Maratona The O.C. – 4ª temporada

31 de janeiro de 2017 Por:

Os roteiristas de The O.C. provavelmente imaginaram que ninguém assistiria à quarta temporada. Que poderiam pirar na batatinha, fazer o que quisessem, e ninguém ficaria sabendo. Ah, mas nós vimos tudo. O drama com que estávamos acostumados ficou para trás junto com Marissa. Foi substituído por um tom cômico e irreverente – quase uma sitcom, se me permitem a comparação. Eu nunca diria que personagens caricatos, como Che, teriam espaço na trama.

Eles também aproveitaram para abusar dos flashbacks – que já estavam virando tendência desde a temporada anterior – e inserir aquelas loucurinhas de “sei lá quantas horas antes” ou “tantos meses depois”, que acompanhamos atualmente em How To Get Away With Murder. Ainda criaram um episódio inteiro com universo paralelo, antes mesmo de sonharmos que Stranger Things existiria, e outro com uma pegada de horror, depois de um terremoto que abalou Newport. Logo no primeiro episódio, há uma narração bem estilo The Mindy Project, em que Seth grava um recado para Summer e aproveita para nos atualizar sobre os demais personagens.

Tivemos uma elipse temporal e avançamos cinco meses na história. Ainda bem, porque ninguém queria cutucar a ferida da última temporada e ver a sequência da morte de Marissa. Pudemos pescar informações, aqui e ali, e descobrir que houve um funeral, ao qual Ryan se recusou a ir, e que Volchok estava desaparecido desde o acidente. Também encaramos a dor dos personagens com a ausência da garota. Foi triste ver Julie e Ryan tão abatidos e longe da realidade, como se estivessem dopados.

Ryan abandonou a família Cohen, foi trabalhar num bar e morar num quartinho sujo, nos fundos da espelunca. À noite, entrava no ringue para lutar contra marmanjos e ganhar um trocado extra. O plot foi uma grande sacada, já que Ryan precisaria extravasar a ira que sentia por Volchok e alimentar seu instinto de guerrilha. Julie continuava casada com Neil, mas vivia solitária em seus pensamentos e tentando se manter ocupada com afazeres domésticos, ignorando o marido e Kaitlin. Mas, como sempre, a mulher tinha um plano: convencer Ryan a se vingar e matar Volchok. Graças a um detetive particular, Julie descobriu o paradeiro do rapaz no México. A cena em que Ryan e Julie se encontram no cemitério, próximo ao túmulo de Marissa, para fechar o acordo, é um dos momentos mais emocionantes da série. Melinda Clarke é um escândalo no papel de Julie.

Seth, Sandy e Kirsten descobrem que Ryan está atrás de Volchok e, felizmente, conseguem impedir um desastre – isto é, que ele novamente bote sua vida em jogo para defender a honra de Marissa, embora ela já tenha morrido. Volchok é preso. A família Cohen custa a perdoar Julie por fazer Ryan correr esse risco. E eu, como sempre, não consigo ficar contra Julie: simplesmente encaro a TV e, silenciosamente, aguardo a cena seguinte. Ah, mais um item para o top “cenas em que eu chorei”, se alguém estiver fazendo uma listinha: Julie pede a Ryan para falar sobre Marissa, na casa da piscina. Passa o lencinho, por favor.

É hora de superar o luto e seguir adiante com a série, porque já foram três episódios de sofrimento e a gente precisa segurar a audiência. Marissa não fez falta na série (e a Netflix poderia trocar a thumbnail para a gente não ficar olhando para a garota sempre que assistir, né?). Ryan voltou para o lar dos Cohen. De repente, Julie recuperou a diva manipuladora que nós tanto idolatramos, sacou tudo sobre o adultério de Neil, expulsou o homem de casa e ainda manteve a mansão para si. A terapia relâmpago de Summer, que se curou em apenas uma semana, talvez tenha sido aquele momento constrangedor em que The O.C. definitivamente virou uma sitcom.

Summer é “o jovem Sandy Cohen”, como ele mesmo se orgulha em dizer. Uma ativista social que, a princípio, encontrou no meio-ambiente uma desculpa para escapar dos problemas de casa, mas percebeu que seria possível depilar as pernas, ter um cartaz de O Diabo Veste Prada no dormitório e, por mais que pareça incoerente, ainda cuidar da natureza. Eu só queria que ela não fosse tão “paz e amor” a ponto de perdoar Che por ter causado sua expulsão de Brown. Primeiro, isso é simplesmente inaceitável – ponto unânime. Segundo, ele é o personagem mais sem graça da série e não precisava participar de nove episódios. Não importa que seja interpretado pelo Chris Pratt.

