Séries brasileiras baseadas em Livros

4 de julho de 2009 Por:

Da rica literatura brasileira alguns romances foram adaptados para TV no formato de série ou minisérie, formato tão conhecido (e adorado) por nós.
Sem nenhuma ordem cronológica, ou de preferência, apresento algumas a vocês:

Capitu

Dom Casmurro de Machado de Assis recentemente virou minisérie na Globo, Capitu, nome da personagem mais atraente do livro, mais forte e envolvente. Como disse o próprio Bentinho, “Capitu era mais mulher do que ele era homem”. A série ficou bem fiel à história, sem nunca termos certeza da infidelidade de Capitu. Teve uma bela produção, com um quê de teatro e narração, sendo ao mesmo tempo antigo e muito moderno, ao misturar o Rio de Janeiro de hoje com o do séc. XIX.

Ainda do Machado de Assis, tivemos a adaptação do O Alienista, que foi ao ar em 1993, na Globo e tinha Marco Nanini interpretando fulano. Este conto trata da loucura e do poder, ou um misto dos dois.

Mandrake, mega produção da HBO brasileira, é baseada nos livros de Rubem Fonseca: A Grande Arte e Mandrake: a Bíblia e a Bengala. Mandrake (vivido por Marcos Palmeira) é um advogado mulherengo, bon-vivant e malandro, que lida com casos de chantagem e extorsão, é meio detetive, transitando entre alta sociedade carioca e o seu “submundo”, sem nenhum pudor. A série tem um estilo cinematográfico, foi filmada em película e teve um orçamento de mais de seis milhões de dólares, com mais de 300 locações, levou 8 meses para ter os seus 13 episódios filmados. Foi vencedora do Emmy Internacional de Melhor Série Drama.

Também do Rubem Fonseca, Agosto se tornou uma minisérie global em 1993 e teve 16 episódios, que tratavam dos acontecimentos da política brasileira em 1954, que teve como desfecho o suicídio do presidente Getúlio Vargas.

O auto da Compadecida, talvez a minisérie brasileira de maior e melhor repercussão, é uma excelente comédia baseada na obra homônima de Ariano Suassuna. Exibida em 1999 teve 4 episódios que depois foram adaptados para o cinema.

Numa tentativa de repetir o sucesso de O auto da Compadecida, a globo em 2007 fez uma Homenagem ao autor, produzindo mais uma minisérie, baseada em seus livros O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, A pedra do reino não teve o sucesso esperado.

Em 1998 a Globo produziu uma adaptação do livro do Roberto Drummond: Hilda Furacão escrita pela Gloria Perez, dirigida pelo Wolf Maya. A minisérie teve 32 capítulos, e teve a participação de vários atores até então não muito conhecidos, como o Matheus Nachtergaele que interpretou Cintura Fina. Com a bela Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro como personagens principais, a produção teve sucesso instantâneo ao mostrar como a menina da classe média alta belo horizontina larga tudo para ir viver na zona boemia da cidade, se tornando um grande atrativo do maravilhoso Hotel. Rodrigo Santoro é o frei Malthus, que na luta contra a zona da cidade e contra o que Hilda agora representa, acaba se apaixonando por ela. E vice e versa.

Memorial de Maria Moura, minisérie exibida pela Globo em 1994, baseada no romance de Rachel de Queiroz, que mostra a saga da Maria Moura (Glória Pires) para defender sua vida, suas terras, quebrando todos os padrões femininos do séc. XIX, ao usar calças, dirigir sua vida, cuidar de sua fazenda e lutar contra os primos gananciosos que queriam invadir suas terras. A grande diferença entre o livro e a série foi o desfecho da batalha final.

Mothern série da GNT, que iniciou em 2006, se baseou no livro homônimo, que se baseou no blog, de Laura Guimarães e Juliana Sampaio, e trata do cotidiano e das dificuldades enfrentadas pelas mães modernas, que cuidam da casa, dos filhos, dos relacionamentos, trabalham e se divertem!

Os Maias foi adaptado pela  Globo baseado no romance de Eça de Queiros, escritor lusitano muito importante na literatura mundial e com elementos de outra trama do autor: A Relíquia. O cuidado com a série refletiu o respeito pela sua obra, que se passa na Lisboa do Sec. XVIII, e fala do amor do Carlos Eduardo Maia, por Maria Eduarda, sua irmã desconhecida. A série muito dramática obteve vários prêmios no ano de 2001, apesar de não ter sido um sucesso de audiencia, foi muito bem aceita pelos críticos, mesmo os mais aversos a televisão.

Um Menino Muito Maluquinho é uma produção da TVE, 2006, baseada nas histórias em quadrinhos do Ziraldo, destinado ao público infantil, conta a história do Maluquinho e seus amigos, aos 5 e aos dez anos. A série ganhou o premio de Melhor produção para o público até 12 anos na 33º edição do NHK Japan Prize e de Melhor programa de televisão na categoria infantil dado pela – APCA.

