Primeiras Impressões: Snatch

17 de março de 2017 Por:

Nem tudo mundo sabe que existe, mas Crackle é um serviço de streaming semelhante ao Netflix. E como não é bobo nem nada, está investindo na produção de séries também, ao invés de apenas distribui-las. A nova aposta é Snatch, a comédia policial que traz nomes como Rupert Grint (Harry Potter), Ed Westwick (Gossip Girl), Dougray Scott (Hemlock Grove), Lucien Laviscount (Scream Queens) e Luke Pasqualino (Skins).

Apesar de ser uma adaptação do filme homônimo, Snatch traz um conteúdo original. Com 10 episódios de 40/50 minutos, o roteiro permite um espaço bem maior para construir a narrativa, expandindo a história da comédia de Guy Richie. O mote não muda: um bando de jovens que se envolve com um crime bem mais perigoso do que imaginavam, sendo forçados a dar uns pulos para não sairem mortos dessa missão. O produtor Alex De Rakoff alertou em entrevista que queria “canalizar o espírito e o estilo de Snatch para contar uma nova história, com novos personagens, usando Londres da atualidade como cenário”.

Albert Hill (Pasqualino) tem uma família complicada. Logo no início, já dá para perceber que suas questões de debate interno são motivadas especialmente pelo ambiente em que foi criado. Seu pai (Scott) é um malandro do mais alto nível e, mesmo de longe, consegue uma forma de manipular o filho. O jovem não tem a intenção de seguir os caminhos do pai, mas como diz o ditado, “a maçã dificilmente cai longe de sua árvore”. E uma vez dentro do crime, o que ele pode fazer se não usar as habilidades herdadas?

Seu parceiro de crime é Charlie (Grint), que também vem de uma família peculiar – mas tem uma tendência maior para a malandragem. Ele é um canastrão que, na maioria das vezes, mal faz ideia do que está fazendo, mas bota fé em suas jogadas. Uma coisa é certa: Grint cresceu e está bem longe (e, arrisco dizer, muito melhor) da figura que conhecemos em Harry Potter. Sua entrega ao personagem é notória, são várias as cenas em que você se diverte com a desordem e a agitação de Charlie.

Juntando-se a Albert e Charlie, ainda temos Billy. Ele é lutador e tem em si muitas apostas de que vai tirar a todos da vida da cão. Não foi apresentado muito mais que isso dele, além de sua lealdade e forte temperamento. O que impressiona mais é aquela produção absurda da tatuagem no peitoral – parece aquelas que vinham em chicletes.

O elenco em si é ótimo, recheado de jovens atores não tão conhecidos pelo público. O combo Rubert Grint e Luke Pasqualino foi bem escolhido, a parceria deu muito certo. Inclusive, é tão boa que quase salva Pasqualino da falta de carisma de seu personagem. Tem uma ou outra cena em que ele “merece” o protagonismo, mas no restante ele é só sem graça. Claro, não é a pior coisa da série. Quem desaponta mesmo é Ed Westwick. Seu Sonny Castillo é bastante caricato e ele não convence nem um pouco com aquele sotaque. Pelo primeiro episódio, não dá para saber se vai ficar só nisso mesmo ou se ele vai se redimir, mas tenho lá minhas dúvidas.

A trilha sonora casa bastante com o contexto. Tem aquele quê de malandragem, na medida certa e dá vida à narrativa. O figurino também é excelente, consegue ambientar os personagens naquele “submundo” de Londres. Para botar tudo em ordem, nada melhor que uma roupa elegante para deixar uma marca, certo?

O primeiro episódio tem um bom ritmo, introduz bem os personagens e conduz ao conflito central. Mas é só isso. Não é uma grande produção da Netflix, o que não quer dizer que é um completo lixo. No entanto, fica aquele questionamento: era realmente necessário o remake? Quer dizer, o filme é do início dos anos 2000, nem faz tanto tempo assim nem teve uma grande comoção do público para justificar a produção.

Fica aí o trailer para quem ainda não viu:

Agora quero sabe: o que achou de Snatch? Vai continuar acompanhando? Lembrando que os dez episódios da temporada já foram liberados pela Crackle. Vem comentar com a gente!

Jornalista apaixonada pela cultura pop e pela tecnologia, Descobriu a paixão pelas séries um pouco tarde, com Chuck - mas desde então não parou mais. Nutre um carinho...

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