Mas Summer precisava sair de Brown pelo bem da série. A gente sabe o que aconteceu com Girls, quando Hannah se mudou para Iowa. Chatíssimo. E, cá pra nós, foi uma delícia ver o time de divas Summer, Julie, Kaitlin e Taylor dividirem a mesma casa. Eu queria uma vaga naquela república poderosa.

Também teve Chris Brown, que provavelmente foi uma ferramenta de elenco para subir a audiência. Afinal, em 2007, quando a temporada foi exibida originalmente, o rapper era uma febre e deve ter arrancado vários “awww” do público ao vê-lo fazer papel de geek na TV. Mesmo que ele não saiba atuar, serviu para atrair atenção para o plot da Kaitlin, que finalmente se apaixona por alguém da idade dela. A caçula da família Cooper não tinha muitos amigos – além de Eric e Brad, irmãos de Luke, o que foi uma boa sacada para ressuscitar personagens antigos – e só queria saber de homens mais velhos. O professor de tênis foi um deles.

Spencer nos mostrou que Julie continua a mesma pessoa que, algumas temporadas atrás, dormiu com Luke. Apesar de amar as filhas (e preferir a Marissa à Kaitlin, concordam?), Julie compete com suas garotas. O pai de Spencer, Gordon “the Bullit”, representa alguém que Kaitlin finalmente enxerga como uma figura paterna – e não como um namorado em potencial. Por isso, ela quer tanto que Julie se case com ele. E também pelo dinheiro, é claro. Embora Julie queira agradar Kaitlin, ela parece ter encontrado o amor verdadeiro em outro lugar.

Ela gosta mesmo é do pai do Ryan. Neste momento, tive certeza de que os roteiristas queriam testar se havia alguém assistindo à série. Não é possível. Sempre tivemos a pior impressão de Frank, o único Atwood que ainda não havíamos conhecido, e ele consegue roubar o coração de Julie. Logo dela. E ainda engravidá-la. E desaparecer. Não consegui levar a sério o episódio em que Kaitlin, Ryan e Taylor brincam de Operação Cupido com o casal.

Taylor (ou Pêssego) era tudo que o Ryan precisava desde a primeira temporada. Chegou tarde, mas está em tempo. A garota é cultíssima, tem facilidade para desvendar a quietude de Ryan, e não precisa que ele seja seu salvador. Tudo de que Taylor realmente precisa são três palavrinhas mágicas, que preenchem seu coração carente com segurança. Sabemos que Ryan tem uma dificuldade astronômica para se declarar, enquanto Henri-Michel, o ex-marido francês, escreve livros e poemas para a Pêssego. Mas Ryan consegue dizer a Taylor como se sente, e o processo para ele perceber como gosta da Taylor – com os sonhos eróticos – é genial.

Flashbacks

Seth foi terrível na temporada anterior – um desvio de caráter meio Rory Gilmore, no revival de Gilmore Girls -, mas voltou a me conquistar agora. Este período sabático, antes de entrar para a faculdade de design e viver em Providence, serviu para Seth amadurecer seu relacionamento com Summer – em vez de casar repentinamente – e perceber que a garota merecia ser feliz longe dele. Num dos flashbacks, acompanhamos o momento em que Seth se apaixona por Summer, quando ela lê o poema da sereia para a turma.

Já conhecíamos a história do poema desde a primeira temporada, mas, desta vez, tivemos um plot twist sensacional: foi Taylor quem escreveu o poema. Seth começa a questionar seu amor pela namorada e Kirsten – que parece o Hitch: Conselheiro Amoroso nesta temporada, provavelmente inspirada pelo novo business NewMatch – o aconselha a esquecer a Summer da fantasia. Ele deve pensar na verdadeira Summer. E vamos combinar que essa Summer é demais.

E tem mais flashback. Vimos a história de Kirsten e seus relacionamentos com Jimmy e Sandy. Como já aconteceu em outras temporadas, podemos traçar aqui uma comparação com situações de Gossip Girl. A cena me lembrou o episódio em que conhecemos o passado de Lily, mãe da Serena – que também serviu como piloto de spin-off para uma série que nunca existiu. A proposta aqui não seria fazer um spin-off com a Kiki, mas o clima e a estética dos episódios foram muito similares. Não posso deixar de notar como o sorriso do Sandy era encantador. O pessoal do casting fez um bom trabalho com este flashback a fim de capturar a essência do jovem “Peter Gallagher“.