A casa das sete mulheres foi baseada no livro da gaúcha Letícia Wierzchowski, mas a história da adaptação é diferente do que já vimos aqui, porque o livro não era muito conhecido até ser adaptado para a televisão. A história é sobre Anita Garibaldi e a revolução farroupilha, no Rio Grande do Sul, a luta para sobreviver, manter e guiar a vida de sua familia, enquanto os homens estão fora lutando.

Confissões de adolescente de Maria Mariana primeiro foi peça, depois foi série, que contava o cotidiano de quatro irmãs, e que já falamos mais aqui.

Tem muitas outras séries brasileiras baseadas em livros, mas já é assunto para outro post.
Fica a dica para quem viu as séries, mas não leu os livros, ler. Para quem não viu, veja!

Mineira, designer, professora que gosta tanto de séries que as utiliza como material didático.

Belo Horizonte/MG

Série Favorita: Fringe

Não assiste de jeito nenhum: Supernatural

  • Mari

    Muito legal relembrar essas minisséries… Hilda Furacao, A Casa das Sete Mulheres, Memorial de Maria Moura, Capitu e O Auto da Compadecida eu vi e amei todas! Quando a Globo quer, consegue fazer produções de qualidade.

  • Camila

    @: A Globo poderia fazer mais vezes né? Porque são realmente boas!

  • Maria Eduarda

    Capitu e a casa das sete mulheres foram fantasticas! Todas foram bem legais na verdade.

    A única que eu sempre digo que vou assistir e nunca assisto é Hilda Furacão, que deve ter sido muito legal.

  • Caroline

    Indico a série Tudo O Que É Sólido Pode Derreter, passou na cultura e é maravilhosa, além de explorar grandes clássicos da nossa literatura, como por exemplo, Macunaíma, Senhora, Os Lusíadas, Auto da Barca do Inferno..
    Realmente vale a pena conferir!

  • Marcelo

    Assisto Um Menino Muito Maluquinho quase todo dia.

  • Angie

    o Tudo O Que É sólido Pode Derreter é incrível mesmo! Série inteligente, bons atores, roteiro impecável. Eis o link pra quem quizer assistir, são 13 episódios de menos de 25 minutos. Vale a pena! http://www3.tvcultura.com.br/tudooqueesolido/secoes/episodios/

  • camila goes

    eu adorei Anos Rebeldes, apesar de não ser real ao livro, é muito bom, já assisti duas vezes em dvd e li o livro mais duas vezes.

#CCXP2016 Estandes

2 dias atráscomentarios

Salve, salve, apaixonados por séries! Sobrevivemos a quatro dias de Comic-Con Experience e, depois de uma intensa cobertura em todas as nossas redes, vamos trazer um pouquinho do que vivemos lá no São Paulo Expo durante o último final de semana. Logo que entramos na feira, nos deparamos com um espaço que impressionava: para quem visitou a CCXP no ano passado, sabe que o evento já era gigantesco, mas esse ano ele tomou proporções ainda maiores. Os auto-falantes anunciavam a maior feira geek do mundo e era fácil acreditar nisso. Apesar da fama de San Diego, o evento brasileiro deve ter vencido facilmente em estrutura e porte. Para vocês terem uma ideia, o auditório Cinemark, principal dos auditórios do evento, […]

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Primeiras Impressões: Incorporated

6 dias atráscomentarios

Incorporated se passa no ano de 2074, em que, após drásticas mudanças climáticas que devastaram o planeta, causando fome, e levando os governos a falência, quem domina o mundo são as grandes corporações. Elas lutam por market share e pelo controle dos escassos recursos naturais. Nesse mundo, quem trabalha para as corporações vive nas Zonas Verdes e quem não trabalha vive nas favelas das Zonas Vermelhas. A premissa não tem nada de novo, desde 1984 e Admirável Mundo Novo, muitos futuros distópicos fizeram parte do nosso imaginário. O que pode diferenciar Incorporated de outras narrativas especulativas é a fotografia e a maturidade com a qual trata os assuntos. Desde o início do episódio, com texto explicativo para situar o expectador […]

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[Personagem/Ator] Richard Gilmore/Edward Herrmann

1 semana atráscomentarios

Todo o revival foi dedicado à ele que não esteve presente fisicamente, mas foi lembrado a todo momento. Então nada mais justo do que a gente falar desse incrível ator que interpretou um personagem que marcou, e deixou saudades, em todos aqueles que assistiram Gilmore Girls. Edward Kirk Herrmann, o nosso eterno Richard Gilmore, nasceu em 21 de junho de 1943 em Washington, DC e faleceu em 31 de dezembro de 2014, aos 71 anos de idade. Herrmann era ator, diretor, escritor e comediante, além de ter sido a voz por trás de diversos programas do canal The History Channel. Um homem de muitos talentos Edward já atuou no teatro, onde começou sua carreira, estreando na peça Moonchildren em 1971, […]

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