Fringe – 5×12 Liberty e 5×13 An Enemy of Fate (Series Finale)

20 de janeiro de 2013 Por:

“The time we had  together we stole. I cheated fate to be with you. And we shouldn’t have had that time together…

Quando o episódio acabou e algumas poucas lágrimas rolavam, ainda era complicado assimilar tudo. Por tudo, eu me refiro tanto ao fato de Fringe ter acabado quanto aos acontecimentos do series finale em si. Agora, cerca de dez horas depois, as duas partes do fim continuam fortes na minha mente, sejam em imagens, quotes, cenas ou qualquer mero detalhe de Liberty e A Enemy of Fate quepor mais que tenham sido vendidos como um ‘final de duas horas’, na verdade são basicamente dois episódios isolados – e, acreditem, talvez a diferença na visão influencie na análise. De um series finale event de duas horas se espera ação, correrias, viradas, mortes e um misto de emoções. Fringe pegou o caminho oposto: Foi tímida, intimista, calma e, nestas duas últimas partes de sua trama, fechou de maneira belíssima uma história não sobre linhas temporais, viagens no tempo, monstros ou observadores, mas sim uma história sobre amor e família.

Não adianta gritar, fechar os olhos ou tentar argumentar que essa foi uma série de ficção científica porque, sim, os elementos existiriam e sustentaram 5 temporadas, mas em sua essência, foi um plano de fundo para contar a história da família Bishop e suas desmedidas formas de amar. Amor que destrói universos, reseta linhas do tempo, revive quem já foi apagado… Amor. Apenas amor.

Liberty, por exemplo, foi uma carta de amor aos fãs do Lado B. Quando fecharam o portal no fim da 4ª temporada, eu não esperava que o universo vermelho voltasse porque, teoricamente, sua trama já estava totalmente fechada. Com a ponte lacrada, pouco a pouco eles se reconstruiriam e todo o dano que Walter causou ao atravessar os universos teria sido apagado. Trazê-los de volta, mesmo que para uma rápida aparição, foi uma maneira de honrar a grande maioria dos fãs que sempre gostou do lado de lá. Saber que Bolivia e Lincoln se casaram, tiveram um filho e, agora, vivem felizes, é reconfortante. Encerra de uma maneira emocional a jornada dos dois controversos personagens, que passaram de odiados a amados pelo público. A conversa da nossa Olivia com Lee é perfeita por marcar esse momento. Ela faz questão de lembrá-lo que ele merece ser feliz e que de nada adiantaria ele ter permanecido no Lado A, pois o Expurgo aconteceria do mesmo jeito.

É claro que, em momento nenhum, isso tira o mérito dos dois no plano, mas é óbvio que, se necessário, o roteiro saberia muito bem trabalhar a questão do sequestro do Michael sem precisar recorrer ao lado vermelho. Vale mencionar também o excelente trabalho de maquiagem feito em Anna Torv e, especialmente, em Seth Gabel. Quando soube que os dois voltariam, tive medo de que não conseguissem ajustar isso de uma maneira satisfatória, mas bastou um olhar para os dois e isso foi embora. Até mesmo fios sutis de barba branca podiam ser vistos no Lincoln, ao passo que Bolivia, em muito, lembrou o visual de Nina Sharp. A pequena citação ao Walternativo foi uma boa saída, já que mostrar o personagem com 90 anos sem arranhar a harmonia dos elementos do episódio seria complicado.

Harmonia essa que perdurou durante os quase 90 minutos do series finale. A direção merece um destaque por conseguir criar todo o clima de tensão que o roteiro pedia, sempre usando enquadramentos fortes nos rostos dos personagens ou seguindo os mesmos apenas pelos passos, deixando a dúvida de onde estávamos e para onde chegaríamos.

O cuidado com os detalhes também é de aplaudir do pé, por trazer pequenas coisas, como a janela para o outro mundo que Walter tanto usou, a volta do Cortexiphan e Walter batendo no peito para afirmar que ele tinha criado aquilo, portanto era a maior autoridade possível, Gene presa no âmbar e, sobretudo, os vários Fringe events criados por Peter e Olivia no momento da invasão final, uma ode aos primeiros anos da série, passando por casos clássicos como as borboletas assassinas e o verme, o caso que considero mais nojento, até o prédio que estava contaminado por vírus, referendado nas máscaras usadas por Peter e Olivia naquele momento.

