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Primeiras Impressões: Perrengue

Por: em 22 de agosto de 2017

Primeiras Impressões: Perrengue

Por: em

Divulgação/MTV

A chegada das responsabilidades da vida adulta normalmente trazem consigo diversos de perrengues e questionamentos e é esta fase que Perrengue, a nova série da MTV Brasil, pretende retratar. Pelos dois primeiros episódios já liberados pode-se perceber que a promessa do canal de trazer uma produção “sem filtro de tudo o que pode envolver a entrada na vida adulta” se cumpre. Ao acompanharmos a trajetória de Pérola, Cadu e Miguel, os protagonistas da história e melhores amigos, é impossível não se identificar com, pelo menos, um deles. Pérola é uma artista plástica recém-formada que, ao sair da casa da mãe, decide ir morar na casa abandonada da falecida avó, mas ainda não tem um emprego e nem como pagar as contas. Cadu é um surfista tranquilão que ama sua liberdade e tem uma ótima relação com os pais, por isso não pensa em sair de casa tão cedo. Miguel é o mais sério dos três e tem que se manter sozinho, já que os pais não têm condições de o ajudar financeiramente.

O melhor da série, sem dúvida, são os atores e a química entre eles. Pessoalmente, eu já conhecia muitos deles de outros papéis na televisão e a entrega aos personagens de Perrengue foi inegável. Antes de assistir à série, tinha medo de reconhecer o Nélio e Cristiana de Malhação no Guilherme Dellorto e na Christiana Ubach e o Rafa de Além do Horizonte no Vinícius Redd, mas felizmente isso não aconteceu. Era como se eles nunca tivessem vivido estes papéis – ou melhor: como se eles fossem verdadeiramente o Miguel, a Letícia e o Cadu, respectivamente. Só nos trejeitos da Mariana Molina é que eu consegui ver a Pati de Verdades Secretas, mas de uma forma que não me incomodou ou me fez desacreditar por algum momento da Pérola. Neste quesito, a grande surpresa foi a Giovana Echeverria, que viveu duas personagens de histórias que acompanhei, a Nanda da 17ª temporada de Malhação e a Vanessa de Justiça, mas não a identifiquei até que vi seu nome nos créditos. Como muitos dos atores já haviam contracenado juntos em outras produções, além de terem passado por um processo longo de preparação de elenco, a intimidade entre os personagens, sejam os principais ou os secundários, é muito palpável e este é um grande ponto positivo para a série, pois seria muito difícil contar essa história se não houvesse um laço real entre cada um deles.

Divulgação/MTV

O roteiro também não deixa a desejar e surpreende. Não que traga algo nunca visto antes, mas consegue a todo momento evitar cair em clichês óbvios e que geralmente são o lugar comum deste tipo de produção. Apesar disso, o texto também permite que a identificação com as situações vividas por cada um deles, criando uma lembrança de momentos parecidos que cada um de nós possa vir a ter vivido. As primeiras contas a pagar, grandes decisões profissionais que precisarão ser tomadas, o balde de água fria na hora da conquista, a namorada com ciúmes da melhor amiga. É esse pé na vida real que faz a gente se prender aos episódios, que têm o tempo ideal de duração: 30 minutos. Os roteiristas conseguem condensar as histórias dos três protagonistas de maneira exemplar, sem deixar aquele sentimento de que tudo foi muito corrido e que precisaríamos de mais que isso para a resolução de tais conflitos.

A estreia deixou um gostinho de quero mais e deu muitos indícios do que ainda será trabalhado ao longo dos próximos 11 episódios: as crises de ansiedade de Miguel, a relação de Pérola com o dono da galeria, os desdobramentos do clima entre Cadu e Letícia, os ciúmes da Carol, entre tantos outros assuntos já prometidos pela produção da série: trabalho, família, drogas, aborto, sexo, relações livres e experiências homoafetivas. Se levarmos em conta estes dois primeiros episódios, podemos esperar que tais temas sejam abordados de uma forma realista, porém cuidadosa e, principalmente, respeitosa, como aconteceu na cena em que Miguel tem uma crise de ansiedade – aliás, Guilherme merece sinceros elogios pela interpretação do momento, foi possível sentir a aflição junto com o personagem.

Resta a nós torcer que a temporada se estenda da mesma maneira que estes dois episódios e que Perrengue ganhe um lugar de destaque entre os dramas sobre millenials, que estão precisando de histórias que os retratem de uma forma mais real que os clichês que costumam estar em textões e também nas telas das TVs.


Eu, que certamente continuarei assistindo à serie, quero saber tudo o que você achou dessa estreia.

Perrengue terá 13 episódios, que serão exibidos pela MTV Brasil sempre nas segundas-feiras às 22h. O 3° episódio já está disponível para os assinantes da MTV Play.


Renata Vivan

Curiosa por natureza. Chata por vocação. Social media por paixão. Designer de Interiores em formação por inquietação Viciada em séries e novela por culpa da prima que a largava na frente da TV para poder namorar.

Palhoça/SC

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Kaio Tadeu Lima Ribeiro

    Eu vi os dois primeiros ontem e gostei bastante, inevitável comparar com a outra produção da MTV brasil de 2009: Descolados. Que também narrava de forma realista a entrada de 3 jovens na vida adulta, só que lá era em um cenário paulista e não havia nenhuma conexão prévia entre os três jovens. Por ser da mesma emissora, acho que eles fizeram mesmo uma releitura da outra série. Mas as duas conseguem ter uma personalidade própria e serem tão boas de formas parecidas.

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