pergunta: como conseguiram roubar todos os instrumentos e móveis, com o alarme tocando? A polícia deveria chegar uns 5 minutos depois do alarme disparar, né? Pois é.

Juntando 1+1, Adam percebeu que não tinha motivos para investir e continuar trabalhando na gravadora. Conhecemos bem o pai de Haddie, ele precisava sustentar os filhos e a mulher, e insistir em algo que não era seu sonho, mesmo que tenha aprendido muito com a experiência, não era do seu feitio. Trabalhar em uma empresa de água era mais seguro, e ensinar as crianças da Chambers a cozinhar foi tão lindo e tão Adam, que não tem do que reclamar.

Até pensei em falar sobre Haddie… ficou só no pensamento mesmo.

Crosby, Jasmine, Jabbar e Aida

Depois de ficar apagado na temporada passada, Crosby voltou a ter destaque para dar um desfecho ao Luncheonette. O estúdio merecia muito mais atenção na série, porque era o sonho do irmão Braverman mais novo. Ele sofreu poucas e boas com a última banda e isso definitivamente mexeu com sua vida. Sem contratos com novos músicos, sem dinheiro, com dois filhos para cuidar e uma casa caindo aos pedaços, era de se esperar que pegasse sua moto e saísse por aí.

Jasmine decidiu voltar a trabalhar. O trabalho era no escritório de sua mãe, guardando documentos e afins, mas pagando bem, que mal tem?

Após o roubo na gravadora, Crosby pensou em ficar com sua parte em dinheiro, era mais garantido, talvez a família pudesse ir até ao parque do Harry Potter nas férias. Só que também conhecemos o pai de Jabbar, e ao contrário do irmão mais velho, aquilo era seu sonho e dane-se, ele poderia segui-lo sem o Adam. Só ele e Amber. Crosby já foi irresponsável? Já, mas essa decisão mostrou que ele não poderia desistir. Ao longo dos episódios ele se tornou este incrível personagem, que sabia o que queria e batalhava para conseguir.

Zeek e Camille

Tá bom, quando pedimos para Zeek e Camille participarem mais não era bem desse jeito que estávamos pensando. Já pressentia o perigo quando o patriarca precisou fazer a primeira cirurgia. Foi linda a maneira como todos se uniram no hospital para esperar notícias sobre a operação.

Está para nascer um personagem mais teimoso que Zeek. Ele decide o que fazer, quando fazer e como fazer, e ai de quem interferir em seus planos. Para conseguir escapar de casa e ver novos ares, ele chamava Drew, que começou como motorista e foi evoluindo para um amigo de viagens. E em uma de suas viagens, o velhinho queria apenas achar o lugar que visitou há anos, na França, para levar Camille. Que fofo, gente!

Todavia, nem tudo poderia acabar com um sorriso no rosto. Sua morte foi calma, sem desespero e sem choradeira. Algo que poderia ser visto como apenas um sono. As cinzas foram jogadas em um campo de baseball e um jogo tradicional que só os Braverman conseguiam jogar aconteceu. Toda a cena foi emocionante, vimos Max sorrir, Crosby dançar Michael Jackson, Nora correr, Kristina dançar igual uma louca, Sarah perder a bola, Adam sendo Adam… Vimos um momento de felicidade e não de tristeza. Um ciclo se fechando, com um resultado maravilhoso.

Enfim, foi um imenso prazer acompanhar essa série maravilhosa. Ela teve defeitos, como todas têm, porém, foram momentos como o jogo de baseball que abriram nossos olhos para a alegria, amizade, amor, companheirismo e é claro, para a família.

PS.: Vamos elencar os motivos para que Haddie aparecesse nessa temporada:

  1. Dizer que vai para a Europa;
  2. Mostrar a nova cor do cabelo;
  3. Porque Kristina obrigou-a à ajudar na pintura da Chambers Academy.

PS 2.: Aprenda com Drew: se você é de humanas não tente fazer uma aula de exatas, ainda mais quando essa aula é de economia! #écilada

PS 3.: Da série “personagens que desapareceram do nada em Parenthood“, aquele professor bonitão do Max não iria ser o diretor da Chambers? Por onde anda Evan Knight? Um beijão para Evan Knight!

PS 4.: É oficial, já podemos dizer que Sydney é a criança mais chata do mundo, ou pelo menos da série.

PS 5.: Para cumprir sua carga horária, Mark Cyr apareceu em um episódio para abalar com o coraçãozinho de Sarah. Nossa, que novidadezzzzzz

PS 6.: E enquanto isso Seth aparece em forma de berço. Eu sou a Amber quando não consegue montar alguma coisa que ganha e começa a xingar a pessoa que deu o presente. “Por que fulano não me deu dinheiro?”

PS 7.: De 1 à 5: Que nota você daria ao seu crush? Parece até aqueles testes da Capricho.

PS 8.: Deixo aqui meus agradecimentos à Camila, Alice (que não assistiu, mas engoliu a maratona!), Louise, Ana Rebeca, Andrezza e Renata. Por mais maratonas juntas, eu voto sim!

May God bless and keep you always

May you stay forever young!


Sem desculpas para quem perdeu os posts anteriores:

Me senti a quinta filha de Zeek e Camille e não foi fácil dizer adeus aos Braverman. Eles não eram perfeitos, nem sempre faziam a coisa certa e mimavam seus filhos demais para o meu gosto, mas tem como não amar? Eu vou sentir saudades, e vocês?

Futura jornalista. Mora em uma cidade desconhecida. Apaixonada por séries. Cinéfila e bookaholic. Sonha em um dia morar em Nova Iorque. O que ama mais do que tudo...

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Votorantim / SP

Série Favorita: Friends

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Luciana Santos

    Meu único comentário é: Economia é sim uma ciência humana.
    De resto, concordo com tudo.
    Abraços!

  • Luis Carlos

    Sinto muitas saudades da série, não consigo esquece-la assim como Brothers and Sisters ( Preferia Brothers, mas Parenthood foi muito mais consistente )
    Parabéns pelo texto.

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