The Shannara Chronicles

8 de janeiro de 2016 Por:

Foi sem muita expectativa que eu me pus a assistir o piloto de The Shannara Choniclesnova série de fantasia produzida pela MTV. Eu não sabia quase nada da história; tinha apenas gostado um pouco do visual pelos trailers e fotos lançadas e sabia que a produção contava com os saudosos nomes de Alfred Gough e Miles Millar, os responsáveis pelo clássico (é clássico sim!) Smallville. Qual não foi minha surpresa, então, ao assistir um piloto bem produzido e com uma mitologia bem vasta e interessante? Nunca tive contato com os livros que originaram a série (e são muitos!), mas a julgar pelo que vimos aqui, existe potencial para termos uma excelente série.

A trama de The Shannara Chronicles é situada em um mundo conhecido como Quatro Terras, povoado por uma diversidade enorme de raças. Este é um mundo onde a magia, responsável por grandes feitos no passado, é considerada apenas mito. Os elfos se estabeleceram como uma raça “superior” e consideram todos os outros sub-raças – e, obviamente, são considerados inimigos não-declarados por toda a vastidão das Quatro Terras. Existe uma árvore centenária chamada Ellcrys, situada no templo elfo de Arbolon, que segundo as lendas, é o que impede que os demônios ataquem as Quatro Terras, graças aos elfos do passado, que os prenderam em um mundo alternativo chamado “Proibido” e selaram a passagem com a árvore. O problema é que, misteriosamente, a árvore começa a morrer e cada folha que cai, libera um demônio da prisão nas Quatro Terras.

princesa-amberle-shannara

No centro da história, surge então Amberle (Poppy Drayton), princesa-elfa e integrante do Chosen, um grupo de elfos dedicados a proteção da Ellcrys. Amberle sente (não vou falar como para evitar spoilers) que a Ellcrys está morrendo e, assustada, foge do palácio. Em suas mãos, estará o destino das Quatro Terras. Mas obviamente, ela não estará sozinha. Ao seu lado, completando os protagonistas da série, estão Wil Ohmsford (Austin Butler), um híbrido de humano e elfo que descobre ter uma origem muito mais importante do que esperava – além de cumprir a cota shirtless; Eretria (Ivana Baquero), uma humana ladra que quer ser independente e Allanon (Manu Bennet), o último druida remanescente. Juntos, eles entrarão em uma jornada com o objetivo de restaurar a magia e salvar a Ellcrys – e as Quatro Terras.

É importante colocar que a mitologia da série é bem maior do que isso e, no episódio piloto de 1h20min, é bem apresentada. O roteiro é eficiente em colocar os pontos mais complexos de uma maneira didática, mas sem parecer chata ou uma aula de história das Quatro Terras, por assim dizer. Os quatro protagonistas são apresentados separadamente de maneira eficiente e, dessa maneira, quando acontecem as ligações entre eles, já sabemos quem eles são e, ao menos em parte, qual será seu papel na saga. As meninas novas seguram bem as pontas como Amberle e Eretria e mesmo os dois meninos já conhecidos do público (Austin por Switched at Birth Carrie Diaries e Bennet por Arrow Spartacus) conseguem estar bem em papéis diferentes do que estão acostumados.

Há um certo clichê na história, obviamente, com todas as definições de bem/mal, magia extinta, princesas heroínas, heróis descendentes de guerreiros lendários e etc. Mas clichês existem por um motivo: às vezes, eles funcionam. E no caso de The Shannara Chronicles, eles realmente funcionam graças ao grande carisma da trama e aos pequenos ganchos de desenvolvimento que vão sendo deixados.

wil-amberle-shannarah

O ritmo do episódio é muito bom e a trama consegue fluir de maneira natural, como é o necessário para um piloto duplo. Além da força da história, muito bem estabelecida, a produção é bem bonita. Claro, existem algumas cenas dependentes de CGI que deixam muito a desejar e lembram os ótimos, só que pra dizer ao contrário, efeitos de Once Upon a Time. Mas as locações internas (como o palácio elfo) são belíssimas, bem como as imensidões verdes, cachoeiras e montanhas. A parte de figurino e maquiagem também é bem realizada e consegue construir bem um mundo totalmente à parte do nosso.

A trilha sonora também funciona. Toda instrumental, não deve em nada a produções épicas como Crônicas de NárniaSenhor dos Anéis ou Game of Thrones. Lembra em muito o tom místico das canções celtas e combina perfeitamente com o clima que a série estabeleceu. Se eu fosse apontar um defeito na parte técnica, seria no acabamento de algumas poucas criaturas (que eu não posso falar quais porque seria spoiler), mas é um detalhe pequeno perto do quanto eu gostei dessa série.

O saldo é bastante positivo e parece que a audiência concorda. The Shannara Chronicles reteu toda a audiência que recebeu de Teen Wolf e, se continuar assim, logo deve ganhar uma renovação. Se a qualidade deste piloto continuar (ou aumentar), será bem merecido.

E você, assistiu? Conta pra gente o que achou!


PS. A abertura é um espetáculo. Vejam só:

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música...

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