Primeiras Impressões: Taken

5 de abril de 2017 Por:

Rezo para que nunca tenha que fazer o tipo de escolha que eu precisei. Sério, Bry. Meu conselho? Nunca tenha filhos. Especialmente uma filha.” –Mike Hall

Sabe aquele sentimento que aparece quando você termina o piloto de uma nova série e ainda não sabe como se sente sobre ela? Se sim, é nesse sentimento que quero que você foque. Apresentando uma nova história baseada em uma já existente, Taken é a prova viva de uma série boa, mas com um roteiro comum.

Sim, a série já estreou há algum tempo. E, antes de falar sobre ela, sinto a necessidade de explicar esse atraso assustador. Por problemas tecnológicos que envolvem meu computador e minha baixa inteligência com eletrônicos, acabei atrasando diversas reviews e textos do gênero, como alguns já devem ter percebido. Por esse motivo, as primeiras impressões e as reviews dos episódios da série em questão atrasaram, mas até o final da semana já devem estar em ordem. E, voltando para o assunto, é com grande prazer que apresento para vocês a nova aposta da NBC. Taken é uma prequel baseada na trilogia Taken, popularmente conhecida no Brasil como Busca Implacável. Após uma tragédia pessoal, iremos acompanhar o jovem Bryan Mills em sua nova jornada como um ex-militar e novo recruta do Serviço de Inteligência dos Estados Unidos.

O elenco principal conta com Clive Standen (Vikings), Gaius Charles (Friday Night Lights), Brooklyn Sudano (My Wife and Kids), Monique Gabriela Curnen (Lie To Me), Michael Irby (The Unit), Jose Pablo Cantillo (The Walking Dead), James Landry Hébert (Westworld) e Jennifer Beals (The L Word). No geral, todas as atuações são satisfatórias para uma série do gênero, com Standen se sobressaindo, como já era esperado. Mesmo com uma trilha sonora fraca, os momentos de ação e toda a tensão das cenas ainda conseguem ser passadas para o telespectador, mesmo que rapidamente. A fotografia, por sua vez, não nos decepciona e nos apresenta algo parecido com o que vemos em Shooter.

Deixando a parte técnica de lado, é importante analisar o roteiro como um todo. Sim, sabemos que a série é baseada em uma trilogia já estabelecida, mas mesmo apresentando uma história nova, é possível sentir certo cansaço desse universo. De todo modo, isso talvez seja apenas um preconceito pessoal com os filmes, já que enjoei dos mesmos por ver tantas vezes (a TV aberta faz isso com você). É interessante notar que, antes do pai preocupado em salvar a filha, uma extensa história já existia antes mesmo de tudo começar. O roteiro acaba não sendo tão forte, já que de princípio não acaba se diferenciando de nenhuma série do gênero, mas é impossível negar o pouco de força que ela passa. Sempre é cedo para afirmar, mas com uma boa condução, Taken pode acabar respirando por um bom tempo.

Com diversas referências (a quote que o diga), a série consegue passar boas doses de adrenalina, mas a história acaba seguindo rápido demais. São vários personagens apresentados, mas além do protagonista, não temos um contato mais profundo com nenhum deles. É importante lembrar que, mesmo em um piloto, a ligação com os personagens é o que prende o telespectador, pois são os personagens que fazem a história. Mesmo assim, é possível notar que Christina pode acabar se tornando alguém importante nesse universo, mesmo não tendo uma grande participação no episódio. As cenas de ação seguem o mesmo ritmo de séries do gênero e não deixam a desejar, apresentando belas sequências para o telespectador (Franquia Taken sem diversas perseguições com carros não é Taken, né?).

No geral, Taken consegue se estabelecer como uma série com força, mas que depende completamente de uma reinvenção do roteiro para continuar seguindo em frente. Sim, é sabido a dificuldade de apresentar uma série desse estilo e fugir do clichê, mas analisando a recente Six, é possível notar que é possível tentar isso.

 


E você? O que achou do episódio? Não se esqueça de deixar sua opinião e continuar acompanhando as reviews aqui, no Apaixonados por Séries.

Futuro diretor de cinema e showrunner, escritor nas horas vagas e viciado em vídeos de unboxing. Um geek que acredita que tudo pode ser resolvido com uma boa...

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