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The Exorcist – 2×02 Safe as Houses

Por: em 10 de outubro de 2017

The Exorcist – 2×02 Safe as Houses

Por: em

Com um início de ano bem diferente do primeiro, o segundo episódio da nova temporada de The Exorcist conseguiu, ao contrário do último, passar positivamente as mudanças de ritmo para o público e se aprofundar na nova história apresentada, sem se esquecer das antigas.

Reprodução/CTV2

Quando a sinopse e as primeiras imagens desse segundo ano foram divulgadas, eram grandes as expectativas para o orfanato. Bem comum no gênero de terror, é difícil histórias nesse ambiente não agradarem ao público, já que costumam abrigar diversas possibilidades de roteiro. Além disso, como abrange diversos personagens infantis e adolescentes, o núcleo em questão seria ótimo para ir se desenvolvendo com calma, já que A) crianças e adolescentes sempre acabam tendo o primeiro contato e B) no início, ninguém nunca acredita neles. Com esses fatos, começamos essa nova temporada da forma que já esperávamos. Pelo segundo episódio seguido, a nova história consegue novamente roubar os holofotes e já mostra aos telespectadores a força que tem para continuar crescendo.

Caleb, que correu um grande perigo na semana passada, acaba sendo o mais vulnerável do grupo. Não pela sua deficiência visual, mas pela sua inocência e histórico familiar. Ignorar o gosto estranho da maça e não procurar sua colega para conversar sobre a noite passada mostra como sua falta de confiança nas pessoas o está prejudicando. Na verdade, com seu relacionamento conturbado com os pais e com o suposto abandono da floresta por parte de Verity, é de se esperar que ele comece a querer enfrentar qualquer situação sozinho, o que pode influenciar em um possível novo perigo. Ironicamente, Verity acaba se sentindo do mesmo modo. Não sabemos mais sobre seu histórico nem sobre o que a influenciou a comportar-se assim no passado, mas é possível ver como tudo isso ainda a assombra, principalmente com o lembrete por parte daquele a quem ela achava que mais podia confiar.

O relacionamento entre Andrew e Rose não foi totalmente explorado, mas se mostra um ótimo assunto para ser abordado no futuro. O efeito que um causa no outro é absurdo e, apesar de tentarem, parece que eles mesmos tentam sabotar sua relação profissional com base no passado ainda desconhecido. Como exemplo, temos a cena em que ele começa a duvidar da confiança da assistente nele e a cena em que ela usa um acontecimento passado para justificar o presente, do mesmo modo que ele fez e ela desaprovou. É engraçado notar como eles são parecidos, mesmo que nem percebam. Pelo que deu a entender, Nicole entrou em depressão e se suicidou, o que Andrew, que deveria estar em um relacionamento amoroso com ela, não conseguiu perceber. Ainda não há informações suficientes para sustentar isso, assim como seu relacionamento com Rose, mas isso parece ser um passado bem frenético, que pode acabar sendo usado, futuramente, para o mal manipulá-los.

Reprodução/CTV2

Enquanto isso, Marcus e Tomás conseguem finalizar mais um capítulo, estando prontos para uma nova ameaça, que já parece estar chegando mais cedo do que imaginavam. Antes de tudo, é importante citar a relação entre eles e a evolução de cada um. Que Tomás é especial, isso não se pode negar, mas é possível notar como a arrogância que isso gerou o está tornando irresponsável. Não é possível se formar em exorcismo, isso é algo que se melhora com o tempo, de acordo com seu relacionamento com o divino. Um exorcista experiente pode acabar caindo em desgraça, como já vimos acontecendo com o próprio amigo do início do primeiro ano. Mesmo assim, ambos parecem estar cada vez mais cheios um do outro, principalmente Marcus, que parece estar se fechando mais em si mesmo. Se na primeira temporada ele parecia pronto para evoluir e interagir melhor com as pessoas, agora temos um pequeno retrocesso. Sua preocupação com o amigo é evidente, mas a forma como ele a expõe e a maneira que ele o trata acaba ajudando na forma como Tomás começa a desprezá-lo.

O exorcismo de Cindy, como já era esperado, terminou de forma positiva, deixando para trás apenas as cicatrizes do trauma e os estragos de um hospital do interior que é grande o suficiente para gerenciar uma maternidade, mas que aparentemente possuí apenas dois funcionários. Assim como Angela conseguiu se manter sã pelo amor por sua família, ela apenas conseguiu retornar por causa de uma lembrança feliz, mostrando que além da fé e das orações, o maior elemento em um exorcismo é a força de vontade do possuído. Com isso, temos mais uma peça no caminho dos padres, já que Marcus está acostumado a agir mais tradicionalmente que o companheiro. Agora, eles estão indo para Seattle, lugar em que coincidentemente fica a sede da rede em que as crianças do orfanato estão incluídas, mostrando que o momento dos dois núcleos interagirem pode estar perto.

