Primeiras Impressões: Atypical

12 de agosto de 2017 Por:

Estreou ontem na Netflix a comédia Atypical, que conta a vida de Sam (Keir Gilchrist), um garoto autista que chega a idade adulta e passa a ter uma série de necessidades/curiosidades para descobrir quem realmente é. E nesse caminho de descobertas vamos entendendo mais sobre a sua personalidade, suas limitações e como tudo isso afeta a sua família e a todos que o cercam.

Divulgação/Netflix: Atypical

Trazer o universo adolescente parece ter sido uma maneira do canal de streaming se aproximar do seu público, trabalhando pautas mais complicadas através de uma abordagem diferente. Foi assim com o suicídio em 13 Reasons Why e agora com o autismo em Atypical.

Mas o que chama atenção mesmo é que, apesar de todas as limitações do personagem principal, ainda estamos vendo uma história que poderia ser minha, sua ou de qualquer outra pessoa. Assim como qualquer adolescente, tudo que Sam quer é ser enxergado pelo mundo da maneira que é – e todos nós sabemos que essa é uma rota complicada de trilhar.

A maneira que o roteiro se desenvolve, pescando nuances ora de drama, ora de comédia, dá o tom perfeito para o que série precisaria ser – afinal, não é simples tocar em um assunto como o autismo sem gerar polêmica. Assim como vimos com Max em Parenthood, com outro diagnóstico e outros desdobramentos, é importante trazer essa reflexão para o espectador, que muitas vezes nem conhece a doença e tem uma série de preconceitos infundados, um pleonasmo que cabe muito bem nesse caso.

Divulgação/Netflix: Atypical

Keir é o garoto perfeito para o papel principal e o abraçou muito bem. Na real, ele já tem um histórico de personagens dramáticos – e se você, assim como eu, ficar pensando da onde conhece ele, talvez seja de United States of Tara. Seus trejeitos, seus olhares, a maneira que se relaciona com os demais personagens, tudo parece se encaixar perfeitamente com o personagem Sam.

Mas, além do desenvolvimento do garoto, vemos os impactos que tudo isso gera na sua família, o que puxa para momentos mais dramáticos e que prometem bons desdobramentos quando a trama se desenvolver. Alguns rostos conhecidos compõe o elenco – que também farão você ficar pensando o piloto inteiro “da onde eu conheço essa pessoa”, então eu vou facilitar a sua vida: Jennifer Jason Leigh no papel de Elsa, a mãe do protagonista, que claramente passou por uma série de privações para fazer com que o filho crescesse em um ambiente saudável, que esteve em Revenge, Twin Peaks e Weeds; e Michael Rapaport vivendo Doug, o pai que não sabe lidar direito com os problemas do filho, mas que o ama muito, esteve em Prison Break.

Divulgação/Netflix: Atypical

Se vale a pena assistir? Sem dúvida nenhuma.

Apesar dos comentários serem de que a série sobe muito o tom na sua reta final, o tema do autismo precisa ser discutido e traz a tona uma parte da população que tem seus sentimentos postos de lado, pelo simples fatos de que nós, “os normais”, não sabemos lidar com isso.

Divertida e densa, Atypical é, provavelmente, tudo que você precisa para esse final de semana ficar perfeito – se rolar uma pipoca e um bom vinho (sim, somos filhotes de Livinha Pope por aqui), aí é só aproveitar.

Aproveita para contar nos comentários o que achou do primeiro episódio série – lembrando para não pesar a mão nos spoilers porque tem muita gente que ainda não viu, hein!

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos...

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Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Wellington Sena

    Eu adorei o primeiro episódio. Cai na risada várias vezes durante a madrugada e eu nem esperava por isso. Foi uma tem sido uma deliciosa surpresa. Recomendo!

    • Leandro Lemella

      Eu te entendo bem!
      Comecei a ver e terminei tudo no mesmo dia. A série cativa demais!

      • Wellington Sena

        Ainda não vi os demais episódios, verei um por semana,rs

  • Kaio

    Comecei a assistir, quando notei tinha devorado a série.
    Gostei bastante e eps não são longos.

    • Leandro Lemella

      Te entendo bem!

  • Fabíola Nishi

    Comecei ontem e terminei hoje! Adorei a série, comovente, divertida… e faz a gente refletir… espero que tenha a segunda temporada!

    • Leandro Lemella

      Acho que tem sim, a série está sendo muito bem falada.
      Eu, pelo menos, estou na torcida. Devorei a série!

  • Nilson Seeking Chess

    Série fantástica, só quem tem uma pessoa com autismo na família que sabe
    o que é isso, e a série tratou do tema de forma sensível e engraçada,
    sem pieguices, coitadismo ou frescuras, recomendo fortemente para
    qualquer pessoa, independente de conviver com o autismo, pode ter
    certeza que vcs um dia vão esbarrar em um anjinho azul!

    • Leandro Lemella

      Isso que me pegou!
      O lance de não tratar o Autismo com coitadismo. Acho que torna tudo muito mais real, das partes divertidas as limitações da condição. Achei demais, mesmo!

  • Daniel Brunetti

    Comecei assistir e estou gostando faz uma abordagem muito real, sensível sobre o autismo.

    • Leandro Lemella

      Exato. É tão simples e sincero, que cativa quem assiste.

  • João Paulo

    Me surprendi bastante com a série, muito boa!

    Assim como 13 Reasons Why, ela enfia o dedo na ferida, aborda mais um tabu, mas nesse caso de forma mais leve, e ao mesmo tempo densa, além de algumas pitadas de comédia. Maratona-la é muito fácil, são 8 episódios que vão embora rapidamente e você fica com gosto de quero mais.

    PS.: Obrigado por me lembrar de onde eu conhecia o Michael Rapaport. A Jennifer Jason Leigh também está em 8 Odiados do Tarantino, quase irreconhecível lá.

    • Leandro Lemella

      De nada – sei bem o que é sofrer por isso de não lembrar da onde conhece a pessoa! aheahha

  • carolina ribeiro

    adoreeeeiii tudo! já assisti os 8 episódios!!! querendo mais… mais! mais…rs

  • Amanda Felicio

    Melhor série na minha opinião, nos conscientiza e nos diverte, sensacional!! Estou ansiosa pra assistir a 2 temporada 😀

  • Júlia Marques

    Fui dar uma olhada na série, e não quero mais parar de olhar a série!
    Boa observação, o protagonista é muito em seus olhares e expressões, achei muito realista, a série e Netflix estão de parabéns!!!
    E por que tu não gosta de The Walking Dead? :0

  • Taís Braga

    Sou mãe de um garoto autista, atualmente, com 10 anos. A série aborda de uma forma leve o que, na prática, é algo muito muito difícil. Gostaria que TODOS assistissem: autismo não é o fim de uma vida, de uma família ! Eles precisam ser compreendidos e respeitados

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