Universo Paralelo

Este é o momento de comparar a série com Friends – quem se lembra do episódio The One That Could’ve Been? O relacionamento de Kirsten e Jimmy também veio à tona no sétimo episódio – The Chrismukk-huh? Na trama, ainda beirando o estilo pastelão, Ryan e Taylor caem da escada, entram em coma e vão parar num universo paralelo, onde eles não existem. Este episódio me deixou com um sentimento estranho. A proposta é interessante – provar como Ryan foi responsável pela sanidade da família Cohen e o equilíbrio da comunidade de Newport -, mas também fico pensando que poderia ser um especial à parte, em vez de integrar a grade regular da série.

Sem Ryan, Seth seria um bobo e nunca teria falado com Summer. Ela viraria uma Newpsie fútil, noiva do cafajeste Che, que tem um caso com… ahm, Julie, que é casada com Sandy. Sandy e Kirsten teriam se divorciado. Sandy se candidataria a prefeito de Newport; Kirsten, esposa de Jimmy, continuaria infeliz no Newport Group.

Kaitlin é super inteligente e estuda em Berkeley; Marissa teria morrido de overdose em Tijuana, o que significa que Ryan salvou sua vida – pelo menos por mais três anos, até ela morrer no acidente. Outra informação, que aparece sutilmente num cartaz, é que Johnny estaria vivo e seria um astro do surfe – certamente porque nunca teria conhecido Marissa e Ryan, se apaixonado, subido na pedra e caído.

A parte engraçada é que, no outro universo, Taylor seria um rapaz.

Os verdadeiros Ryan e Taylor só poderiam sair deste universo paralelo quando consertassem os problemas. É como um quebra-cabeças que precisaria ser organizado. Taylor falou umas verdades para Veronica e conseguiu voltar ao mundo real. Ryan teve de reunir todos os cônjuges na ordem correta para acordar do coma. Para os fãs de Stranger Things: ainda não temos sinais da Barb do lado de lá.

A fim de entrar no clima sobrenatural, California tocou num tom diferente neste episódio. Confira a versão especial:

Final

É o tipo de final cafona e feliz que satisfaz os telespectadores. Aquele último capítulo de novela, com casamentos e gente grávida. Depois de quatro anos de golpe do baú, Julie decide ficar solteira, conquista o diploma da graduação e tem o desafio de criar um menino (o filho que, simbolicamente, substitui Marissa). A mansão dos Cohen foi destruída pelo terremoto. Sandy e Kirsten vão para Berkeley, exatamente na mesma casa onde viveram os anos mais alegres de suas vidas, e ele se torna professor universitário. Nosso ship favorito tem uma nova garotinha para preencher o ninho vazio. Aposto que, se fizessem um revival hoje, o pequeno Cooper-Atwood já estaria galanteando Sophie Rose Cohen. E, por falar em Sophie, o nome certamente foi em homenagem à Nana Cohen, que deve ter falecido desde que a vimos pela última vez na série.

A vidente estava certa: existia um George e, embora a trama tenha nos levado a duvidar sobre o casal “Sethummer”, G.E.O.R.G.E. é uma ONG onde Summer se realiza profissionalmente. A poderosa Summer também acata ao pedido dos shippers de plantão e se torna a Sra. Seth Cohen.

Vá salvar o mundo, Summer Roberts.

Não temos certeza se Ryan e Taylor ainda estão juntos, mas a olhadela durante o casamento sugere que há romance no ar. Ryan se forma em Berkeley e, aparentemente, é um arquiteto bem sucedido. Ele vê um garoto na rua, sente nostalgia de sua juventude incerta, e lhe oferece ajuda. Ryan é o novo Sandy Cohen do pedaço.

A gente fala mal do desfecho de Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar (ou talvez eu fale mal), mas, no fundo, gosta de um adeus piegas e todo aquele papo de “ciclo da vida”.

 


Agradeço a participação de todos os leitores e maratonistas ao longo desses meses. Que experiência incrível, rever uma série que marcou minha adolescência, depois de 10 anos.

Deixe sua dica: qual série você quer acompanhar junto com o Apaixonados por Séries na próxima maratona?

Jornalista que não bebe café, mas vai ao Central Perk com frequência. Gostaria de viver em todas as séries filmadas em Nova York.

