Primeiras Impressões: Punho de Ferro

17 de março de 2017 Por:

Até então, a parceria entre a Marvel e a Netflix foi muito bem sucedida ao mostrar os heróis com um olhar diferente: Demolidor foi elogiada pelas excelentes cenas de luta e um ótimo desenvolvimento de um super-herói deficiente, enquanto Jessica Jones recebeu destaque ao mostrar um vilão memorável e abordar um relacionamento abusivo de forma complexa e correta. Luke Cage, por sua vez, apresentou seu brilho ao celebrar a cultura negra, possuir um elenco completamente diversificado e debater questões importantes. Eis que estreou Punho de Ferro, finalmente revelando o último membro do time dos Defensores – e aí, será que a qualidade da série acompanhou suas precedentes?

Divulgação/Netflix

A história começa no exato momento em que Danny Rand, dado como morto há quinze anos, retorna para casa. Possuindo 51% das ações da empresa da sua família, ele possui o direito de recuperar a posse. Entretanto, as coisas não começam tão fáceis como ele imaginava: ninguém acredita na sua identidade, aparentemente não existem maneiras legítimas de provar (Danny desapareceu quando era criança, sem possuir uma impressão digital registrada, além de não ter parentes vivos para um teste de DNA) e logo sua vida começa a entrar em perigo.

À primeira vista, a série é completamente simples. Se você for assistir esperando encontrar algo inovador ou algum tema social sendo debatido nas entrelinhas, sairá decepcionado – aliás, acredito que esse seja um dos motivos para a imprensa ter criticado o começo do seriado. Punho de Ferro não traz uma história cheia de identidade como as suas irmãs da Netflix, nem mesmo traz algo inédito no gênero dos super-heróis em geral. Um garoto órfão, um árduo treinamento, lutas marciais, um suposta rivalidade entre famílias… Todos esses elementos já foram explorados de diversas formas tanto em quadrinhos, como em filmes e seriados. Entretanto, o êxito é encontrado em outra vertente: Punho de Ferro é capaz de entreter, pelo menos é isso que o piloto deixa a acreditar ao longo dos seus cinquenta e poucos minutos.

Divulgação/Netflix

Outro ponto positivo é o seu protagonista. Finn Jones ainda não mostrou suas habilidades físicas nas cenas de luta, visto que no episódio inicial pouca ação de fato aconteceu, porém já mostra-se capaz de conquistar o público através do seu carisma. A produção não mostra um clima tão sério quanto Demolidor, por exemplo, mas também está longe de possuir aquele humor escrachado da Marvel no cinema… Está em um meio termo e Jones parece ter encontrado o tom certo para o personagem nessa situação.

Além disso, Jessica Henwick é outra pessoa que demonstra possuir grande carisma, mesmo aparecendo por poucos minutos no início. Interpretando Colleen Wing, uma instrutora de artes marciais, tudo indica que ela acabará roubando a cena quando aparecer. Completando o time dos personagens apresentados no piloto estão os irmãos Meachum: Joy e Ward. Figuras importantes da infância do Danny, Joy talvez represente um futuro interesse amoroso, enquanto Ward até então parece um vilãozinho meia-boca – torço para que não deem muito foco para ele porque parece ser completamente desinteressante.

Divulgação/Netflix

No fim, um gancho é deixado para despertar a curiosidade nos telespectadores, tornando difícil resistir o play no segundo episódio. A impressão deixada é que Punho de Ferro será um bom passatempo, talvez ganhando uma profundidade dramática ao decorrer do tempo. Nem tudo é perfeito, alguns diálogos parecem forçados (como um nos últimos minutos que verbaliza todas as questões que o público deveria estar se fazendo) e a trama envolvendo a empresa indica ser previsível, entretanto as qualidades por hora conseguem se sobressair. Há um grande caminho pela frente e ao longo da temporada tudo poderá se aprimorar, mas isso somente o futuro dirá – e para isso a gente torce pelo melhor.

E você, o que achou da série? Pretende acompanhar? Conta pra gente! O Apaixonado por Séries contará com reviews de todos os episódios nesse final de semana.

Possui mais séries na grade do que tempo disponível. Viciado em cultura pop, bandas indies e, principalmente, ketchup.

Curitiba / PR

Série Favorita: Seinfeld

Não assiste de jeito nenhum: Anger Management

  • Estou no episódio 4 e estou adorando. Ela tem uma “vibe” similar a de Demolidor (o que é ótimo), com ação e muita pancadaria. Diferente de Luke Cage que me deu sono por diversas vezes, Punho de Ferro consegue te segurar com o mistério que envolve a historia. Até onde vi, está excelente e amanhã continuarei a ver mais alguns episódios. HAHA

  • porlapazyporlavida lc

    Já assisti até o terceiro. E até aqui, estou amando! Também me lembra o clima de Demolidor e me prende a atenção do início ao fim. Não assisti Luke Cage, nem Jessica Jones. Na verdade, eu até tentei, mas me deu preguiça e desisti. Espero que os próximos eps continuem tão bons quanto os três primeiros.

  • Milton Zanelli Jr

    É o primeiro site em que as críticas dos episódios, não estão malhando a série. Estou assistindo, e esta boa a produção. Não é nota 10 mas 8 chega fácil…

  • Dalva Bustamante

    Assisti o primeiro episódio e fiquei bastante envolvida. Estou gostando muito, até agora.

  • Robson Silva

    Estou no 10º episódio e a série não agrada muito em comparação a Demolidor e a Luke Cage.

  • Dani Miguel

    Eu achei essa série muito ruim, muito repetitiva, parecia voltada ao público adolescente (como as séries da DC/CW) e as lutas pareciam mais Power Rangers!
    O protagonista é um bocó, chorão, manipulável, sem um pingo de desconfiômetro (acredita e confia em todo mundo que ele conhece), nem bom senso (sério que ele acha que dizer para um psiquiatra que ele ficou anos morando num monastério místico de monges guerreiros em outra dimensão iria ajudá-lo a ter alta?? kkkkk). E como é que um cara passa 15 anos treinando, meditando e tudo mais, e perde o controle toda hora, hora choramingando, hora dando ataque de pelanca?? Aff!!

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