Outros pequenos “momentos” interessantes: o número do quarto que encerra a primeira parte ser exatamente 513, a numeração do series finale a seguir:

A mão que é símbolo da série feita com sangue:

O clima de angústia foi bem construído, especialmente no resgate de Michael, onde eu me peguei com medo de que Bolivia ou Lincoln terminassem morrendo de maneira trágica, jogados mais uma vez em uma situação da qual eles não tinham culpa. O mesmo vale para o Broyles. Imaginei que o tenente teria o mesmo destino da Nina, cometendo suicídio para impedir que o plano fosse descoberto. Fiquei feliz em ver que os roteiristas não tiveram os mesmos pensamentos sádicos e não mataram o personagem. Se, talvez, eu tivesse que fazer alguma crítica a essa temporada final (o que, de maneira geral, eu não tenho, já que as coisas boas abafaram completamente qualquer ressalva que eu poderia vir a ter) seria uma participação maior dos personagens secundários, que, durante esses 13 episódios, permaneceram quase sempre de escanteio, dando o suporte necessário a Peter, Olivia, Walter e Astrid.

Esta última que, inclusive, protagonizou, ao lado de Walter, uma das mais emocionantes sequências. Quando os dois se abraçam chorando e ela diz que não é o fim, qualquer birra inicial que a personagem possa ter causado some. Astrid surgiu pouco a pouco, conquistou seu lugar em Fringe com méritos e vai fazer falta. Talvez não tanta quanto o trio principal, mas vai ser no mínimo mais triste não tentar mais adivinhar de que o nome o Walter a chamaria na semana que vem. Asgard, Astro… ou Astrid, um nome lindo, como o próprio faz questão de citar, pra coroar a cena.

Falar de John Noble é chover no molhado? É. Mas me digam… Como escrever qualquer coisa sobre Fringe e, especialmente, sobre esses dois últimos episódios, sem aplaudir de pé o trabalho fantástico que esse homem fez? Noble se virou do avesso ao interpretar Walter. Poucas vezes vi tamanha entrega de um ator para um personagem e se fosse necessário escolher o grande nome de Fringe, seria ele, sem qualquer sombra de dúvida. Ao seu lado, Joshua Jackson, nessa temporada, em nada deveu. Fez valer a decisão dos roteiristas de colocar Peter no olho do furacão e deixar Olivia um pouco de escanteio (diferente das temporadas anteriores) e é um ator que também não precisa provar mais nada. Juntos, eles dividiram a melhor cena de A Enemy of Fate e, talvez, a melhor da série, que é o momento onde Peter vê a fita e descobre que o pai terá que se sacrificar para que o plano funcione e os Observadores sejam derrotados.

O “Você é minha coisa favorita, Peter.” entra pro hall das melhores e mais emocionantes frases, além de, em um jogo quase poético, resumir toda a série. Foi o amor desmedido de Walter por Peter que começou tudo. Rachou universos, criou uma guerra, resetou linhas do tempo e por aí vai…  Se Walter não tivesse atravessado para o outro lado em uma tentativa desenfreada de salvar uma outra versão de seu filho (que no fim das contas terminou sim sendo seu filho por direito) da morte, nada teria acontecido. Fringe não é maniqueísta, portanto não se faz necessário (e nem coerente) rotular mocinhos ou vilões, mas negar a culpa de Walter em tudo que aconteceu é, como dizem em bom português, tapar o sol com a peneira. Sendo assim, não é de todo injusto o sacrifício que ele sentia ser necessário fazer.

Acredito que a amarração de roteiro seja, provavelmente, a coisa que eu mais considere na hora de avaliar um final de temporada e de série e Fringe também deu show nesse aspecto. Talvez seja o calor da emoção, mas não me vem a cabeça, agora, nada que possa ter ficado em aberto ou mal explicado. O que faltava, estes dois episódios deram conta de explicar. Semana passada conhecemos a origem dos Observadores e, aqui, entendemos melhor o plano de Walter e Setembro, inclusive seus paradoxos (questionados por alguns) e variações. É claro que ainda existem algumas questões a serem levantadas, mas se o final não mexesse com nossa cabeça, não seria Fringe. Uma das coisas que mais vi serem questionadas diz respeito a sobrevivência do Peter no lago sem Setembro, também apagado no paradoxo. São várias as saídas, mas a que faz mais sentido é quando consideramos que estamos na linha do tempo resetada e, nesta, Peter não existiu, REALMENTE morreu no lago (como foi mostrado na 4ª temporada) e regressou pelo amor da Olivia e do Walter. Isso é apenas um questionamento que li por aí, mas vi vários outros (inclusive alguns que até eu mesmo me fiz), mas que podem receber várias respostas e, honestamente, não fazem nem arranhão no saldo final da série.