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita: Friends

Não assiste de jeito nenhum: Game of Thrones

  • Jailson Jonio

    The O.C marcou o final da minha adolescência dividia com One Tree Hill o espaço no meu coração, nem sei elencar qual curtia mais. Contudo show derrapou feio em algumas escolhas e o quarto e ultimo ciclo foi justamente a oportunidade de tentar entregar a The OC que havia conquistado tanto o publico. Ja na premier temos um soco na boca do estomago com um dos episódios mais dark da serie, e ao final o som de A Bad Dream do Keane na montagem de cenas mais triste que vi na ali. Ao longo da curta season apenas 16 ep vermos o qual bom o time de roteiristas são e no final não queremos deixar que os Cohen nos deixe. O Fim Não Esta Próximo O Fim é Aqui, foi a finale que me fez suar os olhos. Era o adeus, o fim de uma era. Obrigado The OC, por me apresentar tantas personas inesquecíveis, dramas tão envolventes, e uma trilha( The Perishers, Keane, Aqualung, Scorpions, Jet,….)

    PS. Shine On do Jet coroa o casamento de Seth & Summer 🙂

    • Alice Reis

      Jailson, A Bad Dream também acaba comigo. Nem consigo ouvir a música. Concordo – a essa altura da maratona, já nos apegamos e ficamos tristes de dar adeus aos personagens. ❤

      • Laura Melo

        Obrigada Alice. Eu acabei de rever a série recentemente. Não lembrava de quase nada da quarta temporada. Foi um seriado que marcou minha vida, minha adolescência, particularmente. Eu achei uns episódios dá 4a temp.meio “bizarros”, mas gostei da Taylor. Concordo que a Marissa não fez falta, mas não imagino a série sem ela. Foi nostalgia pura, chorei horrores. Um dia quero rever tudo de novo, se eu tiver forças pra aguentar. É uma série marcante.

        • Alice Reis

          Eu gostei muito de rever a série, Laura. Recomendo. Aproveita e dá um oi pra gente nos outros posts 🙂

  • Ivy

    Eu fiquei MUITO decepcionado com essa temporada. Tirando os primeiros episódios e aquela cena (que eu admito que foi uma que me deixou bem, bem mal) da Summer olhando pro quarto onde a Marissa ficava na casa dela e depois lembrando que ela tinha morrido, pra mim o resto da temporada foi um desserviço com o seriado. Eu absolutamente detesto o Ryan com a Taylor, porque é extremamente forçado e do nada (é tipo Harry Potter DE REPENTE se apaixonar pela Gina Weasley). A Julie é MARAVILHOSA e fiquei com uma cara de “meu, não foi você que perdeu o seu filho, cala a boca” pra Kirsten e pro Sandy quando quiseram criticar a Julie, na boa, se fosse o Seth vocês iam estar do mesmo jeito, se não pior. O episódio do “e se” foi ofensivo, apesar de divertido. Senti muita birrinha do Josh com a Marissa nesse episódio e me incomodou eles só saírem da realidade alternativa juntando os casais. O final foi… WTF! Final de novela não dá né amigo, até o de Gossip Girl foi melhorzinho.

    PS: A cena da Summer na terapia foi OFENSIVA! Na boa, eu entendi querer fazer uma coisa mais leve, mas pqp!! A Rachel poderia ter dado um show mostrando a dor da perda que a Summer sentiu pela Marissa.

    • Alice Reis

      Ivy, a temporada tem muita trama nonsense, mas não precisa falar mal da Taylor, ok? Kkkkkk

      Obrigada pela companhia! Você já tem carteirinha de fidelidade nas maratonas do APX. Fica ligado que já estamos começando a próxima: Parenthood.

      Abraços

      • Ivy

        Hahahahahahahaha, eu adoro a Taylor, eu quis dizer que achei sem noção o casal dela com o Ryan só hahahahahahah

        Eu estou baixando Parenthood pra acompanhar a maratona, espero que seja boa (Estou dando uma chance só por causa da nossa eterna Lorelai Gilmore hahahahahah)

        • Alice Reis

          Sabia que vc não ia decepcionar!!! Metade dos Apaixonados ama Parenthood e a outra metade ainda não viu. A maratona vai ser boa!

  • Renata

    Eu, no geral, gostei da quarta temporada. O amadurecimento da relação Seth e Summer principalmente foi uma das coisas que eu mais gostei. Eles provaram que eram os pares perfeitos.

