The Slap

21 de abril de 2017 Por:

Imaginem o seguinte cenário: Um festa comemorativa de aniversário entre família e amigos, muita comilança, bebidas, conversações e crianças correndo para todo lado atrapalhando a circulação, até que, são organizadas em uma brincadeira esportiva, tudo corria bem, com os filhos de todos presentes participando, até que Hugo, criança de três anos, tem uma reação exagerada ao perder e inicia um processo de ameaça aos outros ao rodar e apontar um enorme taco de beisebol deliberadamente no risco de atingir e machucar as outras crianças, todos os adultos voltam a atenção para a cena e um deles cobra uma atitude dos pais de Hugo, que somente reclamam e permanecem onde estão, Hugo permanece ameaçando aos outros, até que Harry, um dos pais, vê que seu filho quase foi atingido afasta-o indo até o garoto e o sacode pelos braços, Hugo reage chutando-o e Harry revida dando-lhe um forte tapa no rosto.

Com uma premissa polêmica e divisora de opiniões acerca do incidente da birra perigosa da criança e do tapa dado por um adulto em um filho que não é seu, a minissérie The Slap é baseada em uma produção australiana de sucesso de mesmo nome e contexto que já ganhou uma avaliação positiva nas Primeiras Impressões aqui no blog, a versão americana foi lançada no ano de 2015 e produzida pelo canal NBC com apenas oito episódios, no formato interessantíssimo de cada episódio focado em um dos personagens centrais, que por sinal são interpretados por atores de peso, bastante conhecidos, outros nem tanto, mas tão talentosos quanto, que dão vida a uma história no mínimo inusitada que desperta no telespectador o sentimento inquietante de escolher um dos lados antagônicos.

Em um desenvolvimento cheio de reviravoltas, de um lado temos Harry (Zachary Quinto) o agressor soberbo, arrogante, explosivo, cheio de si, com um histórico de violência que tem uma reação completamente exagerada ao ver seu filho, um pouco mais velho, ser ameaçado por uma criança pequena intencionada a machucar; do outro lado temos o agredido, Hugo, uma criança mimada, violenta, cheia de vontades, completamente sem limites que manda deliberadamente nos pais, Rosie (Melissa George) e Garry (Thomas Sadoski), uma mãe dedicada até demais que faz de tudo pelo filho e um pai apático, que escolheram criar o filho de maneira livre e criativa, sem espaço para educar e impor autoridade sobre o mesmo. Pois é, complicado não é!? Agora imagine fazer parte da família ou ser um amigo bastante íntimo que estava no momento do ocorrido e que é literalmente obrigado a escolher um lado em um processo judicial aberto pelos pais da criança agredida contra o agressor.

Pois bem, o incidente e a inevitável divisão opinativa que recai sobre o grupo familiar e agregados como uma bomba é o gatilho para que conheçamos melhor o restante dos personagens, acompanhamos enquanto alguns tomam logo uma posição a respeito do ocorrido enquanto outros levam mais tempo para decidir de que lado estão, e enquanto isso vamos conhecendo a rotina dos mesmos, como cada um se conecta, quem é família, quem é amigo, mas, majoritariamente, como o evento afeta cada um deles, que se veem num processo de reavaliação de valores e relacionamentos entre si.

Primo de Harry, autor da agressão, e proprietário da casa onde houve o ocorrido, Hector (Peter Sarsgaard) que completa 40 anos, é casado e tem dois filhos, neste mesmo dia fatídico ele considera trair a esposa, a simpática e centrada Aisha (Thandie Newton), com a própria secretária dela, a bastante jovem e provocante Connie (Makenzie Leigh); Manolis (Brian Cox) é um imigrante grego que dá muito valor a família, pai de Hector e tio de Harry ele toma logo partido em favor do sobrinho e se impressiona com a indecisão do restante da família, o que acaba desencadeando velhos podres e desafetos familiares. A inexpressiva e reprimida Sandi (Marin Ireland), mulher de Harry, e o filho do casal fecham o núcleo da família.

Rosie, amiga de infância de Aisha, é casada com Gary e juntos são pais de Hugo, a criança agredida, a mesma possui uma relação bastante peculiar e apegada com o filho, que com três anos de idade ela ainda amamenta, sofreu uma depressão pós parto e por isso o cria satisfazendo todas as suas vontades como uma maneira de compensação. Anouk (Uma Thurman) também é amiga de infância de Aisha e Rosie, uma roteirista que mantém um relacionamento com um jovem muitos anos mais novo do que ela, a mesma possui um espirito livre e problemas de relacionamento com a mãe, é cheia de opiniões que beiram o cômico acerca do ocorrido.

É preciso dizer que a qualidade e o desenrolar da minissérie produzida em terras americanas não agradou tanto os críticos em comparação a versão original australiana. Mas, para mim o que vale mesmo neste curto drama é a discussão polêmica que foi traga a tona, principalmente no desenrolar jurídico acerca do bendito tapa, que coloca em questão a personalidade violenta de Harry que agiu em defesa do filho, assim como, a criação proporcionada por Rosie e Gary a Hugo, uma educação deturbada e completamente obtusa que acaba por estragar a criança, sem nem uma ideia do que seja limite ou respeito pelo outro. O fatídico tapa afeta a todos de maneiras diferentes, o fato é que ao escolher um lado as coisas nunca mais serão as mesmas.


Mas qual a opinião de vocês leitores, nesta situação, que lado vocês escolheriam? Compartilhem nos comentários. A opinião comum mesmo é que a minissérie Vale Cada Minuto e merece a atenção de vocês. Confiram o trailer abaixo:

Jovem bahiana simpática e gente boa que curte um bom número de séries e por este motivo tem a audácia de escrever suas opiniões positivas e negativas sobre...

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Itamaraju/BA

Série Favorita: How i Met Your Mother/Friends

Não assiste de jeito nenhum: The Vampire Diaries

  • Jéssica Cândido

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