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Séries curtas e boas para maratonar pelo Globo Play

Por: em 22 de setembro de 2017

Séries curtas e boas para maratonar pelo Globo Play

Por: em

O fim de semana vem aí e provavelmente você já está escolhendo alguma série para maratonar, né? Que tal aproveitar a chance para valorizar um pouco algumas produções nacionais?

Tem muita coisa bacana sendo produzida por aqui, por gente que realmente entende de dramaturgia, bons diretores, roteiristas ousados e linguagens diferentes das que estamos acostumados a ver. É claro que nem tudo dá certo. E sim, algumas produções têm um conceito interessante e inovador, mas o produto final deixa muito a desejar. Há ainda produções sendo chamadas de séries só para abocanhar um nicho de mercado, mas que na verdade são apenas novelas de duração um pouco menor.

Mas, novamente: tem muita coisa bacana sendo produzida por aqui. E a proposta do post de hoje é que você explore uma nova plataforma neste fim de semana e maratone alguma série nacional que realmente Vale Cada Minuto no Globo Play. Elas são curtinhas, interessantes e estão disponíveis na íntegra pela ferramenta. Aceita o desafio?

O Canto da Sereia

Reprodução TV Globo

Um romance policial noir em pleno cenário ensolarado de Salvador. Em O Canto da Sereia, somos convidados a participar da investigação sobre o assassinato de uma estrela da música brasileira em pleno auge da carreira. A trama tem elementos de política, misticismo, investigação e suspense, além de um elenco consistente e pouco óbvio liderado por Isis Valverde em um dos seus melhores desempenhos em cena. O “quem matou Sereia?” até persegue o espectador durante todo o desenvolvimento da trama, mas existe muita coisa acontecendo em volta deste questionamento, e juntando isso à curta duração da série, não é um mistério que se desgasta além do ponto.

As Cariocas

Reprodução TV Globo

Essa série já valeria a pena só pela abertura maravilhosa, que te faz tentar adivinhar qual vai ser a próxima diva a desfilar até a câmera. Mas é claro que não para por aí. As Cariocas é uma deliciosa coletânea de crônicas sobre mulheres incríveis que trazem em suas histórias algo relacionado aos bairros do Rio de Janeiro em que vivem. Com roteiro um roteiro leve e surpreendente, uma direção ágil e um time de protagonistas bastante eclético, é daquelas produções que você devora inteira e nem sente o tempo passar. A série fez tanto sucesso que até deu origem a um spin-off ainda mais incrementado, As Brasileiras.

Doce de Mãe

Reprodução TV Globo

Como resistir ao combo Fernanda Montenegro + Emmy Internacional? Não dá. E nem precisa, porque acompanhar as aventuras de Dona Picucha e sua família é uma excelente ideia de maratona. Doce de Mãe acerta pela sua simplicidade, por fazer com excelência o que é considerado trivial – narrar o cotidiano de uma família grande, com uma configuração não muito tradicional, mas que preserva seu espírito de união, especialmente baseada na figura da sua carismática matriarca. O grande charme de Doce de Mãe é o fato de ela ser uma série despretensiosa e bem feita, numa época em que a ordem é sempre inovar e reinventar a roda. Um brigadeiro de panela que pisa muito em qualquer produto de brigaderia gourmet.

Felizes Para Sempre?

Reprodução TV Globo

Provavelmente você já viu algo sobre ela, nem que tenha sido a icônica cena de Paolla Oliveira entre as cortinas, mas Felizes para Sempre? é bem mais que isso.  Aliás, o maior trunfo da série é justamente ser sempre algo diferente do que parece à primeira vista, como a interrogação do título já sugere. Parece ser sobre problemas conjugais, parece ser sobre traição, parece ser sobre o cotidiano de uma família normal. Mas há muitas camadas por baixo do que parece ser, e a cada episódio o público descobre uma faceta que ainda não tinha sido revelada, o que mantém o roteiro instigante e ágil do início ao fim.

