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Primeiras Impressões: Ten Days In The Valley

Por: em 3 de outubro de 2017

Primeiras Impressões: Ten Days In The Valley

Por: em

Ten Days In The Valley é a nova aposta da ABC para recobrar a liderança em séries dramáticas. Mas a estreia em um domingo mostra que talvez esse investimento não tenha grandes expectativas nem mesmo pelos executivos da emissora. Será que é apenas mais uma série sem futuro?

Jane Sadler (Kyra Sedgwick) é uma produtora de televisão responsável pelo desenvolvimento de uma polêmica série policial. Mesmo com sua carga de trabalho pesada e recente separação, o relacionamento com a filha Lake Sadler-Greene (Abigail Pniowsky) não é abalado. Em uma estranha sequencia de acontecimentos, Lake desaparece misteriosamente no meio da noite enquanto Jane estava trabalhando em uma cena da série cheia de similaridades a fatos reais que ela não deveria ter conhecimento.

Reprodução/ABC (Lake e Jane – interpretadas por Abigail Pniowsky e Kyra Sedgwick)

John Bird (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é o detective designado para a investigação e logo percebe que o desaparecimento de Lake não se trata de um caso comum. Será que é apenas uma abdução parental feita pelo ex-marido de Jane, Pete Greene (Kick Gurry), ou o caso seria de sequestro? Seria Ali Petrovich (Erika Christensen), a irmã de Jane, apenas uma tia zelosa ou estaria envolvida de alguma forma? E quais são os segredos que a misteriosa assistente de Jane, Casey (Emily Kinney), guarda?

Fica claro que a série foi muito bem planejada e já introduziu várias pistas para a solução de seu mistério principal, porém, não é apenas de perguntas não respondidas que se constrói um bom suspense.

Ten Days In The Valley não traz nada de novo para o gênero de mistérios sobre sequestro. O arco da série policial é bem interessante, mas não tem força suficiente para quebrar a quantidade gigante de clichês da trama principal. De um lado temos a mãe amorosa que fará de tudo para manter a guarda da filha. Do outro, o pai que mostra arrependimento em público, mas é cheio de segredos.

Temos todos os clichezões logo de cara: a parenta intrometida, os colegas de trabalho com interesses obscuros, o passado misterioso, a rede de intrigas, os interesses secretos que irão atrapalhar a investigação e o policial bem intencionado que pode colocar tudo a perder. Pelo menos a construção dos clichês foi bem feita e, mesmo com a clara sensação de já termos visto essa história, ficamos investidos na história e com vontade de acompanharmos a solução.

Reprodução/ABC (John e Ali – interpretados por Adewale Akinnuoye-Agbaje e Erika Christensen)

As interpretações estão muito boas e todos os atores demonstram domínio sobre seus personagens, o que é fundamental para venderem a história com credibilidade. A única que me decepcionou um pouco foi Emily Kinney, que me pareceu ainda estar interpretando a Tess de Conviction. Eu não conheço outras atuações dela, então não sei dizer se ela atua sempre da mesma forma, mas passou a impressão de desleixo.

Nem é preciso dizer que Kyra Sedgwick está arrasando. Sua Jane não é apenas uma mãe zelosa e trabalhadora, ela possui tantos segredos obscuros que fica até difícil acreditar na sua inocência. Eu gostei que Jane fosse uma mulher imperfeita e esteja fazendo o seu melhor para balancear suas vidas profissional e pessoal. Já chega de vermos mães imaculadas que apenas sofrem pelos filhos. Ao mesmo tempo, suas constantes mentiras já começaram a me irritar.

Como o nome da serie indica, nós acompanharemos os 10 dias que a investigação durará e cada episódio equivale a um dia. Eu espero mesmo que se trate de uma série limitada e se encerre no décimo dia, pois, se decidirem esticar para uma segunda temporada, não é apenas o título que perde o sentido, mas fica na cara que se trata de pura enrolação.

Reprodução/ABC (Pete – interpretado por Kick Gurry)

A audiência da estreia não foi nada extraordinária, com classificação média de 0,6 entre os adultos de 18 a 49 anos, com 3,44 milhões de espectadores, a menor da ABC no dia e horário, conseguindo números menores do que o programa de variedades The $100,000 Pyramid que foi exibido na semana anterior. Isso é sinal muito ruim, principalmente para uma estreia, que normalmente tem os maiores números da temporada.

Ten Days In The Valley nunca teve uma premissa exatamente inédita e isso não é um problemas, porém, como não conseguiu apresentar nenhum diferencial, dificilmente garantirá seu lugar ao sol. A série possui charme e nos deixa interessados em descobrir o destino de Jane e Lake, mas talvez não fosse o momento correto para ir ao ar e sim quando houvesse menos estreias para competir.

Como a gente sabe que vocês adoram, segue a playlist com as músicas que tocaram esse episódio.

A musica abaixo não está disponível via Spotify:


O que vocês acharam de Ten Days In The Valley? Gostaram da série ou não passa de mais uma a ser esquecida? Deixem suas opiniões nos comentários.


Paulo Halliwell

Professor de idiomas com mais referências de Gilmore Girls na cabeça do que responsabilidade financeira. Fissurado em comics (Marvel e Image), Pokémon, Spice Girls e qualquer mangá das Clamp. Em busca da pessoa certa para fazer uma xícara de café pela manhã.

São Paulo / SP

Série Favorita: Gilmore Girls

Não assiste de jeito nenhum: Game of Thrones

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