Punho de Ferro – 1×13 Dragon Plays With Fire (Season Finale)

19 de março de 2017 Por:

E na season finale de Punho de Ferro, já começamos com a confirmação de que a mente por trás de tudo sempre foi aquele que parecia do lado de Danny: Harold Meechum.

Não é novidade pra quem conhece as histórias em quadrinho do Punho de Ferro que o pai de Joy e Ward era o grande vilão da trama. Quando o episódio já começa mostrando que Danny agora é um fugitivo federal por tráfico de drogas e que Harold decidiu se revelar ao mundo, o roteiro da série finalmente dá uns passos à frente ao não perder tempo em estabelecer Meechum como nêmesis do episódio. A descoberta de que ele foi o responsável pela queda do avião que matou os Rand não foi nenhuma surpresa também. No meio desse turbilhão todo, a pergunta que eu me faço é porque a série esperou tanto para revelar isso. Talvez se tivéssemos sabido disso há uns 3 episódios, os rumos poderiam ter sido diferentes.

Devaneios à parte, o interessante disso tudo é ver o novo papel que Ward assume na história. Quem diria que, no final das contas, ele seria o principal aliado de Danny na luta em provar sua inocência? A aliança que surgiu entre os dois foi uma surpresa bacana e mesmo o momento em que Ward diz a Danny que sente muito pelo pai ser o responsável pelo seu acidente parece sincero. Contudo, mais uma vez, preciso ressaltar a ingenuidade de Ward em simplesmente pegar seu telefone e ligar para Danny de uma sala ao lado da do pai para avisar que o plano não funcionaria. Era tão óbvio que Meechum descobririam tudo e isso forçaria Danny e Colleen a entrar na empresa que fica na boca um gostinho amargo pelo roteiro ser tão preguiçoso.

O momento em que Danny praticamente voa com seu punho ativado para dentro da sala de Harold é incrível.  As lutas entre as salas foram ótimas, mas o confronto final entre os dois, no telhado, foi talvez o melhor momento da série. A trilha sonora melancólica esteve no tom exato do texto, os dois atores estavam em excelente sintonia e o texto conseguiu passar o que o momento pedia (mesmo que tenha sido um pouco piegas, com aquelas frases de efeito como “Estava aqui em cima com seu pai e tínhamos o mundo aos nossos pés). No fim das contas, Harold não estava errado quando disse que Danny era um garoto assustado. Talvez essa seja a diferença dele pra Matthew, Luke e Jessica.

Danny sente mais medo do que eles, tem mais ressalvas, tem mais medo e mais demônios pessoais... A soma disso tudo foi o que fez muitas vezes com que ele hesitasse, até pensasse em dar pra trás várias vezes, mas também foi o que finalmente o fez realizar que isso tudo também o deixa mais forte. Quando ele escolhe não matar Harold de vez (depois de ótimas sequências de flashbacks), é o momento em que ele realiza que apesar de tudo de ruim que aconteceu à sua vida, ele não se pode deixar ser consumido pelo ódio. Esse papel de fato combinava muito mais com Ward, que já havia matado o pai uma vez.

Isso casa perfeitamente com uma das cenas que mais gostei no episódio, que é o momento em que Claire fala o quanto Danny é mais inocente que Jessica, Luke e Matthew. Acho que dá até pra levar isso pra própria série, que é bem mais leve do que as outras 3. De fato, Danny não é tão sombrio quanto os outros 3 Defensores, porque durante esses 13 episódios, esteve muito mais envolto em seus próprios problemas que nos problemas das ruas. Quando ele diz, perto de acabar o episódio, que quer ser uma luz para aqueles que precisam, é como se ele chegasse ao ponto em que Matthew, Jessica e Luke começaram sua jornada – e esse é um parodoxo muito, muito interessante.

Com Danny decidido a voltar a K’un-Lun com Colleen e descobrindo que o Tentáculo parece ter chegado até lá, a temporada se encerra de maneira promissora. Apesar das críticas pesadas que a produção recebeu, gostei muito  do que vi e espero que seja renovada para um segundo ano. Mas, antes disso, temos uma parada em Defensores. O grande projeto da Marvel e da Netflix, finalmente, chegará  a sua “conclusão”.

Nem dá pra dizer o quanto eu tô ansioso.


Outras observações:

— Não achei onde falar no texto, então vou jogar logo aqui: Joy é outra personagem que ganha contornos interessantes nesse capítulo final. Por um minuto, achei que ela apoiaria o pai agora que Ward se colocou do lado de Danny. Foi um alívio ver que ela não comprou as besteiras que ele falou para tentar convencê-la de que não foi o responsável por incriminar Danny.  Mas sua estranha aliança com Davos contra Danny foi algo que me surpreendeu e que não faço ideia de onde vai parar.

— “Eu nunca menti para ele. Você não pode dizer o mesmo.” – Madame Gao segue maravilhosa

— Aliás, a cena em que Danny e Colleen a confrontam e ela revela que foi Harold o mentor do acidente também é ótima.

— Claire expulsando o moço do carrinho: Impagável.

— Queria ter visto Danny enfrentando o dragão. Quem sabe na segunda temporada.

— Será que a cremação vai adiantar pra impedir que Harold volte?

— Ward propondo que ele e Danny dirijam a Rand juntos: Quem diria.

— Acabou a série e Claire não criou um grupo de whatsapp chamando “Defensores”. Decepcionado.

— Obrigado a todo mundo que acompanhou nossa maratona!

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música...

