The Musketeers

24 de outubro de 2016 Por:

“Um por todos, todos por um!”

Les Trois Mousquetaires

Eis que há três anos, sem saber o que assistir, me deparo com uma notícia de que a BBC iria adaptar a história de Os Três Mosqueteiros. Como uma grande fã das minisséries/séries do canal britânico, não pude perder a oportunidade de acompanhar mais um projeto. E que projeto!!!

Para quem não conhece ou deseja relembrar, Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires) é um romance histórico escrito pelo francês, Alexandre Dumas, em 1844. O romance se passava na França de 1625 e acompanhava as aventuras do jovem D’Artagnan, que tinha um sonho de ser um mosqueteiro do Rei Luís XIII. Assim, ele se junta à Athos, Porthos e Aramis para deter os inimigos e proteger o rei. É muito interessante como Dumas conseguiu criar uma história com um conteúdo histórico tão rico.

the musketeers

The Muskeeters estreou em Janeiro de 2014 e foi exibida pela BBC One, e contou com um elenco não muito conhecido. Luke Pasqualino, de Skins, deu vida à D’Artagnan, enquanto Santiago Cabrera, de Heroes, deu à Aramis. Tom Burke e Howard Charles completaram o grupo como Athos e Porthos, respectivamente.

É aqui que alguns elementos são modificados. Enquanto no livro, o protagonista vai à Paris para ser mosqueteiro, na série, o convencido D’Artagnan, procura o responsável pela morte de seu pai – achando que o culpado era Athos – para conseguir sua vingança. Logo, ele cruza o caminho com os três mosqueteiros do rei, e torna-se estágiario aprendiz dos protetores de seu país. Os quatro percebem que o manipulador Cardeal Richelieu, interpretado magistralmente por Peter Capaldi, está tentando dominar a França. Infelizmente, o principal ponto negativo da série foi a saída de Capaldi para tornar-se o novo Doctor Who.

Aramis é o personagem mais contraditório que eu já vi em alguma série. Ele é um mulherengo de alto nível, que usa sua beleza para conquistar as mulheres ao seu redor, mas também é temente a Deus, virando padre no futuro. Dumas criou o personagem baseando-se em Henri d’Aramitz, um abade. Aramis é, com frequência, o alívio cômico. Entretanto, na história original, é Porthos que tem esse papel. Porthos não conhece muito bem seu passado, apenas que seu pai o abandonou enquanto ainda era criança.

Já Athos é o que possuí uma história mais interessante. A relação infeliz que teve com Milady de Winter, o tornou um homem frio, que não consegue se aproximar de mais ninguém. É através das lutas com os mosqueteiros que ele consegue liberar todas as suas emoções.

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A França está em guerra com a Espanha e o Rei Luís XIII é tão inteligente quanto uma porta. Sua ingenuidade faz com que ele confie, com toda a vida, no Cardeal, que consegue tudo o que quer. Junto dele, está a espiã, Milady de Winter, que é sem dúvidas, uma das melhores personagens da série. Sua capacidade de seduzir e enganar a todos é um dos pontos fortes da série, mostrando que Milady não é só mais um rostinho bonito.

Na verdade, The Musketeers consegue deixar de lado as “mocinhas em perigo”. Constance Bonacieux, que no livro é apenas a arrumadeira da Rainha Ana de Áustria, aprende a usar uma espada e pistola, tanto é que, isso sempre foi um de seus desejos. Já no começo é possível notar os olhares dela com D’Artagnan, apesar desta ser casada. Isso também é um ponto importante que a série coloca. Naquela época as mulheres eram obrigadas a se casarem, para conseguirem uma vida estável. O marido de Constance é um zé ninguém e só vê a mulher como um objeto de status.

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A rainha é uma das únicas – pessoas boas – que consegue mostrar ao rei como governar. Ela também foi forçada a se casar com alguém que não queria, mas considera muito seu marido e sempre está ao seu lado. Ela não se deixa abalar por ser mulher e espanhola, mesmo quando a guerra entre a França e Espanha está mais acirrada. A verdade é que Ana acaba se apaixonando por alguém, cuja relação é impossível, e isso acaba desencadeando um resultado que pode prejudica-los, e muito.

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Uma das coisas que mais gosto da BBC, é a escolha dos locais de filmagem. É claro que Paris não foi um lugar possível, já que a Segunda Guerra Mundial destruiu grande parte dos edifícios históricos. Mas mesmo assim, a República Checa foi um excelente lugar. A trilha sonora é muito comparada com o filme Piratas do Caribe, e foi composta por Paul Englishby, que utilizou 60 músicos! A composição da abertura da série, já mostra o que está por vir. Já as cenas de lutas são ótimas e toda a coreografia é muito bem feita, deixando tudo natural, sem os excessos de cambalhotas e saltos no ar – estou falando de você, Arrow!

No começo, a série estava programada para ter apenas uma temporada, com 10 episódios. Após a exibição do primeiro episódio, a grande audiência possibilitou mais dois anos de vida ao show. The Musketeers acabou em sua terceira temporada, neste ano, com um final redondinho. E para você que ficou com vontade de assistir a série, ela está toda disponível na Netflix!!!

Futura jornalista. Mora em uma cidade desconhecida. Apaixonada por séries. Cinéfila e bookaholic. Sonha em um dia morar em Nova Iorque. O que ama mais do que tudo...

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Série Favorita: Friends

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

  • Nossa, sempre quis começar essa série, mas não sabia se valia a pena ou não. Acho que estava faltando esse incentivo hahaha já vou me preparar para maratonar. Ótimo texto!

    • Karine

      Lucas, pode assistir sem medo. O único ponto negativo é só ter 3 temporadas hahaha
      Muito obrigada!!!

  • Heitor Oliveira

    Opa! Não tava sabendo que essa série tava na Netflix, agora que vou ver mesmo!

  • Gabi Valentim

    Depois de ler esse post, e o de the O.C, vou reassistir as duas, com toda certeza. Estava procurando a série para maratonar nessas férias, e achei!
    Esses posts dessas séries mais antigas dão vontade de largar todo o trabalho e correr para a netflix hahaha!

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