    A participação da Taylor também foi legal. Ela trouxe uma leveza que o Ryan precisava para ser feliz. A série teria sido bem diferente se tivessem substituído a Marissa pela Taylor desde o início.

    As únicas coisas que achei desnecessárias foram a Kirsten e a Julie ficarem grávidas. Foi só para poder dar o fim de novela das 8. Totalmente sem noção.

    Apesar do clima bem diferento do restante da série, fiquei satisfeita com a última temporada.

    Se quiserem a minha opinião, eu tenho duas indicações para a próxima maratona: “Chuck” ou “Dawson’s Creek”. Sempre tive vontade de assistir essas duas séries e se tiver a companhia do “Apaixonados por Séries” vai ser melhor ainda!

    • Alice Reis

      Menina, nem consigo imaginar a série se Taylor existisse desde o início. Que bom que você curtiu a temporada 🙂

      Obrigada pelas sugestões de maratona, já anotei! Enquanto isso, vem acompanhar a que começamos hoje: Parenthood.

      Abraços

    • Felipe Miranda

      – Concordo totalmente!

  • Mariane Lima

    Eu não consegui levar a quarta temporada a sério.
    Passada a plot Ryan x Volchok, que foi muito boa, dada a situação, aquilo virou o caos, ou uma sitcom boba, como você disse.

    Eu percebi que tinha bloqueado essa temporada da memória. Eu ia assistindo e tudo ia parecendo familiar, mas eu não lembrava direito. Revi porque precisava saber como a série acabava, mas percebi que já sabia. kkkk

    Mais cômico é que quando fui ler a review fiquei alguns minutos pensando “quem é Chad?” e só reconheci quando vi a foto mesmo.

    Acho que isso resume a série, OC sem Marissa seria completamente esquecível, sorte que tivemos ela causando nas 3 primeiras temporadas.

    • Alice Reis

      Mari, eu também tinha bloqueado legal. Tive a mesma sensação que você com as revelações. Não senti a menor falta da Marissa, mas ela foi fundamental nas temporadas anteriores.

      Podemos contar contigo na maratona Parenthood? Começou hoje, hein?

      • Mariane Lima

        Não que eu tenha sentido falta, acho que ela já tinha se esgotado enquanto personagem (acho que até comentei isso no post da temporada passada), mas os roteiristas não souberam levar a série sem ela.

        Parenthood – credoooooo! Correndo na direção oposta!
        Tentei ver por causa da Lor, mas não consigo lidar com ela não.
        Boa sorte!

        • Alice Reis

          Que isso! Amando a maratona Parenthood desde o primeiro episódio ❤

  • Amo a quarta temporada e vou defendê-la. Melhor temporada, Taylor melhor personagem. Só o final é totalmente cafona.

    E falo mal do final de GG com você, menos pelo casamento cafona e mais por aquelas quatro palavras finais ridículas.

    • Alice Reis

      Cristal, vamos nos mudar para a mansão dos Roberts e morar com essas divas, pelamor!

  • Maria Leonor

    Quero ver o site fazer uma maratona de One Tree Hill, amém.

    • Alice Reis

      Anotado!

      • Ricardo Aleixo

        Amem nós todos! Maratona mais que justa! E eu faria juntooooooooo!!!!

    • AlexCavalcante

      Vim do futuro pra avisar que essa maratona está próxima de acontecer.

      • Alice Reis

        E a galera vai ao deliiiiirio

        • Mayara

          Obaaa!!! Aguardando ansiosamente!

  • Mayara

    Eu AMO a quarta temporada!! Acho uma das melhores e esses episódios “mais leves que parecem sitcom” são divertidíssimos! Acho que tinha fôlego pra mais temporadas e se os fãs não tivessem abandonado teriam curtido muita essa season, porque resgatou muito da essência da estréia. Adorei a maratona! Foi maravilhoso voltar para O.C.
    Eu ouvi maratona One Tree Hill? Seria um sonho! hahahahaha

    • Alice Reis

      É verdade, Mayara. OC lá no comecinho era mais leve. A quarta temporada traz isso de volta. Que bom que curtiu a maratona! Eu também!