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Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Aomame Kawana

    Apesar das várias críticas ruins, achei a série legal. Acho que um dos problemas da série foi ter vindo depois das outras. Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, cada uma de uma forma, seja com cenas de ação, vilão ou uma identidade, deixou a série com um nível alto. E Punho de Ferro tentou ser uma série com uma personalidade diferente, mas que não empolga tanto quantos as outras.

    Além disso, a série sofreu muito com o problema de vilões da produções da Marvel, com vários inimigos, alternando entre si e nenhum sendo realmente problemático ou poderoso. Ficou um tanto vai de um lado pro outro, confuso. E a série, teve momentos em que deixava tudo ainda mais confuso.

    Mas concordo com o review, e acho que isso é algo que muita gente não entendeu, Danny Rand ainda é um garoto assustado. Ele não está preparado para ser adulto, para ser guerreiro ou para o mundo moderno além de K’un-Lun. E falta muito para ele ser o Punho de Ferro. Ele tem medos, traumas e toda uma raiva guardada dentro dele. Isso tudo que ele guardou por anos durante o treinamento dele. E ele é confuso nisso.

    A série tentou trabalhar nisso, com os momentos de flashbacks e de raiva do Danny, mas acho que não foi tão eficaz em passar essa mensagem. Que o crescimento dele é em ele deixar de ser a criança que tá com raiva e medo pela morte dos pais.

    Gostei das cenas de ação. Achei elas um pouco leves no impacto do golpe, um pouco coreografado demais de vez em quando, mas elas tentaram ser realistas nos estilos de Kung Fu e em como seriam as lutas. Diferentes das lutas cruas de boxeador do Demolidor. Além disso, se o cara é um mestre de Kung Fu, as lutas com pessoas “normais” seriam daquele jeito mesmo, usando poucos movimentos e a força do oponente contra ele mesmo.

    Gostei bastante da Colleen Wing também, apesar dela ser quase tão inocente na vida quanto o Danny. Às vezes, não dava química entre eles, mas acho que era mais a tentativa de mostrar um amor mais puro/inocente como o Danny.

    Achei bem legal o Ward. Achei que ele ia realmente pirar com toda a pressão. De começo não gostava tanto dele, mas com o desenvolver da série, fui entendendo a pressão psicológica que ele sofria e como isso explicava as escolhas dele. Btw, Ward na Marvel sempre sofrem abusos da figuras paternas? ^^

    Já a Joy, admirei bastante ela no começo. A confiança e a força dela. Ela é realmente muito mais forte que o Ward e é mais aberta à coisas novas. Mas a série não trabalhou tão bem o personagem dela. No final, não sei se ela se mantei como é ou se ela ficou um pouco como o pai dela.

    Adorei a Claire. Além de enfermeira dos heróis, ainda tem que ser psicóloga. Para mim, os momentos em que ela estava junto, foram os melhores momentos da série. Ela já está madura e sabe melhor o que acontece. Fala o que quer e sabe se virar. Apesar de ser só um “apoio” nas quatros séries, acho que ela tem crescido bastante como personagem.

    Resumindo… achei a série boa, não é tão boa quanto as anteriores, mas não é ruim. Acho que teve um rumo mal definido, vilões fracos e alguns errinhos. Mas é divertida e tem boas cenas. Das quatro séries Netflix/Marvel, essa é a mais “história de origem” com um herói nada pronto fazendo as coisas meio que sendo arrastado pela correnteza.

    E acho que algumas críticas pegaram pesado com a série. Ficaram mal acostumados com o padrão Netflix/Marvel.

    Foram ótimos os reviews que li da série aqui. Parabéns. ^^
    Como sempre, me faz pegar detalhes que deixei passar ou olhar a coisa de outro ângulo.
    Inté “Defensores”.

  • Ademar Liedke Junior

    Já assisti serie ruim, mas esta se superou. É incrível a diferença entre episódios. Quando você imagina “agora vai”, desanda.!

    • Dani Miguel

      Eu precisei me esforçar muito para assistir até o fim, se não fosse o mantra “DEFENSORES, DEFENSORES, DEFENSORES”, eu tinha desistido na metade.

  • Dani Miguel

    Nossa cara! Essa série é ruim de tudo, nada ali se salva.
    “As lutas entre as salas foram ótimas, mas o confronto final entre os dois, no telhado, foi talvez o melhor momento da série” – essa luta foi ridícula! O Danny é um guerreiro treinado ou um adolescente bobalhão que sabe dar uns chutes e de vez em quando uns socos com a mão acesa?? Como é que pode, ele bate no Harold e sai CORRENDO????
    As únicas cenas de luta que ficaram até boas são as da Colleen, o resto parece muito Power Rangers. Aí no final o Danny vem com esse papinho de que precisa terminar o treinamento, P#**@ cara! Se colocarem esse bocó para enfrentar o Fisk, por exemplo, ele vira picadinho – não estou me referindo apenas em confronto físico, mas principalmente no psicológico, para alguém que passou quinze anos meditando num mosteiro, ele se descontrola muito e é manipulado por qualquer um.
    O Danny tá precisando de um sacode de alguém como o Justiceiro para crescer e aparecer.

  • Josevando Sousa

    “Acabou a série e Claire não criou um grupo de whatsapp chamando “Defensores”. Decepcionado.”… Muito decepcionado mesmo, rs. No mais, apesar da massiva crítica com a série eu gostei, não foi a melhor da parceria Marvel-Netflix, muito menos a pior. Bora ver o que vai rolar em Defensores, né?

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