Três coisas que também me chamaram atenção: A construção da batalha final, angustiante, bem conduzida e emocionante (as tomadas de Peter e Olivia lutando foram muitos boas), a participação de Donald/Setembro, finalmente ativo e a volta dos poderes de Olivia. Com certeza ela lavou a alma de muita gente quando apagou as luzes da cidade com o pensamento e esmagou o Windmark com aquele carro. Foi muito bacana ver, mesmo que por poucos momentos, a volta dos poderes dela, tão importantes durante as quatro primeiras temporadas. Imaginei que o Michael fosse ter um destaque maior, mas dentro do contexto dos dois episódios, sua participação também foi extremamente satisfatória e coerente.

“It’s not about fate, yours or mine. It’s about changing fate. It’s about hope and protecting our children.”

A presença do Michael reforça o argumento de Fringe, o tão falado amor, neste caso em questão, o amor de pai e filho, talvez o tema central da história e mais importante que qualquer elemento de ficção científica. Foi esse amor que levou Donald a decidir se sacrificar no lugar de Walter para que, assim, o cientista pudesse viver em paz com o Peter e foi esse mesmo amor que fez com que Walter, ao ver Donald morto, puxasse Michael pela mão e atravessasse o portal rumo a 2167, criando uma nova linha temporal e resetando a história para o momento da invasão. Por mais que o plano traga ‘n’ questionamentos, pra mim a situação é clara: Walter e Michael desaparecem apenas a partir de 2015, no momento da invasão. Não é como se ele nunca tivesse existido como o Peter após o reset, ele estava lá, viveu tudo com o filho, Olivia, Astrid, Etta, mas, em 2015, desapareceu, sem deixar qualquer rastro, já que a natureza ‘precisa encontrar um equilíbrio’, como ouvimos desde o começo da série, quando a mitologia dos universos alternativos ainda estava sendo construída.

É triste, é cruel, mas é poético. Tudo começou e terminou por um gesto do Walter. A cena do Walter caminhando para o portal com Michael e ouvindo um “I love you, dad” mudo dos lábios de Peter é, talvez, a sequência mais dolorosa da série.

Contudo, venhamos e convenhamos, não seria justo que o Peter fosse apagado DE NOVO. Não seria justo pra ele, não seria justo pra Olivia, não seria justo pro próprio Walter, que perderia o filho uma 3ª vez só naquela linha do tempo. Acredito, de verdade, que esta foi a melhor solução que o roteiro poderia ter encontrado.

A tulipa branca que Peter recebe na cena final vem como uma prova do tributo aos fãs que estes episódios finais foram. Mais do que fechar com dignidade a história, os produtores se preocuparam, a todo o momento, em causar no público nostalgia e um sentimento de que, sim, valeu a pena. O final pode ter sido corrido? Talvez. Mas, na verdade, talvez a própria Fringe tenha sido corrida. De sete/oito temporadas planejadas, conseguiram filmar cinco, sendo uma de apenas 13 episódios. Uma tarefa de rei. É como se a frase do Walter, do “tempo que roubamos”, se aplicasse perfeitamente aqui. Com os #SaveFringe, as petições e tudo o mais, roubamos um tempo com Fringe. O presidente da FOX sempre deixou claro, desde a 3ª temporada, que a série se mantinha no ar por causa de seus fãs.

Não cabe, aqui, entrar em qualquer mérito sobre audiência, porque Fringe foi muito – mas MUITO – mais do que isso. Com o ciclo encerrado, digo sem medo que é uma das séries da minha vida, minha segunda ficção científica favorita (atrás apenas de Battlestar Galactica) e vai deixar um vazio gigantesco. Ao mesmo tempo, fico extremamente feliz de vê-la acabar bem, no auge. Foi uma das séries que mais evoluiu, passando de um procedural simples a uma história complexa e inteligente e fico orgulhoso de ter acompanho todo esse crescimento.