      Também escutei alguém falar de maratona OTH… rs Ainda não temos data. Enquanto isso, vem acompanhar a maratona Parenthood, que já começou 🙂

  • Sobre esse parágrafo, Alice: “A gente fala mal do desfecho de Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar (ou talvez eu fale mal), mas, no fundo, gosta de um adeus piegas e todo aquele papo de “ciclo da vida”.”:

    Porque em todos os seus textos você fica falando de Gilmore Girls? Meu Deus do céu! Que coisa chata! Tudo bem que você fez uma comparação, que você gosta da série, que pode ter alguns aspectos iguais… Entretanto, vamos combinar: o que GG tem haver com The O.C.? Nada! Desculpa te falar isso, não estou procurando briga, mas não dá pra comparar banana com laranja. Série diferentes, contextos diferentes. Beijos de luz!

    • Oi, Arthur, tudo bem?
      Você já fez parte do Apaixonados e sabe que damos total liberdade para que nossos autores escrevam o que quiserem nos posts, certo? Além do mais, você também escreve e sabe como é desagradável receber um comentário desses. Lembre sempre que por trás da tela do computador existe uma pessoa e que não tem porque falar dessa maneira por algo que você acredita como certo!

      • Oi Cristal, estou bem e você?

        Sim, de fato eu sei que existe uma pessoa por de trás da tela e foi justamente por isso que eu escrevi. Afinal, sou leitor e, como leitor, expressei a minha opinião também sobre os textos dela. Lembrando que hora nenhuma eu fui sem educação com a Alice e até pedi desculpas. Foi apenas um toque que eu dei. Da mesma forma que ela escreveu uma “coisa certa” sobre Gilmore Girls em relação à The OC, eu discordei. Simples, assim.

        • Alice Reis

          Arthur, vou responder à sua pergunta. Um dos motivos é simples: falo de Gilmore Girls porque quero. O outro vai de experiência: como a maioria dos leitores já assistiu à série (inclusive na maratona que fizemos aqui no Apaixonados), é uma maneira de transmitir o que estou pensando através da comparação – uma figura de linguagem muito usada na Língua Portuguesa. Também fiz outras 9 referências a filmes e séries ao longo do texto. Pelo visto, você concorda que HTGAWM tem tudo a ver com The OC. Por mim tudo bem.

        • Gizelli Sousa

          Não, Arthur. Assim, sem rodeios, o que você falou foi mal educado, sim. Foi passivo-agressivo, para ser mais exata. A vantagem de ser passivo-agressivo é poder sair da discussão com a desculpa de ser educado. Então, vamos cortar o papo furado por aqui pois você não é obrigado a ler os textos da Alice Reis e o que você fez não foi uma crítica construtiva. Não foi uma mera discordância e ser leitor não dá a você o direito de ser babaca.

    • Alice Reis

      Arthur, recebi seu e-mail. Obrigada pelas desculpas 🙂 Tudo bem então

  • Calebe Lunardi

    A quarta temporada é boa, levando em conta que a morte de Marissa afetou tudo. A série podia ter acabado ali mesmo, ou ter tomado um rumo muito ruim. Mas grande parte do público não levou muito a sério a morte de Marissa, levando a uma queda grande na audiência. A série foi cancelada, e mesmo assim os roteiristas conseguiram fazer um final digno. Tenho os DVDs de the o.c. e já assisti umas 4 vezes. Logo irei rever.

    • Alice Reis

      Calebe, a temporada é bem maluquinha, mas também acho legal. Se The OC acabasse na morte da Marissa, seria a série mais deprê da história! Tinha que continuar, mesmo com chance de fracasso. Eu só tenho o DVD da primeira temporada, fiquei contente que a Netflix disponibilizou no catálogo. Abraços

  • nnaa

    Eu gostei demais da 4ª temporada, veio com uma proposta totalmente diferente das anteriores e isso foi muito bom. Aquele ar pesado das demais temporadas não teve espaço para uma mais leve, mais cômica… Gostei bastante do desenvolvimento, tiveram algumas situações descartáveis, mas tá valendo. Em nenhum momento senti falta da Marissa, pelo contrário, achei muito boa a saída dela, pois tinha um clima ruim em todos os seus relacionamentos (Ryan, Julie, e até com a Summer)… Penso que os roteiristas exageraram um pouco na trama da personagem, pois ela se tornou extremamente chataaaazzz. (Melhores temporadas 1 e 4, lembrando que a 1ª é simplesmente insuperável) ♥

    • Alice Reis

      A primeira temporada já foi minha favorita (o único DVD que eu tenho da série!), mas agora fico na dúvida e desisto de eleger. Gosto de todas de um jeitinho diferente. The OC é muito bom.

