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Primeiras Impressões: A Vila

Por: em 8 de agosto de 2017

Primeiras Impressões: A Vila

Por: em

Divulgação/Juliana Coutinho/Multishow

Depois do sucesso de público estrondoso de 220 Volts e Vai que Cola, Paulo Gustavo volta às telinhas como Rique, um ex-palhaço de circo sem emprego em A Vila, nova sitcom do Multishow. A tentativa de repetir o sucesso dos programas anteriores é muito clara e infelizmente quase nada soa como novidade nos trinta minutos de episódio. Como sugere o nome, a história se passa em uma vila e se desenvolve a partir dos conflitos dos personagens, principalmente entre si.

Não foi difícil reconhecer os esteriótipos de cada morador, afinal, quem viveu sua infância nos anos 80 e 90 e tinha acesso ao SBT consegue muito bem se lembrar de um icônico programa de humor que se passa numa vila. Durante todo o episódio é possível lembrar de Chaves e do início do Zorra Total, quando se passava em um prédio e era comandado pelo porteiro Ribamar, vivido por Tom Cavalcante.

Sobre as semelhanças com os personagens de Chaves, temos Rique, o protagonista que vive aprontando e serve como cola para basicamente todas as histórias; Joca, o garoto mimado que é o tesouro da mamãe; Dona Fausta, a mãe superprotetora; Violeta, que vive fugindo do senhorio porque está com o aluguel atrasado; seu Lupércio, o senhorio que vive correndo atrás de Violeta e por aí vai. Basta substituir o barril por um trailer, a vila de subúrbio mexicana por uma vila descoladinha do Rio de Janeiro, a inocência e infantilidade das piadas e histórias de Chesperito pelo humor ácido e um tanto mais pesado de Paulo Gustavo e temos aí a fórmula de A Vila.

Paulo Gustavo também não se destaca. Não é que esteja ruim, mas é o mesmo personagem de sempre, que já o vimos viver diversas vezes e em diferentes ocasiões. Se vestir roupas de mulher, temos a Dona Hermínia de Minha Mãe é uma Peça, se tirar a peruca (sim, o Rique de A Vila usa peruca), temos o Valdomiro do Vai que Cola. Seria interessante vê-lo de outra forma, num personagem que o explorasse mais enquanto ator, como é o caso da Violeta de Katiuscia Canoro. Não é uma personagem inovadora, mas o modo que é interpretada não remete diretamente à Lady Kate, que alçou a atriz ao sucesso.

Divulgação/Juliana Coutinho/Multishow

Apesar da estreia fraca em roteiro, o canal conta com o sucesso da produção, tanto é que já a renovou para uma segunda temporada antes mesmo do primeiro episódio ir ao ar. Um elenco de peso que dá conta do recado a série já tem (uma Zezeh Barbosa pouco explorada e reduzida a duas cenas exemplifica isso de maneira cabal), basta sair do lugar comum e buscar uma identidade própria, através de um roteiro mais conciso, que não se baseie apenas em piadas prontas, óbvias e que rendem, no máximo, risadas forçadas. Seria ótimo ter uma série nacional de comédia com qualidade para fechar nossas noites com muito humor.


A Vila vai ao ar no Multishow de segunda a sexta às 22h30. Hoje será exibido o segundo episódio, mas quem tem acesso ao Multishow Play ou Net Now já pode conferir os cinco primeiros de uma vez só.

Mas a gente quer saber, você assistiu à estreia de A Vila? Curtiu? Não curtiu muito, mas vai dar mais uma chance ao humorístico? Conta pra gente nos comentários!


Renata Vivan

Curiosa por natureza. Chata por vocação. Social media por paixão. Designer de Interiores em formação por inquietação Viciada em séries e novela por culpa da prima que a largava na frente da TV para poder namorar.

Palhoça/SC

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Sigo tentando achar a graça do Vai que Cola. Obrigada por nos poupar de dar atenção pra esse trem desgovernado.

    • Renata Vivan

      De nada, tenho muito gosto em fazer isso. Se for pra assistir a uma releitura de Chaves, eu assisto o próprio, que pelo menos tem o fator nostalgia (<3) a seu favor.

      Sobre o Vai que Cola, nunca achei graça também. Não vejo o motivo de tanto auê.

  • janjaoBHz

    nem o vai que cola prestava na minha opiniao. vi o primeiro episodio desse a vila e sim,me lembrei do chaves logo de cara. e essa historia de eles ficarem errando falsamente os textos jah muito batida.

    • Renata Vivan

      Também nunca vi graça no Vai que Cola, não lembro de ter conseguido assistir um episódio completíssimo. É muito Chaves esse programa, né? Não sei se teve alguém que não fez essa relação.

  • Beatriz Miranda

    Gosto do Paulo Gustavo, mas a mesmice em suas interpretações está deixando a desejar. Não sei se o ator é mal explorado, ou só vai até ali mesmo, seus personagens sempre iguais é algo que não empolga. Não sou muito chegada nesse humor pastelão, vou passar longe da vila.

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