Me perguntem hoje porque não abandonei Fringe na primeira temporada, quando a mitologia ainda estava sendo construída e tudo parecia sem sentido, e eu não saberia dizer a resposta. O que eu posso dizer de certeza? Valeu muito a pena.

 …but we did. And I wouldn’t change it for the world.”

_

PS. Series finale, quase 4 da madrugada, talvez as ideias ainda estejam confusas, não sei se consegui falar de tudo que queria no texto. De qualquer forma, muito obrigado pra todo mundo que acompanhou essa temporada e a passada de Fringe comigo aqui no blog. E, se esqueci alguma coisa, pode soltar o verbo nos comentários!

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música...

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Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Karla

    Quase 6 da madrugada terminei os episódios agora e vou dormir com lagrimas nos olhos e um enorme sorriso, por poder presenciar o fim de uma obra de arte da ficção cientifica.Só uma coisa a acrescentar, obrigado FRINGE por seus erros e acertos obrigado por ter existido. Parabéns pela review e por sua dedicação com os fans.

  • Wilma

    Um easter egg lindo que Fringe deixou pros fãs: reparem que no bolinho de cartas que Peter recebe junto com a white tulip tem um “Thank you for your support”. Obrigada, Fringe, por ter existido.

    • diego

      que lindo.

  • Brida

    Aquele filho da Bolívia não é o que ela teve com o Peter? Onde ele foi parar?
    Outra coisa: o Walter explica pro Peter que ele (o Walter) e o Michael são paradoxos e por isso têm de serem apagados. Pelo rumo da conversa dá a entender que eles têm que serem apagados como o Peter foi daquela vez, onde ele simplesmente deixou de ter existido.
    Bom, resumindo: Eu gostei da series finale, porém, assim como LOST, ficou muita coisa no ar (e eu no vácuo), sem resposta. As respostas dadas geraram muito mais perguntas, e, sem duvida, essas perguntas segurariam a série até 7, 8 temporadas, para as quais ela tinha sido planejada. É lamentável que tudo se resuma somente a dinheiro, porque uma outra serie do nível dessa, se surgir, não será tão cedo.

    • juliana

      Brida, o Henry deixou de existir com o reset da timeline, mas acredito que tenha “voltado” como filho de Bolivia e Lincoln. O Peter tb n tinha deixado de existir, mas tinha morrido no lago (as duas versões estavam mortas). O que ocorre com Walter é que ele existe até o momento em que deveria ter se dado a invasão. Enetende-se que Peter, dps da tulipa branca, vá até o laboratório e encontre o vídeo do Walter que assistimos.

      • Brida

        É, Juliana, é pra enlouquecer qualquer um, não? Rs
        Eu costumava dizer que Fringe era meu novo X-Files. Mas agora também acabou e fiquei órfã novamente.
        Só que Arquivo-X conseguiu ficar no ar por 9 temporadas e no mesmo canal: FOX.
        Acho que se eles realmente quisessem, conseguiriam manter Fringe por mais 2 ou 3 temporadas no ar para, aí, sim, dar um fechamento completamente digno.

        • juliana

          ai, sim, é aquela coisa: a gnt fica feliz porque não cancelaram lá na terceira temporada, sem fim nem pé nem cabeça, mas no fundo sabe que podiam ter feito mais, mto mais. mas eu achei lindo o final, de qualquer forma. série formadora de caráter. já me vejo dando o box de presente pra minha filha. =D

  • Bruno

    Algum site com as perguntas que ficaram sem resposta? Pra mim o final duplo foi quase que plenamente satisfatório. Acho que Michael sabia que Olivia ia buscá-la porque nós, os fãs, queriamos saber como estava “o lado de lá”, e era isso que ele estava esperando (porque Michael não parece ter trazido “nada” do lado de lá, ou será que o que trouxe foram os poderes de Olivia de volta, devido ao cortexiphan?)

    Ficamos sem saber o envolvimento de Bell com os observadores, restritos ao corte de sua mão do ambar no começo dessa temporada.

    A morte de Windmark foi algo poética, ele ainda tentou “evaporar” mas o sangue no outro carro mostrou que não conseguiu. Ver December “suicidado” lembrando da sina de August (outro que sucumbiu as emoções), lembrar de Peter Weller e seu episódio de reset do tempo através da Tulipa Branca, lembrar cada caso esquisito da 1a temporada na invasão do prédio, salvar Broyles (“ainda bem que essa sala tem o ar vedado, acredite!”), todos os pontos não tiveram preço.