Dupla identidade

Reprodução TV Globo

Psicopatas, maníacos, assassinos em série são figuras que geram repúdio e fascínio quase à mesma medida. Dupla Identidade mergulha neste universo através da mente de Edu, um serial killer meticuloso que se esconde atrás da máscara perfeita de um cidadão de bem. Seu protagonista lembra personagens que costumamos ver em séries como The Fall, Dexter, Criminal Minds e outras produções do gênero, mas os coadjuvantes abrem o leque de temas abordados, mostrando tramas relacionadas à bipolaridade, depressão e política.

Amores Roubados

Reprodução TV Globo

Amores Roubados foi uma produção que acabou chamando mais atenção pelo drama nos bastidores que pelo que foi exibido na tela, o que é uma pena, porque a série é cheia de méritos que precisam ser destacados. A escolha do elenco foi o equilíbrio perfeito dos veteranos que sempre fazem bonito com novatos que mereciam uma oportunidade de mostrar seu talento em rede nacional. A adaptação do texto foi muito bem conduzida por Maria Adelaide Amaral com a direção sempre precisa de Villamarim, trazendo para os dias de hoje um clássico da literatura pernambucana do início do século XX.

Amorteamo

Reprodução TV Globo

Tim Burton no Nordeste brasileiro do século XIX. Amorteamo é um conto de fadas sombrio, com ritmo de tragédia shakespeariana e raízes profundas de cultura brasileira. A série ganha muitos pontos por sua estética original, elegante e pelo refinamento do texto. Apesar de flertar com o tragicômico e com o humor negro para falar de assassinatos e suicídios, ela não cai no pastelão e consegue transmitir a sua verdade até dentro do absurdo. O destaque vai para Alcina, personagem de Letícia Sabatella, que tem a trama mais consistente e instigante da série e é um verdadeiro presente para nossos olhos e ouvidos.

Ligações Perigosas

Reprodução TV Globo

Apostar na releitura de um clássico é sempre delicado. Ainda mais um clássico que já foi quase saturado com tantas adaptações que já teve no cinema, na TV, no teatro… mas Ligações Perigosas fez um trabalho decente. Tecnicamente, a série é um completo acerto: fotografia, figurinos, maquiagem, trilha sonora… nada parece fora do lugar. O roteiro e a direção têm algumas apostas controversas, mas não necessariamente erradas. Vale a maratona principalmente por Patrícia Pillar, deslumbrante e corretíssima na pele da sua Isabel, papel que poucas atrizes conseguiram segurar com tanta propriedade.

E aí, aceita nosso desafio para maratonar alguma série da lista? Já conhece todas? Deixe seu comentário sobre as nossas sugestões!


Laís Rangel

Jornalistatriz, viajante, feminista e apaixonada por séries, pole dance e musicais.

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita: Homeland

Não assiste de jeito nenhum: Two and a Half Men

  • Renata Carneiro

    Cada uma com seu estilo, mas todas ótimas escolhas! A Globo pode ser xingada de tudo o que for, mas manda muito bem nas séries. Só senti falta de “Nada Será como Antes”, para mim, uma das melhores produções da emissora dos últimos tempos.

    • Laís Rangel

      Oi, Renata! Tentei diversificar os estilos pra contemplar todos os gostos ahahah Sua sugestão é ótima, porque lembro que na época em que estava sendo exibida, Nada Será como Antes acabou perdendo audiência pela irregularidade dos episódios, que às vezes não eram exibidos por causa do futebol… ou seja, assistindo pela plataforma, é só alegria!

      • Renata Carneiro

        Verdade, Laís. A audiência foi prejudicada pq eles optaram por exibir um episódio por semana tb, né? Aí juntou com essa irregularidade de horários, ferrou tudo. Mas na globoplay dá tudo certo! 🙂

  • João Pedro Bueno

    Muito boa as escolhas,
    mas para mim uma das melhores séries da Globo foi “A cura” de 2010

    • Laís Rangel

      Essa eu não assisti, João! Mas já vou anotar aqui para a minha próxima maratona! Obrigada pelo comentário!

    • Renata Carneiro

      Nunca entendi pq não fizeram segunda temporada dessa série. O final super deu a entender que teria continuação..

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