Switched at Birth – 5×10 Long Live Love (Series Finale)

18 de abril de 2017 Por:

“Se eu te pedisse para fazer algo louco, você consideraria?” – Bay Kennish

Em 06 de junho de 2011, a ABC Family – atual Freeform – exibia o primeiro episódio de um drama sobre duas adolescentes trocadas na maternidade. A trama parecia digna de uma novela mexicana e a roupagem excessivamente teen, uma característica da emissora, de toda divulgação não ajudava. Contra todas as minhas expectativas –e preconceitos – iniciais, a fórmula de Switched at Birth não apenas funcionou, como me cativou completamente, se tornando, de longe, o meu drama adolescente favorito.

Seis anos, cinco temporadas e 103 episódios depois, chegou a hora de me despedir de uma série sensível, necessária e cheia de importância social. Switched at Birth foi, por muito tempo, meu respiro da semana. Embora nem sempre perfeita, a trama se mostrou inclusiva desde o início, trouxe perspectivas diferentes, representou muita gente e trabalhou de forma sutil e honesta os dramas e alegrias de pessoas com deficiência auditiva e outras deficiências, o preconceito contra latinos (e negros nessa última temporada), as dificuldades de ser mulher em um mundo misógino, além da representação de tantos outros grupos invisibilizados.

Em Long Live Love vimos o desfecho da história da família nada convencional, formada pelos Kennish e as Vasquez e, apesar do tom de final de novela da Globo, fiquei extremamente tocada pelo o que vi. A nostalgia e ideia de mudanças estiveram presentes em todo o episódio, ajudando a conferir o clima necessário para um series finale. Era o fim, o momento de seguir em frente, dizer adeus e se lembrar de tudo o que foi vivido até aqui.

O pano de fundo para tudo isso foi o “aniversário” de cinco anos da descoberta da troca. E como nos esquecer daqueles primeiros contatos, ainda aos tropeços e com as emoções a flor da pele, das duas famílias? A falta de tato dos Kennish ao descobrir que tinham uma filha surda, a distância entre Regina e Bay, os conflitos constantes entre John, Kathryn e Regina, as desavenças – e brigas por rapazes – entre Daphne e Bay, Toby sentindo-se deixado de lado em meio a tudo isso… O começo definitivamente não foi fácil, mas ajudou a criar a base para o que seria uma família sólida, unida, diversa e que, apesar de todo e qualquer problema, se ama. Acima de tudo, vimos como a convivência mudou cada um deles e acompanhar a jornada desses personagens foi incrível.

Quando conhecemos Kathryn ela era o exemplo da dona de casa perfeita. A mulher que vivia em função dos filhos e marido e deixava suas ambições pessoais de lado. A pessoa que vemos agora é alguém que luta por seus sonhos, objetivos e pelo que acredita ser certo, não permite que a abalem ou questionem sua autoridade – especialmente em função de seu gênero – e se tornou até mesmo a chefe do marido. Kathryn Kennish é um mulherão da porra, e não apenas ter aprendido a se impor, mas por ter aquela força – muito longe da bruta – de quem é capaz de carregar o peso do mundo nas costas e é sempre a pessoa que segura a casa, o marido e os filhos quando tudo está prestes a ruir. Além disso, é inegável como o convívio com Daphne e Regina abriu seus olhos para várias questões e a tornou uma pessoa  melhor e menos preconceituosa.

“Nós não desistimos e não aceitamos insultos de ninguém. Mulheres Vasquez são fortes.” – Regina Vasquez

Do outro lado da equação, temos Regina Vasquez. Forçada desde cedo a ser forte, ela é aquele tipo de “mulher guerreira” que, embora anônima está em cada esquina. Latina, pobre, abandonada pelo marido, mãe de uma criança surda, alcoólatra… Regina teve que superar vários obstáculos para criar Daphne sozinha e dar a ela a melhor vida que poderia. É inegável que cometeu erros ao longo do caminho – como, por exemplo, ter escondido que sabia de toda a história da troca –, mas sempre tentou fazer o que julgava ser melhor para sua família. Nesse episódio, a vemos tentar fazer algo para si mesma ao investir em seu romance com Erik. Não vou dizer que fiquei satisfeita com esse desfecho, porque não fiquei, especialmente após uma temporada inteira desenvolvendo seu relacionamento com Luca. No entanto, já sinto um alívio por ela não ter  se tornado uma fugitiva ao lado do amante. Impôs a Erik suas condições para ficar com ele e termina a série bem sucedida – dona de uma rede de cafés em ascensão – e se mudando de volta para o bairro que sempre esteve em seu coração.