  • Patrícia Marone

    Alice, primeiramente valeu pela maratona! Adorei ler seu pensamentos sobre essa serie que teve um espaço tão especial na minha adolescência. Adorei rever tudo, mudar minhas opiniões em diversas coisas e me apaixonar novamente pelos personagens!
    Sobre a quarta temporada, concordo que virou um pouco sitcom, mas sinceramente eu curti esse tom mais leve que a série teve no ultimo ano, depois de uma terceira temporada tão pesada com morte de dois personagens e a Marissa sofrida se arrastando pro ai kkk.
    A Kirsten acabou se tornando uma das minhas personagens favoritas nessa segunda assistida da série, então fiquei um pouco chateada que ela não teve muita história nessa temporada, mas gostei da historia de flashblack dela, e que teve sentido com a questão da gravidez, realmente o Max Greenfield como o young Sandy Cohen foi otimo!!
    Como você, adorei a Taylor com o Ryan, a começar pelo fato de ela não precisar que ele a salvasse. Acho que ela veio no tempo certo na verdade, o Ryan amadureceu mesmo quando estava/não estava com a Marissa, faz parte da historia dele, mas adorei eles na ultima temporada.
    Kaintlin achei bem chatinha na real kkkkk Demorou pra ver que a mãe estava desistindo da própria felicidade pela filha, e o Cris Brown nas historias dela me fez mais irritada ainda, pois o passado do moço não é nada bom.
    Julie continuou MVP da série, e os momentos de emoção pela Marissa foram todos otimos, só achei um pouco arrastada a historia dos prostitutos kkk
    Por ultimo, Seth e Summer me cansaram um pouco nessa temporada, Summer se escondendo sem saber o que queria, Seth encalhado, e esse Che chatissimo! Nem o charme do Cris Pratt salvou mesmo!
    Resumindo, gostei muito dessa temporada, mesmo com alguns defeitos, e me emocionei igual boba no final, valeu muito a pena ter assistido tudo de novo!!!
    Agora vou la acompanhar vocês em Parenthood, outra queridinha do meu coração!

    • Alice Reis

      Valeu, Patrícia! Tb curti ter assistido tudo novamente e trocado ideia com vcs. Definitivamente temos um fã clube Julie MVP aqui no blog ❤ Concordo que a Kirsten ficou meio apagada na quarta temporada, depois de ter um super protagonismo na terceira. Legal saber que ela é uma das suas favoritas.

      Já estou me emocionando com a maratona Parenthood! Bem-vinda!!!

  • Felipe Miranda

    – Obrigado pela Maratonaaa!! Estava vendo The OC pela milésima vez, e me representou! A morte da Marissa foi a melhor coisa, não fez falta, personagem chata. Taylor combinou muito mais com o Ryan do que ela!!

    • Alice Reis

      Valeu, Felipe!!

      Agora te aguardamos na maratona Parenthood, hein?

  • Ana Dias

    Eu também falo mal do final de Gilmore Girls no Revival hahaha

  • Gabi Valentim

    Bom, comecei essa maratona uma temporada atrasada, mas foi bom rever THE O.C.

    Eu gosto muito da série, adoro todos os personagens, e fiquei muito feliz em saber que nao sou única a gostar da ultima temporada e do sal Ryan e Taylor ou qualquer outra namorasa que não fosse Marissa.

    Nada contra ela, mas ela e Ryan nao funcionavam como casal, como a propria Summer diz pro Seth uma vez. E a Summer diz para Marissa na terceira temporada “pobre de mim, sempre a vítima” ou algo assim.
    E sim, eu prefiro Katilin.

    Nunca tinha reparado no carts Johny.

    Mas uma coisa que eu senti falta nos textos foi sobre a relação do Ryan com os pais Cohen, principalmente com a Kirten. A cena na season finale em que ela chora na casa da piscina partiu meu coração.
    A relação dos dois com o passar do tempo é linda, e toda vez eles se referiam aos meninos como “meus filhos”, “meus meninos”. Havia horas que você via um pouco de cada um nas atitudes do Ryan.

    E a sacada dele ir para Berkeley como o Frank diz “uma tradição de familia” e virar arquiteto, quase que seguindo o que a Kirsten fazia…. lindo. Algo que sempre foi mostrado desde o inicio da primeira temporada.
    Falando em primeira temporada, a cena que ele bate no cara da prisao porque ele estava mexendo com a Kirsten… lindo.

