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Teen Wolf – 6×12 Raw Talent

Por: em 8 de agosto de 2017

Teen Wolf – 6×12 Raw Talent

Por: em

“Pessoas assustadas fazem coisas que você não acreditaria”.

Medo. Essa emoção que se infiltra em nossa corrente sanguínea, nos faz abandonar qualquer racionalidade e agir de formas nunca antes imaginadas. Esse sentimento que motiva ou paralisa, que é capaz de despertar o que há  de melhor ou pior em você, que pode ser superado ou se tornar sua ruína. Medo que, como ficou claro nesse episódio, é o principal mote da reta final de Teen Wolf.

Após as inúmeras situações macabras e criaturas monstruosas que aterrorizaram Beacon Hills nos últimos anos, não é difícil entender de onde vem todo esse pavor. Especialmente depois de demonstrações tão públicas e ameaçadaoras da existência de um mundo sobrenatural (já estava mesmo na hora da galera dessa cidade parar de fazer de cega, né?). Sobre isso, o escritor de terror H.P. Lovecraft disse uma vez que “a emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos eles é o medo do desconhecido“. A citação se encaixa bem nesse contexto, uma vez que a descoberta de seres, que deveriam fazer parte apenas do nosso imaginário, tem gerado o pânico e, com isso, uma série de hostilidades, ataques e massacres. É da natureza humana, afinal, tentar aniquilar seus demônios.

Reprodução/MTV

O medo, no entanto, também foi um sentimento que moveu as tramas de Scott e Lydia. A perspectiva de estarem lidando novamente com caçadores foi suficiente para fazer o alfa se apavorar e reviver alguns de seus piores momentos. Acredito, entretanto, que a simples perspectiva de ter Chris – alguém que, de certa forma, assumiu um papel de figura paterna em sua vida – envolvido novamente na caça de seres sobrenaturais tornava tudo pior. No fim, descobrimos que o Papai Argent estava apenas vendendo suas armas e, se havia alguma dúvida sobre a identidade do comprador misterioso, é bem provável que todas as suspeitas agora apontem para Gerard, que está de volta e continua com a ideia fixa de acabar com os lobinhos e seus amigos.

Lydia, por sua vez, teve que enfrentar seus demônios ao retornar a Eichen House, para salvar Parrish. Perceber o pavor da menina em se ver novamente naquele lugar – onde foi tão violentada – foi algo importante, afinal, após tudo o que ela passou ali, seria absurdo que não desenvolvesse qualquer tipo de trauma. Além disso, essa pequena cena ajuda a criar uma ideia de consequência na narrativa, algo que, algumas vezes, sinto falta em Teen Wolf. Na maior parte do tempo, o problema é rapidamente resolvido e superado, sem grandes impactos físicos, psicológicos ou emocionais. A própria morte de Allison se enquadra nesse cenário, uma vez que a série nunca deu realmente tempo aos personagens para sofrer a perda a amiga, isso para não mencionar o tom quase cômico adotado pela quarta temporada.

Reprodução/MTV

Medos e traumas, no entanto, não foram tudo o que vimos aqui. Raw Talent  foi também um episódio sobre recordações. Seguindo a linha nostálgica da temporada, tivemos breves flashbacks, que contextualizavam os pavores de Scott e Lydia, além de nos lembrar da vida de Chris como um caçador impiedoso e da Eichen House como uma prisão para criatura sobrenaturais. Outro ponto que merece destaque está no retorno de Brett – que quase acabou partindo dessa para uma melhor – e na menção ao Transtorno Explosivo Intermitente de Liam, algo extremamente importante para a construção do personagem e sua falta de controle como lobisomem, mas que não era citado há temporadas.

Seguindo a lógica insana que regula minha cabeça, nem se dê ao trabalho de tentar entender, deixei para falar sobre a cena inicial por último. Logo na abertura do episódios nos deparamos como nosso velho amigo Theo Raeken em uma situação digna de pena. A solidão do rapaz era quase palpável, mas foi rapidamente ameaçada pela chegada de um grupo determinado a acabar com sua vida. Ainda assim, não acredito que o garoto tenha realmente morrido, afinal vaso ruim não quebra tão fácil. Além disso, acho difícil que trouxessem o ator de volta apenas para despertar a pena nos corações mais fracos – como o meu – e insinuar sua morte. Tudo isso em menos de cinco minutos.

Reprodução/MTV

Após todas essas divagações, preciso confessar que ainda não sei exatamente o que achei desse episódio. Raw Talent certamente teve seus pontos interessantes e relevantes para o desenvolvimento da trama, entretanto, a sensação de que boa parte disso poderia ter sido resolvida de forma mais ágil está comigo desde que o assisti. Faltando oito episódios para o desfecho da série é necessário que a história flua mais rápido e o roteiro gaste mais tempo com os personagens que amamos e menos tempo criando a atmosfera para o plot principal. A essa altura do campeonato, dois episódios de contexto e soa quase como um desperdício de tempo.

