Pretty Little Liars – 6×10 Game Over, Charles (Summer Finale)

14 de agosto de 2015 Por:

5 temporadas completas e 10 episódios nos trouxeram até aqui. O big moment prometido por Marlene King e equipe. A revelação da identidade de Charles/-A, da sua história e dos seus motivos. E é inegável que, nestes 43 minutos, muita coisa se esclareceu. É claro que olhando cuidadosamente talvez a trama apresente diversos furos de roteiro (não duvido em momento algum disso) e, honestamente, já esperava isso, já que estamos falando de Pretty Little Liars. Mas, em um olhar geral, estou satisfeito com as respostas dadas e consigo comprar muito bem a ideia de CeCe ser Charles e -A.

CeCe PLL

Claro que, assim como muitos, eu preferia que um personagem mais significativo ganhasse esse posto, mas não dá pra dizer que me decepcionei com CeCe. Já tinha comentado em alguma resenha anterior a possibilidade de Charles ser trans* (já dava pra cogitar depois dos vestidos e das bonecas encontradas pelas garotas no covil dele) e até imaginei por alguns momentos que esse papel cairia para Sara e cogitava CeCe como Red Coat ou alguma aliada. Mas analisando de uma maneira geral, esse papel cai bem melhor a CeCe e, de quebra, ainda explica a semelhança gigantesca que ela sempre teve com Alison.

O episódio acabou voltado inteiramente a explicação de como Charles virou Charlotte/CeCe e seus motivos para se tornar -A depois que Mona foi pega como a Original -A. Vanessa Ray segurou muito bem as pontas de ser um personagem tão importante e conseguiu passar a emoção (e até um pouco de pena) que a história de Charles pedia. E foi nisso que Marlene King se sustentou pra justificar a mirabolante história de como CeCe virou -A: Emoção.

No fim das contas, todos os caminhos levavam a Alison. Tudo que CeCe fez foi uma forma de atrair a garota de volta a Rosewood, para poder, enfim, ficar próxima a sua família. Não consigo nem imaginar como a vida de CeCe foi sofrida, sentindo-se não pertencer ao corpo com o qual nasceu, sendo internada em Radley ainda criança e tendo toda a sua existência apagada. E Jessica tem uma grande parcela de culpa nisso tudo. Como mãe, deveria ter ser imposto, desde o momento em que o marido quis internar o então Charles. É claro que não dá pra diminuir o valor dos gestos posteriores de Jessica, como as visitas ao filho e a posterior aceitação que seu garoto era, na verdade, uma garota. Mas se Charles tivesse crescido em casa, ao lado do irmão e da irmã, talvez a transição para Charlotte não tivesse sido tão dura e, mais importante: Ela nunca teria se tornado -A.

charlotte pll

Há muitas lacunas na história, obviamente. Por mais que CeCe nunca tenha, de fato, machucado fisicamente nenhuma das meninas, a tortura psicológica que ela infligiu é crime. Como a própria disse, ela ficou “viciada” no jogo e não conseguia mais parar, bem parecido com o que aconteceu com Mona.  Pra uma pessoa que tudo o que queria era recuperar o tempo perdido com a família e se sentir amada… CeCe exagerou na dose. A favor disso, acaba surgindo a insanidade da família. CeCe parece ter herdado o mesmo temperamento de Jessica – ou isso foi construído nela durante o tempo em Radley – e as duas compartilhavam segredos: A mudança de sexo (que aparentemente foi paga por Jessica), o “assassinato” de Alison naquela famigerada noite… E, fica a dúvida: Se CeCe era -A, quem matou Jessica? Resposta a ser dada no futuro.

E que confusão. Mona matou Bethany achando que era Alison e CeCe quase matou Alison achando que era Bethany. Obviamente, as duas exageraram. Nem Bethany (que acabamos descobrindo ser uma péssima pessoa e a responsável pela morte da mãe de Toby) nem Alison mereciam ser mortas, por mais que não fossem as pessoas mais fáceis do mundo de se conviver àquela época. Senti falta do episódio mostrar o acontecido pela visão de Mona, ao invés dela apenas ter contado o que fez. Talvez se o episódio fosse duplo, a coisa teria fluido e funcionado melhor. Foi muita informação despejada em apenas 42 minutos. Queria ter visto também Toby descobrindo que a mãe nunca se suicidou, mas sim foi morta por Bethany. De certa forma, acho que é possível até dizer que Bethany criou -A, já que o isolamento ao qual o então Charles foi submetido depois desse fato foi crucial para sua transformação (tanto de gênero, de Charles para Charlotte, como em -A).

É preciso explicar, por exemplo (e espero que isso seja feito na volta), porque um personagem que chegou ontem, como Sara, era não apenas Red Coat, mas também Black Widow. Dois papeís grandes, dois mistérios, para uma menina que conhecemos há apenas 10 episódios. Qual a motivação dela? Por que ela esteva ajudando CeCe? Por que se aproximou de Emily romanticamente? Pra um episódio que nos deixaria sem perguntas, Game over, Charles até que criou uns questionamentos interessantes. E entendam que, aqui, eu não estou reclamando. Acho inclusive necessário que algumas pontas fiquem abertas, afinal ainda temos uma temporada e meia.

Emison pll

Como por exemplo, a última cena. Tivemos o tão falado salto no tempo, que pelas minhas contas, traz a série para os dias de hoje. Mas o que significa aquilo? Quem é o “ele” que está atrás de Alison e que fez as meninas voltarem? Façam suas apostas e agora, ao invés de #WhoisA, teremos #WhoisHe.

Nos vemos em janeiro, quando a segunda metade da temporada estrear. Até lá!

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música...

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