    Sei que foi um texto longo, desculpa. Mas gostaria de um resposta, para podermos conversar *^*

    Eu adoraria rever Chuck e Veronica Mars.

    • Alice Reis

      Gabi, a construção do relacionamento entre Kirsten e Ryan é impecável mesmo. Acho que comentei, no post da primeira temporada, como foi emocionante vê-la aos prantos com a partida do Ryan. Ao longo da série, eles desenvolvem uma cumplicidade e um amor maternal muito puro. Não só Kirsten assume o garoto como filho, mas ele também fica cada vez mais à vontade com a família. Pra mim, isso fica claro, na terceira temporada, com a presença desconfortável da Dawn. E também, como você falou, quando percebemos que Ryan seguiu os passos da carreira da Kirsten – que acaba passando levemente despercebida numa série teen tão focada em romances.

      Obrigada pelo comentário! Já anotei suas sugestões para a próxima maratona 🙂

      • Gabi Valentim

        Nossa, usou a palavra que eu estava procurando, impecável.
        Acho que as melhores de THE O.C estão nos detalhes, nos pequenos relacionamentos que passam despercebidos. Como, por exemplo, a amizade discreta entre Ryan e Summer durante os anos.
        Em certas cenas ele a abraçava e brincava com ela, algo bem discreto. E na própria quarta temporada que ela volta para Newport depois que o Seth a conta que o Ryan estava mudado e não voltava para casa. Ela voltou para trazer ele de volta.

        Uma coisa que eu nunca entendi, POR QUE O RYAN NUNCA SE MUDOU PARA UM DOS QUARTOS DAQUELA CASA? Uma casa daquele tamanho, o menino ficava sempre do lado de fora, isso me incomodava muito.

Painel de Gotham na Comic-Con 2017

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O Batman do cinema pode até tá pronto pra montar a Liga da Justiça, mas no universo televiso da DC, ele ainda está dando os primeiros passos. E que primeiros passos. De promessa a decepção a novamente uma promessa (agora cumprida), Gotham segue para seu 4º ano, mostrando – depois de alguns problemas de tom já ajustados – que pode sim ser uma boa série de origem do Homem-Morcego e sua famosa cidade. Estiveram presentes no painel da série na San Diego Comic Con, os atores Ben Mckenzie (Gordon), Sean Pertwee (Alfred), Camren Bicondova (Selina), Jessica Lucas (Tabhita), Cory Michael Smith (Charada/Nygma), Erin Richards (Barbara), Robin Lord Taylor (Pinguim), Alexander Siddig (Ra’s al Ghul) e Drew Powell (Butch). Um dos primeiros assuntos foi a transformação que Nygma passou recentemente. […]

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Painel de Happy! na Comic-Con 2017

14 horas atráscomentarios

Seguindo com a estratégia de expandir sua programação de torna-la mais amigável para um público nerd, a SyFy va produzir Happy!, adaptação de uma Graphic Novel criada por Grant Morrison e Darick Robertson. Com um protagonista altamente reconhecível e um plot igualmente violento e delirante, estamos diante de um sucesso em potencial. Presentes ao painel estavam o ator Christopher Meloni, o criador da GN Grant Morrison, o produtor executivo Brian Taylor e o showrunner Patrick MacManus. Nick Sax (Chris Meloni) é um ex-policial que se torna assassino e, durante um trabalho, sofre um ataque cardíaco. Ao acordar, descobre que agora tem a habilidade de ver Happy, o amigo imaginário de uma garotinha sequestrada, que pede sua ajuda para resgatá-la. “Ele […]

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Painel de Dirk Gently’s Holistic Detective Agency na Comic-Con 2017

14 horas atráscomentarios

Uma das series que mais me surpreendeu em 2016 (e que fiz questão de rever após o finale) foi Dirk Gently’s Holistic Detective Agency. Livremente baseada na obra original de Douglas Adams, a série é uma mistura maravilhosa de detetive, romance, amizade, assassinato, mistério, oculto, comédia, animais e autodescoberta. Com uma estreia modesta, a série cresceu em público e reconhecimento e está colhendo os frutos na convenção de 2017. Pela primeira vez no Hall H (um dos maiores da convenção), a plateia estava lotada aguardando o inicio do painel e vibrou com a chegada dos integrantes. Estavam lá os atores Elijah Wood (Tood), Samuel Barnett (Dirk), Hannah Marks (Amanda), Jade Eschete (Farah), Fiona Dourif (Bart), Mpho Koaho (Ken) e as […]

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