    Eu diria que Fringe superou BSG, porque afinal BSG “se perdeu” no roteiro a partir da 4a temporada. Talvez não tenha superado The X-Files até a 5a temporada, mas sem dúvida não foi frustrante como LOST e merece seu lugar de destaque tanto como série de sci-fi quanto como história de amor, amor de um homem pelo filho, a ponto de rachar universos, amor de um homem por uma mulher e dessa mulher por seu homem, dos dois pelos filhos e desses filhos por seus pais.

    Obrigado a todos que participaram dessa aventura fascinante, nesses 4 anos e meio. #SaveFringe

  • Linda review, Alê. Me ajudou a aceitar melhor o desaparecimento do Walter.

    Pra mim, o olhar final do Peter não deixa dúvida: ele vai atrás do pai, não importa onde.

    • Pois é, ele deixou essa impressão. Mas nós, fãs, não saberemos se foi ou não, e, se foi, se o trouxe de volta. Essa é uma das coisas a que me referi quando disse que a serie tinha, tranqüilamente, munição para cumprir as 7 ou 8 temporadas para as quais fora planejada.

      • Talvez tivesse, mas confesso que sou contra essa ideia. Acredito que 5 temporadas são mais que suficientes pra uma série como Fringe.

    • juliana

      já eu fiquei com a impressão de que ele subitamente lembrou da timeline resetada

    • juliana

      porque, em tese, ao receber a tulipa ele não compreenderia de cara. iria ao laboratório, walter teria desaparecido, ele assistiria ao vídeo e daí sim

  • Philipe

    Sério, adorei o final de Fringe. Eu amo essa série, de verdade.
    Mas uma coisa me intrigou… vejamos se vocês me entendem: Tá certo que eles deram reset no tempo e os observadores deixaram de existir, certo? Mas aí vêm a dúvida, lembram-se que quando o Walternativo tentava fazer a cura para o Peter e o September, sem querer, o atrapalha? Então, isso foi o que levou o Walter à atravessar para o outro universo e salvar Peter. Depois September viu o erro que cometeu e os salvou de morrer no lago congelado. A dúvida é: Se September junto com os outros observadores deixaram de existir, ele não atrapalhou o Walternativo com a cura, sendo assim o nosso Walter nunca teve toda aquela vida com o Peter, ou será que estou viajando? Haha’

    • juliana

      teve porque esse peter que a gnt vê já é uma anomalia. ele tava morto (nessa TL o september já não atuava) e apareceu no reiden lake adulto. a olivia lembrou da timeline resetada e o walter e ele construíram uma nova relação. walter só foi lembrar dos momentos com o peter antes do desaparecimento dele no final da 3ª temporada quando michael mostrou pra ele.

    • Exatamente. São esses “pequenos” detalhes enlouquecedores a que me referi desde o começo dos comentários. Mas agora estou concluindo que a solução do Walter pra tudo deve ser a resposta: LSD. Talvez assim achemos tudo completamente normal. Risos

  • Um final digno pra uma série que valeu muito a pena assistir. Sei que todos adoram o Walter (eu também), mas a minha favorita sempre foi e sempre será a Olivia. Vibrei com a cena em que ela mata Windmark.

  • Jaque

    Review maravilhosa!! Assisti os episódios ontem, chorei horrores e tô chorando de novo agora.
    A série cumpriu seu própósito: deixou os fãs orgulhosos de participarem dessa aventura. Talvez tenham ficado perguntas (muitas?) a serem respondidas, mas vai ser interessante pensarmos nelas a partir de agora, já que a série nos disse adeus.
    Parabéns pela review, Alexandre, e obrigada por acompanhar essa série perfeita junto conosco!

  • Camila

    O Final foi lindo! lindo! Assisti na sexta por stream, assisti ontem direito… vou assistir depois mais e mais vezes.
    Foi um final tão feliz quanto poderia ser, dado o contexto de Fringe.
    Eu tinha muitas coisas pra dizer, mas depois da review, nem preciso.

    Muito Amor por Fringe!

    PS.: Quando vc falou que os roteiristas não foram sádicos, imaginei se a série fosse escrita pela Shonda Rhimes, 80% do elenco teria morrido. Astrid, Broyles, Donald, observadores… e mais um punhado. hehehe.

