Alcatraz – 1×06 Paxton Petty

18 de fevereiro de 2012 Por:

Apesar de ser uma das personagens mais instigantes do show, Lucy Banerjee (Parminder Nagra) ainda não tinha sido muito explorada e, em alguns episódios, nem foi mencionada pelo roteiro. Entretanto, Paxton Petty começou a apresentar o plot da doutora e seu papel fundamental em Alcatraz, mesmo seu nome não constando nos documentos do presídio, bem como seu affair com um jovem and inexperiente Emerson Hauser (Sam Neill).

Não foi um episódio brilhante, longe disse, mas é inegável que, ao aprofundar fatos que aconteceram em The Rock nos anos sessenta, dão certo animo e qualificam a produção. Pode-se até afirmar que a maioria dos episódios de Alcatraz possuem uma peculiaridade irrefutável: enquanto o plot do passado é melhor construído e mais intrigante de assistir, o que acontece em San Francisco atualmente é contado com uma rapidez impressionante, sem aprofundamento de detalhes, o que não gera nenhuma conexão/empatia pelos protagonistas – tirando o Doc (Jorge Garcia) é claro, mas tenho certeza que esse meu amor por ele traduz-se em Hugo Hurley Reyes.

O caso da semana focou-se em Paxton Petty, um antigo soldado que, ao não se ver reconhecido por seus trabalhos na década de sessenta, implanta minas terrestres modificadas em pontos turísticos de San Franciso. Não que as cenas de explosão não tenham sido bem feitas, mas não acredito que nada do que aconteceu em 2012 tenha alguma relevância para a série. Tivemos, mais uma vez, a confirmação de que os desaparecidos de Alcatraz não fazem idéia do que os aconteceu e só, até a forma que ele escolhia os lugares para enterrar as minhas, através de versos de música, não transmitiram qualquer tipo de emoção. Todos os fatos interessantes a respeito de Petty aconteceram em The Rock há mais de cinqüenta anos.

O episódio mostrou como Lucy e Emerson se conheceram justamente na chegada de Petty na prisão, o que tornou o caso para Hauser extremamente pessoal. A série não nos poupou cenas de tortura, o que acho fundamental para uma série do gênero, e fiquei impressionada de que, apesar de seus métodos serem vanguardistas para a época, Lucy utilizava tratamentos inescrupulosos. Mais uma vez fomos agraciados por Tommy Madsen (David Hoflin) e seus conselhos a Banerjee, que elevam o personagem a um patamar fundamental para a mitologia da série.

A cena final, em que Hauser leva Lucy para seu protótipo de Alcatraz, apenas demonstra que ele fará qualquer coisa para não perder sua parceira profissional/pessoal. Acredito que esse plot trará boas surpresas e novas dúvidas, já que não se sabe o que “you know her methods” significa.

Porto Alegre - RS

Série Favorita: Big Love

Não assiste de jeito nenhum: Supernatural

  • Bernardo Magalhães

    Achei interessante! Estou aguardando com ansiedade o momento em que a série passará a explorar mais e mais a mitologia. Até agora nestes seis episódios não cavaram muito. Creio que estão criando uma expectativa boa. Por ser uma temporada “curta” de 13 episódios acredito que não vá demorar muito para aprofundarem.
    Falar em 13 episódios, alguém sabe me explicar por que das séries agora estarem com estes números? Estava acostumado com 22, 20 ep. Sou novo neste meio ainda…os outros seriados que vi a maioria tinha mais de 20…

    • Gabriela Carvalho

      Oi Bernardo!

      Também estou super ansiosa para um maior desenvolvimento da premissa do show.
      Quanto ao número de episódios, a maioria da séries que começam na mid season (janeiro e fevereiro) possuem 13 episódios. E as da TV por assinatura, como HBO, Showtime e AMC, também possuem número limitado de episódios, não importando a data de estréia.

  • Eu tinha jurado não acompanhar mais nenhuma série nova que fosse ao estilo “caso da semana”, mas “Alcatraz” é diferente. Apesar de temos um novo caso toda semana, são casos que servem pra nos mostrar mais sobre os anos 60 em The Rock. E isso é o bacana. Confesso que as cenas do passado são muito melhores que as do presente, e concordo contigo, Gabriela, o Doc é o melhor personagem do presente.
    Gostei desse enfoque na Lucy, ela me desperta bastante curiosidade, era a única mulher em Alcatraz e tinha métodos interessantes. E gostei bastante da interação dela com Tommy.
    Alcatraz tem me prendido, pois vejo potencial pra ser uma grande série. Espero que o carisma dos protagonistas cresça e a história se desenvolva de forma cada vez mais interessante.

    • Gabriela Carvalho

      Oi Thamires!

      Fico feliz que você esteja gostando do show. Confesso que só estou gostando de acompanhar as cenas do passado, já que são muito mais profundas. Entretanto, gosto muito da premissa e dos mistérios do show.

      Obrigada pelo comentário!

  • Micael

    Esse e o episódio anterior foram melhores que os quatro péssimos primeiros episódios. Finalmente estão aprofundando mais a história, gosto da Lucy e gosto do fato de ela ser parte integrante do mistério.
    Continuo acompanhando porque a série lentamente está melhorando e vejo potencial, além de estar curioso para saber o que realmente aconteceu, apesar de ser difícil acompanhar cenas tão mal exploradas.

    • Gabriela Carvalho

      Oi Micael!

      Também estou um pouco desanimada com a falta de profundidade de Alcatraz, principalmente com o que aconteceu na San Francisco atual. Estou torcendo muito por uma melhora significativa da série.

  • Thiago Lemos

    Os roteiristas souberam usar muito bem esse episódio pra desenvolver, muito bem por sinal, a história de alguns personagens, o que tornou o episódio mais interessante e dando um novo fôlego a série. Na minha opinião, Alcatraz fica melhor a cada episódio!

    • Gabriela Carvalho

      Oi Thiago!

      Fico feliz que você esteja gostando do show. Confesso para você que estou tendo muitas dificuldades em assisti-la. Acredito no potencial da série, mas até agora Alcatraz ainda não conseguiu me empolgar.

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