Sendo possivelmente o ponto mais interessante do episódio, tivemos o retorno do padre Bennett com a famigerada conspiração. Sendo algo intenso trabalhado no primeiro ano, mas desenvolvido muito tarde, talvez esse seja o momento em que veremos uma melhor colocação dessa trama. Com o Vaticano corrompido, são poucas as pessoas de confiança. Com isso, devemos conseguir ver melhor novos personagens e novas maneiras de enfrentar demônios, algo que deve render boas cenas e um aprofundamento ainda melhor. Mesmo assim, talvez seja possível notar que o núcleo ainda não parece bem encaixado na série. Apesar de ser o ponto principal da história, é impossível negar que a antologia das temporadas continua melhor, nos deixando apenas a esperança de que consigam melhorar essa sensação nos próximos episódios.

Reprodução/CTV2

No geral, The Exorcist continua apresentando uma temporada equilibrada. Apesar de alguns pontos negativos, a série ainda pode acabar superando seu primeiro ano, mesmo sem o plot-twist histórico e o fator surpresa da conspiração.

Observações:

Seis meses de treinamento e o Tomás já se acha o Sam Winchester depois de beber sangue de demônio.

Shelby já virou dono do fator creepy da série. Inclusive, era realmente um filhote aquilo que foi gerado pela ovelha?

Será que Verity realmente levou Caleb para a floresta (pelo menos inconscientemente) ou foi algo do além?

Nas próximas semanas, as reviews da série devem sair, no máximo, até domingo. Nessa semana, o atraso se deu somente ao fato de um problema de saúde, mas peço desculpas.

 


E você? O que achou do episódio? Não se esqueça de deixar sua opinião e continuar acompanhando as reviews aqui, no Apaixonados por Séries.


Lucas de Siqueira

Apaixonado por Tom Holland, séries históricas, documentários sombrios e guerras. 19 anos de pura imersão em diferentes universos através da leitura e pronto para criar outros através da escrita.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

  • Bruno D Rangel

    No início achei que a possessão de Cindy estaria ligada de certa forma ao núcleo das crianças, mas acho isso pouco provável agora. Parece que o plot da possessão serviu só para nos mostrar como está a relação entre Marcus e Tomas antes de chegarem na casa.

    Li em uma teoria sobre Grace, a garotinha. A teoria diz que ela não existe de verdade, podendo ser o demônio tentando possuir Andy. No início achei estranho, mas analisando, ele é o único que interage com ela. Os outros nem a mencionam. Em um trecho, V diz que é a única guria da casa. Estou de olho.

    • Bruno,

      Eu já imaginava que seria resolvido logo, visto o jeito que estavam tratando esse exorcismo no primeiro episódio. Mesmo assim, fiquei feliz que ele serviu pelo menos para trabalhar melhor os padres.

      Caraca, eu não havia percebido esses detalhes. Vou assistir os episódios novamente, mas parece fazer bastante sentido.

      Muito obrigado pelo seu comentário!

  • douglas

    um bom episídio, com certeza melhor que o inicio um tanto confuso/conturbado dessa segunda temporada; amando esses atritos do Marcus x Tomas, um lado a preocupação de ver o amigo/colega se afogando na (possível) ruína e o outro, a inveja, “eu sou especial, vc nao, supera”; o que comentar desse núcleo que é o Orfanato? to amando demais, manda mais que tá pouco; o que mais me intriga, e me deixa ansioso é “quem das crianças será possuida?”, todas ali tem um gatilho para deixar um demônio entrar, to amando isso;

    mais uma vez, obrigado por essa bela review e que vc já esteja recuperado do problema de saúde, se não, melhoras.

    • Douglas,

      Realmente, foi bem melhor que o inicial. Essa relação entre os padres está bem intensa, espero que continuem trabalhando-a bem. O orfanato é o ponto alto da temporada, cada cena te deixa mais ansioso pela próxima hahaha das crianças, eu apostaria no Caleb ou na Grace, mas ainda está meio cedo pra ter certeza.

      Muito obrigado pelo seu comentário!

      OBS: agradeço muito pela preocupação. Estou melhor sim, obrigado!

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