  • AllaN B.

    Final simplesmente ÉPICO. Não consigo achar outra palavra pra descrever. :S
    Os easter eggs, os pequenos detalhes, referências a outras temporadas, tudo se encaixou bem.
    Por mais que tenha achado que a série se perdeu um pouco a partir da 4ª temporada, e tenham ficado algumas coisas em aberto, tudo isso foi resetado da minha mente com esse final. 😀
    Os produtores pensaram em tudo (até na Gene!), e fizeram um final digno, com umas das cenas mais bonitas que já vi numa série (Walter-Peter, Walter-Astrid, Walter-September, Peter-Etta, sem contar as cenas de ação)!

    P.S. John Noble PRECISA ganhar um Emmy!!
    P.S.² A audiência desse ep foi a mesma dos outros episódios. COMO ASSIM??! Malditos americanos e seus CSI’s da vida! :@

  • Acho que descobri uma forma de assistir a season finale sem que surjam mais perguntas:
    Antes de assistir, consuma bastante LSD + Brown Betty.
    Garanto que vai ser uma tripla viagem e você vai achar tudo lindo, assim como o Walter ficou maravilhado com o cabelo da Astrid, lembram?
    Hahahaha!

  • Luis Antonio

    Muito bom o final de Fringe, valeu cada momento.
    Review muito boa – melhor ainda se ler com a ajuda do Clearly -, parabéns!

  • Mari

    Lindo final de Fringe, essa série vai deixar muita saudade e um grande vazio. Poucas vezes eu vi uma série com um final satisfatório e Fringe foi uma delas. Esperava até um final mais trágico para tdos os personagens, mas dentro do contexto de Fringe foi até um final feliz mesmo e a sua review me ajudou a aceitar um pouco o final de Walter (assistindo e chorando).
    Muito massa rever a White Tulip e a Vaca Gene (Musa!)

    #FringeForever

  • Lila

    Review linda, Alexandre! Um alento para os fãs que hoje acordaram órfãos dessa série incrível!
    Apesar desta despedida estar sendo difícil, fico feliz por Fringe ter recebido um final decente, com muitas pontas amarradas, referências à sua própria mitologia e questionamentos remanescentes na dose certa – afinal, como seria possível terminar Fringe com alguma certeza na cabeça? hehe!
    Ah, Walter, já estou com saudades :'(

  • Walisson

    Nunca pensei que pudesse me apegar tão rapidamente à uma série como o que aconteceu com Fringe.

    Com certeza vai deixar muita saudade.

    • Walisson

      a uma série*

  • Rodrigo

    Sua review ficou muito boa, Alexandre! O final de Fringe foi excelente!

  • Sonia

    Acabei de assistir ao episódio final: amei! Fringe foi uma série muito bem planejada , executada e, sobretudo, contou com intérpretes maravilhosos. Todos os atores tiveram os seus momentos épicos.Confesso que sofri demais na cena do parque, quando Peter estende as mãos para a pequena Etta : muita tensão e suspense. Se houve alguma ponta solta, não importa,a conclusão foi muito boa!Valeu Fringe!!

  • Karolline

    Um final impecável. Cheia de lágrimas nos olhos por chegar ao fim. Mas contente por tudo ter ocorrido bem. Só tenho uma ressalva sobre a Olivia ter recuperado os poderes no final. Na minha opinião foi o Michael que fez aquilo, pois ele olhou pra ele e fez sinal de silêncio. Da mesma forma quando ela perguntou o que precisaria fazer em seguida. Pelo menos eu entendi desta forma ainda mais pq o Walter deixou bem claro que o Cortexiphan duraria apenas 3 horas. Vou morrer de saudades Fringe.!

  • Arthur

    Eu gostei, mas que a série teve furos, isso teve. Teve esse filho da Olivia do lado B que parecia ser importante e de repente já não existia mais e o namorado da Olivia do começo da série, que morreu e o corpo ficou com a Nina Sharp, que no começo da série parecia vilã, e era um mistério aquele corpo, como se ele fosse ter uma importancia na série, mas não teve, foi esquecido. E tem outras coisas que já não lembro. A série mudou muito nesses cinco anos. Mas, série é assim mesmo, sempre tem furo, mas eu gostei.