Já que estamos falando de mães – e é inegável a força que as figuras maternas sempre tiveram em Switched at Birth – não podemos nos esquecer de Melody. A mãe de Emmett, que ao longo dessa história também acabou se tornando mãe de Travis e mudando a vida do rapaz para sempre, foi uma personagem extremamente importante ao longo das primeiras temporadas. Infelizmente, seu tempo em cena foi sendo gradativamente reduzido, sendo assim, fico feliz por esse episódio ter lhe dado à atenção merecida e se dignado a encerrar, de algum modo, sua história. Ao acolher Matthew – e que maravilhoso foi ver ele e a Natalie novamente –  a mulher inicia um novo ciclo para si mesma e percebe que ainda é extremamente necessária onde está. Desde o princípio, Melody foi uma personagem marcada pela diferença que faz na vida das pessoas, nesse finale vemos essa característica se reafirmar. Além disso, a cena em que ela e Regina se reúnem para conversar sobre suas vidas também merece destaque, pela simples nostalgia que ver as duas amigas juntas, algo que não acontecia há algum tempo, no traz.

Travis: Você mudou a minha a minha vida.

Melody: A minha também.”

Então, temos John. A grande figura patriarcal de Switched at Birth é também a mais controversa. Ao longo dessas cinco temporadas, o amei e odiei com a mesma intensidade. No entanto, apesar de todos os seus defeitos, é indiscutível o amor que sente por sua família e, como mesmo de uma forma torta, sempre tentou defendê-la. É claro que isso não justifica todos os seus atos ao longo desses seis anos, mas analisar seu desenvolvimento nos faz perceber como ele mudou, aprendeu e se desconstruiu aos poucos. Ainda há muito o que aprender, é verdade, mas está no caminho certo.

“Vocês são minha família. Eu nunca deixaria nenhum de vocês.” – John Kennish

Em Long Live Love, de todo modo, pudemos ver seu lado mais amoroso e o motivo de, apesar de todos os problemas, seu casamento com Kathryn ser tão sólido. Antes de descobrir sobre a troca, ele fez um teste de DNA secreto para descobrir se Bay era realmente sua filha (ok, isso foi babaquice), a resposta óbvia foi que não possuía qualquer laço biológico com a garota, o que apontaria para uma traição de Kathryn. Ainda assim, ele resolveu manter tudo isso em segredo e ficar com sua esposa e filhos, tomando uma decisão oposta a que Angelo tomou quando teve a mesma escolha. John valoriza e ama sua família e nunca a abandonaria por nada. É isso que o torna um bom homem, é isso o que o impulsiona a mudar, reconhecer seus erros, engolir seu orgulho e preconceitos e tentar de adequar.

“Nem todo mundo é igual e isso não é uma coisa ruim.” – Toby Kennish

O filho mais velho dos Kennish também mudou bastante desde o piloto. Para começar, Toby perdeu o tom ridículo de acaju dos cabelos – você se lembra dessa caracterização vergonhosa dos primeiros episódios? – e o garoto imaturo e sem grandes preocupações que era se transformou em um adulto responsável, casado (duas vezes) e um pai que prioriza o filho e a família. A música se manteve uma constante em sua vida, no entanto, tanto a Guitar Face (banda que formava com Emmett e Wilke nos primórdios da primeira temporada), a produção de musicais e o trabalho como DJ, foram deixados em segundo plano, enquanto o rapaz percebia que o que realmente queria fazer era conscientizar pessoas sobre a Síndrome de Down, tornando o mundo um lugar melhor para Carlton e pessoas como ele. Ainda não sabe exatamente como fazer isso, mas certamente encontrará seu caminho. A ideia faz todo sentido e meu único pesar é não termos visto um desenvolvimento melhor desse plot ao longo da temporada, afinal poderia ter rendido bons momentos.

