Primeiras Impressões: Room 104

30 de julho de 2017 Por:

O que esperar de uma série antológica, cujo elo de ligação entre os episódios é o quarto de um hotel? Drama, comédia, terror, suspense, romance? Assim como o trailer da série, a premissa de Room 104, nova série antológica da HBO, criada pelos irmãos Jay e Mark Duplass (criadores de Togetherness), deixa em aberto inúmeras possibilidades, que devem abordar todas essas categorias.

Com 12 episódios nessa primeira temporada, que irão contar uma história diferente por capítulo, a ideia da dupla de criadores é mostrar tudo o que acontece no quarto 104 de um hotel de beira de estrada. E, divagando sobre o tema, um quarto de hotel pode ser realmente cenário dos mais inusitados e variados acontecimentos. Entre os protagonistas do seriado, estarão Amy Landecker (Transparent), Mae Whitman (Parenthood), James Van Der Beek (Dawson´s Creek e HIMYM) e o próprio Jay Duplass.

Divulgação/HBO

Ralphie, o episódio de estreia de Room 104, conta a história de uma babá, Meg (Melonie Diaz), contratada por Bradley (Ross Partdrige), para cuidar por uma noite de seu filho, Ralph (Ethan Kent). O inusitado pra mim, começou logo aí, já que para ir a um encontro, o pai deixa uma babá até então desconhecida, responsável por cuidar de seu filho, em um local também desconhecido!?! Desprendimento, irresponsabilidade, costume? Pelo que vamos descobrindo aos poucos, parece ser um pouco de cada. E a babá, acostumada a lidar com crianças e sua imaginação fértil, acaba sendo conduzida a uma situação inimaginável, no que aparentava ser apenas mais uma noite normal de trabalho.

Talvez um dos pequenos pecados de Ralphie esteja no timing. A curta duração (30 minutos), que pode ser um grande acerto em certo tipo de histórias, nessa especificamente, parece ter sido o ponto fraco. Em um episódio onde a intenção é criar um suspense/medo numa relação entre uma criança e um adulto, ou o roteiro deve ser muito preciso, ou o fator tempo é que passa a ser crucial para que esse sentimento possa ser bem desenvolvido no telespectador. A impressão que ficou, pelo menos pra mim, é que faltaram aqueles 10 minutinhos para que a gente pudesse se familiarizar mais com os personagens e se envolver verdadeiramente com a história, a ponto de acreditar mesmo nela.

Reprodução/HBO

Ainda assim, a dupla principal, Meg e Ralph, está bastante afinada e trabalhou bem essa relação que acontece em um contexto onde seus personagens acabaram de se conhecer. O roteiro, escrito por Mark Duplass, entrega partes-chave da história, que criam um ambiente onde o suspense, desconfiança e medo vão se instalando aos poucos, mas de forma insuficiente. A impressão final é que a história ficou meio over e um pouco inverossímil.

Mas, talvez tenha sido essa mesmo a intenção dos irmãos Duplass, já que em entrevista sobre a série, a dupla comentou sobre a necessidade de se produzir conteúdo despretensioso e leve. Ao abordar as vantagens de se produzir uma série antológica, Mark fez graça sobre a obrigatoriedade criada em torno de certos seriados: “nessa era em que estamos, todas as séries parecem ser parada obrigatória. Não sei vocês, mas eu me sinto pressionado para me atualizar em certas séries”. Já Jay, comparou Room 104 com o Tinder da TV: “a nossa série vai ser diferente. Somos o sexo casual da TV. Você chega, assiste um episódio, faz sexo com o episódio, e nem precisa voltar depois”.

Partindo do apresentado em Ralphie e das falas dos criadores, dá pra perceber que Room 104 não tem a pretensão de provocar grandes discussões e nem de se aprofundar em temas muito complexos, ainda que tenha potencial para isso. Então, é entrar na vibe dos irmãos Duplass e ligar a TV para se divertir e desestressar.

E vocês, assistiram à série? Vão dar uma chance para os próximos episódios?

Jornalista, cinéfila e literalmente, apaixonada por séries. Não recusa: viagem, saidinha com amigos, um curso novo de atualização/aprendizado em qualquer coisa legal. Ama: família, amigos, a vida e seus desdobramentos...

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