  • Wilma

    Depois de muito pensar lembrei de uma ponta solta. No episodio LSD, que Olivia fala do homem que iria matar ela… ele não apareceu mais desde então, ficou ignorado no roteiro. Talvez nem seja importante mas poxa, na época eu fiquei curiosa pra saber daquele plot. Mas isso não tira, de jeito nenhum, a beleza do final.

    • Arthur

      Verdade, tem esse ae também, tinha esquecido. E realmente o final foi bom.

      • Cristiano

        Não foi furo. O homem que iria matar Olivia era … o Walter! Ele matou Olivia no final da quarta temporada, não lembram? Ela só voltou à vida por causa do cortexiplan…

  • Foi incrível! Cada momento a série estava chegando a um nível que pouquíssimas outras conseguiram. Nesse anos de Fringe eu me interessei, me fascinei, ri bastante, tentei montar várias teorias (80% delas foram por água abaixo, diga-se de passagem), tive minha cabeça explodida um tanto de vezes pelos cliffhangers, e neste final eu chorei, tamanha a perfeição, o cuidado, o esmero e carga emocional que esse episódio trouxe. Não vi tantos finais de séries (apenas de Chuck, Lost, Arquivo X e Six Feet Under), mas posso dizer que poucos finais chegarão a perfeição que esse alcançou.

    We Crossed The Line.

  • MSV

    Foi td perfeito nessa finale.. alguem quer apostar que vem filmes por ai??

    ps: O Michael se entregar aos observadores no 5×11 foi pra Olivia usar cortexiphan e só assim conseguir matar o Windmark, ñ foi simplesmente visitar o lado B, mas isso era o que os prod queriam..

  • carlos

    vai deixar muitas sdds, um vacuo enorme no meu coração, valeu fringe por ter existido!!! #FringeForever
    eu to lembrando agr q em algum episodio da quarta ou quinta temporada quando walter ta conversando com nina diz alguma coisa q nunca perdoaria ela por ter atrapalhado o walternativo de achar a cura, então acho q nessa TL quem atrapalhou o walternativo foi a nina por isso o september nao teve influencia mais nesse caso.

  • Lucas

    Nossa, eu achei a maquiagem no Lee e Bolivia muito mal feitas. Não parece que envelheceram 20 anos. O Lee ainda tem um corte de cabelo todo juvenil…

  • Su

    Lindo! Lindo! Lindo! Foi um final muito emocionante.. claro que há muito mais coisas que eu gostaria de ter visto, mas estaria reclamando de barriga cheia. Com aquilo que tinham, acho que fizeram um final digno para os fãs que os acompanharam durante toda a jornada.. Nos deram uma última oportunidade de nos despedirmos de cada pequeno elemento com carinho. E isso para mim foi o mais importante. Os episódios foram uma carta de amor aos verdadeiros fãs da série e é uma ótima sensação sentir que toda essa nossa dedicação foi reconhecida.

    Confesso que houve algumas coisas que não percebi, mas ainda só vi o episódio uma vez e uma pessoa fica tão mergulhada na história emocionalmente que demora a recuperar para conseguir raciocinar direito nos factos científicos, mas já agora, se alguém tiver uma explicação que me responda: porque é que o Walter seria apagado desde 2015? Eu percebi a parte de ele não poder existir duas vezes, mas se ele fez a passagem em 2036, não seria mais lógico ele viver até lá “resetado” e desaparecer em 2036 para não criar o tal paradoxo de ter duas existências simultâneas assim como Michael?

    Parabéns pela review e obrigada a todos pelo carinho e empenho com os fãs. Os especiais sobre a série foram todos ótimos e devem ter dado imenso trabalho! Mas sente-se que são de fãs para fãs! E muito bom ler algo assim. São uma experiência conjunta que proporciona uma discussão saudável, fazendo-nos sentir parte do universo da série. E assim sendo, aproveito para agradecer também a todos os fãs de Fringe que comentaram ao longo desses anos por essa experiência incrível que duvido que alguma vez já ter igual. Mas a esperança é a última que morre, então cá estaremos todos a torcer pela próxima série que nos fará apaixonar e nos emocionar assim 🙂

    • Bruno

      Porque ele indo pro futuro os observadores evoluiram sem precisar ficar sem emoções. Com emoções eles não destruiram a atmosfera do planeta (em 2609 ou algo assim) e não precisaram voltar para… 2015 que foi quando a Terra foi invadida.