Para o final, guardei nossas protagonistas, nossas swisters, nossas Daphne e Bay. Essas duas meninas tão diferentes – que em circunstâncias normais sequer se conheceriam–, mas que tiveram os destinos interligados pouco após o nascimento. Quando conhecemos Daphne, ela parecia uma adolescente adorável, madura e que personificava todas as características de uma boa moça. Ao longo da série, contudo, vimos que, como todo ser humano, ela também tem suas falhas. Às vezes egoísta, impulsiva e irresponsável, Daphne cometeu vários erros – alguns tentando acertar – e envolveu a si mesma, e todos ao seu redor, em várias confusões.

A não idealização da personagem é algo que merece destaque, afinal ainda é raro vermos pessoas com deficiência em obras de ficção e, quando acontece, essa representação é muitas vezes problemática ou idealizada. Switched at Birth, no entanto, nos apresentou um leque de personagens surdos (interpretados por atores e atrizes surdos) bem construídos e complexos. Pessoas com personalidades diferentes, que erram, acertam, possuem qualidade, defeitos e capazes de fazer tanto bem, quanto mal. Humanos primorosos.

De qualquer forma, apesar de todos os seus pesares, Daphne sempre teve um bom coração, a vontade de ajudar outras pessoas e a determinação de quem precisa superar vários obstáculos para ter seus direitos garantidos. Ao longo desses cinco anos, vimos à menina lutar pelos seus objetivos, lutar pelas pessoas como ela, lutar contra o preconceito e lutar para ter as mesmas oportunidades dadas aos ouvintes. Nem sempre foi fácil, na verdade, na maioria das vezes não foi. Contudo, mesmo nos piores momentos, teve o apoio da família para restaurar suas forças e a fazer tentar de novo, de novo e quantas vezes fossem necessárias. E foi justamente isso o que vimos nesse episódio. Após uma temporada inteira sendo mal aproveitada pelo roteiro e jogada em situações aleatórias,
finalmente vimos a Daphne Vasquez que conhecemos em ação. Não há forma melhor de nos despedirmos dessa personagem do que a vendo deixar bem claro para um preconceituoso que será uma médica incrível, não importa quanto tempo leve.

“Eu não vou desistir, nunca. Então fique fora do meu caminho.” – Daphne Vasquez

Sobre a menina ainda necessário comentar o desenrolar de seu relacionamento com Mingo. Os dois acabaram reatando, algo que não teria sido um problema, afinal ele foi de longe o melhor namorado que ela teve ao longo dessas cinco temporadas. O problema está na forma como tudo foi desenvolvido, ou melhor, em como não foi desenvolvido. Switched at Birth teve dez episódios para fazer com que os dois reatassem, porém deixou isso para os minutos finais, transformando o retorno do casal, que rendeu ótimos momentos na quarta temporada, em algo apressado, sem emoção e desinteressante. Quase como um modo de fazer com que Daphne não terminasse a série sozinha. O que não seria ruim.

Após falar sobre Daphne, é necessário falar sobre sua outra metade: Bay Kennish. A personificação do desajuste, acredito que essa seja uma boa forma de definir a garota que conhecemos em This Is Not a Pipe . É inclusive dela, falando sobre si mesma em sua primeira conversa com Ty, a frase que remete diretamente ao título do episódio: “parece um cachimbo, fala como um cachimbo, mas não é um cachimbo”. Bay nunca foi um cachimbo e sempre se sentiu um tanto fora de lugar em sua caixinha perfeita de classe média alta. De qualquer forma, o que chamava atenção no começo da série era sua personalidade, por vezes, mimada, mesquinha e egoísta.  A menina, no entanto, cresceu e se tornou uma jovem extremamente criativa, altruísta e independente, que segue o próprio caminho – mesmo que não convencional – e conquista o mundo por si própria, sem ajuda ou empurrõezinhos dos pais. Bay sempre foi uma artista e em seu trabalho como tatuadora finalmente encontrou uma forma, que lhe complete, de transformar sua paixão e talento em uma profissão.

