Punho de Ferro – 1×12 Bar the Big Boss

19 de março de 2017 Por:

E na reta final de Punho de Ferro, as coisas engrenaram.

Quando o episódio abre com Ward na clínica, tendo novamente alucinações com Harold e atormentado pelos fantasmas de suas ações, achei que seria mais um capítulo em que o aprendiz de vilão seria um personagem irritante. Contudo, me enganei. Sua aliança com Bakuto foi uma boa surpresa e deixou o roteiro mais dinâmico e a ação do episódio mais presente. Os momentos  em que ele invade o complexo onde o pai e Joy estão e joga na cara dela o monstro que Harold se tornou depois de ser ressucitado pelo Tentáculo são ótimos e, naquele momento, dá pra entender os dois, tanto Joy quando Ward, já que ambos tiveram vivências diferentes da situação.

Mas, claro, foi ingenuidade demais de Ward achar que Bakuto simplesmente deixaria ele e Joy levantarem e irem embora, depois de capturar Harold. Usá-los para levar Danny até ele era a coisa mais óbvia que poderia acontecer e que Ward tenha achado que Bakuto não faria mal algum a Joy – especialmente sabendo o quanto Danny aparenta se importar com ela ainda – foi burrice. Apesar de tudo, o plot funcionou e conseguiu prender a atenção. Mesmo que fosse óbvio que Danny chegaria no minuto final, foi emocionante ver Harold se despedindo de Joy e a garota desesperada pela chance de perder novamente o pai. Agora, parece que pai e filho estão ensaiando uma re-aliança e não faço ideia do que esperar disso no season finale. 

Quanto a Danny, foi interessante ver como o Punho de Ferro continou confuso e dividido entre os sentimentos que tem por Collen (e a vontade de querer acreditar que ela não é má como o Tentáculo) e sua amizade com Davos. Para o amigo de Danny, é realmente complicado acreditar que Collen mudou e não dá pra culpá-lo. Ele cresceu ouvindo o quanto o Tentáculo é uma instituição maligna e era dever deles destruí-los; ele esperava ser o Punho de Ferro e teve que ver o melhor amigo assumir o manto… Somado isso tudo ao pouco que ele passou nos poucos dias nessa dimensão, é bem fácil assumir essa postura rígida. O que o diferencia de Danny nesse aspecto é que depois de tudo que ele viveu com Collen, ele consegue entender que ela fala a verdade quando realmente acreditava que existe algo de bom no Tentáculo e que nunca quis ferir Danny.

Apesar disso, foi interessante ver que ambos (Collen e Davos) conseguiram deixar as desconfianças de lado quando se tratou de ajudar Danny a salvar os Meechum sem se render ao jogo que Bakuto estava propondo. As sequências em que eles invadem o prédio e resgatam Danny são ótimas e, finalmente, as lutas conseguiram me convencer e se mostraram bem coreografadas. O acerto de contas entre Collen e Bakuto foi uma das melhores sequências da série em todos os quesitos. O texto (pouco) estava no tom, os atores estavam ótimos e a chuva que caía deu até um tom mais melancólico ao duelo. A única ressalva que tenho é que pareceu fácil demais para Collen vencer. Bakuto parecia alguém mais treinado e com mais experiência para ter caído pra um golpe daqueles.

As palavras de Ward para convencer Danny a não matá-lo trouxeram de volta o conflito que o roteiro pincelou até aqui: Punho de Ferro x Danny Rand. No fim das contas, mesmo que Davos tenha se precipitado ao matar Bakuto, ele falava a verdade quando disse que Danny não tinha o que era preciso para ser o Punho de Ferro em seu sentido mais rigoroso. O que é verdade. Ele não quer ser uma arma. Não quer ser alguém usado e controlado. A luta entre ele e Davos logo em seguida veio para mostrar o quanto de ressentimento e rancor o segundo tem por ter sido abandonado pelo amigo em K’un-Lun. É claro, Davos odeia que Danny não tenha seguido o caminho que foi “destinado” a ele, mas é claro como o que mais o magoa é Danny tê-lo deixado sozinho para trás.

Com Danny entendendo isso tudo e tentando mostrar, sem sucesso, a Davos que o Punho de Ferro pode ser mais do que aquilo que lhes foi ensinado, resta apenas 1 episódio da temporada de estreia do último defensor.  As perguntas são muitas: Bakuto está mesmo morto? E se estiver, vão trazê-lo de volta? Onde a raiva e mágoa de Davos irão levá-lo? Minha única torcida é que a série consiga responder todas essas perguntas adequadamente e termine de maneira positiva.

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música...

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Petrolina / PE

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