      Entendeu? 😉

      PS Assista o filme FAQ OF TIME TRAVEL, da Anna Faris. Muito maneiro rsrsr

  • Cleison

    Questões de viagem no tempo sempre são complicadas e, no geral, ilógicas. Gostei da saída com relação a invasão, mas, se pensarmos que os Observadores jamais existiram, fato é que o Walter também não teria atravessado para o outro universo.

    Não me recordo o episódio, mas é revelado que o Walternativo, enquanto procurava uma cura para o Peter foi atrapalhado por Setembro, que estava no laboratório e justamente aquela mistura química que o curaria, mas precisava ser estabilizada não foi vista. Tudo isso presenciado por nosso Walter, que tomou a decisão de salvar o Peter.

    Enfim, viagens no tempo nunca tem muita lógica mesmo, logo quase qualquer saída, desde que minimamente aceitável é valida. E, no caso, vamos combinar, eles já tinham passado por coisa demais para não ter um final feliz.

    • carlos

      foi nesse caso q eu disse q, nao sei em qual episodio, em vez de ser o september foi a nina, pelo menos ficou subentendido pelo q walter fala pra nina q nunca a perdoaria por ter atrapalhado o walternativo de fazer a cura ou algo assim.

  • Lindy

    Adoreii fringe como um todo! Ainda não caiu a ficha que não vamos mais nos reunir pra assistir! Uma dúvida que ficou no último episódio é se, realmente, foi olívia que matou windmark, pois depois do ocorrido Michael faz sinal de silêncio pra ela, como se tivesse sido ele que fez aquilo… e aí?}

  • Larissa

    Fringe foi a melhor experiência de ficção científica da minha vida. Foi uma série inquietante, bela, forte e, acima de tudo, louca. Imergir no universo de Fringe era me permitir aceitar que tudo é possível quando estamos dispostos a fazer acontecer. O amor incondicional de Walter por seu filho, levado às últimas consequências do imaginável, os vários sacrifícios e o toque sensato de humor que permearam toda a série me cativaram como nunca. O final foi belo, suave e preciso, sem a correria das primeiras temporadas, mas com a adrenalina e perspicácia necessárias para se tornar inesquecível. Foi muito bom rever o “outro lado”, os eventos Fringe usados a favor do plano de Walter, Walter acertando o nome de Astrid e a Gene, embora no âmbar. Já estou morrendo de saudades e planejando uma maratona para rever cada episódio com o olhar do todo.

    P.S. Alexandre, vc conseguiu ler a minha mente e traduzir nesse review belíssimo. Parabéns!!

    #FringeForever

  • Bruno

    Com o hiato de Continnuum qual outra série de Ficção Cientifica vocês recomendam para os “órfãos” de Fringe?

  • Thiago

    Um pouco atrasado, mas só agora consegui assistir à série. Hoje terminei de ver a 5ª temporada e corri para a internet procurando algo sobre o final. Vim até o seu site, Alexandre, e fiquei muito feliz com o que escreveu.
    Vi muitas críticas ao final, às lacunas que deixou, mas você conseguiu observar as coisas por outro ângulo e faz sentido – o Amor como o centro da história e a ficção como auxiliar.
    Talvez as críticas pesadas venham daqueles que não suportaram a dor do final. Me sinto assim também. Querendo mais:
    – Querendo ver o que aconteceu com o Walter no futuro.
    – Querendo saber coisas que não ficaram 100% claras no passado.
    – Querendo saber como foi o desenrolar da vida de Peter e Olívia depois da Tulipa.
    Enfim, um bom final sempre deixa um gostinho de quero mais.
    Acho que sua visão e de muitos que comentaram aqui foi tão boa e cheia de dignidade quanto esta série que conseguiu fazer fãs incondicionais.
    A coisa mais bela da vida é o amor – a Bíblia diz que Deus é amor – e precisamos lembrar disso mais vezes neste mundo maluco que vivemos.
    Abraços a todos.
    E obrigado pelo texto!

Misfits e o uso de poderes em benefício estritamente próprio

2 semanas atráscomentarios

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Girlboss: guia do que NÃO fazer na vida adulta

2 semanas atráscomentarios

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Desafio: você se lembra de quem foi essa declaração de amor?

2 semanas atráscomentarios

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