“Isso significa que nós somos fortes o suficiente para deixar que cada um faça o que é melhor para si mesmo. […]Nós somos reais, Travis!” – Bay Kennish

Sobre ela também é necessário destacar a maturidade de sua decisão em relação a Travis. Embora ame o rapaz, não podia simplesmente abandonar seu trabalho, no momento em que ele começava a se consolidar, e todos os seus sonhos para seguir o namorado pelo mundo, deixando sua própria vida em segundo plano. O fato de Travis conseguir entender isso sem grandes dramas também revela a solidez desse relacionamento. Bay e Travis não são Bay e Emmett. A relação dos dois é mais madura, porque os dois estão em uma fase da vida de maior maturidade, e menos intensa e impulsiva. Eles fazem bem um para o outro, permitem que cada um faça o que é melhor para si, se baseiam em cumplicidade, amizade e em um sentimento tão forte que é capaz de sobreviver até mesmo à distância. O amor entre Bay e Travis é bonito e inspirador. E ao consolidar esse casal e torná-lo end game, Switched at Birth faz um tributo aos relacionamentos saudáveis, simples, nos quais as duas pessoas podem ser felizes, plenas e realizadas. Talvez não seja a mais avassaladora ou empolgante das paixões, mas é aquele amor que te dá certezas, segurança e com o qual é possível construir uma vida, que não irá ruir na primeira tempestade. É real!

Emmett foi o primeiro amor de Bay e nada nunca mudará isso, ou apagará todo o impacto que um teve na vida do outro. Bemmett – ou EBay como Noah (você lembra dele?) apelidou – foi épico! Um amor que começou inocente, foi superando obstáculos e crescendo a cada episódio. São tantas cenas icônicas protagonizadas pelos dois que poderia passar uma eternidade as listando. Bay e Emmett eram adoráveis juntos, assisti-los trazia aquela sensação acolhedora de se lembrar de um primeiro amor, trazia um sorriso involuntário aos lábios, trazia frescor. Apesar de todas as diferenças, eles simplesmente funcionavam. Até que deixaram de funcionar. A amizade foi perdendo espaço para o drama, as brigas, as traições, as idas e vindas. A relação foi se partindo de um modo que se tornou irreparável. Já não faziam bem um para o outro, não conseguiam ser felizes juntos, se torturavam aos poucos.

“Bay: E eu vou poder dizer: ‘eu o conheci. Ele foi o meu primeiro amor!’

Emmett: Sim, ele foi!”

É provável que Bay e Emmett sejam um daqueles casais que sempre irá se amar, mas que entende que deixar o outro livre é o melhor que podem fazer. A última cena dos dois marca isso e faz um belo tributo à história que construíram juntos. Além disso, permite que digamos adeus de forma apropriada àquele que também foi nosso primeiro amor. Emmett Bledsoe entrou em nossas vidas como – a própria Kathryn definiu – um James Dean surdo, com sua moto (saudades da Ripley), jaqueta de couro e o sorriso mais adorável do mundo. Sai dela da mesma forma, fazendo nossos corações saltarem e nos deixando tão hipnotizados quanto Bay. O personagem merecia mais do que lhe foi dado nas duas últimas temporadas, nunca superarei o modo como foi simplesmente deixado de lado ou como sua depressão sequer foi trabalhada. Sua despedida, aos menos, me deu algum consolo.

Após tudo isso, não há muito mais a ser dito. Long Live Love encerra um ciclo, finaliza uma história, coloca um ponto final em um drama adolescente único. E faz isso muito bem. Talvez não tenha sido o melhor series finale já feito, mas consegue apelar para a nostalgia e relações entre os personagens, para desenvolver um desfecho bonito e emocionante. Para mim foi impossível conter as lágrimas e já sinto um vazio no peito.