Observações:

— Aquele sofrimento de saber que a senha do Chris é Allison. Aliás, Allison sendo usada como senha desde a primeira temporada quando Scott resolveu iniciar a tendência;

— Não tivemos Stiles nesse episódio e para mim isso é um motivo de tristeza;

— Scott e Malia estão cada vez mais próximos e confesso que adoro a ideia dos dois como um casal, porque Tyler Posey e Shelley Hennig têm uma química absurda;

— Por que as pessoas dessa série ainda insistem em ir a Eichen House? Não tem uma vez que pisam nesse lugar que alguém não sai machucado ou quase morto. Se fosse eu não passava nem na porta.

— A trilha sonora de Teen Wolf é sempre maravilhosa, mas nesse episódio merece destaque por ter se encaixado como uma luva nas cenas.


Thais Medeiros

Uma fangirl desastrada, melodramática e indecisa, tentando (sem muito sucesso) sobreviver ao mundo dos adultos. Louca dos signos e das fanfics e convicta de que a Lufa-Lufa é a melhor casa de Hogwarts. Se pudesse viveria de açaí e pão de queijo.

Paracatu/ MG

Série Favorita: My Mad Fat Diary

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

  • Jean Cavalcanti

    Um dos pouquíssimos episódios de Teen Wolf que eu não gostei muito. Nesse não teve nada de muito interessante a não ser o retorno de Theo e Gerard

    • Thaís Medeiros

      Sim, o episódio foi bem fraco e mesmo os retornos de Theo e Gerard não foram aproveitados como poderiam. O jeito é esperar que semana que vem seja melhor

  • Nickolas Girotto

    É eu também digo que estou com medo de como as coisas estão indo, fora alguns pontos, achei o episodio bem fraquinho, isso não é legal por ser a ultima temporada que tem só 10 episódios.
    O que eu gostei foi do retorno do Chris e toda essa parte dos caçadores retornando, do pequeno desenvolvimento do casal Malia e Scott e de todo esse esquema do medo ai, que me parece não estar aparecendo de modo natural, deve ser coisa desse novo ser superpoderoso que foi libertado, algo muito curioso é sempre que tem um ser super forte liberado ele é representado por um inseto, o outro era uma mosca agora é uma aranha.

  • Paulo Adriano Rocha

    “Por que as pessoas dessa série ainda insistem em ir a Eichen House?” Pior, por que elas vão SOZINHAS? E ainda dão as costas aos funcionários, que são piores que os detentos… Sério, Parish merecia uma pisa depois dessa… Mas foi bom pra ver Lydia em seu momento Bashee. Fazia tempo que não aparecia.
    Não entendi a do carinha lá que as aranhas parecem ter tirado a pele dele, mas depois o cara aparece lá. Claro, o espírito podia ter tomado a pele dele e se transvestido, mas não ia ter como saber da prova de história, né? Eu fiquei meio perdido. Acho que teremos ataques de todos os lados dessa vez. Vovô Argent veio disposto a acabar com tudo, aquela professorinha ainda não disse de onde veio(porque ela não ia saber das história do nada), aliás, adorei a investida do Brett. Pensei até que ela ia se transformar em lobisomem.
    Coitado do Theo… não entendi aquela cena, não. Parecia que ele estava sempre em Beacon Hills, pelas roupas do policiais. Que cidade enorme é aquela? Aí depois o cara é exterminado. Eu acho que ele deve ter morrido, sim. Quiseram apenas mostrar que os sobrenaturais estão sendo caçados. Deu pena…
    Enfim, vamos ver o que aguarda os próximos episódios, porque ainda temos Derek sendo caçado pelo FBI. E precisamos de cenas Sterek.

  • Artur Montenegro

    Não sei o que esperar dessa leva final de episódios. Por um lado, acredito que episódios que acelerem a drama de forma positiva e ágil seja o essencial para a série ter um bom desfecho, por outro lado, sabemos que a série tem esse problema de conseguir equilibrar fluidez e bom desenvolvimento, vide o desfecho do arco da temporada 6A, que foi tão apressado e mal executado que deixou um gosto amargo para o que a série iria fazer com os últimos 10 episódios. Assim que a série retornou, tínhamos um total de 0 respostas sobre o plot principal, após Raw Talent, continuamos com quase nada de respostas. Isso me preocupa muito! Enfim, parabéns pela excelente review, Thais!

    Ps: Allisson também foi a senha para destravar a lista da morte da quarta temporada, né? Não me recordo muito bem, mas sei que essa galera precisa inovar nas senhas urgentemente, haha!

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