Switched at Birth foi uma série marcante, que fugiu de clichês e esteriótipos, debateu assuntos sérios com um público predominantemente adolescente e certamente tocou o coração de cada um que deu uma chance a essa história. Para mim há um peso especial, porque cresci, amadureci, amei e chorei junto com Bay e Daphne. Deixei minha adolescência para trás e me tornei mulher junto com essas garotas, aqui residia um dos meus últimos laços com meus dias de menina. É hora de deixar ir, de seguir em frente. Como Emmett bem pontuou, é o fim de uma era.

Uma fangirl desastrada, melodramática e indecisa, tentando sobreviver ao mundo dos adultos.

Mariana/ MG

Série Favorita: My Mad Fat Diary

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

  • Patrícia Marone

    Li em uma entrevista com a criadora da série que a mesma foi cancelada durante a produção da quinta temporada, então muitas ideia já estavam sendo desenvolvidas para uma temporada de 20 e tantos capitulos, deixando muita historia corrida para terminar em apenas 10 (Regina e Eric, Daphne e Mingo por exemplo). Mas mesmo assim também gostei muito do series finale e concordo com muito que você disse sobre os personagens, menos a Daphne hahahaha. Achei que ela foi se tornando cada vez mais egoista e “favorecida” por sua familia. Ela tinha a mania irritante de querer resolver problemas dos outros sem que eles pedissem sua ajuda, e na maioria das vezes acabava prejudicando os amigos por não saber o que eles realmente estavam passando ou precisando. Só nessa ultima temporada ela fez umas 2 3 vezes isso. Mas mesmo assim, fiquei feliz com o caminho que todos os personagens estão traçando no series finale, e vou sentir saudade dessa serie incrivel!

  • Su

    Concordo com a análise. Switched at Birth foi uma série que apesar dos erros valeu muito a pena acompanhar. Realmente poucas são as séries hoje em dia que trabalham temáticas de minorias, diferenças ou pura e simplesmente levantam questões polémicas para trazer o assunto à discussão sem preconceitos como esta séries fez! E a Bay será sempre uma das minhas personagens favoritas!

  • Flavia

    “Switched at Birth faz um tributo aos relacionamentos saudáveis, simples, nos quais as duas pessoas podem ser felizes, plenas e realizadas. Talvez não seja a mais avassaladora ou empolgante das paixões, mas é aquele amor que te dá certezas, segurança e com o qual é possível construir uma vida, que não irá ruir na primeira tempestade. É real!”

    Exatamente, não sou muito fã de Bay com Travis, mas Emmet e ela se tornaram impossíveis de ficar juntos, lembro quando ela visitou a casa de Frida e a mulher lá diz para ela “não procure um amor que nem Frida e Diego, aquilo era abuso” e foi aí que ela percebeu que ela e Emmet tinham acabado mesmo.

    Amei demais a serie, acho que nunca assisti algo que tratasse de temas tão diversos, nunca tinha assistido nada com atores surdos e ver o lado deles foi incrível. Para mim um dos melhores episódios que já vi na vida foi o que não teve som nenhum, aquilo é muito lindo.

    Demorei para ver o final, mas precisava de um lugar para desabafar, Switched vai deixar muitas saudades, é dessa série uma das cenas favoritas minha: quando tá um barulho e aí Daphne simplesmente desliga o aparelhinho dela e fica tudo em silêncio e ela fala para Bay que deve ser difícil viver num mundo em que nada nunca está silencioso. Não é bem assim a cena, mas foi quase, naquele momento eu invejei um pouco Daphne, às vezes realmente a gente precisa se preocupar com o nosso interior, nossos pensamentos e parar de ouvir o mundo exterior. Amei as duas irmãs, mas Daphne me fez mudar e apesar de todos os erros, egoísmos e demais defeitos, foi com Daphne que eu aprendi mais sobre os surdos.

    Vai deixar muita saudades, não teve como conter um sentimento de tristeza vendo a série acabar, mas é melhor assim que ficar mais 5 temporadas andando em círculos.

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